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sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os piores do ano

Mais um ano vai chegando ao fim e as tradicionais retrospectivas são praticamente uma obrigação. Assim como tem ocorrido todos os anos, este blog fará uma lista com os piores e melhores de 2014. Primeiramente, os piores produtos televisivos serão listados. Curiosamente, alguns dos selecionados em 2013 continuam na lista deste ano, o que apenas comprova que os problemas vistos anteriormente não foram resolvidos. Porém, algumas 'novidades' surgiram para incrementar esta triste seleção. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais produções.




"Em Família": A última novela de Manoel Carlos foi uma grande decepção e um fracasso de audiência (pior ibope do horário nobre). Excesso de personagens sem função, atores que foram escalados e nem entraram, ritmo arrastado, ausência de bons conflitos, trama cansativa, clima tenso nos bastidores, enfim, não faltaram problemas na história. O folhetim ainda enfrentou duras críticas em virtude da discrepância na idade dos personagens, como por exemplo, Natália do Vale ser mãe de Júlia Lemmertz sem nem ao menos passar por um processo de envelhecimento. A novela ainda pecou pela falta de bons pares românticos e pela ausência de um bom vilão, uma vez que a ferina Shirley (Vivianne Pasmanter) ficou apenas na promessa. Infelizmente, Maneco (um novelista que já escreveu inúmeros sucessos) se despediu da pior forma possível.



"Geração Brasil": Após o sucesso de "Cheias de Charme", a expectativa era alta para a nova novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Mas após um começo promissor, a trama dos autores foi se perdendo gradativamente, até virar um completo equívoco. A história envolvendo tecnologia tinha uma boa premissa, porém, com o tempo, foi ficando nítido que não havia um fio condutor e nem conflitos atrativos. Os personagens ficaram sem rumo, vários casais foram mal desenvolvidos, atores foram subaproveitados e a novela que parecia ótima na verdade se revelou uma produção fraquíssima. A rejeição do público foi tão alta que a média geral conseguiu ficar um ponto abaixo de "Além do Horizonte", até então considerada o menor índice do horário. Um folhetim para ser esquecido.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ao usar Russo para atacar a Globo, Record mostra que continua a mesma

O "Domingo Show" estreou em março de 2014 e desde então vem abusando de todo tipo de assunto sensacionalista para alavancar a audiência do programa. Geraldo Luís comanda a atração e parte para qualquer tipo de apelação para atrair alguns números a mais no Ibope. Vale lembrar que ele já fazia isso no "Balanço Geral", época em que chegou a usar a sofrida história da vida de um anão como uma espécie de show. Portanto, não chegou a ser nenhuma surpresa a exploração da história de Russo, ex-operador de áudio e ex-assistente de palco da Globo.


Antônio Pedro de Souza e Silva é uma figura conhecidíssima do público, já que trabalhou por 46 anos na Globo e vivia aparecendo graças ao carinho que os apresentadores tinham por ele. Não há como esquecer da sua presença no "Cassino do Chacrinha", sendo um 'faz tudo' do Velho Guerreiro. E foram muitos os programas que contaram com seu trabalho, incluindo "Domingão do Faustão" e "Xuxa". O mais recente era o "Caldeirão do Huck", época em que, vale ressaltar, estava trabalhando já aposentado, uma vez que Russo (hoje com 83 anos) já se aposentou há mais de 20 anos.

Após sofrer um enfarto, a Globo obrigou Russo a parar de trabalhar, bloqueando seu crachá, impedindo consequentemente sua entrada no Projac. Como é viciado em trabalho e está nesta ocupação há anos, obviamente, o assistente de palco não se conformou com a decisão da empresa.