O ataque da gangue liderada pelo pirata Fred Sem Ama (Leopoldo Pacheco excelente) teve um quê de aventura infantil e isso não foi um demérito, muito pelo contrário. Deu um toque de fantasia mais do que bem-vindo, ao mesmo tempo que apresentou um perfil que representa parte da história do Brasil como vítima de um sequestro. Ainda funcionou plenamente para enfatizar a valentia do casal de mocinhos formado por Joaquim (Chay Suede) e Anna (Isabelle Drummond), além de ter mostrado a faceta corajosa e cômica da princesa Leopoldina e a vilania de Thomas (Gabriel Braga Nunes). Ou seja, desenhou melhor alguns dos principais personagens para o público.
Não é exagero comparar os momentos com filmes da Disney, pois, mesmo sem os efeitos especiais de primeiro mundo (até porque não há criaturas sobrenaturais, monstros ou algo do tipo), todas as cenas de luta impressionaram. Tanto pela coreografia dos atores e figurantes, quanto pelos diálogos inspirados, vide o divertido momento em que Joaquim pediu Anna em casamento enquanto os dois batalhavam com os piratas, com direito a socos, chutes e espadadas.