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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Reprise de "Novo Mundo" em 2020 merecia o mesmo sucesso de 2017

A Globo teve uma estratégia bem pensada para as suas reprises durante a pandemia do coronavírus que implicou no término das gravações de todas as produções inéditas na teledramaturgia. "Fina Estampa" e "Totalmente Demais" foram escolhidas por conta da elevada audiência e sucesso popular. No caso do folhetim das sete, somado a um conjunto de qualidades que faltou no enredo péssimo das nove. Já "Malhação - Viva a Diferença" e "Novo Mundo" a questão dos ótimos índices também fizeram a diferença, mas houve uma preocupação a mais: o lançamento das "continuações". O seriado adolescente terá um spin-off chamado "As Five" na Globoplay, em novembro, enquanto o caso da trama das 18h será no canal aberto com o título de "Nos Tempos do Imperador", em 2021. E a produção das seis foi primorosa.


O folhetim que fez um grande sucesso em 2017 não repetiu o mesmo êxito na reexibição. Mas a produção foi uma escolha acertada da emissora para preparar o público para a saga sobre Dom Pedro II (Selton Mello) que contará com alguns personagens de "Novo Mundo", como Licurgo (Guilherme Piva), Germana (Vivianne Pasmanter), Quinzinho (Theo de Almeida) e a filha de Anna (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede), citando apenas os mais importantes. Alessandro Marson e Thereza Falcão são os autores das duas novelas e a chance de repetirem os acertos vistos na atual reprise é bem elevada. Até porque não é uma continuação explícita. Quem não viu a obra anterior não terá problemas em entender o novo enredo.

No entanto, quem não viu "Novo Mundo" deveria ter aproveitado a oportunidade. A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe".

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Germana e Licurgo formaram a melhor dupla de "Novo Mundo"

A trama dos então estreantes Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, se mostrou uma caprichada produção. "Novo Mundo" teve todos os elementos fundamentais para um bom folhetim das seis, mesclando bem aventura, romance e contextos históricos. O humor não era um dos focos principais do enredo e ficava em segundo plano. Entretanto, a comédia cresceu aos poucos no enredo graças ao sucesso da dupla formada por Guilherme Piva e Vivianne Pasmanter.


Licurgo e Germana são os perfis mais engraçados da novela, representando a picaretagem que costuma despertar risos na ficção. Os dois são donos de uma taberna caindo aos pedaços e nunca estão preocupados em atender bem os poucos clientes que chegam. Pelo contrário, vivem tratando todo mundo mal. Ainda servem pombas assadas fingindo que são frangos. A cozinha do lugar é um nojo. Tudo que os cerca desperta asco. Rabugentos e sujos (no sentido figurado e literal), estão sempre pensando em alguma forma de obter vantagem em cima dos outros. Claro que quase nunca os planos dão certo, resultando em situações divertidíssimas.

Os personagens eram pequenos, mas cresceram graças ao talento dos intérpretes, que são os responsáveis pelo principal alívio cômico do folhetim. É necessário elogiar o texto dos autores, sempre recheado de pérolas que na boca dos atores ficam ainda mais inspiradas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Valeu rever a Proclamação da Independência do Brasil em "Novo Mundo"

A reprise ótima "Novo Mundo" está em plena reta final. E uma das muitas qualidades da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi a mescla de ficção com fatos históricos. Os autores foram muito habilidosos na construção de um folhetim clássico, tendo uma passagem importante da história do país como enredo central. E um dos momentos mais aguardados do enredo foi ao ar nesta segunda-feira (17/08) e na exibição original, em 2017, bem no dia 7 de setembro: a declaração da Independência do Brasil.


Primeiramente, é preciso aplaudir a precisão dos escritores, há três anos, em colocar a cena justamente no dia que realmente aconteceu o fato. Obviamente, a precisão não foi se repetiu na reprise. Mas é apenas um detalhe. O grito de Dom Pedro (Caio Castro) foi arrepiante e conseguiu cercar esse momento emblemático com todo o clima necessário. Era um clímax bastante esperado, não apenas em virtude do contexto tão presente nos livros de história, como também pela trajetória do príncipe e da princesa que o público tem acompanhado desde a reestreia da novela.

A emoção da sequência foi temperada já no capítulo anterior com a exibição da belíssima cena em que Leopoldina (Letícia Colin) ignorou as ameaças da Corte Portuguesa e assinou a separação do Brasil de Portugal. Nomeada princesa regente pelo marido, a respeitável mulher reuniu os ministros e, com o apoio deles e de José Bonifácio (Felipe Camargo), tomou a decisão mais importante da história do país.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Humilhação de Domitila destacou Agatha Moreira em "Novo Mundo"

A reprise de "Novo Mundo" está a pouco menos de dois meses de seu final. E um dos momentos mais aguardados da trama foi a queda de Domitila (Agatha Moreira). A amante de Dom Pedro (Caio Castro), conhecida nos livros de História como a Marquesa de Santos, acabou mais vilanizada pelos autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, privilegiando o bom folhetim, criando assim uma maior rivalidade com a doce princesa Leopoldina (Letícia Colin). A estratégia se mostrou um acerto e o desmascaramento da personagem destacou a atriz.


Inicialmente, Domitila parecia uma vítima sofredora, padecendo com as agressões do marido violento (Felício - Bruce Gomlesvky) e sofrendo nas mãos da irmã, a interesseira Benedita (Larissa Bracher). O início de seu  romance com Chalaça (Rômulo Estrela), por sinal, rendia cenas delicadas para o casal. Entretanto, aos poucos, a verdadeira face da mulher foi sendo exposta para o público através de atitudes egoístas e traiçoeiras. O lado maquiavélico se firmou desde que ela adotou como principal meta a sua aproximação de Dom Pedro, com o intuito de se livrar do marido e conseguir a guarda dos filhos.

Mas, na verdade, Domitila sempre quis uma vida luxuosa e a posição de princesa do Brasil. Tanto que assim que conseguiu a guarda das crianças, as internou em um colégio. Também não pensou duas vezes antes de trair Chalaça, fazendo o amante odiar seu até então melhor amigo.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Valeu a pena rever a melhor virada de "Novo Mundo"

A reexibição de "Novo Mundo", estranhamente, não vem obtendo um número elevado de audiência. Exibida em 2017, a trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi um sucesso de público, crítica e repercussão. Portanto, não há uma explicação lógica para o fato. Há muitas vezes situações inexplicáveis no mundo televisivo. Mas a reprise vem comprovando todas as qualidades do enredo. E a maior reviravolta do folhetim foi exibida nesta quinta-feira (02/07). Várias cenas bem produzidas que destacaram o trabalho da equipe do diretor Vinícius Coimbra, e promoveram uma virada espetacular na história com o resgate épico de Anna Millman (Isabelle Drummond), planejado por Joaquim (Chay Suede) e sua gangue de amigos.


Após um longo tempo presa por Thomas (Gabriel Braga Nunes), a mocinha finalmente conseguiu se livrar do vilão graças ao seu amado e os dois fugiram de balão, bem no meio de uma feira de invenções. O capítulo pareceu um filme de aventura da melhor qualidade. Teve lutas coreografadas com precisão, empolgantes embates e cenas de ação bem dirigidas. Um grande destaque foi o duelo entre Jacira (Giullia Buscacio) e Miss Liu (Luana Tanaka), claramente inspirado no clássico filme "O Tigre e o Dragão" (2000).

A briga das duas foi de tirar o fôlego e ainda representou um encontro de civilizações. A índia e a chinesa usaram suas melhores técnicas de luta e se enfrentaram em nível de igualdade, mostrando preparo e treinamento. As atrizes se entregaram e a direção deixou tudo muito crível, sem qualquer traço de artificialidade.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Vale a pena rever o show de Letícia Colin em "Novo Mundo"

A reprise de "Novo Mundo", exibida pela Globo por conta da interrupção das gravações das novelas inéditas em virtude da pandemia do coronavírus, tem servido como uma preparação para "Nos Tempos do Imperador", novo folhetim de Alessandro Marson e Thereza Falcão, previsto para estrear depois de "Éramos Seis". A previsão para a nova história ainda é incerta, pois ninguém sabe sobre o futuro pós-pandemia. Mas os mesmos autores acertaram em cheio com a saga atualmente reprisada e um dos maiores êxitos foi a presença de Letícia Colin.


A escalação da intérprete para viver a princesa Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena, depois conhecida como Maria Leopoldina de Áustria, foi certeira. A personagem, que foi casada com Dom Pedro I, é uma das mais lembradas e citadas por historiadores, pois teve um papel fundamental para o processo de Independência do Brasil. E sua vida daria mesmo um dramalhão clássico de novela. A escolha para viver um perfil tão rico exigia muita responsabilidade, onde um erro seria fatal para o núcleo principal de "Novo Mundo". Mas o acerto ficou evidente logo no primeiro capítulo, firmando essa ótima impressão até hoje.

Foi nítido o trabalho, tanto de prosódia quanto de postura corporal, que a atriz teve para compor a princesa austríaca. O seu sotaque alemão era adorável e deixou a personagem cativante, pois serviu para imprimir um toque de doçura que casou perfeitamente com o papel.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

"Novo Mundo" e "Totalmente Demais" mostram as várias facetas de Vivianne Pasmanter

O sonho de todo ator ou atriz é mostrar versatilidade. Nada pior do que ficar preso a um determinado tipo de personagem. Tanto que as dúvidas a respeito do talento do intérprete até acabam levantadas. E, por ironia do destino, duas reprises escolhidas pela Globo para preencher a grade durante a pandemia do coronavírus (que resultou na interrupção das gravações de todas as novelas inéditas) ajudam a comprovar algo que todos já sabem há um bom tempo: Vivianne Pasmanter é uma atriz completa.


No ar nas reprises de "Novo Mundo", onde viveu com maestria a assustadora Germana, e de "Totalmente Demais", onde interpretou a elegante Lili, a intérprete dominou dois perfis completamente distintos com uma facilidade impressionante. E para sua sorte foram dois trabalhos em sequência. O fenômeno das 19h, escrito por Rosane Svartman e Paulo Halm, foi ao ar entre 2015 e 2016, enquanto o grande sucesso das 18h, de Alessandro Marson e Thereza Falcão, encantou o público em 2017. E a atriz raramente emendou trabalhos na televisão, mas a diferença gritante de estilos pesou para aceitar o convite para o folhetim das seis, pouco tempo depois do encerramento das gravações da trama das sete.

A exibição atual das produções ajuda a ressaltar ainda mais as várias facetas de Vivianne. A atriz não estava com sorte em seus últimos papéis antes da Lili. Sempre perfis que prometiam muito e cumpriam pouco. A última personagem realmente relevante era a Maria João, de "Uga Uga", há 16 anos. A amargurada e sofrida empresária de "Totalmente Demais" chegou em ótima hora.

terça-feira, 17 de março de 2020

Mudança na grade da Globo expõe responsabilidade e boa estratégia

A Globo foi a primeira emissora do país a tomar medidas radicais por conta da pandemia do COVID-19 no mundo. Após muitas reuniões, a cúpula da emissora decidiu manter onze horas de programação ao vivo com jornalismo informativo sobre os cuidados necessários para evitar o contágio do corona vírus, cancelando programas como "Mais Você", "Se Joga" e "Altas Horas". Mas a decisão que mais surpreendeu o público foi a interrupção das gravações de todas as produções inéditas, implicando na substituição de todos os folhetins atuais por reprises.


A maior emissora do país e a segunda maior do mundo simplesmente resolveu parar com a produção da teledramaturgia até o surto melhorar ou o mundo entrar em normalidade. A indústria da Globo sempre foi a mais respeitada em virtude da extrema qualidade e organização de produção. Ao interromper os trabalhos, a empresa demonstra total preocupação com seus funcionários e respeito pelo público. Afinal, não adianta orientar a população para ficar em casa e não agir conforme o aconselhado. Mas a difícil e importante medida também expõe a estratégia sempre precisa do canal.

"Malhação - Toda Forma de Amar", escrita por Emanuel Jacobina, já se perdeu há muito tempo e chegaria ao fim com 278 capítulos. Houve um encurtamento grave e as gravações foram encerradas nesta terça.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os casais do ano, as melhores cenas e as melhores atrizes e atores de 2017, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo desses doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.






"A Força do Querer".
Após o fracasso de "A Lei do Amor" e da instabilidade do horário nobre desde o fiasco de "Babilônia", a Globo estava temerosa em torno do futuro de sua faixa mais importante. Porém, Glória Perez chegou e exibiu sua melhor novela da carreira. A trama fez um imenso sucesso e teve uma média geral de 36 pontos, empatada com "Amor à Vida", última novela de grande êxito do horário pós-"Avenida Brasil". Com exceção de Fiuk, o elenco foi muito bem escalado e os personagens caíram no gosto do público, assim como os conflitos muito bem desenvolvidos pela autora em torno de Bibi Perigosa, Jeiza, Zeca, Ritinha, Silvana, Ivan e companhia. A abordagem do vício em jogos e da transexualidade foi precisa, assim como o foco em torno do trabalho da Policia Militar. Claro que defeitos ocorreram e o último capítulo ficou corrido demais, porém, o saldo final foi excelente. Destaque para a direção de Rogério Gomes e desempenhos de Juliana Paes, Paolla Oliveira, Elizângela, Isis Valverde, Marco Pigossi, entre outros.




"Novo Mundo".
A primeira novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão como autores titulares não poderia ter sido melhor. A trama das seis encantou o público e fez um merecido sucesso de público e crítica, mesclando acontecimentos históricos e personagens que fizeram parte de momentos importantes do Brasil com perfis e dramas tipicamente folhetinescos. O resultado foi uma produção caprichadíssima e repleta de grandes cenas, incluindo momentos de lutas coreografadas e batalhas empolgantes. Vinícius Coimbra dirigiu a trama brilhantemente e Letícia Colin deu show como Leopoldina, assim como Caio Castro de Dom Pedro, Felipe Camargo de José Bonifácio, entre outros. Isabelle Drummond e Chay Suede formaram um lindo casal de mocinhos, enquanto Vivianne Pasmanter, Guilherme Piva e Ingrid Guimarães divertiram com Germana, Licurgo e Elvira. Merece o Emmy Internacional em 2018. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e novamente o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, minisséries e séries emocionaram, impactaram ou divertiram o telespectador ao longo de 2017. E muitas sequências merecem menção, relembrando o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.





Zana se despede dos filhos, mas só deixa Yaqub ir embora em "Dois Irmãos":
A preferência da mãe passional, na trama escrita por Maria Camargo, adaptada da obra de Milton Hatoum, foi sacramentada nessa marcante cena, destacando o talento dramático de Juliana Paes, que emocionou com o olhar, expondo o sentimento doentio daquela mulher. Muito antes de surgir da Bibi em "A Força do Querer", outro tipo cego de amor que a intérprete viveu.




Zana e Halim discutem feio em "Dois Irmãos":
O casal principal da trama tinha uma linda história de amor, mas tudo começou a ruir com o nascimento dos gêmeos. O amor exagerado que Zana tinha por Omar era a principal razão para todas as brigas e essa discussão se deu logo após uma transa do par, destacando Antônio Calloni e Juliana Paes na segunda fase do enredo. Os dois brilharam em cenas complicadas e que continham nudez.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os melhores casais do ano

Ao contrário de todos os sites e blogs, que optam em apenas selecionar os destaques e os piores do ano, o De Olho Nos Detalhes também engloba outras categorias nas listas de retrospectivas. E um dos diferenciais do meu modesto espaço é listar os melhores pares românticos das tramas. Em 2017 tivemos casais apaixonantes em vários horários e vale citar todos os romances da ficção que apaixonaram o público, promovendo um festival de 'shippagem' (termo usado na junção dos nomes dos pares). Vamos a eles.





Jeiza e Zeca ("A Força do Querer"):
O sucesso de Glória Perez teve muitos casais convidativos e o de maior destaque do enredo era, sem dúvida, protagonizado pelo marrento e pela policial militar, que também era lutadora de MMA. A autora nem esperava tamanho êxito do par, aumentando o destaque do romance e atrasando o envolvimento dela com Caio (Rodrigo Lombardi). A química entre Marco Pigossi e Paolla Oliveira foi gigantesca e as cenas deles sempre soltavam faísca.




 Anna e Joaquim ("Novo Mundo"):
Os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão aproveitaram a química entre Chay Suede e Isabelle Drummond na primeira fase de "A Lei do Amor", os transformando em mocinhos da irretocável novela das seis, que fez um merecido sucesso de público e crítica. O valente Joaquim e a empoderada Anna Millman formaram um lindo par e a sintonia entre eles era visível o tempo todo, protagonizando sempre cenas delicadas e típicas de romances água com açúcar das 18h.


domingo, 10 de dezembro de 2017

"Melhores do Ano" de 2017 deveria ter se chamado "Melhores de A Força do Querer"

O fim do ano vai chegando e com ele as tradicionais premiações elegendo quem mais se destacou na televisão. O "Melhores do Ano", do "Domingão do Faustão", já é um dos eventos 'clássicos' de encerramento e, óbvio, só seleciona produções da Globo. Como são só três indicações por categoria, quase sempre há esquecimentos imperdoáveis. Entretanto, nos últimos anos, houve uma certa justiça nas seleções, priorizando os realmente merecedores, com raras exceções. Mas, em 2017, muitas escolhas provocaram um inevitável incômodo.


Em virtude do imenso sucesso de "A Força do Querer", a novela de Glória Perez dominou todas as indicações. Vale lembrar que isso é algo normal e aconteceu algo semelhante com "Avenida Brasil" e "Amor à Vida", outros grandes êxitos da faixa nobre da Globo. O problema é que o ano teve mais novelas ótimas e também com elencos dignos de muito reconhecimento. O quase total esquecimento de "Novo Mundo", por exemplo, é absurdo. O folhetim das seis teve uma excelente audiência, atores brilhantes e repercussão alta. O mesmo ocorre com "Malhação - Viva a Diferença", conseguindo índices não obtidos na faixa há dez anos. Já "Rock Story" não teve índices estrondosos e nem gerou burburinho, mas também merecia o lembrança.

A categoria Revelação, por exemplo, foi uma das mais controversas, repetindo uma polêmica já vista em anos anteriores, selecionando ator que não é revelação de fato. As atrizes foram Carol Duarte, Karla Karenina e Vitória Strada. As três são talentosas, isso não se discute. Todavia, Karla brilhou como Dita em "A Força do Querer", mas estreou na televisão na "Escolinha do Professor Raimundo", em 1995. Também esteve ótima em "Morde & Assopra", novela exibida em 2011. Ou seja, nem deveria estar ali.

sábado, 11 de novembro de 2017

Márcia Cabrita era o retrato do sarcasmo e da alegria de viver

Nesta sexta-feira (10/11), o Brasil ficou mais triste. Márcia Cabrita faleceu, aos 53 anos, após lutar por sete anos contra um câncer no ovário. Diagnosticada em 2010, retirou os ovários e o útero, iniciando um tratamento que lhe acompanharia até o fim da vida. A atriz estava internada no Hospital Quinta D`Or, no Rio de Janeiro, há dez dias. Apesar de doente, nunca desistiu de trabalhar e sempre que apresentava alguma melhora participava de uma produção, sendo filme, novela ou série.


Sua última aparição na televisão foi na pele da impagável Narcisa, em "Novo Mundo", na Globo. A atriz seria a suja Germana (Vivianne Pasmanter) na novela primorosa de Alessandro Marson e Thereza Falcão, mas, em virtude do estágio do câncer, acabou não conseguindo ficar com um papel tão grande e precisou de um tempo para voltar. Os autores, então, escreveram a nova personagem especialmente para ela, que brilhou sempre que surgiu em cena. As tiradas da esposa de José Bonifácio (Felipe Camargo) eram hilárias e o sotaque português da intérprete idem.

Entretanto, infelizmente, Márcia precisou se afastar novamente da trama e Narcisa saiu antes do previsto, não retornando mais. Era um sinal da gravidade do seu estado. E a atriz ter conseguido forças para participar ao menos de alguns capítulos do folhetim apenas comprovou o quanto amava seu ofício e a vida.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sucesso de público e crítica, "Novo Mundo" foi uma novela primorosa

A novela das seis que marcou a estreia de Alessandro Marson e Thereza Falcão como autores titulares, após um longo tempo trabalhando como colaboradores (como do sucesso "Avenida Brasil", por exemplo), estreou no dia 22 de março e chegaria ao fim no dia 22 de setembro, ficando exatos seis meses no ar. Mas, "Novo Mundo" acabou terminando nesta segunda, dia 25, por causa da bobagem da nova estratégia da Globo em busca de mais audiência. E nem precisava. A produção fez um imenso sucesso de público e crítica, engrandecendo a faixa das 18h, após a fraquíssima "Sol Nascente".


A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe". Os autores conseguiram juntar perfis que realmente existiram a outros meramente ficcionais com maestria, presenteando o telespectador com personagens bem construídos e conflitos convidativos, sem poupar história.

Isso porque a novela não teve barriga (período de enrolação, onde nada de relevante acontece), expondo a criatividade dos autores na elaboração de ótimas viradas ao longo do enredo. Claro que deslizaram em alguns pontos, como o já cansativo recurso do sequestro da mocinha no penúltimo capítulo ---- é um clichê, mas absolutamente todos os folhetins recentes da Globo vêm apresentando essa situação.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Irretocável como Leopoldina em "Novo Mundo", Letícia Colin vive seu melhor momento na carreira

"Novo Mundo" é daquelas novelas que ficarão marcadas pelo contexto histórico. O folhetim de Alessandro Marson e Thereza Falcão aborda alguns dos mais estudados momentos do país nas escolas: a época do domínio de Portugal, das desventuras de Dom Pedro, da soberania da Corte Portuguesa, do Brasil Império, enfim... E, claro, para isso era necessária a presença de tipos que realmente existiram se misturando com personagens fictícios, tornando a escalação um desafio grande. Pois os autores se saíram muito bem na missão. E o maior acerto foi a escolha de Letícia Colin.


A escalação da intérprete para viver a princesa Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena, depois conhecida como Maria Leopoldina de Áustria, foi certeira. A personagem, que foi casada com Dom Pedro I, é uma das mais lembradas e citadas por historiadores, pois teve um papel fundamental para o processo de Independência do Brasil. E sua vida daria mesmo um dramalhão clássico de novela. A escolha para viver um perfil tão rico exigia muita responsabilidade, onde um erro seria fatal para o núcleo principal de "Novo Mundo". Mas, o acerto ficou evidente logo no primeiro capítulo, firmando essa ótima impressão até hoje, em plena reta final.

É nítido o trabalho, tanto de prosódia quanto de postura corporal, que a atriz teve para compor a princesa austríaca. O seu sotaque francês é adorável e deixou a personagem cativante, pois serve para imprimir um toque de doçura que casou perfeitamente com o papel.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Proclamação da Independência em "Novo Mundo" arrepiou e honrou o momento histórico

A ótima novela das seis da Globo está em plena reta final. E uma das muitas qualidades da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi a mescla de ficção com fatos históricos. Os autores foram muito habilidosos na construção de um folhetim clássico, tendo uma passagem importante da história do país como enredo central. E um dos momentos mais aguardados de "Novo Mundo" foi ao ar nesta quinta-feira, dia 7 de setembro: a declaração da Independência do Brasil.


Primeiramente, é preciso aplaudir a precisão dos escritores em colocar a cena justamente no dia que realmente aconteceu o fato, em pleno feriado. A coincidência calculada deixou o grito de Dom Pedro (Caio Castro) ainda mais arrepiante, conseguindo cercar esse momento emblemático com todo o clima necessário. Era um clímax bastante esperado, não apenas em virtude do contexto tão presente nos livros de história, como também pela trajetória do príncipe e da princesa que o público tem acompanhado desde a estreia da novela.

A emoção da sequência até pôde ser sentida no capítulo de quarta-feira (06/09), através da belíssima cena em que Leopoldina (Letícia Colin) ignorou as ameaças da Corte Portuguesa e assinou a separação do Brasil de Portugal. Nomeada princesa regente pelo marido, a respeitável mulher reuniu os ministros e, com o apoio deles e de José Bonifácio (Felipe Camargo), tomou a decisão mais importante da história do país.

sábado, 26 de agosto de 2017

Elenco emociona durante a revelação da identidade do filho de Amália em "Novo Mundo"

O maior mistério de "Novo Mundo" foi revelado no final do capítulo de sexta (25/08), proporcionando cenas emocionantes, que seguiram no capítulo deste sábado (26/08). O enigma em torno da identidade do filho perdido de Amália (Vanessa Gerbelli) finalmente acabou desvendado e os autores, Alessandro Marson e Thereza Falcão, foram muito felizes na realização de todo esse aguardado momento. O resultado primou pelo capricho dos flashbacks e pela entrega do elenco, que emocionou do início ao fim.


O segredo se revelou bem amarrado pelos escritores e a resolução do mesmo ocorreu de forma muito criativa, pois só foi possível por causa da armação de Thomas (Gabriel Braga Nunes) e Sebastião (Roberto Cordovani). Os vilões descobriram que Dom João (Leo Jaime) tinha um filho bastardo e resolveram usar Hugo (César Cardadeiro) para dar um golpe no governo, aproveitando que o menino tinha a mesma idade de Dom Pedro (Caio Castro). Entretanto, Amália tinha deixado uma cruz de lorena com um rubi no bebê e graças a isso todo o plano dos canalhas ruiu.

A esposa de Sebastião, que salvou a vida da criança na época, deixou essa cruz para o menino lembrar da mãe e Joaquim acabou se identificando com a história, mostrando o símbolo para a Amália, emocionando a todos e acabando com a farsa. O primeiro abraço de mãe e filho primou pela sensibilidade, destacando a entrega de Chay Suede e Vanessa Gerbelli. Os olhares lacrimejados comoveram e passaram todo o sentimento que aquele momento pedia.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Agatha Moreira se destaca com a derrocada de Domitila em "Novo Mundo"

A atual novela das seis da Globo está a pouco menos de dois meses de seu final. E um dos momentos mais aguardados da trama foi finalmente ao ar nesta quarta-feira (16/08): a queda de Domitila (Agatha Moreira). A amante de Dom Pedro (Caio Castro), conhecida nos livros de História como a Marquesa de Santos, acabou mais vilanizada pelos autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, privilegiando o bom folhetim, criando assim uma maior rivalidade com a doce princesa Leopoldina (Letícia Colin). A estratégia se mostrou um acerto e o desmascaramento da personagem destacou a atriz.


Inicialmente, Domitila parecia uma vítima sofredora, padecendo com as agressões do marido violento (Felício - Bruce Gomlesvky) e sofrendo nas mãos da irmã, a interesseira Benedita (Larissa Bracher). O início de seu  romance com Chalaça (Rômulo Estrela), por sinal, rendia cenas delicadas para o casal. Entretanto, aos poucos, a verdadeira face da mulher foi sendo exposta para o público através de atitudes egoístas e traiçoeiras. O lado maquiavélico se firmou desde que ela adotou como principal meta a sua aproximação de Dom Pedro, com o intuito de se livrar do marido e conseguir a guarda dos filhos.

Mas, na verdade, Domitila sempre quis uma vida luxuosa e a posição de princesa do Brasil. Tanto que assim que conseguiu a guarda das crianças, as internou em um colégio. Também não pensou duas vezes antes de trair Chalaça, fazendo o amante odiar seu até então melhor amigo.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Com relacionamentos para todos os gostos, "Novo Mundo" é repleta de casais cativantes

Além de mesclar a História do Brasil com um típico folhetim bem construído, "Novo Mundo", atual sucesso das 18h, conseguiu reunir uma seleção de casais cativantes. Os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, junto com o diretor Vinícius Coimbra, acertaram em cheio na escalação do elenco e na junção dos atores, criando pares repletos de química e com enredos bastante convidativos. Há relações para todos os gostos, começando pelas mais dramáticas e chegando até as mais leves ou cômicas.


O casal protagonista desperta torcida e os autores foram espertos na escolha de Isabelle Drummond e Chay Suede, aproveitando a química que os dois tiveram na primeira fase de "A Lei do Amor". Agora, pelo menos, o telespectador pode acompanhar a linda sintonia dos atores em uma novela inteira e não apenas em cinco capítulos, como na obra anterior. Anna e Joaquim enfrentam vários empecilhos típicos de mocinhos e recentemente protagonizaram uma ótima cena, quando os heróis fugiram em um balão, levando os filhos. Agora, ambos estão novamente nas mãos do vilão Thomas.

Outro par que funcionou desde o início foi o formado por Jacira (Giullia Buscacio) e Piatã (Rodrigo Simas). O romance dos índios começou com o típico jogo de gato e rato, até resultar em um lindo sentimento que os uniu para sempre. A construção da proximidade deles se mostrou cuidadosa, explorando a força da mulher e a fragilidade do homem.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Com Elvira, seu melhor papel, Ingrid Guimarães prova sua versatilidade em "Novo Mundo"

Ela é uma comediante nata e já esteve em várias produções cômicas da Globo, além de ter virado um fenômeno nos cinemas, conseguindo milhões de telespectadores com seus filmes. Porém, já estava mais do que na hora de Ingrid Guimarães se desvencilhar um pouco dos vários perfis essencialmente cômicos que a 'perseguem'. A sua grande amiga e parceira de vários trabalhos, Heloísa Périssé, já havia conseguido, por exemplo. Agora chegou a vez dela em "Novo Mundo", ótima novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão.


A atriz participa muito mais de séries e programas humorísticos da Globo do que de novelas. Foram poucos folhetins e o último que contou com sua presença foi a deliciosa "Sangue Bom", em 2013, onde viveu a descompensada Tina, um dos perfis mais hilários da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Na atual produção das seis, quatro anos depois, ela ganhou um dos melhores perfis do enredo: Elvira Matamouros, trambiqueira que vive enfiando os pés pelas mãos e se julga uma grande atriz de teatro.

A personagem é completamente apaixonada por Joaquim (Chay Suede) e os dois viviam de pequenos golpes no início da trama. Ao longo da história, Elvira acabou se juntando aos interesseiros Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva), chegando até a adotar Quinzinho (Theo de Almeida Lopes), sobrinho do dono da Taberna dos Porcos que perdeu a mãe assim que nasceu. Foi com essa adoção, inclusive, que a 171 teve seu lado humano explorado.