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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Elenco é o ponto alto de "Justiça 2"

 A nova série da Globo, escrita por Manuela Dias e baseada no mesmo formato e universo de "Justiça", exibida em 2016, apresenta quatro histórias fortes e com elementos que prendem a atenção do público. No entanto, há várias incongruências no roteiro que prejudicam a narrativa. Ainda assim, o conjunto desperta interesse por conta de um fator decisivo: o elenco escalado. 


Os atores sustentam a história através de interpretações contundentes. A autora e o diretor, Gustavo Fernández, foram muito felizes na escolha do time de "Justiça 2" e em todas as cenas o êxito na escalação aflora. É até injusto citar um grande destaque porque a disputa é acirrada, inclusive entre os coadjuvantes e participações pontuais. 

Entre os protagonistas, Belize Pombal, Alice Wegmann e Juan Paiva acabam sobressaindo por conta da dramaticidade de suas respectivas histórias, todas impregnadas de sofrimento por todos os lados, onde não há um respiro sequer.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

"A Vida Pela Frente" retrata o melhor e o pior da adolescência com realismo e sensibilidade

 O Globoplay estreou uma nova série no dia 22 de junho e disponibilizou cinco episódios, de um total de dez. Os cinco restantes foram colocados na plataforma no dia 6 de julho. "A Vida Pela Frente" foca nos dilemas atemporais da adolescência, que inclui aquela intensidade característica, um mundo de descobertas e muitas primeiras vezes. Criada por Leandra Leal, Rita Toledo e Carol Benjamin, a trama desperta atenção logo no início através dos bons personagens e ótimo elenco. 


 Ambientada no Rio de Janeiro, na virada do milênio, entre 1999 e 2000, trazendo a nostalgia dos que viveram esse período e as sensações de quem vive hoje as transformações únicas dessa etapa, a trama acompanha a história de seis amigos de personalidades diversas, suas expectativas e conflitos internos e externos, que têm suas vidas transformadas após um evento traumático. Em 10 episódios, a série é contada em dois tempos, explorando o antes e depois dessa reviravolta marcante e mergulhando em temas como saúde mental, responsabilidade afetiva, sexo, romance, festas e luto.   

 Beta (Flora Camolese), Cadé (Jaffar Bambirra), Marina (Muse Maya), Vicente (Henrique Barreira) e JP (Lourenço Dantas) estudam em um colégio da zona sul carioca e estão prestes a encarar o turbilhão de emoções do último ano letivo. O grupo ainda é impactado com uma novidade: Liz (Nina Tomsic), uma menina tímida e enigmática que entra na escola e, mesmo sem intenção, movimenta as relações entre os jovens com sua chegada.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Tudo sobre a coletiva online de "A Vida Pela Frente", nova série do Globoplay

 A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 14, a coletiva online de "A Vida Pela Frente", nova série do Globoplay em parceria com a Daza Filmes e co-produção do GNT. Participaram as criadoras Leandra Leal, Rita Toledo e Carol Benjamin, além dos atores Jaffar Bambirra, Nina Tomsic, Muse Maya, Lourenço Dantas, Flora Camolese e Henrique Barreira. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Leandra Leal, que atua e dirige a produção, comentou: "Essa série foi gestada há quase uma década por mim, Rita e Carol. E Bruno (Safadi, diretor) é meu parceiro de outros projetos. Ele topou assinar a direção comigo. A série é inspirada e se passa na nossa adolescência, na virada de 1999 para 2000. Tem coisas que vivemos e outras inspiradas. Fala sobre a fase potente de intensidade, descoberta e primeiras vezes. A gente acompanha o último ano do colégio de seis amigos e os anos deles pela frente através de uma dura perda. Tem um acontecimento trágico, mas não se trata só nisso. Fala com muita sensibilidade e crueza sobre o fim da adolescência, mas não é só para adolescentes. Fala sobre o início da vida adulta.", explicou.

Rita Toledo complementou: "Somos três amigas e nos conhecemos na adolescência. Somos apaixonadas pela adolescência como tema. E as questões difíceis que ocorrem nessa época. As dificuldades, as dores, entender quem você é. Na minha adolescência, assisti a filmes e séries que foram muito importantes. Então quero que 'A Vida Pela Frente' seja importante para o público. Tomara que isso aconteça."

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Aruanas" na Globoplay

 A Globo promoveu na terça-feira, dia 23, a coletiva online sobre a segunda temporada de "Aruanas", que estreou exclusivamente na Globoplay, serviço de streaming da emissora, nesta quinta-feira, dia 25 de novembro. A entrevista contou com a presença dos criadores Estela Renner e Marcos Nisti, do diretor artístico André Felipe Binder e das atrizes Débora Falabella, Taís Araújo, Thainá Duarte, Camila Pitanga e Leandra Leal. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 

André Felipe Binder falou sofre a dificuldade das gravações diante do novo coronavírus: "A pandemia foi um grande desafio. Eram poucos os figurantes. E quase um baile de máscaras. A gente só via as pessoas com o rosto tampado. Foi o primeiro projeto que quando terminei pensei 'ufa'. Porque temia pela nossa segurança. Mas a Globo nos ajudou muito com o suporte. Além da dificuldade de trabalhar com poucos figurantes, a gente teve que gravar uma cena em um estádio. Foi uma experiência nova. Graças a Deus conseguimos organizar. Há duas cenas definitivas muito importantes nessa temporada. Uma é neste estádio e a outra é o gatilho para conhecer a cidade de Arapós. Não dirigi a primeira temporada, mas de casa me apaixonei pela história. Muito importante ter como pano de fundo a poluição industrial e como são as várias camadas por trás disso. Além de colocar o dedo na ferida, fala sobre o protagonismo feminino. Foi um enorme desafio. Um desafio gratificante", contou o diretor. 

O autor Marcos Nisti contou um pouco sobre o tema da nova fase: "A gente acertou muito na primeira temporada falando de Amazônia e o assunto estava muito em alta. Apesar da gente achar que não melhoramos nada das políticas públicas sobre esse tema, vimos que 87% da população brasileira está preocupada com a Amazônia. Que isso sirva de impulso no voto para mudar isso. Agora na COP 26 (Conferências das Ações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021) foi falado de combustível fóssil e é isso mesmo que abordaremos na segunda temporada, declarou o autor sobre a temática da nova fase.

terça-feira, 30 de junho de 2020

"Aruanas" encerra primeira temporada com mensagem de esperança e bom gancho para uma continuação

Inicialmente prevista apenas para a Globoplay, "Aruanas" acabou exibida na íntegra pela Globo para suprir a ausência de produções inéditas em sua grade por conta da pandemia do novo coronavírus. E a decisão foi acertada. A série de Estela Renner e Marcos Nisti é um dos melhores produtos do serviço de streaming da emissora e o encerramento da primeira temporada impacta na medida certa, enquanto promove um bom gancho para uma continuação já planejada.


Após muitas investigações e situações tensas, o time da ONG Aruanas conseguiu provas contundentes para denunciar o inescrupuloso Miguel (Luiz Carlos Vasconcelos), empresário corrupto que devastou parte da Amazônia, infectou rios e dizimou povos indígenas para ampliar seus negócios. A tão esperada catarse acontece somente no último episódio com a sua prisão durante uma festa que contava com a presença até do Presidente da República.

Natalie (Débora Falabella), Luisa (Leandra Leal), Verônica (Taís Araújo), Clara (Thainá Duarte), André (Vitor Thiré), Pontocom (Ravel Andrade) e Falcão (Bruno Goya) se disfarçaram durante o evento e armaram uma emboscada para o empresário.

terça-feira, 2 de junho de 2020

"Aruanas" alerta e entretém com habilidade

A pandemia do coronavírus implicou no cancelamento das gravações de todos os produtos de teledramaturgia da Globo. A atitude da emissora se mostrou consciente e as concorrentes até imitaram pouco tempo depois. Pela primeira vez na história apenas reprises preenchem a grade. A única programação do entretenimento de fato inédita era o "BBB 20", mas o reality acabou há mais de um mês e o público ficou "órfãos" de novidades. Para tentar fugir de tantas reexibições, o canal optou pela exibição na íntegra de "Aruanas", uma das séries mais elogiadas da Globoplay e até então exclusiva do streaming, com um novo episódio toda terça-feira.


A campanha da série teve uma divulgação histórica em 2019, pois houve um lançamento simultâneo no Brasil (através da Globoplay) e em mais de 150 países. Afinal, a temática é de interesse mundial: três amigas de infância são envolvidas em uma organização não governamental que investiga crimes ambientais na Amazônia. O próprio título da produção explica a vida do trio protagonista. "Aruanas" é uma palavra de origem tupi que significa "Sentinelas da natureza". E o êxito no streaming da Globo foi tão grande que uma segunda temporada foi encomendada e as gravações estavam agendadas para o segundo semestre de 2020. Agora, claro, fica difícil saber sobre o futuro diante da pandemia.

Ativismo, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas fazem parte do DNA da história, que prende o telespectador logo no primeiro episódio através de um thriller ambiental muito bem estruturado. O clima de suspense não demora a aparecer, fisgando o telespectador.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"Aruanas" une ficção e realidade de forma brilhante

Após a estreia da comédia romântica "Shippados", no dia 8 de junho, na Globo Play, a Globo lançou outra série no seu serviço de streaming, menos de um mês depois da trama protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich. Mas a nova produção nada tem a ver com a anterior. A temporada completa de "Aruanas" (com dez episódios) foi disponibilizada no aplicativo no dia 29 de junho, embora tenha sido anunciada para o dia 2 de julho. E a emissora ainda exibiu o primeiro episódio em sua grade na "Sessão Globo Play", nesta quarta-feira (03/07), logo depois de "Cine Holliúdy".


A campanha da série teve uma divulgação histórica, pois houve um lançamento simultâneo no Brasil e em mais de 150 países. Isso porque a temática é de interesse mundial: três amigas de infância são envolvidas em uma organização não governamental que investiga crimes ambientais na Amazônia. E esse conhecido lugar é "apenas" o pulmão do mundo. Sem ele tudo entra em colapso, embora muitos governantes não se importem em preservá-lo. O próprio título da produção explica a vida do trio protagonista. "Aruanas" é uma palavra de origem tupi que significa "Sentinelas da natureza".

Ativismo, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas fazem parte do DNA da história, que prende o telespectador logo no primeiro episódio através de um thriller ambiental muito bem estruturado. O clima de suspense não demora a aparecer, fisgando o telespectador.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"Criança Esperança" se encontrou no seu novo formato

Em 2015, o "Criança Esperança" mudou o seu formato e abandonou aquele esquema de shows no estilo do conhecido "Show da Virada", exibido todo dia 31 de dezembro. As apresentações frias e repetitivas cederam espaço para matérias sobre questões sociais, mescladas com números musicais inspirados e interações com os artistas que atendem os telefonemas dos telespectadores. Desde então, o programa se encontrou e a edição de 2017 só comprovou isso.


Flávio Canto, Leandra Leal, Dira Paes e Lázaro Ramos se firmaram como comandantes da atração e mais uma vez foram muito bem, sabendo conduzir o formato com competência, mesmo não sendo apresentadores (com exceção do Flávio, que esteve no "Esporte Espetacular"). Em uma hora e meia aproximadamente, o público acompanhou apresentações musicais arrepiantes, relatos importantes sobre racismo, preconceito e desigualdade social, interações divertidas com a bancada dos atores e alertas sobre a importância dessa doação.

Foi um ótimo programa, sendo necessário destacar o número musical de Silvero Pereira (uma das revelações de "A Força do Querer", atual sucesso das nove) e Sandy, cantando "Somos Quem Podemos Ser", bela canção que virou hit com a banda Engenheiros do Hawaii. Um dos mais lindos momentos da atração, que também contou com Luan Santana cantando com Ana Vilela a sensível "Trem-Bala", em uma outra grande apresentação.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Narrativa ousada, elenco de peso e tramas fortes marcaram o sucesso de "Justiça"

"Toda justiça termina em castigo? Quem busca justiça aceita o perdão? Justiça a qualquer preço é justiça?" A minissérie escrita por uma inspirada Manuela Dias e dirigida por um brilhante José Luiz Villamarim respondeu essas perguntas na última semana, e ao longo da trama --- ambientada em Recife, fugindo do eixo RJ/SP ---, que já é uma das melhores produções do ano. Foram 20 episódios, exibidos durante cinco semanas, que apresentaram histórias extremamente fortes, prendendo o telespectador através de situações cruelmente reais e com personagens muito bem construídos pela autora.


A ousadia da narrativa foi a principal característica da minissérie, que apresentava um protagonista por dia e interligava os dramas de forma eficiente, exigindo uma maior atenção do público. A personagem principal da segunda era coadjuvante na terça e quase figurante na quinta e na sexta, por exemplo. Todos os perfis acabavam sendo vistos sempre, mas em diferentes posições e ângulos. A mesma cena era assistida várias vezes ao longo da semana, dependendo da mudança de foco do enredo. A 'novidade' bastante arriscada se mostrou um dos pontos altos de "Justiça", destacando o trabalho minucioso do diretor e sua equipe.

José Luiz Villamarim (que novamente teve o grande Walter Carvalho como parceiro, após as primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu") se preocupou em cada detalhe, valorizando a atuação do elenco, expondo a complexidade, a solidez e a controvérsia de todos aqueles personagens. O grau de dificuldade em gravar várias sequências de ângulos distintos era alto, mas o resultado foi o melhor possível.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Elenco bem escalado é um dos muitos êxitos de "Justiça"

"Justiça" tem se mostrado uma produção de altíssima qualidade, fazendo jus ao conjunto que vinha sendo apresentado nas caprichadas chamadas. A minissérie de Manuela Dias, dirigida com extremo brilhantismo por José Luiz Villamarim, é uma das melhores produções de 2016, honrando cada elogio recebido ao longo das quatro semanas de exibição. E o elenco estelar é uma das razões para o êxito dessa trama tão real e arrebatadora.


O cuidado na escalação ficou perceptível e não há equívocos, pois os atores foram muito bem selecionados e a distribuição dos papéis se mostrou acertada. Todos têm oportunidade de destaque e até mesmo os perfis 'menos importantes' são densos, valorizando o conjunto. Os protagonistas têm uma carga dramática intensa, expondo o talento dos intérpretes, que dominaram a cena logo no início. Até mesmo as curtas participações especiais deixaram uma marca forte na minissérie.

Débora Bloch (Elisa), Jesuíta Barbosa (Vicente), Adriana Esteves (Fátima), Leandra Leal (Kellen), Vladimir Brichta (Celso), Enrique Diaz (Douglas), Jéssica Ellen (Rose), Luisa Arraes (Débora) e Cauã Reymond (Maurício) são os principais da trama, honrando a posição que se encontram.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ótima em "Justiça", Leandra Leal merecia uma Kellen há tempos

Não há nada pior para um ator do que ser estigmatizado, ou seja, ficar limitado aos mesmos personagens durante a carreira. Tem ator que é o eterno galã e atriz que só interpreta mocinhas puras, entre outras situações bem semelhantes. Leandra Leal, por exemplo, sempre foi caracterizada pelas típicas 'heroínas' politicamente corretas. Ela estreou em 1990, em "Pantanal", ainda criança e cresceu diante do público. Ao longo de pouco mais de 20 anos de carreira foram poucos os perfis diferentes das mocinhas bondosas na televisão. Mas, finalmente, isso mudou em "Justiça".


A periguete Kellen é um perfil que Leandra estava merecendo há tempos. A personagem foi a responsável pela desgraça na vida de Fátima (Adriana Esteves), protagonista da melhor trama da minissérie de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim. Se aproveitando da fragilidade do namorado Douglas (Enrique Diaz), traumatizado com o assassinato de seu cachorro, a mulher mandou ele plantar drogas no terreno para incriminar a vizinha. A armação rendeu sete anos de cadeia para Fátima, que viu ainda o filho virar trombadinha e a filha prostituta.

Ou seja, Leandra Leal ganhou uma vilã muito bem escrita pela autora. E a periguete é um dos perfis secundários de maior destaque do enredo, tendo também um toque cômico delicioso. Kellen é dona de inúmeras pérolas e seu sarcasmo faz do papel um dos melhores da história.

domingo, 3 de julho de 2016

"Criança Esperança" soube se atualizar e apresentou uma de suas melhores edições

A edição de 2016 do "Criança Esperança" foi uma grata surpresa. Após a ótima mudança no formato no ano passado, quando o evento completou 30 anos em 2015 ---- o tempo ficou menor e os shows bem mais intimistas, sem a estrutura de um grande espetáculo ----, a equipe conseguiu se superar, apresentando um programa ainda melhor e muito mais preocupado em exibir campanhas relacionadas aos atuais problemas da sociedade.


Comandado por Lázaro Ramos, Dira Paes, Leandra Leal e Flávio Canto, o programa teve pouco mais de uma hora de duração e soube preencher este tempo muito bem. Ao contrário de apresentações frias e desnecessárias que fizeram parte do formato ao longo dos anos, a atração mesclou shows intimistas com necessárias campanhas sociais, divertindo e emocionando. Ficou clara a inspiração no Teleton, do SBT, e, assim como ocorre na concorrente, funcionou do início ao fim, com a vantagem de não ser tão longo e exaustivo.

A bancada com os atores da emissora atendendo os telefonemas mais uma vez deu certo, despertando atenção do público e aumentando a motivação das doações. Eles, inclusive, também interagiam com os apresentadores, que faziam questão de interpelá-los com frequência.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Criança Esperança" completou 30 anos e acertou com as mudanças no formato

Depois das reformulações em seus telejornais (deixando todos menos formais) e na mudança no "Zorra Total" (que agora é apenas "Zorra" e não há mais nos quadros os tradicionais bordões), a Globo também resolveu mudar o formato do "Criança Esperança", exibido no último sábado (15/08). O esquema de doações da campanha da emissora, em parceria com a UNESCO, seguiu o mesmo; entretanto, a atração sofreu algumas alterações, que deixaram o conjunto bem melhor.


O projeto completou 30 anos em 2015 apresentando algo bem mais 'intimista'. O tradicional show gravado em uma grande Arena foi extinto, assim como os números musicais cheios de coreografias. O programa foi ao vivo e exibido no próprio Projac (complexo de estúdios da Globo), em um cenário não muito grande, com a presença de uma pequena plateia. Apresentada por Leandra Leal, Lázaro Ramos, Flávio Canto e Dira Paes, a atração teve uma imensa bancada, repleta de atores e atrizes da emissora, que iam atendendo as ligações dos telespectadores.

Esta mudança (que na verdade não deixou de ser uma espécie de 'volta às origens', pois anos atrás o formato não se resumia apenas em shows grandiosos, sempre gravados) deixou o programa bem mais agradável de se acompanhar. Os apresentadores interagiam o tempo todo com os demais artistas, que estavam na bancada atendendo os doadores, e foram exibidas matérias mostrando para onde vai o dinheiro arrecadado.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ótimos capítulos e grandes cenas marcam reta final de "Saramandaia"

O remake de "Saramandaia" está perto do fim. Nessa sexta-feira (27/09) o último capítulo irá ao ar. A trama passou longe de ser uma das melhores da emissora e demorou tempo demais enrolando o telespectador, além de outros equívocos já mencionados. Porém, os capítulos da reta final da história têm sido excelentes.


A novela começou a engrenar de fato quando João Gibão (Sérgio Guizé) voou pela primeira vez e mostrou suas asas para Marcina (Chandelly Braz). Mas a partir da explosão de Dona Redonda (Vera Holtz), a trama entrou em seus momentos derradeiros e os capítulos passaram a ficar realmente atraentes, valorizando todos os núcleos.

As cenas mais recentes apenas comprovam esse fato. Novamente é necessário elogiar a beleza e a realização do desfecho de Candinha (Fernanda Montenegro) e Tibério (Tarcísio Meira), quando o casal que mais emocionou ao longo da história, se beija e se transforma em uma árvore. Um momento tocante e poético.

sábado, 29 de setembro de 2012

Tendo mais altos do que baixos, Cheias de Charme fecha seu ciclo deixando um saldo positivo no horário das sete

A novela que conseguiu misturar drama, comédia e musicalidade terminou nesta sexta-feira (28/09), após meses divertindo o público e lançando hits --- vide 'Maria Brasileira', 'Vida de Empreguete' e 'Voa Brabuleta' --- pelo Brasil. "Cheias de Charme", não fugindo dos clichês, apresentou um último capítulo muito alegre, com casamentos, vilões redimidos, outros punidos, formação de casais e um show final com Fabian, Chayene, Cida, Penha e Rosário cantando a música de abertura da trama: 'Ex mai love', de Gaby Amarantos.


A trama, que marcou a estreia de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira como autores, emplacou logo no primeiro capítulo e ficou claro que seria um grande sucesso. O público adorou ver a história de três empregadas domésticas que melhoram de vida após lançarem um clipe na internet; as vilanias da Família Sarmento; os dramas de Lygia; e uma vilã que só se dava mal, proferindo uma legião de pérolas, ao mesmo tempo que contava com a ajuda de uma fiel escudeira muito atrapalhada. 

"Cheias de Charme" foi uma trama colorida, recheada de personagens carismáticos e que soube utilizar a internet a seu favor, fazendo da dita 'concorrente' da televisão uma aliada poderosa. O clipe 'Vida de Empreguete' foi colocado no site da novela ao mesmo tempo que 'vazou' na história e o resultado foi simplesmente mais de doze milhões de acessos. A produção de

sábado, 16 de junho de 2012

Cheias de charme e talento

O sucesso estrondoso da atual novela das sete da Rede Globo é algo incontestável. A história criativa e essa fascinante mistura de dramaturgia com clipes musicais e shows foi um baita acerto. Filipe Miguez e Isabel de Oliveira souberam criar um bom enredo, porém, também foram muito felizes na escalação do time feminino de "Cheias de Charme". Todas as atrizes fazem bonito quando aparecem na telinha e é um prazer assisti-las.


Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal levarão o título de 'empreguetes' por um bom tempo e este trio jamais será esquecido. As atrizes corriam um grande risco quando aceitaram o desafio de viver empregadas domésticas que emplacam na carreira musical, afinal, não são cantoras. Porém, incorporaram as personagens e estão impecáveis desde o primeiro capítulo da trama. Não dá para pensar em outras atrizes nestes respectivos papéis. Penha, Cida e Rosário estão sendo muito bem representadas por esse trio talentoso.

E o que falar de Chayene? A cantora em plena decadência está a cada dia mais engraçada e Cláudia Abreu protagoniza cenas hilárias todas as vezes em que aparece. As pérolas ditas por Chay e o

sábado, 12 de maio de 2012

Protagonistas brilham em Cheias de Charme

A nova novela das 19h, exibida pela Rede Globo, tem se mostrado um grande acerto. Os autores criaram uma história bem atrativa para o público, divertida, 'colorida', com bons personagens e um texto inspirado. Filipe Miguez e Isabel de Oliveira têm todos os motivos para comemorar o sucesso que a trama vem fazendo. Além desse conjunto de fatores que transformaram "Cheias de Charme" em uma ótima novela, temos a escolha acertadíssima do trio protagonista: Isabelle Drumond, Leandra Leal e Taís Araújo.


As três atrizes são merecedoras de cada elogio que estão recebendo desde que a trama estreou. A amizade entre Cida, Rosário e Penha é um dos pontos fortes da história. O entrosamento do trio era primordial para que esse elo fosse convincente para o público e a 'química' que Isabelle, Leandra e Taís mostram em cena foi essencial para cativar os telespectadores. Isabelle é um talento nato, veio mostrando isso desde criança e seu bom desempenho não é surpresa. Leandra Leal merecia uma protagonista, após tantos papéis secundários que interpretou e tem uma carreira com grandes interpretações no currículo. Já Taís Araújo nunca foi uma grande atriz e fracassou em sua última personagem: a Helena de "Viver a Vida", que foi sumindo da trama, sendo ofuscada pelo show dado por Alinne Moraes (Luciana). Porém, conseguiu agarrar essa nova protagonista com unhas e dentes e está totalmente à vontade no papel. Ou seja, fica impossível não torcer para que as sofridas empregadas domésticas sejam felizes e obtenham sucesso, ao vermos o bom desempenho dessas atrizes, além dos perfis terem sido muito bem escritos, claro.

Outro ponto interessante é que cada personagem tem a sua trama própria, o que implica

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cheias de Charme tem cheiro de sucesso

Estreou nessa segunda (16/04/2012) a nova novela das sete. Claramente voltada para a almejada 'classe C', "Cheias de Charme" apresentou uma história muito bem amarrada e com um forte apelo popular. Recheada de personagens caricatos e extremamente carismáticos, a trama dos estreantes Filipe Miguez e Izabel de Oliveira já mostrou a que veio logo no primeiro capítulo.


A história começou mostrando a chegada do trio protagonista à delegacia. É exatamente ali que Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal) e Cida (Isabelle Drumond) se conhecem. Logo após essa cena, a trama 'voltou' no tempo para esclarecer aos telespectadores como essas mulheres foram parar naquela enrascada. Apesar de lembrar claramente "Quatro por Quatro" (trama de Carlos Lombardi que foi ao ar em 1994), a união dessas empregadas domésticas foi interessante e o entrosamento das atrizes ficou nítido. Taís Araújo se destacou após sua trágica interpretação como Helena em "Viver a Vida". Leandra Leal estava precisando de uma protagonista há tempos e finalmente lhe deram essa oportunidade. Já Isabelle Drumond é uma das melhores atrizes de sua geração e não decepcionou.

E o que falar da vilã Chayene? Claudia Abreu fazia falta na televisão e voltou em