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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Fernanda Vasconcellos brilha como Samira em "Três Graças"

 A atuação de Fernanda Vasconcellos em "Três Graças" confirma sua maturidade artística ao assumir um dos papéis mais sombrios da trama. Como Samira, uma vilã psicopata envolvida com tráfico de bebês, a atriz opta por um caminho menos óbvio e justamente por isso mais perturbador na trama de Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgilio Silva. 


Enquanto outros antagonistas da novela seguem uma linha mais expansiva, com explosões, gritos e gestos largos, Fernanda constrói sua personagem com contenção. Sua interpretação é econômica, quase minimalista. A ameaça não está em discursos inflamados, mas na frieza calculada. O olhar parado, o sorriso discreto fora de contexto e a postura sempre controlada criam uma tensão constante. Samira assusta não pelo excesso, mas pelo vazio emocional que transmite.

Essa escolha se mostrou especialmente eficaz nas cenas recentes envolvendo o parto de Joelly. No momento em que a protagonista viveu a vulnerabilidade extrema do nascimento da filha, Samira surgiu como uma presença silenciosa e atenta, mais interessada na “mercadoria” do que no drama humano diante dela.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

"Três Graças" apresenta sequências de tirar o fôlego

 O capítulo deste sábado, dia 21, de "Três Graças'", marcou uma nova virada na trama: Joélly (Alana Cabral) entrou em trabalho de parto depois que Lena (Bárbara Reis) bateu o carro enquanto era perseguida por Samira (Fernanda Vasconcellos). Muito assustada, a jovem, que estava indo ao shopping com a amiga para comprar peças do enxoval do bebê, percebeu que a bolsa estourou. Indecisa, ela acabou aceitando ser levada ao hospital por Samira e Edilberto (Júlio Rocha), já fazendo apelos para que não peguem a criança depois do nascimento. 

No local do acidente, Lena acordou, ferida e desorientada, enquanto Raul (Paulo Mendes) e Jorginho (Juliano Cazarré) a encontraram e perguntaram sobre Joélly. Uma pessoa que observou tudo afirmou que a jovem tinha sido levada por uma mulher de cabelo curto e Raul concluiu que se trata da chef do restaurante da Fundação Ferette. Ele lembrou do cartão que ela lhe entregou com um endereço para o momento de a bebê nascer e correu até o lugar com Jorginho. No trajeto, pressionado, Raul contou para o pai de Joélly sobre o acordo que fizeram com Samira em troca de pagar suas dívidas com Bagdá (Xamã). Revoltado com a atitude de Raul, Jorginho obrigou ele a descer do carro e seguiu sozinho para o endereço.

Enquanto isso, a chef de cozinha e Edilberto chegaram com Joélly numa clínica clandestina. A jovem estranhou o local e implorou para que Samira não levasse o bebê depois do parto, mas ela ignorou os apelos e disse que Joélly vai se acostumar com a falta da criança, assim como aconteceu na sua experiência pessoal.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Três Graças", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu na sexta-feira retrasada, dia 26, a segunda coletiva virtual de "Três Graças", a próxima novela das nove. Participaram os autores Aguinaldo Silva, , o diretor Luiz Henrique Rios e os atores Grazi Massafera, Miguel Falabella, Samuel de Assis, Túlio Starling, Pedro Novaes, Alanis Guillen, Andreia Horta, Leandro Lima, Fernanda Vasconcellos, Mell Muzillo, Augusto Madeira, Rejane Faria, Otávio Muller, Pedro Ogata, Barbara Reis, Carla Marins, Daphne Bozaski, Rodrigo Garcia, Marcello Escorel, Juliana Alves e Murilo Benício. Fui um dos convidados e conte sobre o bate-papo a seguir. 


Luiz Henrique Rios comentou sobre o contexto da trama: "Novela é entretenimento. O tom que a gente está tentando imprimir nessa história é que pareça real, mas sinta que não é. É uma verdade construída. Nossa vilã faz rir e chorar, nossa mocinha faz chorar e faz rir. É uma comédia fantasiosa, um tom tragicômico. Ser em São Paulo também é um diferencial. Um lugar muito intenso e que tem uma periferia múltipla. A gente construiu várias sonoridades nessa novela porque não existe sotaque paulista. Murilo Benício, por exemplo, criou uma sonoridade própria e estamos criando uma brincadeira com isso. Vocês vão ver muitas variações que saem da ideia formal, que extrai a realidade".

Grazi Massafera falou de sua vilã e da parceria com Murilo Benício: "Pra mim está sendo uma honra estar nessa novela. Essa parceria com o Murilo está rendendo um set delicioso com muita criatividade e esses vilões têm muita comédia e fantasia. Espero que isso divirta o público, tem, um tom acima, são personagens de composição, o que pra mim é muito novo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" endossou cada elogio já dado ao delicado e arrebatador enredo de Lícia Manzo

 A reprise de "A Vida da Gente" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/08) e todas as qualidades do folhetim de Lícia Manzo se mantiveram intactas. É normal a memória afetiva enganar em alguns casos ou a história elogiada anos atrás envelhecer mal em uma reexibição. Não foi o caso da trama que contou a história de amor entre duas irmãs e como a vida pode ser traiçoeira ao mesmo tempo que benevolente. 

O trio protagonista composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso foi muito bem interpretado e o triângulo amoroso despertou torcidas fanáticas que se mantiveram até hoje forte nas redes sociais. Foram inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo por Manu. Ana, por sua vez, era apaixonada por Rodrigo e da relação nasceu Júlia (Jesuela Moro, na fase crescida). Após muitos dramas e conflitos, as irmãs resolveram fugir com a criança para iniciar uma nova fase e deixar os problemas para trás.

Porém, um grave acidente de carro ---- a melhor cena de acidente da história da teledramaturgia ---- faz com que Ana entre em coma e Manu se depare sozinha com a sobrinha em meio aos julgamentos de Eva e ao sofrimento de ver a irmã entre a vida e a morte.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Após dez anos, reprise de "A Vida da Gente" mostra que Manu, Rodrigo e Ana deveriam ter terminado sozinhos

 A primeira exibição de "A Vida da Gente" ocorreu entre 2011 e início de 2012. A novela preciosa de Lícia Manzo sempre foi uma das mais elogiadas da Globo e se tornou a segunda mais vendida no mercado internacional. A reprise, dez anos depois, por conta da pandemia do novo coronavírus, comprovou todas as qualidades já observadas na época. Foi um novelão inesquecível. Mas o olhar do público muda ao longo do tempo. É natural. E revendo a história é possível constatar que o final deveria ter sido outro. 


A autora criou um enredo fascinante e envolvente, onde o vilão era a vida e todos os personagens tinham qualidades e defeitos. Era possível entender o lado de todos, dependendo da perspectiva de cada um. Por isso o público se torna tão passional quando acompanha a história e sente uma intimidade com aquelas pessoas que parecem tão reais. O triângulo amoroso envolvendo Manu (Marjorie Estiano), Rodrigo (Rafael Cardoso) e Ana (Fernanda Vasconcellos) é o que mais desperta sentimentos no telespectador. Muito pela forma como tudo aconteceu. Mas a novela nunca foi sobre casais. A autora contou uma história de amor entre irmãs. O resto era consequência. 

E observando com maior atenção todo o novelo tão bem criado por Lícia, já com alguns pensamentos diferentes dos de dez anos atrás, não é absurdo achar que os três personagens deveriam ter terminado sozinhos. Um final infeliz, então? Um desfecho sofrido? Muito pelo contrário.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Embate entre Ana e Manu resultou na cena mais memorável de "A Vida da Gente"

 Nesta terça-feira, foi reprisada a cena mais aguardada de "A Vida da Gente", exibida originalmente no dia 14 de fevereiro de 2012, também uma terça: a briga entre Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano). Ao saber através de Júlia (Jesuela Móro) que sua irmã não iria em seu casamento com Lúcio (Thiago Lacerda), Ana resolve ir ao encontro de Manu para entregar o convite pessoalmente e, quem sabe, fazer as pazes. Mas acontece justamente o contrário: uma explosão de mágoas e feridas expostas, que resultaram em uma das melhores cenas da história da teledramaturgia.

A sequência tem oito minutos de duração. Uma eternidade já na época em que a novela foi exibida, em virtude da mudança da linguagem dos folhetins, que precisaram de um maior dinamismo para não afugentar a atenção do público. Mas, ainda assim, Lícia Manzo é uma autora que costuma desafiar essa 'regra' em suas obras, sempre valorizando os diálogos. A sua primeira novela já tinha deixado bem explícita a sua forma de trabalhar. E a cena se tornou a maior lembrança que o telespectador tem da saga sobre o amor de duas irmãs. De fato, entrou para a história. 

 Assim que Ana chega, Manu a recebe com frieza, como tem sido desde que flagrou a irmã beijando Rodrigo (Rafael Cardoso), seu então marido e ex-namorado de Ana. Poucos segundos depois os ânimos já se exaltaram e o embate começou.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Acidente de Ana e Manu foi a cena mais bem realizada de "A Vida da Gente"

 A reprise de "A Vida da Gente" tem sido um presente para o público. Com o perdão do clichê, a novela de Lícia Manzo é um primor e os pedidos para uma reexibição eram constantes. Desde o dia 1º de março que o telespectador tem acompanhado mais uma vez essa história tão envolvente. E nesta quarta-feira (17/03) foi ao ar a cena mais impactante da trama e uma das mais emblemáticas da teledramaturgia: o acidente de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). 


Após uma avalanche emocional em virtude da obsessão de Eva (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Gisele Fróes) pelo sucesso profissional de Ana, a personagem decide fugir com sua filha e a irmã aceita ir junto. O destino é a casa da avó, Iná (Nicette Bruno). Um sopro de felicidade e empolgação surge na vida das protagonistas depois de tantas brigas e conflitos familiares. E as duas contam com o apoio de Alice (Sthefany Britto), que empresta seu carro para a fuga. Há toda uma preparação para essa viagem que implica na natural torcida do público. Mas uma desgraça acontece. 

Na estrada para a Serra, as irmãs sofrem um acidente de carro. O capricho da cena impressiona. A direção da equipe de Jayme Monjardim deu uma verdadeira aula de como fazer um momento de pura ficção parecer muito real. O capotamento do veículo e o grito das personagens já seriam suficientes para marcar uma sequência como essa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da reprise de "A Vida da Gente"

 A Globo promoveu nesta sexta-feira (19/02) uma coletiva online sobre a reprise de "A Vida da Gente", novela primorosa de Lícia Manzo, exibida em 2011, e a terceira mais vendida da Globo, que reestreia dia 1º de março. O diretor Jayme Monjardim não conseguiu participar, mas fez questão de deixar um recado carinhoso a todos. Estiveram na entrevista Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos, Alice Wegmann, Paulo Betti, Gisele Fróes e a autora. Foi um bate-papo delicioso e com muitas boas lembranças. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi neste texto. 

"Sempre fui uma menina de observar o ambiente e observar o subjetivo. Vendo hoje em dia as pessoas com dificuldade de ficar em casa e pensar no coletivo tem muito disso. A novela, mais do que o fato do coma da Ana (Fernanda Vasconcellos), mostra a repercussão do fato em volta das pessoas. As pessoas sempre procuram entender seus sentimentos sobre o que está acontecendo. E a novela faz esse convite a reflexão. E a cena que mais me marcou foi a da discussão das irmãs. Tinha oito páginas e lembro que não foi ensaiada. Acho que ali há um casamento muito bonito que mais busco e mais prezo, que o texto bota ressonância nos atores. Mas às vezes a gente investe tanto na palavra e a imagem é soberana", disse Lícia Manzo.

Ainda sobre as cenas que mais marcaram, Fernanda Vasconcellos concordou com a autora. "É também minha cena preferida. E lembro até hoje da minha mão suando e não sei se terei outra oportunidade de viver um texto desse. Com as irmãs às vezes se escutando, às vezes querendo se machucar. Depois de ter trabalhado em algo tão marcante é inevitável você não se frustrar com seus trabalhos posteriores. Parece que fica faltando algo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Sangue Bom": seis personagens, três casais e várias torcidas

"Sangue Bom" não emplacou na audiência. A novela das sete, infelizmente, nunca conseguiu atingir índices satisfatórios no ibope. Porém, apesar dessa grande injustiça nos números (afinal, a trama é excelente), a obra de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari despertou torcidas fervorosas na internet. Tudo por causa dos três casais centrais da história, composto pelos seis protagonistas.


À medida que os pares foram se formando, se separando e voltando, o público foi se envolvendo e torcendo pelos casais. E alguns torcedores levam a novela tão a sério que entram em discussões, com direito a xingamentos e ameaças, para defender seu personagem preferido e atacar tanto o perfil que detesta quanto o que gosta. Esse tipo de reação e envolvimento do telespectador costuma ocorrer quando não há vilões presentes nos imbróglios amorosos. "A Vida da Gente" e "Guerra dos Sexos" foram novelas relativamente recentes que apresentaram essa mesma situação.

Na trama de Lícia Manzo, havia o time torcedor da Manu (Marjorie Estiano) e o time torcedor da Ana (Fernanda Vasconcellos). E as torcidas queriam que suas personagens prediletas ficassem com Rodrigo (Rafael Cardoso) no final. A autora optou por seguir a sinopse e colocou Manu com Rodrigo, o que agradou o

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Há dois anos estreava "A Vida da Gente", a emocionante novela das seis de Lícia Manzo

Em 26 de setembro de 2011, estreava "A Vida da Gente", novela das seis que até hoje é lembrada pelos telespectadores que se envolveram com a emocionante e linda história escrita por Lícia Manzo; que também estava começando uma nova empreitada em sua carreira: a de ser autora principal de um folhetim.


E apesar dos baixos números de audiência (22 pontos de média geral --- um a mais que a recente "Flor do Caribe"), a trama pôde ser considerada um grande êxito. Tanto na condução da novela, quanto na escalação do elenco e na boa e intensa repercussão que teve. O telespectador foi conquistado imediatamente pela história das irmãs que se amavam e tiveram a linda relação rompida após uma tragédia causada depois de uma sucessão de desentendimentos familiares.

O trio protagonista era composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso, que eram Manuela, Ana e Rodrigo: o triângulo amoroso que despertou torcidas fanáticas e proporcionou inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Embates entre Malu e Amora engrandecem "Sangue Bom" e destacam o talento de Fernanda Vasconcellos e Sophie Charlotte

A novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari segue com um bom ritmo. Após a reviravolta causada pela troca do exame de DNA, Fabinho (Humberto Carrão) caiu em desgraça, Bento (Marco Pigossi) teve que romper seu namoro com Malu e Glória (Yoná Magalhães) chorou de decepção quando soube que o florista 'não era' seu neto. Ao mesmo tempo, Bárbara Ellen (Giulia Gam) segue divertindo com suas excentricidades e Damáris continua surtada, a ponto de criar até uma irmã gêmea (Gládis). E Verônica (Letícia Sabatella) ainda viu a farsa da Palmira Valente acabar. Porém, mesmo diante de tantas situações interessantes, os embates entre Malu (Fernanda Vasconcellos) e Amora (Sophie Charlotte) sempre acabam se sobressaindo na trama.


As últimas brigas protagonizadas pelas irmãs já entraram para a lista de melhores cenas de "Sangue Bom". E o embate exibido na última semana pode e deve ser considerado o melhor de todos até então. Malu se cansou de ver Amora bancando a boazinha e resolveu expor sua maior fragilidade no programa de Sueli Pedrosa (Tuna Dwek): o closet repleto de sapatos da filha predileta de Bárbara, que tem uma compulsão pela compra de calçados para curar uma ferida aberta na infância, época em que não tinha nada para calçar. Amora, após ver a matéria na televisão, se descontrolou e foi tirar satisfações com Malu, que revidou.

Não foi uma cena muito grande, porém, mesmo tendo pouco mais de dois minutos de briga, o telespectador pôde presenciar uma sequência magistral, onde as atrizes se doaram por completo. Além das atuações magistrais, o texto foi esplendoroso: "Não é você que quer ser uma pessoa melhor, que valoriza mais os afetos? Me explica pra que 600 pares de sapatos, meu amor? Você tem dois pés!" "Quem é você

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Complexidade do sexteto central é um dos grandes acertos de "Sangue Bom"

Criar um casal protagonista que agrade é, sem dúvida, uma das muitas dificuldades de um novelista. E não tem sido fácil alcançar esse objetivo, afinal, o telespectador não engole mais qualquer 'dupla'. Não faltam exemplos de personagens centrais que fracassaram, sendo sumariamente apagados pelos coadjuvantes. Portanto, pode-se dizer, tendo como base os riscos que esses papéis correm, que Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari resolveram apostar alto lançando logo seis protagonistas. Mas o que poderia ser uma catástrofe, acabou virando um dos grandes acertos de "Sangue Bom".


O sexteto central é claramente inspirado no poema "Quadrilha", um clássico do Carlos Drummond de Andrade: "João amava Tereza que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para a tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. de Pinto Fernandes que não tinha entrado na história". No caso da novela, Fabinho (Humberto Carrão) não ama ninguém, enquanto Malu (Fernanda Vasconcellos) ama Maurício (Jayme Matarazzo) que ama Amora (Sophie Charlotte) que ama Bento (Marco Pigossi) que também ama Amora, não correspondendo ao sentimento de Giane (Isabelle Drummond).

Porém, mesmo sendo perceptível essa inspiração dos autores, não há dúvidas que a confusão amorosa da trama é, com todo respeito ao Carlos Drummond, infinitamente superior ao poema. Cada protagonista tem uma

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Atrizes brilham na melhor cena de A Vida da Gente

Na última terça-feira (14/02/2012) foi exibida a cena mais aguardada de "A Vida da Gente": a briga entre Ana e Manu. Ao saber através de Júlia (Jesuela Móro) que sua irmã não iria em seu casamento com Lúcio (Thiago Lacerda), Ana resolve ir ao encontro de Manu para lhe entregar o convite pessoalmente e, quem sabe, fazer as pazes.



Assim que Ana chega, Manu a recebe com frieza, como tem sido desde que flagrou a irmã beijando Rodrigo (Rafael Cardoso) enquanto ela ainda estava casada com ele. Poucos segundos depois os ânimos já se exaltaram e o embate começou.

Lícia Manzo, a autora, foi perspicaz e

domingo, 11 de dezembro de 2011

As paixões que A Vida da Gente desperta

Apesar de ainda enfrentar dificuldades nos números de audiência (embora tenham apresentado uma boa melhora, os índices andam abaixo do esperado), "A Vida da Gente" conseguiu um feito e tanto através de sua história bem contada: envolver os telespectadores e despertar uma paixão que muitas vezes beira o fanatismo.


Com o despertar de Ana (Fernanda Vasconcellos), a relação de Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso) ficou estremecida. A história central da novela viveu seu ápice nos últimos capítulos quando a ex-tenista descobre através de Eva (Ana Beatriz Nogueira) que sua irmã estava casada com o amor de sua vida.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Vida da Gente emociona sem fazer esforço

Após 45 capítulos, "A Vida da Gente" teve a sua tão esperada passagem de tempo. Antes desse fato acontecer, a novela teve uma clara diminuição de ritmo. Mesmo assim, ao contrário do que acontece com as fatídicas 'barrigas' da maioria das novelas, não vimos diálogos avulsos ou cenas desnecessárias. Tudo que era mostrado tinha um objetivo específico. Tanto para mostrar o início da linda relação de amor entre Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso); quanto pelos demais acontecimentos envolvendo Vitória (Gisele Fróes), Marcos (Ângelo Antônio), Dora (Malu Galli), o estado de coma de Ana (Fernanda Vasconcellos), o início do próspero negócio de Manu e Maria (Neusa Borges), enfim.


Lícia Manzo criou uma história tão linda e tocante que conquista facilmente o telespectador, e o 'mergulha' naquela gama de sentimentos em que os personagens estão envolvidos. Os atores, obviamente, também são grandes responsáveis por isso. Não há um só capítulo que não se tenha ao menos uma cena que emocione a todos que estão assistindo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Vida da Gente: beleza em forma de novela

Substituir uma novela de sucesso, como foi "Cordel Encantado", não é uma tarefa fácil. A dura missão ficou nas mãos da novata Lícia Manzo, que não escondia o medo da imensa responsabilidade em suas recentes entrevistas. A autora só havia nos apresentado, até então,a ótima série "Tudo Novo de Novo", exibida em 2009. Era a responsável pela redação final e supervisionada pela experiente Maria Adelaide Amaral.

Na estreia de "A Vida da Gente", Lícia Manzo nos mostrou uma linda história, com personagens ricos e imagens fascinantes. A direção de Jayme Monjardim se fez presente através das paisagens que embelezaram o capítulo. A história central se baseia no conflito que a tenista Ana (Fernanda Vasconcellos)  enfrenta ao se apaixonar, e ser correspondida, pelo irmão postiço Rodrigo (Rafael Cardoso), ao mesmo tempo que se vê pressionada pela mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira) a treinar cada vez mais para se tornar uma grande campeã. Gisele Fróes interpreta Vitória, a treinadora rígida e fria. Paulo Betti dá vida ao padrasto (Jonas) que, em crise no casamento, trai a esposa com a sua 'personal trainer' (Cris) vivida pela Regiane Alves. Marjorie Estiano já rouba a cena interpretando a irmã (Manuela) da protagonista que apresenta uma limitação motora.