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domingo, 10 de setembro de 2017

"Popstar" foi uma boa aposta da Globo

Chamado sempre pela Globo de um 'formato original', ou seja, criado pela própria emissora, indo contra a constante compra de formatos estrangeiros, o "Popstar" estreou no dia 9 de julho e chegou ao fim neste domingo, dia 10 de setembro. Durou apenas dois meses. Mas, pode-se constatar que foi um programa despretensioso e cumpriu sua proposta, podendo ter ficado no ar por pelo menos mais um mês se a produção quisesse.


Comandado por Fernanda Lima, o reality utilizou o cenário do extinto "SuperStar" (esse, sim, oriundo de um formato de fora), que também era apresentando por ela. Porém, agora, Fernanda se mostrou muito mais à vontade, deixando o nervosismo (sempre visto na outra atração) de lado. Lembrou até, levando em conta o horário vespertino, seu desempenho no "Amor & Sexo". Talvez porque estava entre amigos e não havia tanta gente competindo, como na disputa entre bandas amadoras.

Os convidados do reality musical, por sinal, foram bem selecionados. Fabiana Karla, Lúcio Mauro Filho, Sabrina Parlatore, Mariana Rios, André Frateschi, Érico Brás, Alex Escobar, Eduardo Sterblich, Cláudio Lins, Murilo Rosa, Rafael Cortez, Marcello Melo Jr. e Thiago Fragoso esbanjaram simpatia e mergulharam de cabeça no objetivo do programa, deixando qualquer constrangimento de lado.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"Popstar" é um Karaokê com famosos bem produzido

Para substituir a bem-sucedida segunda temporada do "Tamanho Família", a Globo optou pela 'criação' de um novo formato, chamado de 'original' pela emissora: o "Popstar". Porém, o programa nada mais é do que uma derivação do "SuperStar", reality musical de bandas encerrado em 2016 e baseado em um formato israelense. Até o cenário é o mesmo, incluindo a apresentadora Fernanda Lima. Como a produção anterior não obteve boa audiência (embora tenha lançado ótimos grupos em três temporadas), optaram por uma dinâmica parecida, mas com famosos.


Agora não há mais um telão subindo quando o juri e o público votam. O esquema mudou para 'estrelas'. São dez jurados por domingo, sendo sempre substituídos a cada rodada. Chamados de 'especialistas', eles dão uma estrela (apertando um botão, que nem no "The Voice") caso gostem da apresentação. Se oito jurados ou mais aprovarem a performance, o participante ganha uma estrela bônus que vale um ponto na média final. Há ainda uma plateia com 20 pessoas selecionadas que se localizam em cima de um painel luminoso. A cor desse painel muda de acordo com a nota deles.

Ou seja, é um sistema um pouco confuso inicialmente. Mas, aos poucos, acaba ficando mais compreensível. Dos 14 participantes escolhidos, pelo menos nove cantam profissionalmente, sendo alguns muito bem-sucedidos. Já outros estão ali claramente para preencher a 'cota' de famosos, pois não têm vocação alguma.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mudanças no "The Voice Brasil" foram válidas, mas não surtiram efeito

A quinta temporada do "The Voice Brasil" estreou excepcionalmente em uma quarta-feira (05/10), a primeira de outubro, iniciando mais um ciclo de apresentações de novos talentos da música. O conjunto, após cinco anos, precisava urgentemente de novidades. E ficou perceptível a tentativa de alterações nesta edição. Os técnicos continuaram os mesmos ---- Cláudia Leitte, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguem no time, além de Michel Teló que estreou na função em 2015 ----, mas as mudanças em relação aos anos anteriores ocorreram a partir da segunda fase da atração, que é justamente a mais atrativa: a das batalhas.


Ivete Sangalo virou a supertécnica, a novidade da edição. Ao invés de quatro assistentes (um para cada técnico), a etapa das batalhas teve a cantora como auxiliar geral. Ela foi a conselheira de todos, participando do 'treinamento' dos cantores. Essa alteração se deve, com toda certeza, ao imenso sucesso do "The Voice Kids", onde Ivete se destacou como técnica ao lado de Carlinhos, Victor e Leo. A novidade foi mais do que bem-vinda, até porque o formato está desgastado, principalmente pela permanência dos mesmos jurados por tanto tempo. Porém, não surtiu efeito.

Ao contrário do que se esperava, Ivete não esteve no palco junto dos técnicos participando das avaliações. Ela apenas aparecia rapidamente na hora em que os candidatos ensaiavam. E foi só. Ou seja, além de ter sido uma espécie de propaganda enganosa, a cantora de 'supertécnica' não tinha nada.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Os 20 anos de "Malhação", uma das produções mais longevas da Rede Globo

No dia 24 de abril de 1995, estreava na Globo o que viria a ser uma de suas produções mais longevas: "Malhação". Ao som de "Assim caminha a humanidade", cantada por Lulu Santos na abertura (que virou um dos maiores hits da trama), a história sobre os dramas adolescentes começou a ser contada tendo uma academia como pano de fundo, vide o título do seriado. Juliana Martins e Danton Mello formavam o casal protagonista (Bella e Héricles) e fizeram parte de um elenco que tinha nomes como Carolina Dieckmann, Silvia Pfeifer, Fernanda Rodrigues, Bruno de Lucca (uma criança ainda), Nair Bello, John Herbert, entre outros.


Os autores Emanoel Jacobina e Andrea Maltarolli (também autora da novela "Beleza Pura", falecida em 2009) foram os idealizadores deste tão bem-sucedido projeto voltado para os adolescentes ---- baseado também no boom de academias de ginástica na época ---- e escreveram várias temporadas, incluindo a primeira, em parceria com Patrícia Moretzohn e Marcia Prates. Emanoel, em entrevista ao Jornal Extra, declarou que "Malhação" nasceu em uma oficina de dramaturgia para formação de atores da Globo em 1994. O diretor Roberto Talma (que lamentavelmente faleceu nesta quinta), inclusive, foi quem teve a ideia de transformar algo informal em um seriado, depois que viu vários jovens frequentando uma academia construída perto da Globo.

E foi exatamente o que virou o formato: uma vitrine para novos talentos. Só que os novatos não eram mais vistos, e analisados, apenas pelos diretores da emissora, eram também observados pelo público. Logo na primeira temporada, aliás, surgiu uma das figuras mais marcantes e queridas do seriado: o Mocotó, vivido por um inexperiente André Marques.