O ano de 2021 foi tão trágico quanto o de 2020. A pandemia do novo coronavírus causou um caos mundial ano passado e seguiu provocando milhares de mortes. A esperança veio com a chegada da vacina e avanço da vacinação vem diminuindo gradativamente a quantidade de falecimentos e pessoas internadas. Mas infelizmente ainda muita gente segue vitimada pela doença e vários artistas partiram por conta dela. A retrospectiva do blog começa agora com uma homenagem a cada um que partiu.
domingo, 26 de dezembro de 2021
Retrospectiva 2021: os artistas que deixaram saudades
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
Ator respeitado, Paulo José era um apaixonado pela profissão
O grande Paulo José faleceu na quarta-feira passada, dia 11, aos 84 anos, vítima de uma pneumonia, após 20 dias de internação. Figura conhecida e querida do teatro, cinema e televisão, o veterano enfrentava o Mal de Parkhinson há mais de 20 anos. Sempre preocupado com o ofício de ator, lutou pela regulamentação da profissão no final dos anos 70 e deixou um legado inestimável para a dramaturgia brasileira.
Nascido no dia 20 de março de 1937, em Lavras do Sul (RS), teve o primeiro contato com o teatro na escola em Bagé, aos dez anos de idade. Se mudou para São Paulo no início da década de 60, onde começou a trabalhar no Teatro Arena ---- foi contrarregra, assistente de direção, produtor, cenógrafo, diretor musical e figurinista. Ou seja, praticamente foi tudo. A estreia no palco foi em 1961, na peça "Testamento de um Cangaceiro", enquanto no cinema estreou em 1965, no filme "O Padre e a Moça". Seu papel mais marcante no cinema foi Macunaíma, do longa homônimo, onde defendeu um dos tipos mais lembrados de Mário de Andrade.
Já sua primeira aparição na TV foi em "Véu de Noiva", novela de 1969. E desde então não parou mais e emendou um trabalho no outro. Não demorou para viver seu personagem mais popular, a ponto de cair nas graças de adultos e crianças.