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quinta-feira, 5 de março de 2020

"Brega & Chique" era uma das reprises mais aguardadas do Viva

Exibida entre 20 de abril e 6 de novembro de 1987, "Brega & Chique" completou 30 anos em 2017. Uma data perfeita para uma reprise de comemoração. Mas o Viva decidiu esperar três anos para reexibi-la e a produção sempre foi muito pedida pelo público do canal a cabo. Era uma das mais aguardadas. Ao menos a colocou no ar, mesmo com um certo atraso --- a reprise estreou no dia 19 de fevereiro. A novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes foi um dos maiores fenômenos do horário das sete da Globo, entrando para a história da teledramaturgia e chegando a marcar mais audiência que a trama de horário nobre da época ---- "O Outro", de Aguinaldo Silva. A produção teve como grandes destaques Marília Pêra, Glória Menezes e Marco Nanini, entre tantos outros grandes nomes, como excepcional Raul Cortez.


Dirigido por Jorge Fernando, o folhetim caiu nas graças do público com um enredo popular,  cuja inverossimilhança não prejudicou em nada o êxito da obra. Ambientada em São Paulo, a novela tinha duas mulheres de universos opostos como protagonistas: a perua Rafaela Alvaray (Marília) e a humilde Rosemere da Silva (Glória), que tiveram suas vidas cruzadas por causa do empresário Herbert Alvaray (Jorge Dória), casado com ambas. Sua família 'oficial' morava em uma mansão de bairro nobre e era a formada por Rafaela e seus filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além da sogra Francine (Célia Biar) e do genro Maurício (Tatu Gabus Mendes).

Ou seja, para Rosemere, o empresário se chamava Mário Francis e os dois tinham apenas uma filha: Márcia (Fabiane Mendonça). Mas a amante de Herbert tinha outros dois filhos: Amaury (Cacá Barrete) e Vânia (Paula Lavigne), além de um pai que ajudava a sustentar (Lourival - Fabio Sabag). Ao contrário da chique Rafaela, a humilde mulher era brega e morava em um bairro de periferia, lutando com dificuldades para manter a casa.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Os 30 anos de "Brega & Chique", um dos maiores sucessos de Cassiano Gabus Mendes

Exibida entre 20 de abril e 6 de novembro de 1987, "Brega & Chique" completou 30 anos em 2017. A novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes foi um dos maiores fenômenos do horário das sete da Globo, entrando para a história da teledramaturgia e chegando a marcar mais audiência que a trama de horário nobre da época ---- "O Outro", de Aguinaldo Silva. A produção teve como grandes destaques Marília Pêra, Glória Menezes e Marco Nanini, entre tantos outros grandes nomes, como excepcional Raul Cortez. Há três décadas ela chegava ao fim.


Dirigido por Jorge Fernando, o folhetim caiu nas graças do público com um enredo popular,  cuja inverossimilhança não prejudicou em nada o êxito da obra. Ambientada em São Paulo, a novela tinha duas mulheres de universos opostos como protagonistas: a perua Rafaela Alvaray (Marília) e a humilde Rosemere da Silva (Glória), que tiveram suas vidas cruzadas por causa do empresário Herbert Alvaray (Jorge Dória), casado com ambas. Sua família 'oficial' morava em uma mansão de bairro nobre e era a formada por Rafaela e seus filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além da sogra Francine (Célia Biar) e do genro Maurício (Tatu Gabus Mendes).

Ou seja, para Rosemere, o empresário se chamava Mário Francis e os dois tinham apenas uma filha: Márcia (Fabiane Mendonça). Mas, a amante de Herbert tinha outros dois filhos: Amaury (Cacá Barrete) e Vânia (Paula Lavigne), além de um pai que ajudava a sustentar (Lourival - Fabio Sabag). Ao contrário da chique Rafaela, a humilde mulher era brega e morava em um bairro de periferia, lutando com dificuldades para manter a casa.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

"Pé na Cova" mesclou humor negro e melancolia com eficiência

A série de Miguel Falabella ---- escrita em parceria com Artur Xexéo, Antônia Pellegrino, Flávio Marinho, Alessandra Poggi e Luís Carlos Góes, dirigida por Cininha de Paula ---- estreou em janeiro de 2013. A produção provocou um estranhamento inicial pela quantidade de tipos caricatos e ausência de um enredo que despertasse atenção. No entanto, essa primeira impressão durou pouco. Com o tempo, foi ficando claro que o maior atrativo era justamente aquela turma nada normal, além do texto repleto de boas tiradas e muito humor negro.


A excêntrica família do subúrbio era composta por várias figuras tragicômicas e o pano de fundo da história não poderia ter sido mais apropriado: uma funerária, a "F.U.I" (Funerária Unidos do Irajá). Ruço (Miguel Falabella) herdou o negócio do pai e passou por muitos perrengues para se sustentar. Sua ex-esposa --- que na verdade sempre foi atual ---, Darlene (Marília Pêra), era a maquiadora dos defuntos, enquanto uma das melhores amigas da família (a esquizofrênica Luz Divina - Eliana Rocha) exercia a função de carpideira.

Os três sempre foram os grandes destaques da série. Os personagens eram os melhores e mais ricos, além de mais engraçados. Ruço vivia proferindo ensinamentos que achava ser de Shakespeare e costumava rir da própria desgraça. Darlene era uma alcoólatra que não largava o copo de gim e ainda vivia com seu cigarrinho na boca.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"Pé na Cova" representa uma última homenagem a Marília Pêra

A grande Marília Pêra se foi em dezembro de 2015. A sua morte ainda é difícil de ser encarada, afinal, era uma das mais versáteis e representativas atrizes brasileiras. O mundo das artes sentirá sempre a sua ausência, apesar do rico legado que deixou. Entretanto, o público tem conseguido matar um pouco da saudade desta respeitada profissional através de "Pé na Cova", série de Miguel Falabella, escrita juntamente com Artur Xexéo, Antonia Pellegrino, Flavio Marinho, Alessandra Poggi e Luis Carlos Góes, dirigida por Cininha de Paula.


A produção estreou em janeiro de 2013 e a última novela de Marília havia sido "Aquele Beijo", em 2011, justamente escrita pelo amigo e parceiro Miguel Falabella. Ela brilhou na pele da refinada Maruska, dando aquele show costumaz ao longo da trama. Embora o folhetim tenha sido fraco, o papel da atriz era um dos melhores e ele soube valorizá-la como merecia. E o autor, dois anos depois, deu para a colega um perfil completamente distinto de quase tudo o que ela fez na televisão nesta série de humor negro, tão bem escrita.

A Darlene é uma suburbana cafona que não tira o cigarro da boca e nem o copo de gim da mão. Sua profissão é bem peculiar: maquiadora de defuntos da funerária do ex ---- a F.U.I (Funerária Unidos do Irajá). Ignorante, ela costuma proferir inúmeras pérolas, fazendo uma ótima dupla com o ex-marido, o Ruço (Miguel Falabella).

domingo, 27 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: os artistas que deixaram saudades

Infelizmente, o Brasil perdeu muitos artistas queridos em 2015. Muitos foram derrotados pelo câncer e alguns sofreram outras complicações. Mas, independente das causas, o cenário artístico brasileiro ficou mais pobre com a partida de todos esses grandes profissionais, que fizeram parte da vida do público. A lembrança sempre existirá e a saudade ficará cada vez maior.




Cláudio Marzo (1940 - 2015).
O respeitado ator estava afastado das novelas desde 2007, quando atuou em "Desejo Proibido", trama de Walther Negrão. Foram mais de 35 novelas e quase 40 filmes. Sua rica carreira se mistura com a história da televisão. Ele faleceu em março, aos 74 anos, por conta de um enfisema pulmonar.





Jorge Loredo (1925 - 2015).
O intérprete do querido Zé Bonitinho, um dos personagens mais clássicos do humor nacional, ainda estava na ativa e marcava presença em "A Praça é Nossa", no SBT. Porém, já com a saúde debilitada --- ele lutava há anos contra uma doença pulmonar grave, além de um enfisema ---, faleceu no final de março, aos 89 anos.



sábado, 5 de dezembro de 2015

O adeus a Marília Pêra, uma das mais respeitadas atrizes brasileiras

Na manhã deste sábado, dia 5 de setembro, o Brasil perdeu uma das mais respeitadas atrizes brasileiras. Marília Pêra deixou o país de luto, pouco tempo depois da grande perda de Yoná Magalhães, outro ícone da dramaturgia nacional. A atriz lutava contra um câncer no pulmão havia dois anos e o fato só tomou conhecimento do público recentemente, quando o seu estado de saúde já estava muito grave. Ela não gostava de falar da doença e preferia dizer que estava 'apenas' sofrendo de fortes dores na bacia, outro problema que a deixou fragilizada, a afastando, inclusive, do trabalho na época.


Marília faleceu em casa, aos 72 anos, ao lado da família, por volta das seis da manhã. Deixa os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e Nina Morena, além do marido Bruno Faria, e da irmã, a querida Sandra Pêra. Foram 55 anos dedicados à arte e ela era múltipla, competente em tudo o que fazia. Atriz, cantora, diretora, coreógrafa, produtora e bailarina, a mulher que conquistou o país com seu talento tem uma carreira repleta de trabalhos grandiosos e personagens memoráveis. Sua morte afeta a vida de todos os brasileiros, que ficaram sem uma das mais dedicadas profissionais do teatro e da televisão.

Com mais de 30 trabalhos na televisão, quase 60 peças teatrais e 27 filmes, Marília tem um currículo invejável e admirado por todos os seus colegas. Estreou na TV em 1965, na recém-inaugurada Rede Globo, onde atuou nas primeiras novelas da emissora: "A Moreninha", "Padre Tião" e "Rosinha do Sobrado".

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Bons personagens, elenco talentoso e texto sarcástico seguem sendo os pontos fortes de "Pé na Cova"

A terceira temporada de "Pé na Cova" chegou ao fim nesta terça-feira (08/07) fazendo o mesmo sucesso das duas anteriores. E devido ao bom retorno da audiência, a Globo já garantiu a quarta temporada para janeiro de 2015. O fato da história escrita por Miguel Falabella ---- tendo colaboração de Artur Xexéo, Antonia Pellegrino, Alessandra Poggi, Flávio Marinho e Luiz Carlos Góes ----- ter estreado em janeiro de 2013 e ainda estar no ar é um feito e tanto, principalmente em um período onde a emissora tem evitado produzir séries muito longas, com exceção de "A Grande Família" (em seu último ano) e "Tapas & Beijos".


Mas na terceira temporada ficou mais evidente que o que sustenta a série é o texto. Repleto de críticas subliminares, acidez, deboche, escárnio e muito trocadilhos em torno dos erros de português dos personagens, a história diverte ao mesmo tempo que faz refletir a respeito de muitas mazelas sociais e problemas sócio-culturais do país. Este é o ponto forte da produção  e o maior merecedor de elogios. Miguel Falabella é um gênio da escrita e comprova isso sempre que se propõe a escrever um seriado cômico ou uma novela (gênero que segundo ele nunca mais irá se aventurar).

E obviamente que o elenco muito bem escalado (que foi crescendo ao longo das temporadas) é outro ponto forte de "Pé na Cova". Sabrina Korgut (Adenóide), Lorena Comparato (Abigail), Luma Costa (Odete Roitman), Mart`nália (Tamanco), Falabella (Ruço), Maurício Xavier (Marcão/Marcassa), Alexandre Zacchia (Juscelino), Karin Hills (Soninja), Karina Marthin (Giussandra), Marcelo Picchi (Deputado Sebonetti),

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Na pele da divertida Darlene, Marília Pêra mostra as várias facetas de seu talento em "Pé na Cova"

Ela é uma das maiores atrizes brasileiras e tem um currículo grandioso. Além de atuar, também canta e ainda é diretora teatral. Após ter participado de inúmeras novelas e de ter vivido várias mulheres elegantes na televisão, Marília Pêra passou a se destacar na pele da ignorante Darlene, em "Pé na Cova", uma personagem totalmente diferente de seus últimos tipos e que acabou virando um dos destaques da série de Miguel Falabella.


Darlene é ex-mulher de Ruço (Miguel Falabella) e maquiadora dos defuntos da Funerária Unidos do Irajá (F.U.I). É chegada em um gim com muito gelo e vive falando impropérios, assim como absolutamente todos os personagens dessa série que abusa dos tipos bizarros e das caricaturas. A personagem sempre teve um bom destaque, porém, na segunda temporada, acabou virando a figura central e a responsável pelas melhores frases.

E esse crescimento, ainda que sutil ----- uma vez que todos os atores do elenco são valorizados ----, serviu para explorar uma faceta de Marília que há tempos não era mostrada. Afinal, após ter vivido a  perua Gioconda em "Duas Caras" (2007), a chique Catarina Faissol em "A Vida Alheia" (2010) e a elegante

quarta-feira, 13 de março de 2013

Tipos bizarros e humor politicamente incorreto transformam "Pé na Cova" em um grande acerto de Miguel Falabella

A estreia da nova série de Miguel Falabella despertou algumas desconfianças. Apesar de ter mostrado uma turma totalmente descompensada proferindo frases hilárias, era difícil adivinhar o que estaria por vir nos próximos episódios. A tal funerária mal tinha aparecido e tudo acabou ficando muito superficial. Entretanto, bastou o segundo episódio ir ao ar para o telespectador ter certeza de que a diversão estaria garantida até o final da temporada.


Embora sempre tenha tido o humor ácido como principal característica, com "Pé na Cova" Miguel Falabella conseguiu se superar. Sendo beneficiado pelo horário de exibição (depois das 23h), o autor pôde ousar mais e abusar dos diálogos politicamente incorretos, recheados de frases inspiradas. E um texto cômico sendo dito por uma legião de tipos bizarros transformou a série em um grande acerto.

O principal destaque é Marília Pêra. Mais uma vez ela mostra a grande atriz que é ao viver uma suburbana sem papas na língua. Darlene sempre protagoniza divertidas cenas com Ruço (Miguel Falabella) e o papel não poderia

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Apesar do erro na apresentação dos personagens, Pé na Cova estreia com o pé direito

Após a ótima "A Vida Alheia" (2010), Miguel Falabella voltou a mergulhar no mundo dos seriados e estreou na noite dessa quinta-feira (24/01) "Pé na Cova". A nova série conta a história de uma família nada convencional que é dona de uma funerária, a F.U.I - Funerária Unidos do Irajá.  Repleta de personagens caricatos e irônicos, a história promete e tem tudo para render bons momentos. Entretanto,  a preocupação em apresentar todos os integrantes da turma acabou ofuscando o tema principal da trama e seu conflito primordial: a funerária e como a morte interfere no cotidiano da família.


Não foram poucas as vezes em que o telespectador teve a sensação de estar vendo várias pessoas conversando sobre assuntos sem a menor importância. Parecia que a série já tinha estreado há umas três semanas, deixando o público sem saber muito bem para onde a história se encaminhava. Os personagens deveriam ter sido apresentados aos poucos, porém, a pressa em mostrar todo mundo prejudicou o andamento da trama. Mas apesar desse equívoco inicial, ficou claro que o seriado tem potencial e muitas chances de agradar.

Os suburbanos formam uma espécie de Família Addams da classe C, onde a bizarrice predomina. Miguel Falabella criou personagens que abusam da caricatura e apresentam nomes peculiares, muito comuns em suas obras. Adenóide (Sabrina Korgut); Luz Divina (Eliane Rocha); Odete Roitman (Luma Costa); Alessanderson (Daniel Torres); Tamanco (Mart`nália); Giussandra (Karina Marthin) e Soninja (Karin Hils) são alguns

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aquele Beijo não aconteceu

A missão de Miguel Falabella não era a das mais fáceis: manter os excelentes índices de audiência das duas novelas anteriores ("Ti-ti-ti" e "Morde & Assopra"). Não conseguiu. "Aquele Beijo", que se encerra nessa sexta-feira (13/04/2012), teve uma repercussão quase nula e obteve 25 pontos de média, cinco abaixo das duas antecessoras.


Uma trama que parecia promissora e agradou nas primeiras semanas acabou se perdendo ao longo do tempo. Miguel Falabella criou ótimos personagens, mas não deu a eles a quantidade de conflitos necessários para movimentar uma novela. Podemos selecionar nos dedos de uma só mão os acontecimentos realmente interessantes que ocorreram. A trama acabou andando em círculos e se o telespectador passasse umas quatro semanas sem assisti-la, não perderia nada de relevante. Todos os núcleos, sem exceção, sofriam com o marasmo.

Os vilões, que normalmente são os responsáveis pela movimentação de