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quarta-feira, 26 de março de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira retrasada, dia 11, a segunda coletiva virtual de "Vale Tudo". Participaram os atores Cauã Reymond, Debora Bloch, Paolla Oliveira, Carolina Dieckmann, Pedro Waddington, Edvana Carvalho, Ramille, Ricardo Teodoro, Malu Galli, Luis Lobianco, Alice Wegmann, Humberto Carrão, Samuel Melo, Rhaisa Batista, Luis Melo e Bella Campos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Cauã Reymond falou como enxerga o futuro romance de seu personagem com a Odete: "Nunca parei pra pensar nisso. Tive o cuidado de ver um pouco a versão anterior, mas não quis ver muito porque como a Débora falou muito bem estamos fazendo um clássico e é um novo texto e uma nova 'Vale Tudo'. Se a gente fizer a metade do sucesso que ela fez, ficarei mito feliz. Não fiz ainda cenas com a Odete e estou na fase do plano com a Maria de Fátima pra ela conquistar o Afonso. Estou torcendo pra encontrar com a Débora que admiro muito, mas nunca contracenamos".

Debora Bloch comentou se assistiu ao produto original, como é sua parceria com Malu Galli e como enxerga a Odete em 2025: "Eu na época eu vi a novela um pouco porque estava no teatro, mas não via todo dia. Depois comecei a rever e achei que aquilo não estava me ajudando e achei melhor concentrar no texto da nova versão e concentrar na minha Odete. A novela virou um clássico e sempre que se remonta um clássico os atores vão dar a sua leitura daquele clássico, acrescentar seu repertório. Eu já assistia Malu no teatro e depois a gente fez a minissérie 'Queridos Amigos', onde ficamos amigas, e depois 'Sete Vidas'. Fizemos duas amigas na série e depois irmãs na novela. A gente se dá bem em cena, temos um jogo bom juntas, mas agora é uma relação diferente dessas irmãs.

terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Insossa e com conflitos simplórios, "Sol Nascente" é uma novela sem atrativos

A atual novela das seis estreou no final de agosto (dia 29), ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. A trama começou com belíssimas imagens e pouca história. Poderia ter sido apenas uma impressão inicial, revertida ao longo dos capítulos. Entretanto, não foi. Pelo contrário. Tudo o que havia sido observado no início se confirmou com o tempo, lamentavelmente. O folhetim escrito por Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher ---- dirigido por Leo Nogueira ----, resumindo em apenas uma palavra, é entediante.


O enredo é fraquíssimo e não há atrativos que provoquem interesse em acompanhar a trama. O núcleo central é baseado no romance bobinho protagonizado por Mário (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli). A história do casal seria limitada até mesmo se fosse correspondente a um par coadjuvante, quanto mais protagonistas. Nunca houve empecilho para os dois ficarem juntos. Os dois são amigos desde a infância e só agora o rapaz se descobriu apaixonado. Ele se declarou, mas ela recuou, não querendo estragar a amizade. Passaram-se dois anos e a mocinha acabou se envolvendo com o vilão César (Rafael Cardoso), que deseja dar um golpe na família dela.

A situação já se esgotou com um mês de novela no ar. Não há elementos possíveis para se manter até março de 2017. Mário, nas primeiras semanas, se mostrou um sujeito quase obcecado e as cenas do personagem se lamuriando por amor foram constrangedoras. Nem mesmo os adolescentes da "Malhação" fariam algo parecido.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Valdirene, Carlito, Márcia e Atílio: o divertido e talentoso quarteto de "Amor à Vida"

Os atores costumam dizer que é muito mais difícil fazer rir do que chorar. Mas a verdade é que a dificuldade está tanto na comicidade quanto no drama. Entretanto, em se tratando de novela das nove, pode-se dizer que a dificuldade em fazer rir é realmente muito maior. Os núcleos cômicos do horário nobre não costumam ter vida fácil, vide os praieiros de "Fina Estampa" e o Cadinho e suas mulheres de "Avenida Brasil", só para citar exemplos relativamente recentes. Em "Salve Jorge", somente Maria Vanúbia e Pescoço deram certo, os demais personagens do núcleo do Complexo do Alemão (incluindo Diva e suas fofocas) que teoricamente eram para divertir não funcionaram e foram rejeitados pelo público. Porém, em "Amor à Vida", contrariando essa 'lógica', o núcleo cômico é justamente um dos pontos altos da trama de Walcyr Carrasco.


Valdirene (Tatá Werneck), Carlito (Anderson Di Rizzi), Márcia (Elizabeth Savalla) e Atílio/Gentil (Luis Melo) formam um impecável quarteto. No início da novela, havia apenas a ótima dupla formada pela ex-chacrete e sua filha; porém, com o tempo, o filho de Denizard (Fúlvio Stefanini) foi se aproximando até ser totalmente 'inserido' na família. E após a primeira perda de memória do amigo de César (Antônio Fagundes), foi a vez de Atílio entrar para a trupe.

Ao longo dos capítulos, os quatro foram ficando cada vez mais entrosados e acabaram formando uma família. Família essa que vive protagonizando brigas impagáveis. A periguete é apaixonada por Carlito, que é apaixonado por ela; mas ambos vivem discutindo porque Márcia não desistiu de fazer a filha se casar com um milionário. Já Atílio recuperou sua memória e agora tem consciência de que se casou com