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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Terceira temporada manteve as qualidades e os defeitos do "Na Moral"

A terceira temporada do "Na Moral" estreou no dia 3 de julho, quando o país ainda estava no clima de Copa do Mundo. O programa apresentado por Pedro Bial e dirigido por José Lavigne, claro, aproveitou o tema propício e logo começou falando sobre a 'Identidade Nacional', chamando, entre os convidados, o grande Tony Ramos, que deu uma aula de sabedoria. Ou seja, o começo do terceiro ano da atração foi promissor.


E as qualidades dos debates se mantiveram ao longo desta temporada, da mesma forma que nas duas anteriores. O "Na Moral" mostrou que continua com fôlego e as conversas ainda rendem bastante. Vale destacar a edição do dia 17 de julho, que foi exibida 'ao vivo', cujo tema era 'O Homem Digital'. O objetivo era debater sobre a internet e o quanto que as redes sociais tomam o tempo de cada pessoa. A conversa rendeu e o melhor momento foi quando Pedro Bial leu no ar as críticas que faziam a ele, aos convidados (o jornalista Arnaldo Jabor entre eles) e ao programa.

A situação foi inesperada e fez valer a interatividade 'verdadeira', ou seja, aquela onde se lê comentários aleatórios e não só os que elogiam. Foi um dos bons momentos desta temporada. Ainda foram exibidos ótimos debates sobre consumismo, maioridade penal (que sempre provoca polêmica),

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"Na Moral" evolui na segunda temporada, mas o tempo continua sendo seu principal problema

A segunda temporada do "Na Moral" saiu do ar deixando uma impressão melhor do que a primeira. Não que os programas exibidos em 2012 tenham deixado a desejar, mas a leva de 2013 mostrou um claro amadurecimento do formato e enfatizou a importância desse tipo de atração para o público e para a própria emissora.


A Globo estava devendo um programa que debatesse assuntos atuais, polêmicos e de extrema relevância. A estreia do "Na Moral" em 2012 evidenciou o acerto da produção, mas acabou deixando alguns erros bem visíveis, como a abordagem de vários subtemas em cima do assunto principal, que enfraqueceu o foco de cada edição. A principal evolução da segunda temporada foi justamente essa: centralizar o assunto.

Todos os temas apresentados foram de grande relevância e Pedro Bial comandou calorosos debates a respeito de legalização das drogas, estado laico, intolerância religiosa, transexualidade, manifestações populares,

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Na Moral" volta ao ar, apresenta um rico debate e estreia sua segunda temporada da melhor forma possível

Após uma bem-sucedida e elogiada primeira temporada, voltou ao ar nessa quinta-feira (04/07), substituindo o "Globo Mar", o "Na Moral, programa de debates comandado por Pedro Bial. Conduzindo com muita competência um rico debate envolvendo a questão das drogas, incluindo sua legalização ou não e como a sociedade age diante desse tabu, Bial começou a segunda temporada de sua atração da melhor forma possível.


Contando com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da atriz Fernanda Montenegro, do cantor Marcelo D2, de um militar da Polícia Civil (Orlando Zaccone), de um coronel da Polícia Militar (Mário Sérgio) e de dois psiquiatras (Antonio Geraldo da Silva e Dartiu Xavier da Silveira), o programa cumpriu muito bem o papel de esclarecer alguns fatos e ainda debateu, exibindo prós e contras, de uma forma teoricamente simples, tudo o que o controverso tema das drogas pedia, incluindo questões de segurança e saúde.

O "Na Moral" voltou sem grandes mudanças. A edição rápida continua e o cenário não sofreu nenhuma alteração. Pedro Bial também continua afiado e ainda faz questão de colocar seu ponto de vista durante o debate, o que é ótimo para enriquecer a discussão. Aliás, é visível o quanto que o jornalista gosta de comandar

domingo, 30 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012: os destaques do ano

Após selecionar o que tivemos de pior na televisão, nada mais justo do que apresentar o que esse meio de comunicação teve de melhor em 2012. E, ainda bem, o telespectador foi presenteado com excelentes produções ao longo do ano que está terminando. O Brasil congelou e aplaudiu várias séries e novelas que fizeram sucesso merecidamente. Assim como ocorreu na lista dos piores do ano, não houve votação popular e esse que vos escreve foi o responsável pela seleção. Então, vamos ao que interessa.




Avenida Brasil: As chamadas iniciais já anunciavam a estreia de uma produção que tinha tudo para dar certo. E deu. João Emanuel Carneiro escalou um grande elenco e conseguiu contar uma excelente história de vingança onde mocinha e vilã se enfrentavam usando as mesmas armas. O país parou para ver Nina, Carminha e toda a turma do Divino. Ágil, recheada de suspense e cenas tensas, a novela caiu na boca do povo e atingiu uma repercussão que há tempos não se via. A direção foi outro ponto positivo, assim como o fato de todos os atores poderem se destacar, uma vez que o elenco não era tão numeroso. A trama ainda lançou expressões que caíram na boca do povo: "Oi Oi Oi", "É tudo culpa da Rita", "Eu quero vê tu me chamar de amendoim" e "Me serve, vadia" foram alguns bordões que marcaram. A novela deixou saudades e foi o grande fenômeno de 2012.


Cheias de Charme: A novela dos estreantes Filipe Miguez e Izabel de Oliveira foi um sucesso. Colorida e alegre, a trama misturou música e dramaturgia de uma forma genial. Com um bom elenco principal, a história das Empreguetes e a rivalidade com a hilária e espalhafatosa Chayene agradou logo de cara. Não demorou muito para que os hits cantados na história estourassem também na vida real. Os autores ainda foram muito felizes ao utilizar a internet como uma aliada. Exibir o clipe das protagonistas primeiramente no site da novela, para só depois colocarem na trama, foi uma sacada de mestre. Apesar da longa barriga que

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Na Moral" encerra sua primeira temporada e prova que terá vida longa na Globo

O tão aguardado programa de Pedro Bial, sonho antigo do jornalista, estreou cercado de desconfianças. As informações a respeito da atração não eram tão esclarecedoras quanto pareciam, e era difícil imaginar o que seria apresentado ao telespectador. Mas logo após a exibição do primeiro "Na Moral", pôde-se perceber que havia estreado uma boa opção para as noites de quinta-feira.


Desde o primeiro programa, foi perceptível a clara preocupação em discutir temas relevantes e de interesse de todos. Já começaram falando do famigerado politicamente correto ---que acabou não sendo devidamente explorado porque dividiram o tema com racismo, preconceito etc --- e o debate gerou muita repercussão nas redes sociais.

Tendo sua primeira temporada encerrada na última quinta-feita (30/08), o "Na Moral" conseguiu levantar questões e pelo menos discutir, nem que seja rapidamente, assuntos úteis como o casamento homossexual, a privacidade dos famosos, e as reformas do Código Penal. Claro que temas

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Na Moral: uma boa surpresa de Pedro Bial

Substituindo o "Globo Mar", estreou na noite desta quinta-feira o "Na Moral", o novo programa do Pedro Bial. Assim que entrou no ar, o apresentador já fez uma pergunta ao telespectador, sem nenhum tipo de receio: "É viado, bicha ou homossexual?". Um questionamento provocador e bem apropriado, uma vez que o tema de estreia  foi justamente a 'ditadura do politicamente correto', que está cada vez mais impregnado na nossa sociedade. Não há como negar que esse início já serviu para prender o público.


O que se observou é que o intuito da nova atração é debater, provocar e questionar a respeito de temas espinhosos, que estão cada vez mais difíceis de serem abordados na televisão. Alexandre Pires, Maria Paula, Antônio Carlos Queiroz e Luiz Felipe Pondé foram os convidados do primeiro programa. Bial, como grande jornalista que é, conseguia elaborar ótimos questionamentos, o que gerava muito interesse não só dos participantes --- que debateram de uma forma sóbria e sem gritos --- como também da platéia e do público de casa. Porém, alguns erros precisam ser corrigidos.

O tema central acabou sendo dividido em subtemas (assédio sexual, racismo, esteriótipo da mulher, enfim) e todos foram abordados muito rapidamente. Alexandre Pires foi convidado com o intuito de falar da polêmica do seu último clipe que foi caracterizado