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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Taís Araújo protagonizou três novelas das nove e foi boicotada em todas

 O talento de Taís Araújo é indiscutível. Tanto que seu segundo trabalho na televisão foi como protagonista de "Xica da Silva", entre 1996 e 1997, quando tinha apenas 17 anos. E logo mostrou do que era capaz. Fez de Xica um papel memorável e que entrou para a história da teledramaturgia. Desde então, já são muitas personagens em folhetins, séries, filmes e teatro. No entanto, a atriz até agora não teve sorte protagonizando novelas das nove na Globo. 


A primeira protagonista de Taís na faixa horária mais prestigiada da televisão brasileira foi em "Viver a Vida", em 2009. E foi cercada de expectativas. Afinal, era a primeira Helena preta de Manoel Carlos e a primeira personagem central da atriz no horário nobre. Só que tudo deu errado. A novela foi considerada um fracasso para os padrões da época, teve inúmeros problemas de desenvolvimento, excesso de personagens, e um dos graves equívocos foi condução do papel principal de Maneco. A figura controversa e que gera muitas discussões em todas histórias do autor desta vez não tinha um arco dramático potente e muito menos relevante. 

Helena era uma modelo rica e bem-sucedida que largava tudo para casar com um homem mais velho, o empresário Marcos (José Mayer), ex-marido de Tereza (Lilia Cabral), uma ricaça amargurada que nunca superou a separação. O marido de Helena teve três filhas com Tereza e a mais velha, Luciana (Alinne Moraes), que também era modelo, não aceitou o romance do pai e criou uma rivalidade com a nova madrasta.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Manuela Dias repete o erro de "Amor de Mãe" em "Vale Tudo"

 O remake de "Vale Tudo" está a dois meses de seu fim. A adaptação do fenômeno de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères reagiu na audiência nas últimas semanas graças aos embates que fizeram sucesso em 1988. Não por acaso, quando a produção mantém as cenas das viradas muito bem construídas pelos autores há 37 anos, há uma resposta nos números. No entanto, tudo o que foi muito bem estruturado no passado vem sendo aniquilado com desdobramentos rasos e eliminação de cenas ou situações fundamentais para uma boa narrativa. 


A mais recente e que vem sendo explorada nos capítulos é a derrocada de Raquel (Taís Araújo). É importante um adendo antes da análise sobre a virada que Odete Roitman (Debora Bloch) provoca na vida da protagonista. Em 1988, a personagem triunfa com o sucesso de seu restaurante e vira uma empresária milionária. A sua trajetória prova que é possível ser bem-sucedido sendo honesto no Brasil, a grande premissa do roteiro. E não retorna para a vida humilde que tinha, até porque não havia possibilidade diante da sua situação financeira. 

Agora, em 2025, nunca pareceu que Raquel ficou rica. Ainda que tenha mudado de roupa, o seu padrão de vida não sofreu alteração. Não comprou carro, apartamento, nada. Uma situação bem parecida com a da família Leonel em "No Rancho Fundo", folhetim das seis de Mário Teixeira, onde todos descobriam uma mina de turmalina paraíba, mas mantinham os costumes de sempre por puro comodismo da narrativa e romantização da pobreza.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Quem mereceu e quem não mereceu o troféu no primeiro "Melhores do Ano" comandado por Luciano Huck

 O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 2 de janeiro, após um hiato de um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Porém, a volta da premiação das Globo também marca a primeira edição sem a apresentação de Faustão, após 24 edições, que saiu no meio do ano passado de uma forma nada amistosa da emissora. Luciano Huck, que assumiu o "Domingão", ficou com a função que era de Fausto. Novas categorias também foram criadas, mas o conjunto basicamente permaneceu o mesmo. 

Entre as novidades da premiação, está uma homenagem que Huck prestou a três brasileiros que fazem diferença em suas comunidades ajudando os outros através de iniciativas e projetos inclusivos. O momento é chamado de "Inspiração". Os agraciados foram Maria Odila, Dona Cida e Ricardo Ferreira. É aquele DNA de político que Huck insiste em ter, mesmo após a desistência de sua candidatura para a Presidência da República, ao menos até cogitar a hipótese novamente. Ainda assim, foram bonitas homenagens.

Mas voltando ao que realmente interessa, os vencedores das categorias, é preciso elogiar a criação do "Troféu Paulo Gustavo". O nome foi dado na categoria Humor, que já existia, mas agora presta uma justa homenagem a um dos maiores humoristas do país, que faleceu ano passado, vítima da covid-19 e consequentemente do atraso das vacinas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Retrospectiva 2021: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Como já mencionado na retrospectiva anterior, ano de 2021 foi o segundo com pandemia. Após o caos mundial instaurado pelo novo coronavírus em 2020, gravações foram interrompidas e o setor audiovisual foi um dos mais afetados. As reprises viraram as protagonistas da programação. A esperança veio com a chegada da vacina e o avanço da vacinação causou um impacto positivo. Embora os protocolos ainda sejam necessários, os trabalhos vão sendo retomados pouco a pouco. A Globo conseguiu finalizar as novelas interrompidas ano passado e está com três inéditas no ar no segundo semestre. A Record conseguiu produzir uma novela dividida em várias fases ao longo do ano. Vamos então aos eleitos melhores intérpretes: 





Melhores Atrizes: 





1- Regina Casé.

A Lurdes foi o maior acerto de "Amor de Mãe". Tanto que foi a única personagem que se manteve na memória do público. Tirando a procura desesperada da mãe pelo filho Domênico, quase  ninguém lembra mais do restante do enredo. Isso é fruto do carisma da personagem e do talento da atriz, que compôs uma mãe crível e de fácil identificação. Regina despertou risos e lágrimas com grande facilidade no enredo de Manuela Dias. 


 

2- Marjorie Estiano.

Uma atriz que brilha em todo papel. E Carolina segue como uma de suas mais densas personagens. Marjorie continuou emocionando na pele da médica na quarta temporada de "Sob Pressão" e protagonizou várias cenas ótimas com Julio Andrade e Ana Flávia Cavalcanti. A temática central da fase de 2021 foi a disputa pela guarda do filho de Evandro e sua companheira teve vital importância durante todo o processo, o que valorizou a atriz. 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Retrospectiva 2021: as melhores cenas do ano

No segundo ano de pandemia, as produções no setor da teledramaturgia seguiram em passos lentos. Reprises dominando a programação no primeiro semestre e novas tramas gravadas em ritmo cuidadoso. No entanto, os folhetins interrompidos em 2020 por conta da pausa nos trabalhos foram finalizados e tiveram seus desfechos exibidos. Novos produtos também foram gravados e agora, no segundo semestre, a Globo já conseguiu estar com três novelas inéditas no ar. A Record conseguiu manter a inédita "Gênesis" no ar durante quase todo o ano, mas atualmente precisou apelar para a reprise da mesma trama antes de produzir a nova. Vamos então para a lista de melhores cenas do ano: 







Eva chora a morte do filho em "Gênesis":
A primeira fase da novela bíblica da Record retratou a conhecida história de Adão e Eva. O sucesso de audiência foi grande e Juliana Boller foi um acerto do elenco. A atriz brilhou como Eva e sua cena mais emocionante foi a morte de Abel (Caio Manhente), assassinado pelo irmão Caim (Eduardo Speroni). A dor daquela mãe com a perda de seu filho foi passada com muita entrega pela intérprete. 



Animais vão para a Arca de Noé em "Gênesis":
A segunda fase da novela bíblica da Record abordou a mais atrativa trama da Bíblia. E os efeitos especiais dos animais correndo para a arca construída por Noé (Oscar Magrini) ficaram muito bem feitos. A sequência emocionou e teve uma dose de adrenalina que fez toda a diferença. 


segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Retrospectiva 2021: os piores do ano

 Após a tradicional e triste retrospectiva dos artistas que nos deixaram em 2021, chegou a hora da também conhecida retrô do que de pior passou pela televisão. A pandemia do novo coronavírus segue aterrorizando a vida da população mundial, embora o avanço da vacinação tenha contribuído para uma maior circulação de pessoas. No entanto, as produções televisivas ainda estão em período de dificuldades. Mas alguns produtos se mantêm equivocados com ou sem pandemia. Vamos a eles: 


"Se Joga":

O programa criado para ficar no lugar do "Vídeo Show" nunca deu certo. Nem um dia sequer. A Globo criou um formato vazio, cansativo e que misturava tudo e não apresentava nada. Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil nunca conseguiram um bom entrosamento e a artificialidade na apresentação predominava. A pandemia do novo coronavírus fez a emissora priorizar o jornalismo em sua programação e vários programas saíram do ar momentaneamente. Porém, a Globo insistiu no formato apenas aos sábados e tentou trazê-lo de volta. Mas apenas com Fernanda Gentil no comando e sem games. Apenas repercutindo notícias dos artistas. Pareceu um "Vídeo Show" genérico. Novamente não funcionou. Estreou em março e saiu do ar no final de julho. 



"Zig Zag Arena":

Fernanda Gentil não tem sorte com programas. Desde que migrou dos esportes para a área do entretenimento, a apresentadora só entrou em furada. A Globo só cria formato péssimo para sua contratada. A emissora a tirou do "Se Joga" e a enfiou em um programa de games aos domingos que se mostrou um equívoco completo. O cenário luxuoso e cheio de luzes impedia o telespectador de prestar atenção na disputa e a ideia de colocar narradores e comentaristas ---- Everaldo Marques, Hortência e Marco Luque ---- para transformar a 'diversão' em um jogo sério não funcionou. Inicialmente, os competidores seriam médicos, advogados, enfim, pessoas anônimas. Mas logo no domingo seguinte apelaram para famosos com o intuito de chamar mais atenção. Nem assim deu certo. O fracasso foi tanto que a Globo tirou o programa do ar no dia 19 de dezembro e o planejamento era mantê-lo até dia 30 de janeiro de 2022. A atração chegou a ficar em terceiro lugar de audiência. 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Parte final desnudou todos os problemas que sempre estiveram presentes em "Amor de Mãe"

 A primeira novela de Manuela Dias estreou logo no horário nobre. Uma responsabilidade e tanto. Normalmente, todos os escritores da emissora estreiam na faixa das seis ou sete e somente depois migram para a cobiçada faixa das 21h. Mas os ótimos trabalhos da autora nas minisséries "Ligações Perigosas" e "Justiça" (ambas em 2016) a credenciaram ao posto. No entanto, não teve sorte. A produção estreou em 25 de novembro de 2019 repleta de louvores da crítica especializada, mas parte do público não comprou a história, que apresentava problemas em vários núcleos. E quando o enredo central parecia engrenar, houve a interrupção das gravações em 21 de março de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Voltou ao ar praticamente um ano depois, no dia 15 de março de 2021, com apenas 23 capítulos restantes. A produção já estava entrando na reta final, mas mesmo assim sofreu um corte. Porém, não parece ter afetado o roteiro, pois a verdade é que muitas tramas já estavam sem rumo antes da interrupção das gravações. O grande interesse ficou em torno do enredo de Lurdes (Regina Casé) à procura do filho Domênico (Chay Suede). E sempre foi a única parte do folhetim que caiu nas graças do público. O maior clichê dramatúrgico raramente falha. 

Já os demais conflitos, que já estavam se perdendo, tiveram desfechos decepcionantes. A constante troca de casais era um dos problemas do roteiro e seguiu assim até o final. Nunca houve uma construção sólida que despertasse alguma torcida do público. O menos pior foi o par formado por Camila (Jéssica Ellen) e Danilo/Domênico.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Sandro perdeu a relevância em "Amor de Mãe", mas Humberto Carrão mostrou seu conhecido talento

Não é fácil interpretar um personagem controverso que vai se regenerando aos poucos. Esse tipo de papel tem nuances que exigem mais do ator. Convencer o público fica mais difícil, até porque o perfil normalmente inicia a novela na postura de quase vilão ou vilã. É a típica pessoa que se acha injustiçada pela vida. Mas se tem um intérprete que tem facilidade na composição de 'revoltados' é Humberto Carrão.


O ator se destacou em "Amor de Mãe", novela das nove da Globo, escrita por Manuela Dias e dirigida por José Luiz Villamarim. Sandro entrou com a trama já em andamento e tinha poucas aparições, mas cresceu quando Kátia (Vera Holtz) afirmou para Lurdes (Regina Casé) que o rapaz, então preso, era seu filho desaparecido. A melhor protagonista da história iniciou uma saga para tirá-lo da cadeia e até cometeu crimes, como ter levado um celular para o bandido em um dia de visitação.

O vínculo entre Sandro e Lurdes foi iniciado quando a batalhadora mulher trouxe o ''filho" para morar com sua família. A rejeição de Erica (Nanda Costa), Magno (Juliano Cazarré), Ryan (Thiago Martins) e Camila (Jéssica Ellen) era compreensível, até porque o rapaz voltou para o crime dias depois e levou relógios roubados para casa como depósito.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Ótimo em "Amor de Mãe", Irandhir Santos engrandece qualquer elenco

O talento de Irandhir Santos impressiona. Não há personagem que não interprete brilhantemente. Premiado ator de cinema, é um profissional respeitado e figura rara na televisão. Costuma selecionar muito bem seus trabalhos e tem o hábito de preferir sempre a mesma equipe. Por isso virou uma pessoa tão frequente nas produções dirigidas por José Luiz Villamarim. Certeza que esse fator pesou na hora de aceitar o Álvaro, grande vilão de "Amor de Mãe", que está em sua última semana.


É apenas o sétimo trabalho do ator na televisão e sua segunda aparição no horário nobre da Globo. A primeira foi em "Velho Chico", novela de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 2016, onde viveu Bento dos Anjos, irmão de Santo (saudoso Domingos Montagner), e emocionou o público com seu desempenho. O intérprete agora teve a chance de mostrar uma nova faceta na pele de um perfil ambicioso e sem qualquer escrúpulo. O típico vilão maniqueísta presente em tantos folhetins.

Álvaro é dono da PWA, empresa do ramo do plástico em franca expansão. Polui o meio ambiente através de práticas ilícitas, era aliado de um miliciano que executava suas ordens sujas e passa por cima de quem se opõe a ele. Usa um cachimbo e está sempre bem vestido. Só falta um corvo no ombro.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Volta de "Amor de Mãe" comprova que Vitória nunca foi protagonista

 Uma mulher negra bem-sucedida e respeitada. Advogada que virou uma referência na profissão e sabia diferenciar o seu lado profissional do pessoal. Aparentemente fria, sonhava em ser mãe. Defensora de um dos empresários mais corruptos do país, Vitória (Taís Araújo) nunca sentiu peso na consciência. Afinal, era apenas seu trabalho. Mas tudo começou a mudar quando adotou uma criança e ainda engravidou acidentalmente. Todas essas características faziam do perfil um dos melhores de "Amor de Mãe", que retornou recentemente, após quase um ano de pausa em virtude da pandemia. Mas tudo foi por água abaixo quando a autora inventou uma ruína financeira para forçar uma virada nada convincente.


Toda a trajetória de uma das ditas protagonistas da atual novela das nove da Globo acabou destruída. Vitória cansou de passar por cima de seus princípios para advogar para Álvaro (Irandhir Santos) e decidiu romper o contrato, pagando uma multa milionária. Era um momento aguardado pelos telespectadores. Mas resultou em uma reviravolta que afetou drasticamente a imagem da personagem. Aquela profissional inteligente, empoderada e cheia de atitude morreu. Manuela Dias parece ter criado outra mulher e colocado no lugar da anterior.

Vitória resolveu ajudar o ex, Davi (Vladimir Brichta), contra seu antigo cliente e em nenhum momento achou que havia o risco de ser flagrada. A situação, claro, resultou em um desvio de ética que acabou ocasionando a cassação de seu registro profissional e ainda culminou na influência do empresário para nenhum outro cliente poderoso a contratar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da volta de "Amor de Mãe"

 A Globo realizou nesta segunda-feira (22/02) uma coletiva online sobre o retorno de "Amor de Mãe", novela de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim, após um ano de paralização por conta da pandemia do novo coronavírus, que interrompeu as gravações em março de 2020. Participaram todos os atores da família de Lurdes: Regina Casé, Jéssica Ellen, Juliano Cazarré, Humberto Carrão, Thiago Martins e Nanda Costa, além da autora. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi o bate-papo.

Perguntados sobre as cenas mais marcantes da primeira parte do folhetim, os intérpretes fizeram questão de relembrar algumas. "Uma das cenas mais bonitas que vi na novela é uma da Vitória (Taís Araújo) quando adota o filho. Me marcou muito. Lembro que estava vendo em casa e fiquei muito emocionado. Até liguei para Taís", disse Thiago Martins. "Tem muitas cenas lindas nessa novela. Uma das muitas cenas fortes é quando Lurdes, no presídio, descobre que não é mãe de Sandro. E a minha cena no hospital foi muito forte também", acrescentou Jéssica Ellen. "Eu gostaria de lembrar de duas cenas. A diplomação da Camila. Vejo ali um esforço familiar. Não é só o personagem da Regina que está sendo recompensado. Todo mundo ali está diplomando a irmã mais nova. A família precisou se estruturar. E a cena do primeiro capítulo quando um irmão corre atrás do outro e vê o irmão ser levado", contou Juliano Cazarré. "A cena que a Lurdes fala para o filho, ainda criança, 'Tua mãe está aqui' também foi incrível", declarou Nanda Costa. 

Humberto Carrão lembrou: "Minhas lembranças mais marcantes são as cenas da Jéssica na escola. A invasão da polícia, os tiros, a forma como se relaciona com seus alunos. E todas da Lurdes, um dos personagens mais lindos que já vi. Mas a melhor foi minha cena com ela na praia quando a personagem conta que não é mãe do Sandro".

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Todo ano, a retrospectiva de melhores intérpretes fica gigantesca neste blog. Normalmente, em torno de 160 nomes. Mas 2020 foi um ano atípico. A pandemia do novo coronavírus interrompeu as gravações de todas as novelas e séries. Nacionais e internacionais. As reprises viraram as protagonistas do entretenimento. Mas, ainda assim, alguns nomes merecem entrar na lista por produções encerradas no primeiro semestre ou então breves especiais gravados com todos os protocolos de segurança para presentear o telespectador com cultura de qualidade. Vamos a eles. 


Melhores Atrizes:



1- Marjorie Estiano.
Foram apenas dois episódios de "Sob Pressão - Plantão Covid". Mas o especial valeu por uma temporada inteira somente pela entrega do elenco. E a principal foi Marjorie. Magnífica como sempre, a atriz deu um show de emoção em todas as difíceis cenas de Carolina fazendo de tudo para salvar os vários pacientes da covid-19. A cena mais emblemática do especial foi o momento em que a médica precisou tirar a máscara e sorrir para a foto de seu crachá do hospital de campanha. Um rosto cheio de marcas, os olhos vermelhos de tanto chorar e um sorriso que pareceu um pedido de socorro. Marjorie não precisou nem falar. Que cena! 


2- Fernanda Montenegro.
Elogiar Fernandona é chover no molhado. E a veterana esteve em dois especiais gravados em plena pandemia (pela sua própria família). A ranzinza Gilda foi brilhantemente interpretada tanto em "Amor e Sorte" quanto em "Gilda, Lúcia e o Bode", exibido na noite de Natal. A atriz mesclou momentos cômicos e dramáticos com a maestria que só alguém de seu talento consegue. A personagem é tão boa que vale a dica para a Globo fixar a série em sua grade. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2020. Porém, a pandemia do novo coronavírus interrompeu as gravações de todas elas. Algumas ainda conseguiram ser encerradas antes do caos mundial. Outras não. A programação de todos os canais foi preenchida com reprises. Ao menos muitas sequências de produções inéditas merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.






Adelaide surpreende Justina em "Éramos Seis":
Após um reencontro conturbado, que resultou em um surto da filha autista de Emília (Susana Vieira), a irmã mais velha resolveu surpreender a irmã com um voo de avião. Encantada, Justina lembrou das duas na infância e a cena transbordou sensibilidade. Júlia Stockler e Joana de Verona deram um show.




Vitória conta que é a mãe de Sandro em "Amor de Mãe":
A advogada toma coragem e revela para a babá de seu filho que houve uma grande confusão envolvendo a vida de ambas. Lurdes tenta negar a realidade, mas chora quando vê o resultado do exame de DNA que prova que Vitória é a mãe biológica de Sandro. Lurdes se demite e sai desnorteada. Taís Araújo e Regina Casé perfeitas.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Reprises reforçam o talento de Malu Galli

A pandemia do coronavírus vem provocando um caos mundial e o isolamento social virou regra imprescindível em tempos de tanto contágio. O primeiro choque no Brasil foi através da paralisação das gravações das novelas da Globo, principal emissora do país. Medida necessária. E assim que passou a exibir reprises de folhetins que fizeram sucesso houve uma previsível coincidência em torno da presença de vários atores. Muitos estão em mais de uma trama no ar. Malu Galli é um dos casos e merece uma menção especial.


O caso da atriz é até diferente. Afinal, estava no ar em "Amor de Mãe" e agora está em "Malhação - Viva a Diferença" e "Totalmente Demais". E nunca foi uma profissional valorizada como merece. Tanto pelo público quanto por vários veículos que cobrem televisão. Com várias peças e filmes no currículo, sua carreira televisiva começou através de pequenas participações em novelas e minisséries na Globo. Seu primeiro papel de certo destaque foi na primorosa série "Queridos Amigos", em 2008. Na trama de Maria Adelaide Amaral foi possível observar que Malu podia muito mais.

E, graças aos papéis densos nos dois folhetins brilhantes de Lícia Manzo, a atriz conseguiu mostrar seu talento dramático. A emocionalmente frágil Dora, de "A Vida da Gente" (2011), e a bem-sucedida Irene, de "Sete Vidas" (2015), foram defendidas com muita entrega.

terça-feira, 10 de março de 2020

Lurdes carrega "Amor de Mãe" nas costas

Há novelas protagonizadas pelos clássicos mocinhos, por apenas uma personagem ou um trio ou quarteto. O público já viu de tudo um pouco. "Amor de Mãe" foi apresentada tendo três mulheres como protagonistas: Lurdes (Regina Casé), Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araújo). As atrizes são talentosas e sempre brilham, ou seja, novamente fazem bonito em cena. Entretanto, é incontestável que a mulher nordestina roubou a cena e virou a figura central, ofuscando as outras duas.


É verdade que boa parte da culpa é de Manuela Dias. A autora não conseguiu construir conflitos realmente atrativos para Thelma e Vitória. A obsessão da primeira pelo filho Danilo (Chay Suede) se tornou repetitiva e logo cansou ao longo dos meses e só agora a personagem teve um leve crescimento em virtude da barriga de aluguel realizada para Danilo ter um filho com Camila (Jéssica Ellen). Enquanto a segunda teve um início promissor como advogada rica com dilemas éticos, mas o seu empobrecimento, após o rompimento com o vilão, se mostrou raso e fez o papel perder toda a força.

Já Lurdes é a única que tem uma saga sendo contada. E isso é vital para qualquer personagem. A procura de batalhadora nordestina pelo filho Domênico é o único drama de "Amor de Mãe" que realmente acabou comprado pelo público. Tanto que "memes" surgiram nas redes sociais e até fantasia de Carnaval.

terça-feira, 3 de março de 2020

Pobreza de Vitória destrói trajetória da personagem em "Amor de Mãe"

Uma mulher negra bem-sucedida e respeitada. Advogada que virou uma referência na profissão e sabia diferenciar o seu lado profissional do pessoal. Aparentemente fria, sonhava em ser mãe. Defensora de um dos empresários mais corruptos do país, Vitória (Taís Araújo) nunca sentiu peso na consciência. Afinal, era apenas seu trabalho. Mas tudo começou a mudar quando adotou uma criança e ainda engravidou acidentalmente. Todas essas características faziam do perfil um dos melhores de "Amor de Mãe". Mas tudo foi por água abaixo quando a autora inventou uma ruína financeira para forçar uma virada nada convincente.


Toda a trajetória de uma das protagonistas da atual novela das nove da Globo acabou destruída. Vitória cansou de passar por cima de seus princípios para advogar para Álvaro (Irandhir Santos) e decidiu romper o contrato, pagando uma multa milionária. Era um momento aguardado pelos telespectadores. Mas resultou em uma reviravolta que afetou drasticamente a imagem da personagem. Aquela profissional inteligente, empoderada e cheia de atitude morreu. Manuela Dias parece ter criado outra mulher e colocado no lugar da anterior.

Vitória resolveu ajudar o ex, Davi (Vladimir Brichta), contra seu antigo cliente e em nenhum momento achou que havia o risco de ser flagrada. A situação, claro, resultou em um desvio de ética que acabou ocasionando a cassação de seu registro profissional e ainda culminou na influência do empresário para nenhum outro cliente poderoso a contratar.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Não se preocupe, você não é ignorante por não gostar de "Amor de Mãe"

A crítica especializada colocou "Amor de Mãe" em um pedestal. É uma obra prima da teledramaturgia, uma novela revolucionária e sem qualquer defeito. Não há problemas no desenvolvimento, clichês inexistem, todos os personagens são ótimos, o elenco inteiro é valorizado, enfim. Também ficou comum a narrativa para justificar a audiência aquém do esperado: o grande público não sabe apreciar uma novela que faz pensar e foge dos enredos escapistas. Ou seja, em outras palavras, classifica o telespectador como burro. Mas não se preocupe, caro leitor, não é bem assim que a 'banda toca'.


A história de Manuela Dias, que estreia como novelista em pleno horário nobre da Globo, tem qualidades? Com toda certeza. O folhetim teve um início maravilhoso e mereceu a avalanche de elogios. A trama de Lurdes (Regina Casé em estado de graça) é a melhor com larga vantagem e move o roteiro. A complexidade de Vitória (Taís Araújo) também atrai, assim como a redenção de Sandro (Humberto Carrão) e a trajetória linda de Camila (Jéssica Ellen) ---- incluindo seu romance com Danilo (Chay Suede). É um folhetim bem produzido e com boas atuações. Todavia, o conjunto está longe de ser excelente e há muitos problemas visíveis.

José Luiz Villamarim é um dos melhores diretores da Globo, mas trata "Amor de Mãe" como uma série das 23h e não uma novela. É preciso inovar e sair do mais do mesmo? Sem dúvida. Todavia, o filtro escuro e amarelado promove um certo desgaste em quem está assistindo. Há uma sensação de poluição visual. E sua ousadia de exibir vários atores que fazem pequenas participações de costas ou mostrando raramente o rosto incomodou.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Jéssica Ellen merecia a Camila de "Amor de Mãe"

Revelada em "Malhação Intensa", temporada de sucesso de Rosane Svartman e Gloria Barreto, exibida em 2012, Jéssica Ellen é uma excelente atriz. Mesmo em um papel pequeno como a Rita, na época, já prometia voos maiores. Mas, infelizmente, o mercado é mais complicado para atrizes negras. Tanto que Agatha Moreira, Juliana Paiva e Alice Wegmann, outras revelações maravilhosas da mesma fase do seriado adolescente, ganharam papéis de destaque logo depois e se firmaram de vez. Faltava uma chance melhor para Jéssica. Não falta mais.


Manuela Dias presenteou a atriz com a destemida Camila, em "Amor de Mãe", atual novela das nove da Globo. A personagem foi achada na estrada por Lurdes (Regina Casé), que a adotou no mesmo instante. Caçula de cinco irmãos, é uma militante convicta e não pensa duas antes antes de lutar pelo que acredita. Embora seja a mais nova da família, parece a mais madura. Está sempre servindo como ponto de apoio para a mãe e ajuda a manter os irmãos nos ''trilhos''. Sempre que alguém precisa desabafar é Camila a escolhida como ouvinte.

Professora dedicada, a filha de Lurdes protagonizou momentos tensos quando convocou alunos para uma ocupação com o intuito de acabar com a chance de fechamento da escola ----- graças ao plano do vilão Álvaro (Irandhir Santos).

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Genial como Lurdes, Regina Casé rouba a cena em "Amor de Mãe"

Longe das novelas desde uma pequena participação no remake de "Ciranda de Pedra", em 2008, Regina Casé retornou ao gênero em "Amor de Mãe", recém-iniciada, em pleno horário nobre da Globo. E vendo o desempenho da atriz na trama de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim, é possível afirmar com tranquilidade como fazia falta. A produção ainda está no começo e muito água vai rolar, mas Lurdes chegou iluminando a tela.


A protagonista é a que mais honra o título do folhetim. Lurdes é a típica mãe brasileira e todas as suas atitudes são facilmente identificáveis. Todos os filhos observam características de suas mães na personagem. É a mãe leoa, a mãe protetora, a mãe que dá tudo pelos filhos, a mãe que se preocupa com cada passo que o filho dá, a mãe acolhedora, a mãe amorosa, a mãe barraqueira, a mãe que enfrenta até bandido para encontrar um filho desaparecido.

Nordestina, a personagem é mãe de Magno (Juliano Cazarré), Érica (Nanda Costa), Ryan (Thiago Martins) e Camila (Jéssica Ellen), adotada pela mulher assim que a encontrou abandonada em plena estrada. Nunca perdeu a esperança de achar Domênico, filho que foi vendido pelo pai há 20 anos. Humilde, luta para sustentar seus herdeiros e conseguiu dar uma educação de qualidade a todos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

"Amor de Mãe" estreia com forte carga dramática e promissoras protagonistas

"Tudo é incerto, menos o amor de mãe". A frase, adaptada do romancista e poeta James Joyce (1882/1941) ---- "Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe" é a frase original ----, é a premissa da nova novela das nove da Globo, que marca a estreia de Manuela Dias como autora solo. E, por conta dessa afirmação, fica bem claro que o enredo abordará uma visão mais romanceada da maternidade. Com a dura missão de manter os elevados índices do grande sucesso "A Dona do Pedaço", a trama, dirigida por José Luiz Villamarim e fotografia de Walter Carvalho, estreou nesta segunda-feira (22/11), com um emocionante primeiro capítulo.


Regina Casé, Taís Araújo e Adriana Esteves vivem Lurdes, Vitória e Thelma, mulheres que exercem a maternidade em sua plenitude, cada uma à sua maneira. Apesar de viverem em realidades diferentes, com trajetórias distintas, a vida das três se entrelaça ao longo do enredo. Uma proposta parecida com "Justiça", da mesma autora ---- quatro pessoas eram presas por crimes que cometeram em momentos de fúria e ao longo da história tinham suas vidas cruzadas. O trio protagonista foi bem apresentado na estreia através de breves flashbacks e dramas no presente.

Lurdes é babá e mãe de cinco filhos, sendo que um deles não foi criado ao seu lado. Ela busca um novo emprego e consegue uma entrevista na casa de Vitória, uma advogada bem-sucedida que, com a iminência da chegada do filho que pretende adotar, precisa de uma babá. Vitória perdeu um bebê aos seis meses de gestação e não conseguiu superar o trauma.