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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da reprise de "A Vida da Gente"

 A Globo promoveu nesta sexta-feira (19/02) uma coletiva online sobre a reprise de "A Vida da Gente", novela primorosa de Lícia Manzo, exibida em 2011, e a terceira mais vendida da Globo, que reestreia dia 1º de março. O diretor Jayme Monjardim não conseguiu participar, mas fez questão de deixar um recado carinhoso a todos. Estiveram na entrevista Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos, Alice Wegmann, Paulo Betti, Gisele Fróes e a autora. Foi um bate-papo delicioso e com muitas boas lembranças. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi neste texto. 

"Sempre fui uma menina de observar o ambiente e observar o subjetivo. Vendo hoje em dia as pessoas com dificuldade de ficar em casa e pensar no coletivo tem muito disso. A novela, mais do que o fato do coma da Ana (Fernanda Vasconcellos), mostra a repercussão do fato em volta das pessoas. As pessoas sempre procuram entender seus sentimentos sobre o que está acontecendo. E a novela faz esse convite a reflexão. E a cena que mais me marcou foi a da discussão das irmãs. Tinha oito páginas e lembro que não foi ensaiada. Acho que ali há um casamento muito bonito que mais busco e mais prezo, que o texto bota ressonância nos atores. Mas às vezes a gente investe tanto na palavra e a imagem é soberana", disse Lícia Manzo.

Ainda sobre as cenas que mais marcaram, Fernanda Vasconcellos concordou com a autora. "É também minha cena preferida. E lembro até hoje da minha mão suando e não sei se terei outra oportunidade de viver um texto desse. Com as irmãs às vezes se escutando, às vezes querendo se machucar. Depois de ter trabalhado em algo tão marcante é inevitável você não se frustrar com seus trabalhos posteriores. Parece que fica faltando algo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aclamada por público e crítica, "Sete Vidas" foi uma novela que primou pela sensibilidade

"O que é bom dura pouco." Esta frase conhecida pode ser aplicada facilmente ao segundo folhetim de Lícia Manzo na Globo. "Sete Vidas" chegou ao fim nesta sexta-feira (10/07), exibindo um último capítulo recheado de sensibilidade e cenas emocionantes, onde todo o contexto da trama foi fechado com maestria. O horário das seis foi premiado com uma produção que priorizou o cotidiano, excluindo a presença de vilões clássicos. A vida era a antagonista de todos. A novela teve apenas 106 capítulos e ficou cerca de quatro meses no ar. A curta duração evitou qualquer tipo de enrolação, mas não há como negar que deixou um gosto de quero mais.


Após o êxito da elogiada "A Vida da Gente", Lícia se aventurou novamente no horário das seis com uma história que tratava de arranjos familiares. Inicialmente prevista para a faixa das 23h, a duração da obra foi aumentada (seria ainda mais curta do que foi), mas o conjunto não foi mexido. E a autora apenas comprovou a sua competência ao contar uma história tão bem construída e envolvente quanto a exibida em 2011, marcando, na época, sua estreia como autora solo. As novas famílias (nem tão novas assim, diga-se) foram abordadas com um extremo detalhismo e a humanidade dos personagens cativou o telespectador, que logo se viu mergulhado naquele enredo tão bem elaborado.

O drama do solitário navegador Miguel (Domingos Montagner), que doou sêmen anos atrás no Estados Unidos, implicando no surgimento de cinco vidas, despertou atenção logo no primeiro capítulo, quando o mesmo iniciava sua saga, que era atormentada por um traumático acontecimento do passado. Toda a trama foi brilhantemente entrelaçada pela autora, onde a história de cada um foi sendo contada à medida que as semanas se passavam.

terça-feira, 10 de março de 2015

Estreia de "Sete Vidas" esbanja qualidade e traz de volta a sensibilidade de Lícia Manzo

"Às vezes uma parte do que a gente é vai embora e nos deixa para trás. E se a vida trouxesse de volta partes suas que você sequer conhecia? Quantas marcas deixamos pelo caminho? Não conhecer a própria origem é como estar distante de si mesmo. O desafio de buscar suas próprias origens é grande. Meio-irmão, meio-pai, meio-filho, de quantas metades é feita a nova família? Falta uma parte, sobram perguntas." Tendo estas dúvidas e premissas como base, estreou, nesta segunda (09/03), "Sete Vidas", a nova novela das seis da Globo.


Escrita por Lícia Manzo e dirigida por Jayme Monjardim, a história gira em torno da trajetória de Miguel (Domingos Montagner), homem solitário que faz questão de se manter livre de laços ou amarras. No passado, foi acusado pelo pai de ser o responsável pela morte da própria mãe, e este fato sempre o marcou. O protagonista se apaixona por Lígia (Débora Bloch), mas, com medo de se envolver, resolve fazer uma perigosa expedição à Antártica, deixando o amor de sua vida para trás, sem saber que a mesma está grávida dele. E em meio a todo este drama, há ainda os filhos gerados através de uma doação de sêmen ---- feita pelo navegador, 30 anos atrás, nos Estados Unidos, para ganhar dinheiro na época.

Ou seja, tudo o que Miguel não queria acontece: se vê apaixonado por uma mulher, a engravida e ainda 'ganha' seis filhos espalhados pelo mundo. No total, são as Sete Vidas do título. Repensar as relações familiares é a proposta da autora, que criou um universo interessantíssimo e muito envolvente. A saga dos jovens oriundos da inseminação em busca do pai e das próprias origens (o que implica em uma aproximação entre eles também, claro) é uma sacada e tanto para um folhetim.