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segunda-feira, 29 de julho de 2024

"Um Beijo do Gordo" reverencia a genialidade de Jô Soares

 No dia 5 de agosto, a morte de Jô Soares completa 2 anos. O apresentador, escritor, humorista, dramaturgo, diretor teatral, ator, músico e artista plástico era uma das figuras mais conhecidas e queridas do Brasil. Seu falecimento causou uma comoção nacional e desde então foi pensado em um documentário sobre a sua trajetória profissional, mas que também explorasse um lado pouco conhecido da sua intimidade. 


 O Globoplay produziu um especial que estreou neste domingo (28/07). "Um Beijo do Gordo", título baseado em um de seus bordões mais populares, conta com depoimentos de vários artistas e uma entrevista inédita de Flávia Pedras Soares, ex-esposa de Jô. “Foram 60 anos de vida profissional, 28 anos de entrevistas, 14.426 conversas, cerca de 1.300 dias de programas de humor, 300 personagens e nove livros”. É desta forma que a atriz Fernanda Montenegro abre o documentário que homenageia um dos maiores artistas da televisão brasileira: José Eugênio Soares.

Com quatro episódios, disponibilizados de uma só vez, a produção revisita a vida e obra do multiartista, relembrando seus projetos e personagens icônicos, e traz depoimentos de grandes talentos, além de entrevistas inéditas, como a de Flávia Pedras Soares, seu grande amor.   

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Jô Soares era um gênio

 O Brasil amanheceu mais triste nesta sexta-feira, dia 05. A notícia do falecimento de Jô Soares, aos 84 anos, deixou uma legião de fãs e admiradores de luto. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho e a causa da morte não foi divulgada. O anúncio foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher e grande amiga de Jô. 


José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938, filho único do empresário Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares. Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá passou a se interessar por teatro e shows. Foram mais de 300 personagens, sendo o Capitão Gay um dos mais lembrados. Um dos maiores humoristas do país, Jô era o melhor em tudo o que se propunha a fazer. Era um respeitado dramaturgo, escritor, diretor teatral, artista plástico, ator e músico. 

A estreia na televisão foi em 1956 no elenco da "Praça da Alegria", na época da TV Record, onde ficou por dez anos. Em 1967, roteirizava a inesquecível "Família Trapo" ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega. Também atuava como o mordomo Gordon. Foi seu último trabalho da Record.

sábado, 25 de novembro de 2017

"Conversa com Bial" presta bela homenagem a Jô Soares

O "Conversa com Bial" estreou em abril deste ano, substituindo o "Programa do Jô", na Globo, que estava no ar há 16 anos. Desde que o programa entrou no ar, havia a expectativa por uma entrevista com Jô, até para simbolizar essa 'passagem de bastão'. Infelizmente, não ocorreu. Porém, sete meses depois, o momento finalmente veio: Pedro Bial entrevistou Jô e a conversa foi exibida na madrugada da última sexta-feira (25/11).


O bate-papo fluiu com naturalidade e sem qualquer constrangimento, até porque os dois são amigos de longa data. O objetivo da entrevista foi a divulgação de "O Livro de Jô - Uma Autobiografia Desautorizada (Volume 1)", escrita com Matinas Suzuki Jr. (Companhia das Letras). O livro conta os primeiros 30 anos de vida do apresentador, ator, redator, humorista, diretor, entre tantas outros ofícios que exerce, e exerceu, ao longo de sua rica trajetória.

A conversa foi tão agradável que o programa teve uma duração até maior que o normal e não deu para sentir. Bial aproveitou vários trechos interessantes do livro para deixar Jô brilhar, contando vários casos interessantes, como quando acabou perseguido pela Ditadura e o momento que fracassou no teatro.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os vencedores da 59ª edição do ultrapassado "Troféu Imprensa"

Foi ao ar na noite deste domingo (09/04), a quinquagésima nona edição do "Troféu Imprensa". Comandada por Silvio Santos, a premiação contou com Márcia Piovesan (Revista "Tititi"), Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Ligia Mesquita (Folha de São Paulo), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo) e duas novidades: o blogueiro Hugo Gloss e Jorge Luiz Brasil, da Revista Minha Novela. Como ocorre em todos os anos, várias injustiças foram cometidas na seleção dos finalistas de cada categoria, resultando em algumas vitórias questionáveis, embora alguns vencedores tenham sido merecedores.


O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos são definidos por votação popular (170 mil pessoas votaram pelo site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis, como Bruno Gagliasso e Malvino Salvador concorrerem como Melhor Ator, por exemplo, ao lado do ótimo Sérgio Guizé, que deu show como Candinho em "Êta Mundo Bom!". Bruno é talentoso, mas seu mocinho em "Sol Nascente" foi totalmente insosso. Já Malvino Salvador nem deveria estar ali. Ao menos venceu merecidamente o Sérgio, incluindo o Troféu Internet. O esquecimento de nomes como Marco Nanini ("Êta Mundo Bom!"), Mateus Solano, Marco Ricca (ambos por "Liberdade, Liberdade") e o saudoso Domingos Montagner ("Velho Chico") foi surreal.

O próprio sistema de votação do juri também continua injusto, pois só cinco são escolhidos aleatoriamente em cada categoria. Ou seja, não são todos que votam em cada rodada. Se a questão é o tempo, bastaria selecionar os votos com comentários e os sem. Simples assim. Mas, infelizmente, esse tipo de reclamação é algo recorrente e nunca mudarão.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

As madrugadas não serão as mesmas sem o "Programa do Jô"

Nesta sexta, dia 16, o "Programa do Jô" saiu da grade da Globo definitivamente. A atração estreou na emissora em abril de 2000, ou seja, ficou 16 anos no ar. Um tempo respeitável. Porém, Jô já havia comandado por 11 anos o "Jô Soares Onze e Meia", no SBT, entre agosto de 1988 e dezembro de 1999. Portanto, juntando os dois períodos da carreira, o apresentador fez parte das madrugadas do telespectador por 27 anos. Foram 5.600 programas e 14.426 entrevistas somando todo esse período. Analisando essa vitoriosa trajetória, é impossível não se indignar com a estupidez da Globo em acabar com um programa tão icônico.


Jô foi o pioneiro no formato popularmente conhecido como "talk-show", engrandecendo a televisão brasileira com um produto que fazia (e ainda faz) muito sucesso no exterior. Mas, claro, a atração nunca foi uma mera cópia. Havia a identidade do apresentador, que ainda contava com um quinteto de talentosos músicos, que posteriormente viraria um sexteto. Humorista nato, Jô sempre contava piadas e fazia introduções bem-humoradas em todo programa, usando com talento a sua trupe musical como escada. A intimidade deles fazia diferença nas interações, dando um charme à parte e criando um clima confortável de família.

Até mesmo durante as entrevistas, Jô costumava pedir a opinião de alguns dos integrantes da banda, principalmente Derico, um dos mais sacaneados por ele. E a gargalhada contagiante de Bira virou uma das maiores marcas da atração, assim como os clipes musicais que faziam para divulgar o e-mail do programa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entrevista de Faustão entra para os melhores momentos da história do "Programa do Jô"

O "Programa do Jô", lamentavelmente, está em seu último ano na Globo. E, para fechar esse vitorioso ciclo, o apresentador tem procurado trazer várias pessoas ilustres que já passaram pelo seu sofá ao longo de 28 anos de entrevistas, incluindo a sua época no SBT, quando comandava o "Jô Soares onze e meia". Portanto, fazendo jus ao que foi proposto no início desse ano, o apresentador tem conversado com muitas figuras interessantes. Mas, sem dúvida, o bate papo com Faustão já pode ser considerado um dos melhores momentos da atração.


Exibida na última sexta-feira (02/09), a conversa foi uma das mais deliciosas do Jô e mais parecia uma confraternização de amigos. Até porque é exatamente isso que eles são. Todos sabem que Faustão é um profissional que raramente dá entrevistas e o público está acostumado a vê-lo somente aos domingos, pois não há aparições suas em nenhum outro programa (nem da Globo e muito menos das concorrentes). É verdade que ele já apareceu em algumas atrações ----- como no "Mais Você" em 1999 e no "Estrelas" em 2014 (aliás, recentemente até conversou com Otávio Mesquita no "Okay Pessoal") ----, mas é bem raro.

A característica mais reservada do apresentador serviu para aumentar ainda mais a expectativa por esse momento de 'encontro de gigantes' (nos dois sentidos, inclusive). E o bate papo fez jus a essa longa espera. Os dois brincaram, relembraram o passado deles na televisão, comentaram sobre futebol, e ainda falaram da cirurgia bariátrica do Fausto ---- também houve tempo de relembrar a sua trajetória no rádio. Foram dois blocos de bate papo descontraído e nem deu para sentir o tempo passar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"As Meninas do Jô": um quadro que debate política de forma descontraída e informativa

O "Programa do Jô", por ser um talk-show (o primeiro formato nacional, vale lembrar ----- que acabou sendo o precursor dos atuais "Agora é Tarde" e "The Noite"), não tem como se inovar. Portanto, é perfeitamente compreensível que a atração comandada há mais de vinte anos (incluindo o "Jô Soares Onze e Meia, do SBT) não tenha sofrido grandes mudanças. Porém, o quadro semanal apelidado de "As Meninas do Jô" foi uma excelente ideia e engrandeceu o formato.


O intuito nada mais é do que debater sobre política e os rumos do país. Cristiana Lôbo, Lilian Witte Fibe, Ana Maria Tahan e Cristina Serra entendem do assunto e expõem seus respectivos pontos de vista com competência, assim como o próprio Jô, que participa ativamente da conversa. Já a inteligente Lúcia Hippólito havia se afastado do programa por causa de uma grave de doença que afetou muito sua saúde (Síndrome de Guillain-Barré); porém, a jornalista ----- ainda em recuperação, mas bem melhor ---- voltou ao quadro, engrandecendo o time.

Aliás, Lúcia retornou junto com o quadro, que precisou ser interrompido durante o período eleitoral. Infelizmente, há uma lei no país que proíbe que se fale dos candidatos em programas de entretenimento nos canais abertos em época de eleições.

sexta-feira, 16 de março de 2012

As Meninas do Jô: um quadro que estava fazendo falta

Nessa segunda-feira (11/03/2012) o já desgastado "Programa do Jô" voltou ao ar, após suas tradicionais férias. Ao contrário do que prometia nas chamadas, o programa não trouxe novidade alguma. As entrevistas desinteressantes e engessadas, em sua maioria, continuam e o mesmo se pode dizer das piadinhas do apresentador. Porém, houve ao menos uma agradável surpresa: o quadro "As Meninas do Jô" estava de volta.


Esse excelente quadro foi uma ideia de Jô Soares, e consiste num debate descontraído sobre política e atualidades.  As jornalistas Cristiana Lôbo, Ana Maria Tahan, Lúcia Hipólito e Lilian Witte Fibe iam ao programa toda quarta-feira e o quadro se estendia durante todo o programa. Era um formato diferente e que agradou. De uma maneira clara e precisa, esse ótimo quarteto consegue despertar o interesse até de quem não gosta de política. Simpáticas e muito entrosadas com Jô, as quatro parecem que estão batendo papo  num barzinho.  Após um certo tempo, a jornalista Flávia Oliveira se juntou ao grupo e só acrescentou.

Apesar da boa repercussão, o quadro acabou sumindo