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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: os artistas que deixaram saudade

 Nos últimos dias do ano, é hora de fazer um balanço de tudo o que passou ao longo de doze meses. O ano de 2025 foi marcado pelas muitas perdas que aconteceram entre cantores, atores e jornalistas. Vários nomes de peso deixaram o cenário cultural mais vazio e triste. Hoje se inicia a retrospectiva tradicional do blog e começando com saudade. 




Léo Batista (1932 - 2025): 

João Baptista Bellinaso Neto faleceu no dia 19 de janeiro, aos 92 anos, em função de um tumor no pâncreas, após internação para tratar dores abdominais e desidratação. O âncora e repórter, que esbanjou simpatia ao longo de quase um século de vida, se identificou mais com a imprensa esportiva ao longo da carreira, mas soube marcar espaço em muitas outras coberturas. Além de fazer parte do "Jornal Nacional", passou 40 anos cobrindo o Carnaval no Rio de Janeiro no rádio e na televisão. Dedicou cerca de 77 anos ao jornalismo, tendo sido 54 deles só na TV Globo. Conhecido pela sua voz marcante, Seu Léo virou referência na cobertura esportiva e até hoje muitos lembram de seu quadro no "Fantástico" ao lado de uma zebrinha de papelão que falava o resultado dos jogos dos campeonatos. Foi o primeiro apresentador do "Jornal Hoje", em 1971, do "Esporte Espetacular", em 1973, e do "Globo Esporte", em 1978. Nunca se aposentou e seguia trabalhando até ano passado em um quadro no "Globo Esporte". 


Márcia Lage (1960 - 2025):

A carnavalesca faleceu no dia 19 de janeiros, aos 64 anos, vítima de leucemia. Márcia e seu marido, Renato Lage, formaram uma dupla consagrada no Carnaval do Rio de Janeiro. Foram campeões pela Mocidade Independente de Padre Miguel em 1990, 1991 e 1996. O casal voltou à escola em 2024 e para a dição de 2025 produziram o enredo "Voltando para o futuro - Não há limites para sonhar". Em mais de 30 anos de carreira, ela também trabalhou na Portela, Grande Rio e Salgueiro, onde conquistou o título do Grupo Especial em 2009, e em São Paulo com a Vai-Vai. 

sexta-feira, 6 de junho de 2025

"Tributo" reverenciou a importância de Francisco Cuoco

 O desfecho de Carlão, protagonista da novela ‘Pecado Capital’, paralisou o país em 1975. A ousadia da autora Janete Clair, o olhar do diretor Daniel Filho e a verdade do ator Francisco Cuoco convergiram para a comoção nacional, que transformou a cena numa das sequências mais memoráveis da teledramaturgia brasileira. “Um certo luto cobriu o Brasil porque era um personagem que tinha uma simplicidade, uma realidade próxima de muita gente”, lembra Cuoco. Essa e outras histórias emocionantes foram conferidas no especial ‘Tributo’, que homenageou nesta sexta-feira um dos atores mais populares da nossa história. 


Paulistano que guarda boas lembranças do bairro do Brás, Francisco Cuoco nasceu em 1933. Sua vocação artística se manifestou ainda na infância, época em que ele gostava de reproduzir os espetáculos circenses pelos quais se encantava. A brincadeira virou profissão: fez parte do elenco da companhia Teatro dos Sete, e passou pelas TVs Tupi e Record, antes de integrar a TV Globo. “A arte, quando toca o coração, os sentimentos, é insubstituível”, afirma Cuoco, com sua voz inconfundível. “Ele foi o maior astro da televisão brasileira e foi fundamental para estruturar o gosto do brasileiro pela telenovela”, resume o escritor especialista em dramaturgia, Mauro Alencar, um dos entrevistados do especial.
 

O ator fez sua estreia na TV Globo em ‘Assim na Terra, Como no Céu’ (1970), trama de Dias Gomes; e foi com Janete Clair que Cuoco ganhou diversos protagonistas, que até hoje povoam o imaginário do público.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

"Troféu Mário Lago" emocionou com a valorização do elenco experiente da Globo

A 18ª edição do "Troféu Mário Lago" foi especial. Pela primeira vez, Faustão homenageou seis atores veteranos de uma só vez. Aracy Balabanian, Milton Gonçalves, Nicette Bruno, Ary Fontoura, Arlete Salles e Francisco Cuoco foram os agraciados no programa exibido no dia 30 de dezembro e protagonizaram momentos emocionantes no último "Domingão do Faustão" de 2018.


Todos receberam depoimentos tocantes de amigos e vários colegas fizeram questão de comentar sobre o profissionalismo de todos. Também foram exibidos momentos marcantes de cada um no programa e vale destacar o choro doído de Nicette quando viu um vídeo de Paulo Goulart cantando com ela, anos atrás, em um quadro de Karaokê do "Domingão". Milton foi outro que não segurou a emoção ao ouvir os elogios que Fabrício Boliveira fez a ele, após uma lembrança do trabalho deles em "A Favorita" (2008).

Aliás, Patrícia Pillar também lembrou de "A Favorita" quando fez questão de homenagear Ary Fontoura. A atriz citou a bela parceria que fizeram como Flora e Silveirinha e como o veterano foi importante para a composição da grande vilã do folhetim de João Emanuel Carneiro.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

João Emanuel Carneiro e o assassinato dos personagens queridos de suas histórias

Todo autor tem a sua marca ou ao menos uma identidade. Isso no cinema, no teatro e na televisão. Quem começa a acompanhar a carreira de vários deles consegue captar tranquilamente isso. E não é diferente com João Emanuel Carneiro. Embora seja considerado ainda um 'novato' como escritor solo ("A Regra do Jogo" é apenas a sua quinta novela na carreira), ele já apresenta algumas características peculiares, como o assassinato de perfis queridos do público, por exemplo.


Claro que a sua maior identidade é a mescla entre suspense e humor popularesco, entretanto, esse pequeno detalhe em torno da morte de personagens cativantes tem se sobressaído nos seus trabalhos. O seu primeiro folhetim foi "Da Cor do Pecado", em 2004, supervisionado por Silvio de Abreu. E essa produção marcou não só o início de sua carreira solo, como também o começo da 'saga' de fins trágicos de tipos que caem no gosto popular.

Afinal, é impossível não se lembrar o triste assassinato de Afonso Lambertini (Lima Duarte em um de seus melhores desempenhos). O personagem, inicialmente, se mostrou um empresário frio e calculista, que só se preocupava com os negócios e fazia questão de controlar o seu filho Paco (Reynaldo Gianecchini).

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Com ritmo ágil e trilha sonora de qualidade, "Boogie Oogie" reúne vários atrativos de uma boa novela

Assim que "Boogie Oogie" estreou, ficou explícito que seria um festival de clichês. Porém, inicialmente, a história foi deixada em segundo plano, pois o foco maior ficou por conta da década de 70, época escolhida para ser o pano de fundo da trama, e da trilha sonora impecavelmente escolhida. Mas, agora, já com algumas semanas no ar, é possível constatar que o folhetim de Rui Vilhena tem um enredo tão atrativo quanto a escolha das músicas e do ano de 1978.


O excesso de temas batidos não é um problema, uma vez que toda novela tem clichês. Basta serem bem desenvolvidos e contados. E o autor tem conseguido atrair a atenção através de vários ganchos interessantes, além de imprimir um bom ritmo à história. Todo este bom conjunto é somado ao elenco talentoso, que interpreta muito bem vários personagens cativantes.

Rui Vilhena parece não temer que sua trama se esgote e segue desenrolando o conteúdo, sem guardar por muito tempo seus trunfos, imprimindo um bom ritmo à novela. Tanto que a trama principal, da troca de bebês, já foi descoberta pelo mocinho (Rafael - Marco Pigossi),