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quarta-feira, 20 de maio de 2015

"Fera Radical": um grande sucesso de Walther Negrão

Exibida entre 28 de março e 18 de novembro de 1988, "Fera Radical" foi um grande sucesso de Walter Negrão. A novela das seis caiu no gosto popular com uma clássica história de vingança, tema muito usado em folhetins, filmes e livros. A trama foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 16 de dezembro de 1991 e 8 de maio de 1992, além de ter ido ao ar duas vezes no quadro "Novelão da Semana", do "Vídeo Show".


Protagonizada por Malu Mader, a novela conta a história de Cláudia, uma mulher que jura vingar o massacre sofrido por sua família. Uma casa incendiada, gritos, pavor e correria: esta mescla de momentos aterrorizantes vivem atormentando a mocinha (belíssima jovem moradora de Ipanema, Rio de Janeiro), que volta à pequena Rio Novo, fictícia cidade onde sua família foi dizimada, para descobrir os culpados e destruir a vida dos responsáveis pelo trauma que sofreu há 15 anos.

Uma trama clássica que prendeu a atenção do telespectador; afinal, é sempre atrativo acompanhar a saga de uma pessoa em busca de justiça. Quase todas as produções que se utilizam deste recurso são bem-sucedidas, caso desenvolvam o enredo com competência, obviamente. E foi o caso de "Fera Radical".

segunda-feira, 9 de março de 2015

"Império": uma novela onde os núcleos paralelos não funcionaram

A trama central de "Império" sempre foi o ponto alto da novela. Porém, há alguns meses, a estagnação, com o perdão do trocadilho, 'imperava' na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do comendador ao 'mundo dos vivos', o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, em plena reta final (esta é a última semana), pode-se constatar que os núcleos paralelos não funcionaram.


Desde que a trama entrou em sua segunda fase, a família do protagonista se mostrou como o grande trunfo do autor. Os conflitos envolvendo o dono do império, Maria Marta (Lília Cabral), Maria Clara (Andreia Horta), João Lucas (Daniel Rocha), Du (Josie Pessoa), Zé Pedro (Caio Blat), Cristina (Leandra Leal) e Cora (Drica Moraes/Marjorie Estiano) são atrativos e promovem uma boa movimentação na história. Mas os enredos paralelos são desinteressantes e muitos se perderam ao longo da história.

Inicialmente, o núcleo envolvendo a bissexualidade de Cláudio Bolgari (José Mayer), a incrível benevolência de Beatriz (Suzy Rêgo) e a homofobia de Enrico (Joaquim Lopes), era responsável por boas cenas e dramas convincentes. No entanto, o romance do ricaço com Leo (Klebber Toledo) não caiu nas graças do público e, aos poucos, toda a trama daquela família foi se diluindo depois que o filho homofóbico abandonou Maria Clara no altar e viajou.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes: uma dupla que deu certo em "Império"

O núcleo começou com pouca importância na novela "Império", mas aos poucos cresceu e foi ganhando cada vez mais espaço, muito em virtude do romance de Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) e José Alfredo (impecável Alexandre Nero). Porém, ao longo dos capítulos, a trama de Severo (Tato Gabus Mendes) e Magnólia (Zezé Polessa) teve sua importância aumentada, honrando o talento dos atores, com direito a situações vividas exclusivamente por eles, sem a necessidade da dupla ser escada.


Os pais de Maria Isis e de Robertão (Rômulo Arantes Neto) são dois interesseiros natos e não se envergonhavam de explorar os filhos, pelo contrário, se orgulhavam deste feito. Enquanto arrancavam dinheiro que a ninfeta ganhava do seu comendador, os dois também tentavam pegar o dinheiro conseguido pelo filho, através de golpes dados em Téo Pereira (Paulo Betti), e ainda se envolveram em alguns trambiques, como a falsificação de um exame de DNA, após o pagamento de Cora (Drica Moraes).

Os personagens são picaretas e deploráveis, mas tudo que gira ao redor de ambos tem humor. A virada da trama ocorreu quando ficaram milionários graças a uma aposta que Severo fez com o dinheiro conseguido através de uma chantagem ----- que a esposa fez com o comendador. O casal passou a ostentar e transbordar cafonice nesta fase rica.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"O Beijo do Vampiro": a última boa novela de Antônio Calmon

A ousadia de Antônio Calmon lhe rendeu um estrondoso sucesso, em 1991, com a novela "Vamp". A trama que falava de vampiros marcou a teledramaturgia e até hoje é lembrada. Em 2002, o autor resolveu reviver esta temática e escreveu "O Beijo do Vampiro", que fez uma legião de fãs, conquistados com a 'nova geração' vampiresca, integrante da última boa novela de Calmon.


A trama, dirigida pelo saudoso Marcos Paulo, virou uma febre e teve até álbum de figurinhas. As crianças e os adolescentes foram os principais fãs do folhetim, que teve um grandioso elenco, personagens cativantes e uma história bem construída, repleta de ótimos efeitos especiais. Um enredo de amor, entremeado por elementos sobrenaturais, drama, humor e a clássica luta do bem contra o mal foram as principais marcas deste folhetim tão bem feito.

A trama começa no século XII, com o vampiro Bóris Vladesco (Tarcísio Meira) se apaixonando perdidamente pela princesa Cecília (Flávia Alessandra), que vive um romance com o conde Rogério (Thiago Lacerda). No dia do casamento da princesa com o conde, o vampiro mata o noivo de seu grande amor em um duelo, assim como toda sua família.