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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

"Alma Gêmea" foi a melhor novela da Globo em 2024

 A Globo acertou em cheio com a reprise de "Alma Gêmea", que acaba nesta semana. Escrita por Walcyr Carrasco, a história foi uma das melhores novelas do autor e um dos maiores fenômenos de audiência do horário das seis. A trama chegou a marcar impressionantes 53 pontos, com picos de 56, no último capítulo, índice inimaginável na época, e impossível de ser alcançado hoje em dia até mesmo em uma novela de horário nobre. A história de época que tinha a reencarnação como tema central conquistou o público e foi um grande sucesso.


Logo no primeiro capítulo (exibido no dia 20 de junho de 2005), Luna (Liliana Castro), grande amor da vida do floricultor Rafael (Eduardo Moscovis) ---- que criou uma espécie de rosa branca especialmente para a amada ----, leva um tiro durante um assalto (planejado pela invejosa Cristina para ficar com as joias da prima) e morre, para o desespero do florista e da mãe (Agnes - Elizabeth Savalla) da pianista. Mas o sentimento que unia o casal era tão intenso que a mulher voltou na pele de uma índia (Serena - Priscila Fantin), para reencontrar o amor de sua vida.

Vinte anos se passam, e aquela criança, que nasceu em uma aldeia indígena, vira uma bela mulher. Já Rafael segue amargurado com a vida e infeliz sem Luna ----- apesar de ser constantemente cortejado por Cristina (Flávia Alessandra) ----- e se fecha em seu mundo de sofrimento e solidão, mesmo tendo um filho (Felipe - Sidney Sampaio) com sua falecida mulher.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre formaram uma dupla irretocável em "Alma Gêmea"

 A reprise de "Alma Gêmea" no "Vale a Pena Ver de Novo" está em plena reta final. A novela das seis exibida em 2005 foi um dos maiores fenômenos de Walcyr Carrasco. Muitas vezes tinha mais audiência que a trama das nove na época. Por ironia do destino, o mesmo tem acontecido com a atual reprise, que se tornou o maior sucesso da Globo e já chegou a picos de audiência maiores que os de "Mania de Você". O canal acertou em cheio ao reprisá-la e um dos maiores trunfos da história é a dupla formada por Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre. 


Não é exagero afirmar que Débora e Cristina foram as vilãs mais perversas da história do horário das 18h. As maldades cometidas por mãe e filha eram dignas de horário nobre. Aliás, algumas vilanias não seriam exibidas nem às 21h atualmente em meio a tantas restrições (algumas infundadas). A vilã brilhantemente interpretada por Flávia foi a responsável indireta pelo assassinato de Luna, já que mandou seu comparsa Guto (Alexandre Barillari) roubar as joias da prima e o crime resultou em um tiro fatal na mocinha. 

Cristina era movida pela passionalidade. Não pensava nas consequências dos seus atos na hora de agir. Sempre o impulso falava mais alto e a morte de Luna foi a maior prova. Já sua mãe representava a frieza. Calculista e ambiciosa, Débora usava a filha para realizar seus planos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Brilhantes em "Alma Gêmea", Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre formaram a melhor dupla de vilãs do horário das seis

 A reprise de "Alma Gêmea" no Viva está em plena reta final. A novela das seis exibida em 2005 foi um dos maiores fenômenos de Walcyr Carrasco. Muitas vezes tinha mais audiência que a trama das nove na época. O canal acertou em cheio ao reprisá-la e um dos maiores trunfos da história é a dupla formada por Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre. 


Não é exagero afirmar que Débora e Cristina foram as vilãs mais perversas da história do horário das 18h. As maldades cometidas por mãe e filha eram dignas de horário nobre. Aliás, algumas vilanias não seriam exibidas nem às 21h atualmente em meio a tantas restrições (algumas infundadas). A vilã brilhantemente interpretada por Flávia foi a responsável indireta pelo assassinato de Luna, já que mandou seu comparsa Guto (Alexandre Barillari) roubar as joias da prima e o crime resultou em um tiro fatal na mocinha. 

Cristina era movida pela passionalidade. Não pensava nas consequências dos seus atos na hora de agir. Sempre o impulso falava mais alto e a morte de Luna foi a maior prova. Já sua mãe representava a frieza. Calculista e ambiciosa, Débora usava a filha para realizar seus planos.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Juliana Paiva e Flávia Alessandra emocionam na cena mais aguardada de "Salve-se Quem Puder"

 Demorou, mas veio. E valeu a longa espera. O aguardado momento em que a mocinha, Luna (Juliana Paiva), revela para a mãe, Helena (Flávia Alessandra), que é sua filha resultou na cena mais emocionante do folhetim das sete da Globo. "Salve-se Quem Puder" estreou em janeiro de 2020 e teve suas gravações interrompidas em março do mesmo ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Só teve seus trabalhos retomados em agosto e a novela voltou ao ar apenas em maio de 2021, após uma reprise da parte exibida ano passado. Ou seja, demorou um ano e quatro meses para o público ver uma das maiores catarses do enredo.

A personagem interpretada pela sempre entregue Juliana Paiva sempre foi a protagonista com o melhor enredo. Luna presenciou um assassinato ao lado das amigas e precisou entrar para o Serviço de Proteção a Testemunhas. A mocinha, porém, antes de cair no meio da trama policial, já tinha um objetivo: procurar a mãe. Isso porque Luna e o pai, Mário (Murilo Rosa), juravam que tinham sido abandonados pela mulher sem qualquer explicação. Mas na verdade Helena foi vítima de uma armação de Hugo (Leopoldo Pacheco), que se aproveitou de um momento de desespero da uma pessoa que resolveu se arriscar como 'mula' de traficantes. Denunciada pelo vilão, acabou presa e ainda recebeu a falsa notícia de que filha e marido tinham morrido. Para culminar, Hugo é o chefe da organização que cometeu o  crime presenciado pelas três protagonistas. 

O dramalhão mexicano não é por acaso. Tanto que Luna tem nacionalidade metade brasileira e metade mexicana. Os três viviam no México anos atrás. A mocinha passou a novela inteira infiltrada na empresa da mãe para investigar o motivo do abandono, em vão. Durante o percurso, ainda se apaixonou pelo enteado de Helena, o sofrido Teo (Felipe Simas), e nunca desconfiou da periculosidade de Hugo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Reprise de "Êta Mundo Bom!" comprova que o autor que mais valoriza Flávia Alessandra é Walcyr Carrasco

Ela estreou na televisão em "Top Model" (1989), graças ao concurso de novas atrizes que o "Domingão do Faustão" promoveu na época, onde Adriana Esteves também foi revelada. Desde então participou de várias novelas, como "História de Amor", "A Indomada", "Meu Bem Querer", "Porto dos Milagres" e "O Beijo do Vampiro", entre outras. Porém, foi graças a Walcyr Carrasco que Flávia Alessandra se firmou de vez na carreira, mostrando a ótima atriz que é. O autor iniciou uma bem-sucedida parceria com a intérprete em "Alma Gêmea", a presenteando com seu melhor papel (a diabólica Cristina), e depois foram outros sucessos como "Caras & Bocas", "Morde & Assopra" e  "Êta Mundo Bom!".


E a atual reprise do "Vale a Pena Ver de Novo" prova que a parceria dessa dupla sempre funcionou. A atriz ganhou a ambiciosa Sandra, a grande vilã do fenômeno das seis. A personagem tinha algumas semelhanças evidentes com Cristina, como os cabelos e o estilo elegante de se vestir. O objetivo do autor foi esse mesmo, pois a novela que marcou seu retorno ao horário que o consagrou teve todos os elementos já usados por ele nos seus outros folhetins das 18h. Entretanto, houve também diferenças claras entre os perfis. A víbora de "Alma Gêmea" era impulsiva e ficava vulnerável sem a mãe do lado planejando seus próximos passos, além do completo descontrole emocional ter sido sua maior característica.

Sandra era uma mulher fria e calculista. Mais contida, se comparada com a sua semelhante, e idealizadora de tudo o que fazia. Não precisava de uma mãe para lhe dar ordens. Tinha o poder da manipulação e só estava preocupada com o dinheiro, ao contrário de Cristina, que tinha uma obsessão pelo mocinho. Flávia Alessandra brilhou desde a estreia, conseguindo explorar com talento as similaridades e as diferenças que uniam e separavam sua segunda grande vilã da primeira.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fenômeno de audiência, "Êta Mundo Bom!" trouxe otimismo e a essência de Walcyr Carrasco no horário das seis

A missão de "Êta Mundo Bom!" não era simples, afinal, tinha a 'obrigação' de manter a qualidade da faixa das seis, que vinha de duas novelas anteriores primorosas: "Sete Vidas" e "Além do Tempo". Mas, ao voltar para o horário que o consagrou, Walcyr Carrasco tinha noção da responsabilidade e conseguiu cumprir o objetivo com louvor. Ainda superou as expectativas no quesito audiência, pois a sua trama saiu de cena com uma média geral de 27 pontos (sete a mais que a anterior), atingindo índices expressivos ao longo dos meses ---- sempre acima dos 30 pontos (chegou até a 36 de média) ----, alcançando marcas não obtidas na faixa desde o remake de "O Profeta", em 2006 ---- coincidentemente, um folhetim que contou com sua supervisão.


Foi o próprio autor que pediu para voltar ao horário das seis e, após o fenômeno "Verdades Secretas", teve o pedido atendido pela Globo. Após os imensos sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", Walcyr trouxe de volta para a faixa absolutamente tudo o que deu certo nessa trinca, deixando de lado qualquer tipo de 'novidade' ou 'surpresa'. Ou seja, o objetivo dele era justamente reutilizar o que o público tinha amado: muita guerra de comida, quedas no chiqueiro, um núcleo de caipiras vivendo em uma fazenda, vilões maniqueístas e situações dramáticas sendo mescladas com humor pueril. Pois funcionou de novo, confirmando um fato incontestável: o telespectador estava com saudades de acompanhar uma história do escritor às 18h.

A novela, ambientada na década de 40, estreou no dia 18 de janeiro e teve seu último capítulo exibido no dia 26 de agosto, ou seja, ficou quase oito meses no ar. Foram 190 capítulos, sendo uma das produções das seis mais longas, levando em consideração a diminuição da duração das obras dessa faixa nos últimos anos. As Olimpíadas influenciaram o esticamento, pois a Globo já havia pedido para o autor desenvolver um folhetim maior para não estrear nada durante os jogos, cujos horários ficam tomados de competições e variações na grade.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Flávia Alessandra repete boa parceria com Walcyr Carrasco e se destaca em "Êta Mundo Bom!"

Ela estreou na televisão em "Top Model" (1989), graças ao concurso de novas atrizes que o "Domingão do Faustão" promoveu na época, onde Adriana Esteves também foi revelada. Desde então participou de várias novelas, como "História de Amor", "A Indomada", "Meu Bem Querer", "Porto dos Milagres" e "O Beijo do Vampiro", entre outras. Porém, foi graças a Walcyr Carrasco que Flávia Alessandra se firmou de vez na carreira, mostrando a ótima atriz que é. O autor iniciou uma bem-sucedida parceria com a intérprete em "Alma Gêmea", lhe presenteando com seu melhor papel (a diabólica Cristina), e agora os dois novamente estão juntos em "Êta Mundo Bom!".


A atriz ganhou a ambiciosa Sandra, a grande vilã do atual fenômeno das seis. A personagem tem algumas semelhanças evidentes com Cristina, como os cabelos e o estilo elegante de se vestir. O objetivo do autor, por sinal, foi esse mesmo, pois a novela que marca seu retorno ao horário que o consagrou tem todos os elementos já usados por ele nos seus outros folhetins das 18h. Entretanto, há também diferenças claras entre os perfis. A víbora de "Alma Gêmea" era impulsiva e ficava vulnerável sem a mãe do lado planejando seus próximos passos, além de ter um completo descontrole emocional.

Sandra é uma mulher fria e calculista. Mais contida, se comparada com a sua semelhante, e idealizadora de tudo o que faz. Não precisa de uma mãe para lhe dar ordens. Tem o poder da manipulação e só está preocupada com o dinheiro, ao contrário de Cristina, que tinha uma obsessão pelo mocinho. Flávia Alessandra vem brilhando desde a estreia, conseguindo explorar com talento as similaridades e as diferenças que unem e separam sua segunda grande vilã da primeira.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"Êta Mundo Bom!" tem todos os ótimos ingredientes de uma novela das seis de Walcyr Carrasco

A atual novela das seis estreou em janeiro e emplacou logo na estreia. O público estava sentindo saudades de ver Walcyr Carrasco no horário das seis, após três tramas de imenso sucesso ("O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea"). E "Êta Mundo Bom!" agradou imediatamente. A partir de então, os números do Ibope foram só aumentando até a produção se transformar em um fenômeno de audiência, repetindo o feito dos outros três êxitos do autor na faixa. E não é difícil perceber as razões para o sucesso do folhetim.


A trama reúne absolutamente tudo o que Walcyr já apresentou no horário das seis, cujos resultados foram os melhores possíveis: um núcleo de caipiras, muita guerra de comida, várias quedas no chiqueiro, animais que se destacam, dramas que se misturam com comédia pastelão e vilões que são simplesmente maus, sem maiores dubiedades. Há anos que a faixa não apresentava esse conjunto. Aliás, curiosamente, desde "Alma Gêmea", do mesmo autor. O folhetim ainda marca o retorno da parceria bem-sucedida do escritor com o diretor Jorge Fernando, que dirigiu quatro novelas suas.

Porém, apesar de reunir todos os ótimos ingredientes o que o escritor já apresentou na faixa ---- e o objetivo do Walcyr ter voltado ao horário das seis foi realmente esse ----, a novela tem suas particularidades, pois se baseia na obra de Voltaire ("Cândido ou o otimismo") e tem um protagonista muito cativante: o Candinho, vivido pelo ótimo Sérgio Guizé, cujo papel parece ter sido criado especialmente para ele.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

"Êta Mundo Bom!": o que esperar da próxima novela das seis?

A nova novela das seis terá a missão de manter a qualidade da faixa depois da excelente "Além do Tempo", que também herdou essa responsabilidade, pois entrou no lugar da impecável "Sete Vidas". Com o título de "Êta Mundo Bom!", a novela de Walcyr Carrasco tem boas chances de manter o nível, apresentando para o público uma história bem humorada, leve e com boas doses de drama. Pelo menos as chamadas se mostram bem promissoras, assim como o clipe de 16 minutos --- que você pode conferir aqui.


O autor foi consagrado como o 'Rei das 18h'. Afinal, foi o responsável pelos maiores sucessos relativamente recentes da faixa, vide "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". E o novo folhetim de Walcyr tem todos os elementos já vistos nessas três produções citadas, incluindo vários atores que fizeram parte das mesmas. Após ousar com o fenômeno "Verdades Secretas", às 23h, exibida em 2015, o escritor resolveu voltar ao gênero que tanto se especializou. Repetindo ainda a bem-sucedida parceria com Jorge Fernando, diretor que coordenou várias novelas suas.

A nova trama é inspirada no filme "Candinho" (o título do folhetim inicialmente seria esse, inclusive), estrelado por Mazzaropi, cujo roteiro é baseado no conto "Cândido" (ou "O Otimismo"), de Voltaire ----- a maior citação da obra é "Tudo o que acontece é para o melhor nesse melhor dos mundos".

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"Alma Gêmea": um fenômeno do horário das seis

Escrita por Walcyr Carrasco, "Alma Gêmea" foi uma das melhores novelas do autor e um dos maiores fenômenos de audiência do horário das seis. A trama chegou a marcar impressionantes 52 pontos, índice inimaginável na época, e impossível de ser alcançado hoje em dia até mesmo em uma novela de horário nobre. A história de época que tinha a reencarnação como tema central conquistou o público e foi um grande sucesso.


Logo no primeiro capítulo (exibido no dia 20 de junho de 2005), Luna (Liliana Castro), grande amor da vida do floricultor Rafael (Eduardo Moscovis) ---- que criou uma espécie de rosa branca especialmente para a amada ----, leva um tiro durante um assalto (planejado pela invejosa Cristina para ficar com as joias da prima) e morre, para o desespero do florista e da mãe (Agnes - Elizabeth Savalla) da pianista. Mas o sentimento que unia o casal era tão intenso, que a mulher voltou na pele de uma índia (Serena - Priscila Fantin), para reencontrar o amor de sua vida.

Vinte anos se passam, e aquela criança, que nasceu em uma aldeia indígena, vira uma bela mulher. Já Rafael segue amargurado com a vida e infeliz sem Luna ----- apesar de ser constantemente cortejado por Cristina (Flávia Alessandra) ----- e se fecha em seu mundo de sofrimento e solidão, mesmo tendo um filho (Felipe - Sidney Sampaio) com sua falecida mulher.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"O Beijo do Vampiro": a última boa novela de Antônio Calmon

A ousadia de Antônio Calmon lhe rendeu um estrondoso sucesso, em 1991, com a novela "Vamp". A trama que falava de vampiros marcou a teledramaturgia e até hoje é lembrada. Em 2002, o autor resolveu reviver esta temática e escreveu "O Beijo do Vampiro", que fez uma legião de fãs, conquistados com a 'nova geração' vampiresca, integrante da última boa novela de Calmon.


A trama, dirigida pelo saudoso Marcos Paulo, virou uma febre e teve até álbum de figurinhas. As crianças e os adolescentes foram os principais fãs do folhetim, que teve um grandioso elenco, personagens cativantes e uma história bem construída, repleta de ótimos efeitos especiais. Um enredo de amor, entremeado por elementos sobrenaturais, drama, humor e a clássica luta do bem contra o mal foram as principais marcas deste folhetim tão bem feito.

A trama começa no século XII, com o vampiro Bóris Vladesco (Tarcísio Meira) se apaixonando perdidamente pela princesa Cecília (Flávia Alessandra), que vive um romance com o conde Rogério (Thiago Lacerda). No dia do casamento da princesa com o conde, o vampiro mata o noivo de seu grande amor em um duelo, assim como toda sua família.

terça-feira, 24 de junho de 2014

"Caras & Bocas": um sucesso em 2009 e um sucesso em 2014

Exibida no horário das sete, na Globo, entre 13 de abril de 2009 e 8 de janeiro de 2010 ----- depois do fracasso "Três Irmãs e sendo substituída pelo fracasso "Tempos Modernos" ------, "Caras & Bocas" foi mais uma novela de imenso sucesso escrita por Walcyr Carrasco. A partir de 13 de janeiro de 2014, começou a ser reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" e vem obtendo bons índices de audiência. É, inclusive, a única novela da emissora no ar que conseguiu um bom retorno do Ibope, em meio a um período nada favorável, onde todas as tramas inéditas ----- "Joia Rara"/"Meu Pedacinho de Chão", "Além do Horizonte"/"Geração Brasil" e "Em Família" ----- fracassaram nos números, com exceção de "Amor à Vida" (do mesmo Walcyr). A reprise (que em alguns momentos chegou a ter mais audiência que a novela das seis e das sete) já está perto do fim e será substituída pela igualmente ótima "Cobras & Lagartos", do talentoso João Emanuel Carneiro.


O êxito do folhetim de Walcyr não é muito difícil de ser explicado, afinal, a história foi ótima, repleta de bons personagens, ágil, com várias reviravoltas e um elenco muito bem escalado. O casal central da novela era formado por Dafne (Flávia Alessandra) e Gabriel (Malvino Salvador), que foram separados na adolescência por causa do avô milionário da garota (Jacques - Ary Fontoura). Trama folhetinesca bem comum. Porém, o tema principal era voltado para o mundo das artes e a hipocrisia que reina no mercado.

Tanto que o protagonista na novela era um macaco. Isso porque o primata amava brincar com tintas e fazia vários rabiscos nas telas de Denis (Marcos Pasquim), um pintor fracassado de paisagens, que não conseguia vender seus quadros na rua, onde costumava trabalhar. Quando Xico ---- que fugiu de um circo, onde sofria maus tratos ---- começou a ser cuidado por Espeto (David Lucas), filho do homem que

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Altas Horas" completa 13 anos e acerta ao homenagear novelas da Globo

O "Altas Horas" sempre festejou seus aniversários fazendo surpresas para Serginho Groisman e relembrando momentos marcantes do programa. O apresentador ainda costuma convidar vários atores e músicos para uma grande confraternização. Porém, em 2013, o programa ---- exibido nesse último sábado (14/12) ---- resolveu inovar e comemorou o aniversário de 13 anos de uma forma completamente diferente: homenageando as novelas da Globo.


Para falar de "Água Viva"; "Corpo a Corpo"; "Roque Santeiro"; "Top Model"; "Meu bem, Meu mal"; "Alma Gêmea"; "Cheias de Charme"; "Salve Jorge"; e "Amor à Vida", foram convidados Lucélia Santos, Isabela Garcia, Regina Duarte, Malu Mader, Lima Duarte, Priscila Fantin, Flávia Alessandra, Isabelle Drummond, Nanda Costa e Tatá Werneck. A atração também contou com Fábio Jr., Marina Lima (ambos responsáveis por músicas que fizeram parte de várias novelas, incluindo as aberturas), Fernanda Abreu, Gaby Amarantos, Sandy, Zeca Pagodinho, Gabriel Vallim, César Menotti e Fabiano e o onipresente Thiaguinho.

O programa foi de pura nostalgia e os noveleiros não tiveram do que reclamar. Foi um presente e tanto. Todos os atores tiveram a oportunidade de falar das tramas e algumas imagens dos folhetins foram exibidas, assim como as músicas que marcaram as produções foram cantadas pelos intérpretes convidados.

domingo, 7 de agosto de 2011

As mulheres roubam a cena em Morde & Assopra

A atual novela do Walcyr Carrasco é um sucesso inquestionável. Após um início complicado, vemos que o período de adaptação e instabilidade já passou. A trama emplacou. Mas um fato que tem sido observado é que as mulheres têm roubado as cenas e presenteiam o telespectador com grandes interpretações.

Cássia Kiss Magro é sem dúvida o maior destaque. Não há quem não se envolva e nem se emocione com a sofrida Dulce. Suas cenas são dignas de aplausos constantes. A homenagem que ela recebeu no "Domingão do Faustão" foi mais do que merecida. Tem sido muito gratificante acompanhar a faxineira e vendedora de cocadas tentando educar novamente o filho irresponsável, além de cuidar do netinho que acabara de nascer.

Flávia Alessandra está muito bem interpretando um papel duplo e difícil. Tanto a Naomi humana quanto a robô,precisam de nuances e ela está sabendo direitinho o que fazer. Já ficou claro que a esposa de Ícaro é egoísta e interesseira, embora muita coisa ainda não tenha sido revelada. A andróide mostrou uma faceta perversa quando foi religada e Flávia soube conduzir bem essa situação.

Jandira Martini precisou se ausentar das gravações por problemas na vesícula, e após um período de repouso pós-operatório, voltou com tudo. A sovina Salomé fazia muita falta. Pode-se dizer que essa é uma das melhores personagens da atriz. Após uma participação sem a mínima importância em "Caminho das Índias" ela merecia esse presente, embora tenha tido outro bom papel em "Escrito nas Estrelas", como uma engraçada vidente e amiga da protagonista (vivida pela Nathalia Dill). As brigas entre Salomé e sua empregada, Cleonice, sempre rendem boas cenas. Vera Mancini é uma boa surpresa e faz sua estréia na televisão. Vanessa Giácomo também convence, interpretando sua primeira vilã na carreira. Celeste herdou da mãe o mau-caratismo.

Adriana Esteves está impecável e é uma das poucas protagonistas que não irrita o telespectador. Comparada com a mimada Açucena de "Cordel Encantado" e a insossa Marina de "Insensato Coração,então... Júlia é uma personagem forte e determinada que não fica choramingando pelo cantos por causa de um homem. É desse tipo de personagem central que o telespectador anda precisando.

O trio formado por Narjara Turetta, Elizabeth Savalla e Marina Ruy Barbosa, é perfeito. Protagonizaram cenas emocionantes em todas as sequências em que a patricinha Alice descobre que é filha da empregada Lílian. Savalla consegue ir da comicidade para o drama com uma rapidez admirável. Enquanto Minerva consegue ser ao mesmo tempo inescrupulosa e hilária quando elabora os planos de desviar dinheiro público com o marido,o prefeito Isaías (Ary Fontoura,sempre bem), também emociona quando tenta convencer a "filha" a voltar pra casa. Marina é uma das melhores atrizes de sua geração. Um talento mesmo. E Narjara viu sua personagem crescer ao longo da trama e está fazendo "estragos". Farei a mesma pergunta que o autor fez em seu blog: Por que a Narjara ficou tanto tempo longe da tv?

Karla Karenina já protagonizou tristes cenas, como quando Anecy soube do falecimento de sua filha (Aline Peixoto, que também nos deu belas atuações). Uma boa atriz.
Jurema Reis é uma revelação da novela. Maria João forma um casal hilariante com o Sargento Xavier (Anderson Di Rizzi), também revelado na trama e ótimo ator.
Neusa Maria Faro, apesar de aparecer pouco, provoca risos no público. A empregada Palmira sempre tem um questionamento engraçado a fazer na mansão de Ícaro. Muitos ainda se lembram dela interpretando a Divina,dona da pensão,em "Alma Gêmea". Na época, o bordão "Osvaldo,não fale assim com a mamãe!", caiu no gosto popular.

Para não cometer injustiças, há vários atores que também merecem reconhecimento e estão muito bem. Ary Fontoura, Mateus Solano, Emiliano Queiroz, Luis Melo, Paulo Goulart, Max Fercondini e Marcio Tadeu de Lima, são alguns deles.

"Morde & Assopra" tem atingido o seu principal objetivo no horário das 19 horas: entreter e divertir quem assiste. Mérito do autor que soube corrigir o que estava sendo rejeitado, dos atores, do diretor Rogério Gomes e de toda a equipe.

Links relacionados: Morde & Assopra entra nos eixos
                              Morde & Assopra tem tudo pra agradar