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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Tudo sobre a coletiva online de "Laços de Família" - Parte 2

A Globo promoveu duas coletivas on line para a volta de "Laços de Família" no "Vale a Pena Ver de Novo". Uma na última quinta-feira de agosto (dia 27, cujo link pode ser conferido aqui) e a outra na primeira quinta de setembro (dia 03). Fui convidado para as duas. A primeira contou com com Tony Ramos, Carolina Dieckmann, Deborah Secco, Ana Carbatti, Luigi Barricelli, Regiane Alves e Giovanna Antonelli. Já a segunda teve a presença de Marieta Severo, Reynaldo Gianecchini, Juliana Paes, Zé Victor Castiel, Soraya Ravenle e Alexandre Borges. Agora conto um pouco de tudo o que foi falado nesta segunda parte das entrevistas.


Todos falaram com muito carinho do clássico de Manoel Carlos e perguntei para Juliana Paes se a atriz gostou do final de sua personagem ou se mudaria algo caso fosse o autor por um dia. Estendi o questionamento aos demais, menos para Soraya e Zé Victor, pois Yvete e Viriato eram muito queridos pelo público e o final feliz do marido que tinha impotência sexual ao lado de sua esposa era o esperado. Mas os demais finais --- se você faz parte do raro grupo que nunca viu a novela, pode parar de ler porque há vários spoilers a partir deste parágrafo --- são bastante questionáveis e controversos.

Juliana me contou que no primeiro momento ficou muito triste com a morte da Rita, empregada constantemente assediada pelo patrão Danilo (Alexandre Borges). Mas depois percebeu que a repercussão foi alta e gostou. "Morrer numa novela do Maneco é uma experiência inesquecível. Porque parando para pensar, se Rita tivesse os bebês e tocasse sua vidinha não haveria grandes acontecimentos.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Tudo sobre a coletiva de "A Dona do Pedaço", nova novela das nove da Globo

A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 2, a festa de "A Dona do Pedaço", a próxima novela das nove, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Amora Mautner. O Salão Nobre do Belmont Copacabana Palace foi o cenário escolhido para o luxuoso evento, que contou com a presença do autor, da direção, elenco e equipe que apresentaram a obra à imprensa e falaram sobre a expectativa de levar ao público uma história de superação e que exalta o poder feminino. Fui um dos convidados e conto tudo o que aconteceu na coletiva, que começou às 16h e terminou por volta das 20h.


Os convidados circularam pelo salão nobre do hotel decorado com referências à residência da protagonista da trama. Sofás forrados em veludo bordô, poltronas e mesas douradas e tapetes avermelhados transportavam todos para o universo de Maria da Paz (Juliana Paes) que fez fortuna com a força de seu trabalho. Deliciosos bolos aguçavam os sentidos dos presentes, enquanto rosas vermelhas, plantas e paus de canela adornavam estantes de madeira e remetiam ao sabor da receita de maior sucesso da personagem.

A grande Fernanda Montenegro, que interpreta Dulce, responsável por ensinar a neta Maria da Paz a fazer bolos, falou da força da obra, que aposta no protagonismo das mulheres e em um duelo de famílias que atravessa gerações. "É uma história tão forte que detona uma explosão de crises e situações que o Walcyr é mestre em conduzir", contou.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Descaracterizada e problemática, "A Lei do Amor" começou promissora e terminou decepcionante

"A Lei do Amor" foi uma novela 'problemática' antes mesmo de estrear. Isso porque a história teve a sua estreia subitamente adiada, cedendo lugar para"Velho Chico", que inicialmente seria uma trama das seis. As explicações dadas ---- por causa do teor político do enredo em época de eleições municipais ---- nunca foram convincentes e naufragaram de vez quando o folhetim de Benedito Ruy Barbosa acabou explorando a política muito mais que a sua substituta. A mudança ainda implicou em uma tragédia involuntária, pois Domingos Montagner faria o Tião Bezerra, mas preferiu interpretar o Santo dos Anjos, falecendo em uma tragédia na reta final das gravações. Entretanto, deixando todas essas questões de lado, havia uma boa expectativa em cima da primeira produção de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre.


Os autores vinham de um elogiado trabalho: "Sangue Bom", deliciosa trama das sete exibida em 2013 que agradou público e crítica. Além, claro, do respeitável currículo de Maria Adelaide, responsável pelas primorosas minisséries ""A Muralha", "Os Maias", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", "Queridos Amigos", "Dercy de Verdade", entre tantas outras, incluindo o inesquecível remake da novela "Anjo Mau". E, para culminar, o elenco grandioso despertou ainda mais atenção, como Vera Holtz vivendo sua primeira grande vilã, Grazi Massafera de volta após o sucesso da Larissa em "Verdades Secretas", José Mayer na pele de um sujeito desprezível, Cláudia Raia interpretando uma devoradora de homens, Tarcísio Meira retornando aos folhetins, e Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu vivendo os mocinhos, além de vários outros ótimos nomes.

O início do enredo, ao menos, despertou interesse e fez jus ao que vinha sendo apresentado nas chamadas. A primeira fase foi linda, voltada para o romance de Pedro e Helô, valorizando a química entre Chay Suede e Isabelle Drummond, destacando ainda os grandiosos Tarcísio Meira e Vera Holtz.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Fazendo jus ao protagonismo de "A Lei do Amor", Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu transmitem a linda sintonia de Pedro e Helô

A missão não era nada fácil: repetir a química arrebatadora vista entre Chay Suede e Isabelle Drummond na primeira fase de "A Lei do Amor". Entretanto, Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu conseguiram atingir o objetivo com louvor e logo na primeira cena deles, na segunda fase da novela das nove, que está há pouco mais de um mês no ar. A essência do par foi mantida, assim como a sintonia observada no prólogo de cinco capítulos do folhetim, protagonizado pelos jovens atores citados.


Pedro e Helô têm uma história muito bem construída por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, que souberam conquistar o telespectador com uma primeira fase voltada praticamente para o nascimento desse amor. E o par representou um dos maiores clichês da teledramaturgia em seu início: a mocinha pobre e o mocinho rico que se apaixonam, mas acabam tendo a paixão destruída por uma armação dos vilões, representados pelo pai e pela madrasta do rapaz. Vinte anos se passaram, mas o sentimento continuou intenso, apesar da distância e do mal entendido (uma traição inexistente) provocado por Fausto (Tarcísio Meira) e Magnólia (Vera Holtz).

O receio do encanto do casal ter se quebrado com a mudança de fase era inevitável, afinal, Chay e Isabelle formaram um par encantador. Mas Gianecchini e Cláudia logo acabaram com esse medo assim que protagonizaram o reencontro dos protagonistas, justamente em uma praia que representava um dos locais mais marcantes dos personagens.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Reprise de "Laços de Família" foi uma escolha muito feliz do Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar no último dia 15, às 23h45, "Laços de Família". A novela foi um dos maiores sucessos do horário nobre da Globo e uma das tramas mais impecáveis de Manoel Carlos. O autor estava inspiradíssimo nesta obra e a quantidade de cenas que marcaram impressiona. Se havia alguma dúvida a respeito da qualidade da novela --- em virtude do clima de saudosismo que muitas vezes mascara os defeitos ----, a mesma foi dissipada logo durante a primeira semana de reexibição.


Exibida originalmente entre junho de 2000 e fevereiro de 2001, o folhetim honrou todas as características das histórias de Maneco, com direito a muitos dramas familiares, passeios no Leblon e embates com intensa carga emocional. A produção chegou a ser reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2005, obtendo uma ótima repercussão, comprovando que novela boa é atemporal. E agora, sendo transmitido pelo Viva, o enredo envolvendo um triângulo amoroso protagonizado por mãe e filha, cercado de situações paralelas tão atraentes quanto, vem provocando mais uma vez um bom retorno do público.

Desde que (re)estreou, a novela vem obtendo uma excelente audiência e o seu primeiro capítulo levou o Viva a liderar o ranking dos canais por assinatura entre o público feminino adulto, segundo a jornalista Patrícia Kogut. A trama ---- que já tem 16 anos, embora não pareça ---- teve o melhor Ibope dos folhetins exibidos na faixa do canal pago e faz por merecer todo esse feito.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Assim como ocorreu em 2014, foram muitos os intérpretes que brilharam no ano que passou. A teledramaturgia está muito bem servida de atores e atrizes que dignificam a profissão, ainda que nem todas as produções sejam merecedoras de elogios. Vários profissionais se destacaram, esbanjando talento, tanto nas novelas quanto nas minisséries e séries. Portanto, nada mais justo do que listá-los a seguir.


Melhores Atrizes:


1- Irene Ravache.
Um verdadeiro show de atuação. A atriz é uma das melhores e mais respeitadas do país e ganhou uma personagem à sua altura em "Além do Tempo". Ela simplesmente brilhou absoluta na primeira fase da trama de Elizabeth jhin, quando interpretou a amarga e cruel Condessa Vitória Castellini. Elegante e arrogante, a toda poderosa proporcionou uma sucessão de grandes cenas para a intérprete. Agora, na segunda fase, a atriz continua se destacando, mas na pele de uma Vitória mais sofrida e bondosa. Todos os elogios que Irene vem recebendo desde o início deste folhetim são mais do que merecidos.




2 - Marieta Severo.
Após quase 14 anos dedicados ao seriado "A Grande Família", vivendo a doce Dona Nenê, a atriz voltou às novelas em grande estilo. Walcyr Carrasco a presenteou com uma grande personagem e ela soube aproveitar a chance. A ambiciosa e prepotente Fanny Richard era dona de uma agência de modelos e inseria suas 'meninas' no 'mercado' da prostituição. Ainda tinha um romance cercado de interesses com um homem bem mais novo (Anthony - Reynaldo Gianecchini). Marieta se destacou do primeiro ao último capítulo e não poderia ter retornado aos folhetins de forma melhor.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Relação entre Fábia e Anthony destaca a boa dupla formada por Eva Wilma e Reynaldo Gianecchini em "Verdades Secretas"

Entre as qualidades de "Verdades Secretas", estão a dubiedade dos personagens e a chance de todos os atores se destacarem na trama de Walcyr Carrasco, dirigida por Mauro Mendonça Filho. Assim sendo, a relação de Fábia (Eva Wilma) e Anthony (Reynaldo Gianecchini) é uma das muitas situações que despertam atenção, destacando o talento dos atores e a questão, tão comum em tantas famílias, do filho que vira pai.


Anthony é um conquistador nato, que manipula suas vítimas a seu favor. Seu namoro com Fanny (Marieta Severo), seu caso com Giovanna (Agatha Moreira) e seu relacionamento com Maurice (Fernando Eiras) são a prova da habilidade que o modelo tem para transformar as pessoas em marionetes. Ele não tem escrúpulos e usa todos para atingir seus objetivos e ambições. Entretanto, seu ponto fraco é justamente a mãe, a única pessoa que ama de verdade, embora goste de Giovanna também.

Fábia é uma perua falida que não se acostumou ao novo modo de vida. Perdeu toda a fortuna que tinha, mas ainda quer ostentar na frente das amigas, outras senhoras que estão em uma situação financeira parecida. Ainda por cima é alcoólatra e vê seu vício piorar a cada dia.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O merecido sucesso de "Verdades Secretas"

A novela das onze estreou no começo de junho e terminará no fim de setembro. Terá apenas quatro meses, mais ou menos a média de uma trama desta faixa. Ou seja, já passou da metade. E é impressionante como Walcyr Carrasco está inspirado. A história segue apresentando uma sucessão de acontecimentos e vários ganchos primorosos, que despertam ainda mais a vontade de continuar acompanhando os desdobramentos. A audiência, por sua vez, tem correspondido e a produção está fazendo um sucesso incontestável ---- até agora a média geral é de 19 pontos, a mesma de "O Astro", um ponto a mais que "Gabriela" e quatro a mais que "Saramandaia" e "O Rebu".


Até agora a novela não perdeu o ritmo e vem apresentando uma agilidade invejável, ainda mais se for levado em consideração que a história tem poucos personagens, o que implica em menos tramas paralelas para 'desviar a atenção'. Tudo está, direta ou indiretamente, ligado ao enredo central, envolvendo o triângulo Alex (Rodrigo Lombardi), Arlete/Angel (Camila Queiroz) e Carolina (Drica Moraes). E os perfis são repletos de dubiedades, onde todos têm um telhado de vidro, o que deixa o enredo instigante e destaca o elenco, muito bem escalado.

A fixação doentia que Alex tem por Angel está piorando a cada dia, o que eleva a adrenalina da novela. E desde que o empresário se casou com Carolina, há um clima de tensão maior em torno da trama, causando a impressão de que existe uma panela de pressão prestes a explodir a qualquer momento.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Belíssima": uma das melhores novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 7 de novembro de 2005 e 7 de julho de 2006, "Belíssima" foi mais um grande sucesso de Silvio de Abreu. A novela, dirigida por Denise Saraceni, contou com todos os elementos tão apreciados pelo autor: comédia, personagens populares, vilões perversos e uma boa dose de suspense. A produção substituiu a problemática "América", de Glória Perez, e foi substituída pela irregular "Páginas da Vida", de Manoel Carlos.


A história tinha como foco central a 'Belíssima', uma empresa referência na comercialização de roupas íntimas, que era presidida por Júlia Assumpção (maravilhosa Glória Pires), a mocinha da trama, que sofria nas mãos da sua avó: a cruel Bia Falcão (grandiosa Fernanda Montenegro). A mãe da protagonista (Stella Assumpção, uma famosa e linda modelo de 1960) morreu em um acidente de avião, deixando ela e seu irmão Pedro (Henri Castelli) órfãos. Os dois, então, acabaram sob os cuidados de Bia.

Pedro se envolve com Vitória (Cláudia Abreu), uma ex-menina de rua, e tem uma filha com ela (Sabina - Marina Ruy Barbosa), que é muito amada pela poderosa empresária. Mas Bia Falcão não admite este relacionamento e inferniza a vida da nora. Pedro e Vitória, aliás, vão morar na Grécia, juntamente com Sabina, e lá conhecem o simpático Nikos Petrákis (Tony Ramos impecável), com quem estabelecem uma forte amizade.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Laços de Família": a envolvente e dramática novela de Manoel Carlos

Após o sucesso de "Por Amor", Manoel Carlos precisava encarar dois difíceis desafios: emplacar uma outra grande novela no horário nobre e ainda substituir o fenômeno "Terra Nostra", de Benedito Ruy Barbosa, que estava no ar até o final de maio. Mas a missão foi cumprida com louvor através da envolvente e bem escrita "Laços de Família", folhetim que estreou no dia 5 de junho e ficou no ar até dia 2 de fevereiro de 2001, tendo 209 capítulos.


Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. Esta mãe é, claro, mais uma Helena do autor e foi interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois acabam vivendo um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.

Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Repleta de problemas, "Em Família" chega ao fim marcada como a pior novela de Manoel Carlos

Para o alívio da Globo e de muitos atores envolvidos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (18/07), "Em Família". A última novela de Manoel Carlos, lamentavelmente, não fez jus ao seu respeitado currículo, foi repleta de problemas, não conquistou o público, não repercutiu, e terminou sendo o pior Ibope da história do horário nobre da emissora (tendo uma média ainda pior do que o fracasso "Salve Jorge"). Sem dúvida, um trabalho para ser esquecido, mas que acaba ficando marcado como o pior folhetim de Maneco.


A história, que teve três fases, começou num ritmo muito arrastado, desanimando quem assistia. O equívoco da parceria Maneco/Jayme Monjardim voltou a ficar evidente. Mas a segunda fase ---- com o surto de Laerte, que enterrou Virgílio vivo, provocando uma virada na trama ---- apresentou bons conflitos, fortes cenas e despertou interesse em relação aos futuros acontecimentos que a novela apresentaria na terceira fase. Entretanto, assim que a terceira parte foi iniciada, vários problemas foram ficando bem claros. 

Além do ritmo ter voltado a ficar muito arrastado, a questão das idades dos personagens ficou inverossímil. Vanessa Gerbelli (Juliana) foi escalada para viver a tia de Júlia Lemmertz (Helena), que por sua vez era filha de Natália do Vale. Já Thiago Mendonça foi escolhido para viver Felipe, o irmão de Clara, um rapaz mais velho que Giovanna Antonelli, e Ana Beatriz Nogueira foi colocada como mãe de Gabriel Braga Nunes.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cadu e Verônica: um bonito par de "Em Família"

"Em Família", além dos problemas já amplamente abordados, não tem muitos casais interessantes. Poucos são os pares que despertam algum tipo de interesse. Ao longo dos meses, foi difícil torcer por algum. Mas atualmente, há três bons pares: Helena (Júlia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins), que sempre formaram um par, mas só recentemente começaram a demonstrar boa sintonia; Bárbara (Polliana Aleixo) e André (Bruno Gissoni), que fazem um bonito casal, embora o interesse do rapaz por Luiza (Bruna Marquezine) arraste demais a relação; e Verônica (Helena Ranaldi) e Cadu (Reynaldo Gianecchini), que começaram a se envolver. E dos três casais, o último é que o tem sido mais interessante de se acompanhar.


Após muita enrolação em cima da eterna dúvida de Clara (Giovanna Antonelli) ---- sobre com quem deveria ficar, com o marido ou Marina (Tainá Muller) ----, Cadu resolveu dar um basta naquela situação e pediu o divórcio. Manoel Carlos demorou muito para desenvolver este equivocado triângulo, o que acabou prejudicando todos os personagens envolvidos. Mas apesar de mais este erro do autor ---- que inclui ainda a cura súbita de Cadu após um transplante ----, o personagem de Gianecchini, antes tarde do que nunca, passou a ter uma vida própria, podendo se desvencilhar do casal lésbico, e começando a ser alvo da disputa de várias mulheres, sendo Silvia (Bianca Rinaldi) e Verônica as 'principais' interessadas.

Embora haja química entre o ex de Clara e sua médica, é com Verônica que as cenas ficam bonitas e com uma boa dose de romantismo. Os personagens estão cada vez mais próximos e desde que Cadu foi morar com sua amiga, há um clima no ar. O par é tratado como se ambos fossem adolescentes tímidos e inexperientes,

terça-feira, 10 de junho de 2014

O amadurecimento profissional de Reynaldo Gianecchini

Sua estreia na teledramaturgia foi bastante turbulenta. Sem experiência alguma na televisão, Reynaldo Gianecchini começou simplesmente em uma novela de Manoel Carlos, no horário nobre da Rede Globo. "Laços de Família" (2000) foi o primeiro trabalho do ator, que já havia feito uma peça teatral ("Cacilda", dirigida por José Celso Martinez). E o seu começo na tevê foi repleto de críticas da imprensa especializada.


Inexperiente, Gianecchini ganhou o médico Edu, um dos personagens centrais da excelente novela de Maneco, que era alvo da disputa entre mãe (Helena - Vera Fisher) e filha (Camila - Carolina Dieckmann). Apesar de ter sido muito criticado na época, o ator não foi tão mal como muitos disseram. Sua parceria com Marieta Severo (Tia Alma) era boa e as cenas fortes que protagonizou da metade para o final da novela, ao lado de Carolina (cuja personagem enfrentava um grave câncer), eram bem defendidas. Mas obviamente que a falta de maturidade profissional fazia diferença e era nítida.

Em 2001, logo no ano seguinte, o ator entrou em "As Filhas da Mãe", novela das sete fracassada de Silvio de Abreu. E nesta produção, o ator não sei saiu nada bem. Seu papel era de um homem que se descobria apaixonado pelo seu colega de trabalho, que na verdade era uma mulher disfarçada (Cláudia Jimenez).

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há quatro anos, estreava "Passione": mais uma grande novela de Silvio de Abreu

No dia 17 de maio de 2010, estreava "Passione", até agora a última novela de Silvio de Abreu no horário nobre. A novela tinha como principal qualidade seu esplendoroso elenco, que apresentava grandes nomes do teatro e da televisão com personagens de destaque. A trama, dirigida por Denise Saraceni, substituiu a criticada e fracassada "Viver a Vida", de Manoel Carlos, e presenteou o publico com uma excelente história, contada ao longo de 209 capítulos.


Com o núcleo principal encabeçado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, a novela apresentou vários núcleos, onde todos eram intercalados e repleto de dramas fortes. A empresária Bete Gouveia (Fernandona) começou a história já sabendo que seu filho não havia morrido, iniciando uma saga em busca do ente querido. E a partir desta revelação, a grande vilã Clara Medeiros (Mariana Ximenes) arquitetou um plano, com a ajuda de seu parceiro e amante Fred (Reynaldo Gianecchini), para encontrar este rapaz antes da milionária e se casar com ele, com o objetivo de herdar automaticamente toda a fortuna da Família Gouveia.

E o filho de Bete Gouveia era Totó (Tony Ramos), que vivia com sua família na Itália. Todos eram característicos italianos, abusavam do sotaque e eram muito unidos. Ele tinha uma forte ligação com os quatro filhos ---- Adamo (Germano Pereira), Agostina (Leandra Leal), Agnello (Daniel de Oliveira) e Alfredo (Miguel Roncato) ---- e com a irmã, Gemma, interpretada brilhantemente por Aracy Balabanian.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Clara, Cadu e Marina de "Em Família": um triângulo amoroso bastante equivocado

Manoel Carlos vem enfrentando uma sucessão de problemas com sua última novela. Audiência baixa, repercussão nula, atraso na entrega dos capítulos e nas gravações, história que não consegue prender o telespectador, enfim, são muitos os percalços. E além de todas estas questões nada simples de serem resolvidas, o autor ainda se equivocou no desenvolvimento de um dos núcleos que mais prometiam: o triângulo amoroso abordando heterossexualidade e homossexualidade.


A história protagonizada por Clara (Giovanna Antonelli), Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Muller) despertou interesse antes mesmo da novela estrear. Tanto que a própria escalação foi motivo para comentários e expectativas. O papel da Marina foi escrito para Alinne Moraes, mas a linda e talentosa atriz engravidou e precisou recusar o convite. A ótima Andreia Horta chegou a ser cogitada como substituta, mas a personagem acabou nas mãos de Tainá, que também foi uma escolha acertada.

Os três atores estão ótimos, mas o enredo envolvendo os personagens deixa muito a desejar, assim como seu desdobramento. Primeiramente se equivocaram com Clara. A personagem começou a terceira fase infantilizada demais e parecia uma boboca. Giovanna não estava à vontade no papel e isso transparecia para o público.

sábado, 27 de abril de 2013

Embora rejeitada pelo público e pela crítica, Guerra dos Sexos termina com mais acertos do que erros

Chegou ao fim, nessa sexta-feira (24/09), o remake de "Guerra dos Sexos". Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando (os mesmos envolvidos na obra original), a novela estreou cercada de expectativas. Afinal, todos que acompanharam a primeira versão em 1983 gostariam de ver a nova roupagem da obra, assim como todos que não tiveram a oportunidade de assistir na época, queriam conhecer mais a história que revolucionou a teledramaturgia na década de 80. Entretanto, depois de alguns capítulos exibidos, a decepção foi grande. O público rejeitou, a crítica massacrou e o ibope foi muito baixo.


Pouco tempo depois de ter estreado, muitas críticas surgiram em cima da temática da novela. A guerra entre homens e mulheres foi considerada ultrapassada e muitos questionaram as poucas mudanças que o autor fez na trama. Vários atores também desagradaram pelo tom exagerado que colocaram nos personagens. Enfim, no início tudo parecia uma imensa catástrofe. Mas a verdade é que houve uma grande injustiça em cima desse remake. 

Silvio de Abreu realmente errou ao não inserir nenhum novo personagem na novela. E nas semanas iniciais a trama andava em círculos, não saía do lugar e cansava o público. Se em 1983 havia um ritmo mais moderado na teledramaturgia, o mesmo não se pode dizer nos tempos atuais. Agilidade agora é tudo na ficção. Porém,

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quarteto amoroso se transforma no grande trunfo da reta final de Guerra dos Sexos: Afinal, quem vai ficar com Nando?

Faltando poucos capítulos para seu fim, "Guerra dos Sexos" tem apresentado uma reta final bastante movimentada. O telespectador pôde presenciar uma verdadeira corrida maluca atrás dos diamantes da Roberta (Glória Pires); onde Vânia (Luana Piovani), Olívia (Marilu Bueno), Juliana (Mariana Ximenes), Ulisses (Eriberto Leão), Felipe (Edson Celulari), Kiko (Jonny Massaro), Analú (Raquel Bertani), Nando (Reynaldo Gianecchini), Charlô (Irene Ravache), Nenê (Daniel Boaventura), Veruska (Mayana Moura) e a própria Roberta, protagonizaram cenas bizarras e totalmente sem sentido, mas que, por sua vez, proporcionaram muita diversão. Além dos risos, ainda houve espaço para emoção ---- através das lindas cenas entre Otávio e Charlô, quando finalmente os rivais dão uma trégua e se declaram apaixonados ---- e tensão ---- com prisão da Carolina (Bianca Bin) e o surto psicótico de Manoela (Guilhermina Guinle). Porém, mesmo com todas essas ótimas sequências, o que tem despertado mais curiosidade e expectativa no público é o desfecho do quadrilátero amoroso composto por Roberta, Felipe, Juliana e Nando.


Já tinha ficado claro que esse clássico conflito romântico seria o maior acerto da novela desde que o triângulo protagonizado por Roberta, Nando e Juliana começou a se desenhar. Em meio a uma 'guerra' entre homens e mulheres, as relações amorosas do trio acabaram ganhando cada vez mais destaque, sendo muito bem recebidas pelo telespectador. O motorista fiel do Otávio sempre foi apaixonado por Juliana, mas acabou se envolvendo com Roberta. Após inúmeras situações, Nando acabou terminando tudo com a ricaça e finalmente começou um relacionamento com a mulher de seus sonhos. Novos conflitos surgiram e agora, na reta final, Felipe entrou no meio desse imbróglio amoroso, transformando o triângulo em um quadrilátero e disputando Roberta com Nando; enquanto que sua filha vive uma crise no relacionamento com o motorista.

Ou seja, no último capítulo, o grande trunfo guardado por Silvio de Abreu é justamente como toda essa situação será desenvolvida. Afinal, com quem Nando vai ficar? O autor vai manter o final da versão de 1983, o deixando com a

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Química entre Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes faz de Nando e Juliana o casal mais bonito de Guerra dos Sexos

Há um bom tempo que a batalha entre homens e mulheres ficou de lado em "Guerra dos Sexos", abrindo espaço para a formação de casais. O amor e a atração se fizeram presentes nos últimos meses, ocasionando a união e, consequentemente, a separação de muitos pares. Vânia (Luana Piovani) e Ulisses (Eriberto Leão), por exemplo, não resistiram um ao outro, deixando Lucilene (Thalita Lippi) a ver navios. Casos semelhantes ocorreram com Frô (Marianna Armellini) e Kiko (Johnny Massaro) e Charlô (Irene Ravache) e Dominguinhos/Otávio (Tony Ramos). Até Dinorah (Fernando Eiras) e Semíramis (Debora Olivieri) trocaram beijos graças ao plano de Nieta (Drica Moraes), que depois se arrependeu da burrada que fez. Entretanto, todos esses casais não se comparam a Nando (Reynaldo Gianecchini) e Juliana (Mariana Ximenes), o par que tem dominado todas as cenas da novela.


Na última semana, graças a um plano de Analú (Raquel Bertani) que deu errado, Nando e Juliana foram parar numa ilha deserta; mesmo local que o motorista ficou com a filha mais nova de Felipe (Edson Celulari) nos primeiros capítulos da trama. O resultado dessa situação inesperada foi uma sucessão de brigas, desentendimentos, declarações, beijos e muito divertimento para o telespectador.

Nando sempre foi apaixonado por Juliana, mas a empresária só veio a descobrir o interesse do rapaz tempos depois. Porém, assim que percebeu, ficou balançada e não teve mais como evitar o surgimento de uma intensa

sábado, 19 de janeiro de 2013

Triângulo amoroso se transforma em um dos principais atrativos de Guerra dos Sexos

Quem acompanha "Guerra dos Sexos" desde a estreia percebe claramente uma melhora gradativa da novela. Nunca concordei com as críticas pesadas que a trama sempre recebia, mas é inegável que a história inicialmente apresentava alguns equívocos. Núcleos sem muita função e um ritmo nada atraente. Porém, não demorou muito para que o remake de Silvio de Abreu se encontrasse. E após uma nítida progressão geral, pode-se dizer que um dos atuais  e principais pontos positivos é o triângulo amoroso envolvendo Roberta Leone (Glória Pires), Nando (Reynaldo Gianecchini) e Juliana (Mariana Ximenes).


O casal formado por Reynaldo Gianecchini e Glória Pires funcionou perfeitamente e a diferença entre os personagens apenas ajuda a deixar o romance ainda mais atraente. Roberta se apaixonou pelo jeito inocente e puro do motorista de Otávio (Tony Ramos) e a atriz demonstra toda a ternura da empresária pelo olhar doce. Já Reynaldo deixou a conturbada fase inicial --- onde acabava incorporando o Pascoal de "Belíssima" em vários momentos --- há tempos e vem se mostrando um dos melhores atores do time masculino da novela. Só perde para o Tony.

Mas se por um lado Nando combina com Roberta, o mesmo pode-se dizer do par formado com Juliana. A química intensa entre Gianecchini e Mariana Ximenes já havia sido mostrada em "Passione", onde ambos viveram a dupla de vilões Fred e Clara. Agora, interpretando personagens bonzinhos, a dupla comprova que a sintonia em cena continua firme

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Totalmente recuperados, Drica Moraes e Reynaldo Gianecchini são gratas presenças em Guerra dos Sexos

Ambos enfrentaram uma grave doença e que sempre deixa a pessoa enferma extremamente debilitada, tanto pelos sintomas quanto pelo difícil tratamento: o câncer. O público sofreu com eles e fez questão de demonstrar apoio naquele momento tão difícil. A ansiedade pela cura e retorno dos atores era grande. Após muita luta e um longo período afastados, Drica Moraes e Reynaldo Gianecchini conseguiram se recuperar, se livraram da doença e voltaram à ativa em "Guerra dos Sexos".


Na pele de Nieta e Nando, os atores começaram enfrentando a rejeição do público. Primeiro porque o sotaque da irmã de Roberta Leone (Glória Pires) lembra muito o 'caipirês' da Márcia, papel vivido pela atriz em "Chocolate com Pimenta". E segundo porque Reynaldo estava copiando todos os trejeitos do Pascoal, mecânico atrapalhado, interpretado pelo ator em "Belíssima". Em suma: parecia que os personagens iriam 'naufragar' no gosto popular.

Mas os capítulos foram passando e os atores, assim como quase todo o elenco, estão bem mais à vontade em seus respectivos papéis. A atriz, verdade seja dita, sempre esteve bem e o sotaque característico da personagem, apesar de realmente ser parecido com o da Márcia, não atrapalha em nada seu desempenho. A mãe de Carolina (Bianca Bin) não poderia estar sendo vivida por outra pessoa e Drica Moraes está mais uma vez mostrando o quanto