Mostrando postagens com marcador Johnny Massaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Johnny Massaro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Volta de Afonso promove ótima e aguardada virada em "Deus Salve o Rei"

A atual novela das sete da Globo tem claros problemas de desenvolvimento e a ausência de maiores conflitos sempre foi o principal ponto negativo da trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti. Porém, é uma injustiça classificá-la como uma novela ruim. Não é. Sempre teve potencial para deslanchar e prender o telespectador com bons desdobramentos. Infelizmente, demorou bastante para apresentar uma boa virada, mas ela veio na última semana, rendendo ótimas cenas e despertando curiosidade em torno dos próximos acontecimentos.


A escolha do centésimo capítulo para apresentar a maior reviravolta do roteiro até agora foi apropriada, iniciando a retomada de poder de Afonso (Rômulo Estrela), após um longo (e arrastado) período vivendo como um plebeu ao lado de Amália (Marina Ruy Barbosa). O mocinho, na verdade, é o grande culpado por toda a desgraça que Montemor tem vivido por ter abdicado do trono pela mocinha, que também tem sua parcela de culpa, uma vez que não aguentou nem 24 horas dentro do castelo, preferindo voltar para sua vida de pobre. Esse mote, inclusive, foi um dos graves equívocos do roteiro, transformando os mocinhos em dois egoístas. Entretanto, a retirada do incompetente Rodolfo (Johnny Massaro) do poder era a única saída para consertar a bobagem feita pelo protagonista.

Afonso tentou retirar o irmão do trono antes, mas o plano não funcionou, resultando em sua prisão em uma padreira distante. Enquanto isso, Amália e Levi (Thobias Carrieres) eram feitos de refém por Virgílio (Ricardo Pereira), que também tentava "protegê-la" da ira de Catarina (Bruna Marquezine), cujo objetivo sempre foi matá-la para ficar com Afonso assim que ele destituísse seu atual marido. Todos esses novelos finalmente começaram a ser desmembrados, tirando o enredo do marasmo que se encontrava.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sarcástica, "Filhos da Pátria" é uma série perfeita para o atual momento do Brasil

A nova série da Globo foi gravada antes do impeachment de Dilma Roussef. Mas, se tivesse sido realizada semana passada, daria na mesma. Isso porque o Brasil está mergulhado em uma crise avassaladora e repleta de escândalos há muito tempo. Nunca a corrupção e a desonestidade estiveram tão em voga. "Filhos da Pátria" busca tratar justamente a 'origem' de toda essa podridão através de uma história sarcástica recheada de tipos facilmente identificáveis, com o humor provocando risos envergonhados no público.


Escrita por Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, a trama é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, em 1822, logo após a proclamação da Independência. A cidade cenográfica, inclusive, é a mesma utilizada em "Liberdade, Liberdade" (2016) e "Novo Mundo". O 'surgimento' da corrupção e do famoso jeitinho brasileiro é exposto no enredo através dos Bulhosa, típica família de classe média da época, composta pelo ingênuo português Geraldo (Alexandre Nero), sua esposa ambiciosa, a brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), pelo primogênito metido a idealista, Geraldinho (Johnny Massaro), e pela caçula feminista, Catarina (Lara Tremouroux). A escrava empoderada, Lucélia (Jéssica Ellen), e o escravo bonachão, Domingos (Sérgio Loroza), ainda compõem o núcleo.

A série ficou disponível na íntegra pelo aplicativo Globo Play, a partir do dia 3 de agosto, e o primeiro capítulo foi exibido em uma coletiva realizada na luxuosa Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro (também no dia 3). Logo no primeiro episódio, fica claro o objetivo da produção em apontar toda a hipocrisia da sociedade, mirando em cada uma de nossas falhas, expondo o deprimente conjunto que acabou resultando nesse Brasil que todos se envergonham tanto.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Grandes cenas e momentos eletrizantes marcam reta final de "A Regra do Jogo"

João Emanuel Carneiro guardou os melhores momentos de sua novela para a reta final e tem tirado o fôlego do telespectador nas duas últimas semanas de trama. O autor tem focado praticamente no núcleo central, deixando os paralelos repetitivos de lado, proporcionando uma sucessão de grandes cenas e sequências eletrizantes. O folhetim já tinha apresentado uma ótima guinada com a falsa morte de Romero (Alexandre Nero) e conseguiu ficar ainda melhor com a queda de Gibson (José de Abreu).


O descontrole do grande vilão da história deixou o principal núcleo mais movimentado e o autor foi muito preciso ao retratar a corrupção em todos os setores da sociedade, expondo a presença de integrantes da facção em vários locais do país, incluindo instituições aparentemente 'incorruptíveis'. O início da derrocada de Gibson se deu quando Kiki (Deborah Evelyn) finalmente contou a Dante (Marco Pigossi) toda a verdade sobre seu sequestro. A cena primou pela emoção e os dois deram um show.

A partir de então, foi iniciada uma verdade caçada ao gangster e toda a sua família descobriu a verdadeira índole do todo poderoso. Belisa (Bruna Linzmeyer), Cesário (Johnny Massaro) e Nora (Renata Sorrah) entraram em desespero e o patriarca ainda tentou dissuadi-los, quando os flagrou escondidos na casa de Nonato (Ilya São Paulo) e Conceição (Séfora Rangel), sem sucesso.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com cinco episódios primorosos, "Amorteamo" enredou amor e morte através da fantasia

Foram apenas cinco episódios. "Amorteamo" ---- que chegou ao fim nesta sexta- feira (05/06) ----teve uma duração tão curta quanto a antecessora "Os Experientes" (de quatro capítulos) e apresentou o mesmo capricho da série anterior, ainda que tenha sido voltada para um universo totalmente distinto. A produção criada por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes, dirigida impecavelmente por Flávia Lacerda,  foi primorosa e marcou pela ousadia da proposta e pela abordagem lúdica da morte.


A série não foi propriamente de terror, mas apresentou vários momentos aterrorizantes em meio aos dois triângulos amorosos da história. Ambientada no Recife Antigo (no início do século XX), a trama usou vários clichês folhetinescos, priorizando o universo sombrio como pano de fundo e utilizando muitas doses da fantasia para retratar o infinito mistério da morte. O conjunto deu muito certo e esta mescla serviu para o público ser presenteado com um produto de extremo capricho. Aliás, vale ressaltar que esta produção contou com algumas propostas parecidas com de "Incidente em Antares" (minissérie baseada na obra homônima de Érico Veríssimo, exibida em 1994), como os mortos voltando de suas tumbas, por exemplo.

Os triângulos amorosos sustentaram bem a série, proporcionando sequências que misturavam romance, suspense e terror. O conflito mais maduro envolvendo o cruel Aragão (Jackson Antunes) e a sofrida Arlinda (Letícia Sabatella), que se envolvia com o cafajeste Chico (Daniel de Oliveira) ---- morto logo no primeiro capítulo ----, fez um bom contraponto com o romance adolescente de Gabriel (Johnny Massaro) e Lena (Arianne Botelho), que contava com a tenebrosa Malvina (Marina Ruy Barbosa), uma típica noiva-cadáver, para atrapalhar o par.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elenco se destaca em "Amorteamo"

O capricho de "Amorteamo" impressiona. A série tem um figurino impecável, cenários repletos de detalhes que destacam bem o Recife do início do século XX, e a trilha sonora é um presente para os ouvidos. Mas além de todas estas incontestáveis qualidades, o elenco merece uma menção especial pelo belo trabalho apresentado nesta produção de apenas cinco capítulos, escrita por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes.


A série tem um tom mais teatral e até bem voltado para o expressionismo. Os atores conseguiram mergulhar na proposta da fantasia macabra, abordada de várias formas, e vêm se destacando à medida que a história sombria vai avançando. Logo na estreia, já foi possível ver que todo aquele universo fazia uma espécie de mescla entre o lúdico e o terror. Os intérpretes foram bastante exigidos e o trabalho de composição de todos merece muitos elogios.

Um dos principais destaques é Letícia Sabatella, que está perfeita vivendo sua sofrida Arlinda. A mulher que passou a viver nas sombras de um profundo sofrimento, depois que seu amante foi assassinado por seu marido, é um perfil muito intenso.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cenas bem produzidas, trama sombria e proposta ousada marcam a estreia de "Amorteamo"

"Uma história de amor e morte em que a noiva abandonada se entrega à sorte de um coração quebrado. A mãe que vê seu bastardo com um homem amargurado vivendo na escuridão. E os mortos voltam à vida com sede de vingança e explicação." Substituindo a impecável "Os Experientes" na grade da Globo e tendo estes enfoques como base, estreou nesta sexta (08/05) uma nova série que mescla terror e paixão. "Amorteamo" ---- cujo título provoca uma inspirada junção de amor e morte, deixando a cargo de quem lê a sua preferência ---- é uma criação de Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno, com direção de Flávia Lacerda.


A produção é uma grande ousadia da emissora, uma vez que envereda por um caminho até então pouco explorado em tramas nacionais. A história ----- ambientada em Recife, no início do século XX ----- é focada em dois triângulos amorosos bastante macabros: o primeiro entre Aragão (Jackson Antunes), Arlinda (Letícia Sabatella) e Chico (Daniel de Oliveira), e o segundo entre Gabriel (Johnny Massaro), Malvina (Marina Ruy Barbosa) e Lena (Arianne Botelho). A paixão, a traição, a morte e a tragédia estão presentes em todas estas relações conflituadas e completamente intrincadas. 

Gabriel é fruto da traição de Arlinda com Chico, que foi assassinado por Aragão assim que infidelidade da esposa foi descoberta pelo violento marido. O rapaz, cujo lado fúnebre se evidencia, foi criado pelo padrasto, mas nunca entendeu o ódio que o 'pai' sente por ele, pois desconhece toda a tragédia familiar.

terça-feira, 24 de março de 2015

Oitava edição do "Prêmio Quem" de TV valoriza a qualidade de "Meu Pedacinho de Chão"

A cerimônia de entrega da oitava edição do "Prêmio Quem" aconteceu na noite da última quinta-feira (19/03). Foram várias categorias e muitos premiados. A categoria TV consagrou a elogiada "Meu Pedacinho de Chão" com três troféus, desbancando, inclusive, a favorita "Império", que levava vantagem por ter sido uma novela das nove, ainda por cima recém-terminada. A maioria dos vencedores foi justa e a reunião contou com a presença de vários indicados.


Na categoria Melhor Ator, ganhou o grande Irandhir Santos em virtude do seu impecável trabalho em "Meu Pedacinho de Chão". O Zelão foi um personagem cativante e o intérprete conquistou os telespectadores. Sua entrega era visível e absolutamente todas as suas cenas eram sensíveis, tendo a poesia como pano de fundo. O capataz virou o mocinho da história, dirigida brilhantemente por um inspirado Luiz Fernando Carvalho. Nada mais merecido do que Irandhir levar o troféu para casa e colocá-lo ao lado do outro que ganhou no prestigiado "APCA" (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Cláudia Abreu faturou na categoria de Melhor Atriz. Ela esbanja talento e sempre se destaca quando está em alguma produção, entretanto, a Pâmela Parker, do fracasso "Geração Brasil", não foi um de seus grandes momentos na carreira.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": chegou ao fim um mundo mágico em forma de novela

O mundo encantado de "Meu Pedacinho de Chão" se despediu do telespectador nesta sexta-feira (01/08). O remake de Benedito Ruy Barbosa (a obra original é de 1972) foi transformado em uma linda fábula pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que se 'apossou' do folhetim, ousou ao apostar no tom lúdico e conseguiu deixar esta produção impecável esteticamente. Assim que estreou, a novela impressionou pelo capricho dos cenários e das cenas poéticas, que foram alguns dos pontos altos da história.


O diretor acertou em cheio ao apostar em uma linguagem mais teatral, fazendo jus ao colorido do figurino e aos naturais exageros fantasiosos da cidade cenográfica, onde os troncos das árvores eram de várias cores e os animais de brinquedo. Luiz Fernando Carvalho sempre foi ousado em seus trabalhos, mas muitas vezes esta sua ousadia prejudicava a produção em virtude dos excessos. As séries "A Pedra do Reino" e "Capitu" são alguns exemplos. Porém, neste remake, sua interferência funcionou como um atrativo e tanto dentro de um folhetim que pecou por não ter apresentado conflitos que despertassem interesse e movimentassem a história.

A novela tinha uma trama simples, poucos acontecimentos relevantes e várias situações já vistas em obras de Benedito: um padre simpático e comilão, dois fazendeiros poderosos que se detestam e acabam tendo que se entender porque seus respectivos filhos se apaixonam, um capataz que serve cegamente ao vilão,

terça-feira, 17 de junho de 2014

Gina e Ferdinando: um ótimo e divertido casal de "Meu Pedacinho de Chão"

Como tem um elenco enxuto, implicando em poucos personagens, "Meu Pedacinho de Chão" não contém muitos pares românticos. E entre os casais formados (ou quase formados) ----- vide Epaminondas (Osmar Prado) e Catarina (Juliana Paes), Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) e Dona Tereza (Inês Peixoto), além de Zelão (Irandhir Santos) e Juliana (Bruna Linzmeyer), que transbordam romantismo ----- há um par que se destaca através do tradicional jogo de 'gato e rato': Gina (Paula Barbosa) e Ferdinando (Johnny Massaro).


Ferdinando, inicialmente, era encantado por Juliana e entrou em uma disputa pelo coração dela com seu amigo Dr. Renato (Bruno Fagundes) e Zelão. Entretanto, esta situação não perdurou muito e logo o rapaz desistiu de conquistar a professora. Aos poucos, o filho do Coronel Epaminondas foi se aproximando da filha de Pedro Falcão, já que morou na casa do amigo no período que estava brigado com o pai. E o jeito xucro da mulher, curiosamente, despertou o interesse de Nando, que passou a implicar com ela o tempo todo. Gina, por sua vez, não suportava olhar para seu 'pretendente', mas não demorou muito para ficar balançada por ele.

A trama é um clichê, mas nem por isso é menos interessante, pelo contrário. É justamente por causa da relação 'entre tapas e beijos' que o romance funcionou tão bem. O casal, aliás, passou a ficar mais engraçado depois que Nando deu um beijo 'forçado' em Gina, que se indignou, ao mesmo tempo que gostou de ter sido beijada pela primeira vez.