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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Rogério foi o personagem mais inútil de "Três Graças"

 Todo personagem dado como morto que retorna vivíssimo para se vingar costuma despertar a atenção do público. É um dos maiores clichês da teledramaturgia e um recurso frequentemente utilizado por autores quando precisam criar conflitos capazes de movimentar a trama. Não foi diferente em "Três Graças", novela das nove escrita por Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva.


A suposta morte de Rogério, personagem de Eduardo Moscovis, carregava mistério desde os primeiros capítulos, e seu retorno rendeu uma das melhores catarses da novela. A cena em que surgiu vivo diante de Arminda, vivida por Grazi Massafera, e Ferette, interpretado por Murilo Benício, seus algozes que tentaram assassiná-lo, teve impacto e prometia uma verdadeira virada na história.

O problema é que, ao longo dos meses, Rogério foi sendo escanteado até virar praticamente um espectador da própria trama.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Vilões de "No Rancho Fundo" foram um bando de inúteis

 A menos de duas semanas para seu final, "No Rancho Fundo" andou em círculos por boa parte do tempo. A história de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fitermann, se esgotou em pouco mais de um mês e o pior foi o time de vilões criado pelo autor. Todos, sem exceção, se mostraram uns inúteis e pouco fizeram ao longo dos meses. 


Todo mundo sabe que a figura do vilão representa a movimentação do enredo de qualquer folhetim. As únicas histórias que não necessitam de figuras maquiavélicas para provocar viradas ou conflitos são aquelas em que os autores preferem colocar a 'vida' ou o cotidiano como obstáculo dos personagens, vide a talentosa Lícia Manzo, que prefere outro estilo de narrativa. Mas todo escritor que opta pelo DNA mais tradicional do folhetim utiliza as vilanias como artifício de reviravoltas. 

No caso da atual novela das seis, o autor fracassou em todos os seus supostos vilões. Marcelo Gouveia (José Loreto), Blandina (Luisa Arraes), Deodora (Debora Bloch) e Ariosto (Du Moscovis) foram de uma inutilidade sem precedentes. Todos passaram a novela inteira reclamando e se lamentando e nunca agiram, de fato, contra da família Leonel.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Tudo sobre a coletiva online de "No Rancho Fundo", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta segunda-feira, dia 1º, a coletiva online de "No Rancho Fundo", a próxima novela das seis escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman. Participaram o autor, o diretor e os atores Alexandre Nero, Andrea Beltrão, Mariana Lima, Larissa Bocchino, Túlio Starling, Welder Rodrigues, Titina Medeiros, Igor Jansen, Clara Moneke, Haroldo Guimarães, Rhaisa Batista, Eduardo Moscovis, Valdineia Soriano, Luisa Arraes, José Loreto, Iris Broken, Debora Bloch, Thardelly Lima, Leandro Daniel, entre outros. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Mário Teixeira explicou sua nova trama: "Essa novela é um retrato do Brasil e decidi fazer essa história a partir de uma família. Essa família representa muito bem um microcosmo da família brasileira. Os pais tiveram a grandeza de adotar várias crianças, o que é comum no nordeste. Esse elo familiar que a história tem com a realidade tem a ver com nosso sonho de ver as coisas dando certo. O diferencial dessa novela é que é uma produção das seis e a forma de contar. Esses arquétipos representam o nosso imaginário e são símbolos muito fortes. Os romances em si, apesar de serem mergulhos existenciais, todos eles se inserem no nosso imaginário. O que há em comum nas novelas é o amor, o ódio e a vontade de ser feliz. E em uma novela os atores são o diferencial. A ideia de trazer personagens de 'Mar do Sertão' surgiu junto com o Allan. Gosto de Balzac e ele faz isso: cruza perfis de uma história para outra. Essa é a melhor novela que já escrevi. São quase 30 páginas por dia e queria dizer que o processo está passando quase em branco para mim porque tem sido prazeroso demais". 

Allan Fiterman acrescentou: "Fico feliz em fazer essa novela de novo com o Mário. A família principal é a mais simples da novela e a mais rica em valores. Vamos ver essa família seguindo junto e transcendendo da pobreza para a riqueza. Apesar de termos dez personagens de 'Mar do Sertão' é uma história totalmente nova.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Impactante e viciante, "Bom Dia, Verônica" já é a melhor série nacional da Netflix

 A Netflix há anos vem dominando o mercado do streaming e no Brasil não é diferente. No entanto, não foram muitas as séries nacionais produzidas pela provedora da Califórnia, Estados Unidos, que despertaram grandes atenções. "O Mecanismo" (2018), "Sintonia" (2019) e "Coisa Mais Linda" (2019), até então, eram as de maior burburinho e críticas positivas. Mas ainda assim, embora com boas qualidades, longe de provocarem grandes comoções. Agora, finalmente, uma série arrebatadora chegou ao público pela gigante do streaming: "Bom Dia, Verônica". 


Baseada no romance homônimo de Ilana Casoy e Raphael Montes (que escreveram o livro com o pseudônimo de Andrea Killmore), a série de oito episódios foi adaptada para a televisão pelos próprios autores e dirigida por José Henrique Fonseca. Como são poucos capítulos, não há o famigerado período de enrolação (ou 'barriga') e se engana quem pensa que esse mal só ocorre em novelas. Normalmente, séries que apresentam entre 18 e 23 episódios também sofrem do mesmo problema dos folhetins com momentos cansativos ou irrelevantes. Mas nada disso ocorre na produção que estreou no dia 01 de outubro na Netflix. 

A história mescla entretenimento da melhor qualidade com temáticas de grande importância para a sociedade e, infelizmente, ainda em voga. A série policial se aproveita dos vários clichês do gênero, mas também consegue surpreender em vários momentos, principalmente no sétimo e oitavo episódios.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

"O Cravo e a Rosa" repetiu o sucesso no Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar "O Cravo e a Rosa" no dia 25 de março. Desde então, a novela, que marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo, em 26 de junho de 2000, vem fazendo um imenso sucesso. Registra, inclusive, segundo dados oficiais, a maior audiência da história do canal a cabo, que surgiu em 2010. Nem mesmo as reexibições de "Vale Tudo" e Tieta", até então recordistas na média geral da emissora, conseguiram um feito igual. Isso apenas comprova a força que o autor tem com o público.


E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Eduardo Moscovis pôde mostrar seu talento nos momentos finais de Orlando em "A Regra do Jogo"

Foram longos dez anos longe das novelas. O último folhetim que contou com o talento de Eduardo Moscovis foi "Alma Gêmea", fenômeno de audiência escrito por Walcyr Carrasco em 2005, onde interpretou o mocinho Rafael. Durante este período de 'afastamento', o ator fez uma participação em um episódio de "As Cariocas" (2010) e protagonizou duas séries: "Louco por Elas" (2012/2013), na Globo, e "Questão de Família" (2014/2015), no canal a cabo GNT. Até que finalmente ele voltou aos folhetins em "A Regra do Jogo", onde pôde ser visto desde setembro, na pele do canalha Orlando.


Inicialmente, o vilão escrito por João Emanuel Carneiro parecia promissor. Irônico, dissimulado e extremamente ambicioso, o personagem aparentava ser um dos melhores da facção criminosa que move o roteiro. Entretanto, o perfil ---- que na sinopse era um homossexual enrustido, mas cuja sexualidade foi alterada por receio da rejeição do público ---- foi perdendo a importância. Todo o atrativo início, que consistia em sua aproximação da família de Gibson (José de Abreu), se diluiu com o tempo e a situação ficou estagnada e repetitiva. Ou seja, a frustração pelo subaproveitamento do ator, ainda mais levando em conta os dez anos que o mesmo ficou longe das novelas, começou a se fazer presente.

Mas o autor se redimiu quando houve a esperada revelação do Pai em "A Regra do Jogo". Obviamente, o José de Abreu passou a ter o triplo de destaque que tinha quando seu personagem foi exposto, no capítulo 93, como o maior vilão da história. Só que Eduardo Moscovis foi beneficiado juntamente com ele.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Revelação do Pai não surpreende, mas provoca uma boa guinada em "A Regra do Jogo"

Nesta quarta-feira (16/12), foi revelada a identidade do grande líder da facção criminosa, o maior segredo de "A Regra do Jogo". Apelidado de Pai, o poderoso chefão era uma incógnita desde a estreia da novela e o mistério foi mantido até o capítulo 93. A revelação não surpreendeu em nada, uma vez que vazaram várias informações nos jornais e na imprensa semanas antes e a própria história já estava deixando claro que Gibson (José de Abreu) era o grande vilão. Porém, apesar da obviedade, a revelação deu uma boa guinada na história.


João Emanuel Carneiro guardou uma boa gama de explicações para toda esta questão e ainda conseguiu tocar em uma ferida que continua aberta na sociedade: a justiça com as próprias mãos. Isso porque Gibson resolveu criar a facção depois de sofrer um grande trauma, durante um assalto, quando sua casa foi invadida por marginais e sua família foi cruelmente torturada pelos criminosos. Após presenciar o momento de terror, ele constatou a ineficiência da justiça brasileira e resolveu sentenciar os bandidos. Assim, contratou Zé Maria (Tony Ramos) para assassiná-los, que por sua vez arrumou mais capangas para o 'serviço'. Foi o início da organização mais temida da novela.

A cena em que Gibson se revela para Orlando (Eduardo Moscovis) --- surgindo no meio da escuridão ---, deixando claro que sempre soube das armações do canalha e que estava apenas testando sua competência o tempo todo, foi ótima e brilhantemente interpretada por José de Abreu e Du Moscovis. O empresário explicou todo o seu objetivo para o subordinado e ainda fez questão de enfatizar que criou um exército para tirar toda a corja que está no poder.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Segunda temporada de "Questão de Família" se mostra tão boa quanto a primeira

A estreia de "Questão de Família" em 2014 engrandeceu a grade do GNT. O canal a cabo conseguiu produzir outra excelente série, após as impecáveis "Sessão de Terapia" e "3 Teresas". Com roteiro de Sérgio Rezende (que dirige) e Rodrigo Lage (criador), a trama em torno de um juiz de vara de família, que também tem seus dilemas familiares para enfrentar, foi uma grata surpresa do ano passado, prendendo a atenção. E o êxito da produção implicou em uma continuação, que estreou no dia 1º de abril.


A segunda temporada está tão boa quanto a primeira. Os 13 episódios exibidos no ano passado deixaram o telespectador completamente envolvido com o enigma envolvendo o assassinado do Coronel Fernandes (Eduardo Galvão) e as investigações de Pedro (Eduardo Moscovis), que aparentemente tinham chegado ao fim com a confissão do irmão (Marcos - Iano Salomão) no desfecho daquela fase. Já nesta outra leva de capítulos, a história tem uma passagem de tempo equivalente a um ano e seu foco passa a ser voltado para o retorno de Márcia (Esther Góes), a mãe do protagonista, verdadeira assassina do pai dele.

A trama ficou ainda mais interessante e apresentou outros bons desdobramentos também na vida profissional de Pedro. O juiz ---- que tinha como rotina perseguir as partes cujos processos eram julgados por ele (com o intuito de ter certeza na hora das suas avaliações) ---- teve seu nada ético hábito descoberto graças ao poderoso Cássio (Fúlvio Stefanini, uma ótima aquisição desta temporada).

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

"O Cravo e a Rosa": um inesquecível sucesso das seis

A estreia de Walcyr Carrasco na Globo foi com o pé direito. Sua primeira novela na emissora foi "O Cravo e a Rosa", um sucesso estrondoso que marcou o horário das seis e foi reprisado duas vezes no "Vale a Pena Ver de Novo" ----- entre 13  de janeiro e 1 de agosto de 2003 e entre 5 de agosto de 2013 e 17 de janeiro de 2014 -----, repetindo o êxito da primeira exibição.


A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920; portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"Alma Gêmea": um fenômeno do horário das seis

Escrita por Walcyr Carrasco, "Alma Gêmea" foi uma das melhores novelas do autor e um dos maiores fenômenos de audiência do horário das seis. A trama chegou a marcar impressionantes 52 pontos, índice inimaginável na época, e impossível de ser alcançado hoje em dia até mesmo em uma novela de horário nobre. A história de época que tinha a reencarnação como tema central conquistou o público e foi um grande sucesso.


Logo no primeiro capítulo (exibido no dia 20 de junho de 2005), Luna (Liliana Castro), grande amor da vida do floricultor Rafael (Eduardo Moscovis) ---- que criou uma espécie de rosa branca especialmente para a amada ----, leva um tiro durante um assalto (planejado pela invejosa Cristina para ficar com as joias da prima) e morre, para o desespero do florista e da mãe (Agnes - Elizabeth Savalla) da pianista. Mas o sentimento que unia o casal era tão intenso, que a mulher voltou na pele de uma índia (Serena - Priscila Fantin), para reencontrar o amor de sua vida.

Vinte anos se passam, e aquela criança, que nasceu em uma aldeia indígena, vira uma bela mulher. Já Rafael segue amargurado com a vida e infeliz sem Luna ----- apesar de ser constantemente cortejado por Cristina (Flávia Alessandra) ----- e se fecha em seu mundo de sofrimento e solidão, mesmo tendo um filho (Felipe - Sidney Sampaio) com sua falecida mulher.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Com uma ótima primeira temporada, "Questão de Família" engrandeceu a grade do GNT

Se aprimorando cada vez mais na produção de séries, o GNT encerrou nesta quarta-feira (02/07) "Questão de Família", uma de suas melhores produções. A história semanal ---- produzida pela Atitude Produções, de Mariza Leão, e escrita por Rodrigo Lages e Sérgio Rezende ---- estreou no dia 9 de abril e chegou ao fim honrando as qualidades apresentadas no início de sua exibição. A trama de um juiz de vara de família, que se vê envolvido em vários problemas familiares e dilemas amorosos, foi muito interessante de se acompanhar.


Pedro Fernandes é um tipo controverso e foi muito bem interpretado por Eduardo Moscovis. Ao mesmo tempo que o juiz esbanja ética na hora de fazer seus julgamentos, simplesmente segue às escondidas várias pessoas envolvidas nos processos julgados por ele. O intuito é investigar a rotina dos envolvidos e verificar quem é o mais certo para poder julgar com mais segurança e realmente fazer justiça. A atitude nada ética é uma espécie de vício que não consegue ser eliminado. Ao longo dos episódios, foi curioso vê-lo muitas vezes em situações perigosas e desconfortáveis.

E o principal drama do protagonista era sua família. Na infância, seu autoritário e violento pai (Fernandes) não lhe dava carinho e ainda vivia brigando com a mulher, mãe de Pedro e Marcos (Iano Salomão), que o traía e ainda abandonou a família tempos depois. A vivência difícil nunca foi esquecida e sempre surgia em sua mente.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Questão de Família": mais uma interessante série do GNT

Para substituir "Amor Veríssimo" (que começou interessante, mas ficou tediosa e encerrou sem empolgar), o GNT lançou outra série em sua grade, que estreou nessa quarta-feira (09/04), às 22h30m. "Questão de Família" é protagonizada por Eduardo Moscovis e escrita por Rodrigo Lages e Sérgio Rezende (diretor de filmes como "Salve Geral" e "Zuzu Angel" ----- e que enfrenta seu primeiro trabalho de ficção na televisão).


Chamada anteriormente de "Assunto de Família" (e depois alterada devido a problemas com o registro do nome), a trama conta a história de Pedro Fernandes (Du Moscovis), um juiz de vara de família que tem que dar conta dos casos dos outros e dos próprios. Tem duas filhas, é separado e sua família está longe de ser 'tranquila'. O protagonista foi abandonado pela mãe (Márcia - Juliana Martins) ainda criança por causa das agressões que a mulher sofria do marido, seu pai (Coronel Fernandes - Eduardo Galvão) ficou internado à beira da morte e depois faleceu - com a suspeita de ter sido assassinado -, e seu irmão (Marcos - Iano Salomão) é viciado em drogas e está sendo tratado em uma clínica cara, paga por Pedro. Ou seja, a série, apesar de ter muitas cenas de tribunal, não prioriza os problemas dos julgados e sim do julgador. O juiz é o foco da trama.

Os episódios terão uma mesma estrutura: começam apresentando algum trecho da vida do juiz, exibem a abertura de um caso no tribunal, encerram com o veredito de Pedro sobre o caso em questão e mostram mais algum acontecimento envolvendo o protagonista fora de seu ambiente de trabalho. Na estreia,

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Louco por Elas" emociona em seu último episódio e sai do ar na hora certa

Chegou ao fim a ótima série que contava a vida de um homem cercado de mulheres complicadas, controversas, mas muito amorosas. "Louco por Elas" se despediu do público na sua terceira temporada apresentando um episódio emocionante e recheado de frases inspiradas, expressando bem todo o conjunto harmonioso que essa produção apresentou desde a estreia.


O último episódio contou com as divertidas tiradas de Violeta (Glória Menezes) e com as trapalhadas de Léo (Eduardo Moscovis). Ou seja, tudo o que a série tinha de melhor. Porém, o desfecho dessa divertida história foi inusitado e muito bonito: Giovanna (Deborah Secco), Dorothy (Luana Martau) e Bárbara (Luisa Arraes) tiveram seus respectivos filhos ao mesmo tempo e a sequência dos três partos foi lindíssima. Para fechar com chave de ouro, houve uma pose da família e dos agregados para uma bela foto, que foi devidamente sucedida por um compilado de imagens das três temporadas e pela tradicional palavra "fim". Era o adeus dessa turma que tanto divertiu e emocionou o público.

"Louco por Elas" estreou com o pé direito. Mesclando humor com situações tocantes, João Falcão presenteou o telespectador com uma história atraente e cheia de inspirados diálogos, que quase sempre fugiam do humor fácil. Com o tempo, foi perceptível o merecido crescimento de Glória Menezes, que passou a ser considerada

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Apesar das inúmeras qualidades, Globo erra ao antecipar a volta de "Louco por Elas"

Os dilemas de Léo (Eduardo Moscovis) voltaram em 2013. Após exibir a excepcional microssérie "O Canto da Sereia" e o filme "Gonzaga - De pai pra filho" fragmentado em quatro capítulos, a Globo estreou a terceira temporada de "Louco por Elas" na terça-feira passada (22/01). A série escrita e dirigida por João Falcão continua a mesma e isso não é um demérito. Entretanto, a produção retornou sem dar tempo do telespectador 'respirar'.


Ao invés de apresentar um produto novo --- como fez às quintas-feiras com "Pé na Cova", novo seriado de Miguel Falabella ---, a emissora optou por trazer de volta uma série já consolidada e que fez sucesso em 2012. E foi exatamente o fato de não ter trazido uma novidade que causou estranhamento. Afinal, há anos que a programação da Globo 'pós-novela das nove' entra de férias durante o "Big Brother Brasil". E justamente nos horários vagos (às terças e às quintas, às 23h) há estreias de novos seriados ou então a volta do já tradicional "Amor & Sexo", apresentado por Fernanda Lima. Entretanto, a novidade mesmo ficou apenas restrita às quintas-feiras com o a série do Falabella.

"Louco por elas" foi uma grata surpresa da Globo que surgiu curiosamente em março de 2012. Ou seja, quase na mesma época do seu retorno à grade em 2013. A série continua ótima e o texto inspirado como de costume. As situações provocam o riso pela espontaneidade dos diálogos, que não transforma o humor em

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Louco por Elas" volta com a mesma qualidade de sempre, mas não apresenta novidades

A série escrita e dirigida por João Falcão voltou ao ar na tela da Globo nesta terça-feira, ocupando novamente a grade que havia sido preenchida por "Gabriela". Pelo que se viu no primeiro dia da segunda temporada, não há novidades: a abertura é a mesma e todas as situações e personagens que fizeram sucesso no início do ano continuam presentes.


Logo no início do episódio, Leonardo (Eduardo Moscovis) está preparando uma festa para receber a ex e as filhas --- no final da fase passada, o trio viajou. Porém, assim que vai receber suas mulheres, Léo se choca ao ver Giovana (Deborah Secco) chegando com um outro homem (Bruno Garcia). E quando descobre que a ex está casada com esse cara, o protagonista resolve se vingar e pede uma ex-namorada (Ana Furtado) em casamento. Em meio a toda essa situação, ainda vimos Violeta (Glória Menezes) fazendo sucesso com um vídeo no You Tube (onde fez um clipe cantando "O Tempo Não Para", de Cazuza, com várias amigas e ex-namorados), indo parar até no "Domingão do Faustão". Pouco antes de terminar a reestreia da série, Léo e Giovana decidem fugir juntos, mas os parceiros também resolvem fugir deles. Em suma: o casal está novamente junto (ou não).

João Falcão continua inspirado na direção e o texto manteve o humor característico, marcado pelos diálogos sarcásticos, fugindo da obviedade. Aliás, pode-se dizer que as melhores frases são proferidas por Violeta, que acaba protagonizando conversas geniais e muitas vezes sem o menor sentido, fazendo daí a graça da

quarta-feira, 14 de março de 2012

Louco por Elas tem uma estreia simpática

Estreou nessa terça-feira a nova série da Globo, que ocupou o horário do já desgastado "Amor & Sexo": "Louco por Elas". Protagonizada por Eduardo Moscovis, o seriado conta a história de Leonardo Henrique, um homem que convive com quatro mulheres e acaba se vendo obrigado a lidar com situações que muitas vezes fogem de seu controle.


Morando na casa da avó (Violeta - uma avoada, destrambelhada e ao mesmo tempo sábia personagem, interpretada por Glória Menezes), Léo cuida da filha mais nova (Theodora - Laura Barreto) e de sua enteada (Bárbara - Luisa Arraes), com quem vive às turras. A quarta mulher de sua vida é na verdade sua ex-esposa, Giovana (Deborah Secco), que vive entrando e saindo de sua casa mesmo estando separada dele. O casal se separou porque Giovana, uma autora de livros sobre relacionamentos, se cansou da falta de ambição do marido. Porém, fica claro que ela ainda o ama. Já Theodora é uma espécie de menina-adulta, que cuidará e conversará muito com sua bisavó destrambelhada.

Nesse primeiro episódio, a primeira impressão que se teve