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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Apesar da segunda temporada ter sido melhor que a primeira, "Chapa Quente" não deixará saudades

Ocupar a faixa que foi de "A Grande Família" por quase 14 anos não era uma tarefa nada fácil. Por isso mesmo, "Chapa Quente" (escrita por Cláudio Paiva e dirigida por José Alvarenga Jr.) já estreou em 2015 pressionada a ser uma produção tão boa quanto a anterior que fez um imenso sucesso por um longo e respeitado tempo. A primeira impressão não foi nada boa e as avaliações negativas se mantiveram, originando várias críticas durante os meses em que ficou no ar. Apesar de tudo, a audiência foi alta e a Globo encomendou uma segunda temporada em 2016. Mas, agora, até mesmo a emissora reconheceu que não há mais como prolongar o formato, cancelando a série, que sai do ar nesta quinta (04/08).


A primeira temporada foi um equívoco completo. Apesar do bom elenco, a série parecia um híbrido de todos os seriados de humor que deram certo na Globo. Tanto que era possível observar alguns elementos de similaridade com "A Grande Família", "Tapas & Beijos" e até "Macho Man", três produtos bem-sucedidos da emissora. A história era ambientada em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, com pouco mais de um milhão de habitantes. E o principal cenário era o Marlene`s, salão de cabeleireiro da perua Marlene (Ingrid Guimarães), casada com o vagabundo Genésio (Leandro Hassum). 

Praticamente todos os conflitos aconteciam naquele ambiente, onde circulavam os personagens. O cabeleireiro Fran (Tiago Abravanel) e a manicure Josy (Renata Gaspar) funcionavam como principais escadas para Marlene, enquanto o malandro Marreta (Paulinho Serra) formava uma dupla dinâmica com Genésio.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encerrando um ciclo vitorioso, "Tapas e Beijos" sai de cena na hora certa

Foram quase cinco anos no ar, levando em consideração os 'períodos de férias da grade', quando não foi exibido. "Tapas & Beijos" estreou em abril de 2011 e chegou ao fim nesta terça-feira (15/09/2015), fechando um vitorioso ciclo. O roteirista Cláudio Paiva, o diretor Maurício Farias e equipe conseguiram produzir um seriado de comédia que emplacou logo no início e conseguiu manter os bons índices ao longo de toda sua trajetória. Entretanto, já estava na hora encerrar a produção.


A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com cinco episódios primorosos, "Amorteamo" enredou amor e morte através da fantasia

Foram apenas cinco episódios. "Amorteamo" ---- que chegou ao fim nesta sexta- feira (05/06) ----teve uma duração tão curta quanto a antecessora "Os Experientes" (de quatro capítulos) e apresentou o mesmo capricho da série anterior, ainda que tenha sido voltada para um universo totalmente distinto. A produção criada por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes, dirigida impecavelmente por Flávia Lacerda,  foi primorosa e marcou pela ousadia da proposta e pela abordagem lúdica da morte.


A série não foi propriamente de terror, mas apresentou vários momentos aterrorizantes em meio aos dois triângulos amorosos da história. Ambientada no Recife Antigo (no início do século XX), a trama usou vários clichês folhetinescos, priorizando o universo sombrio como pano de fundo e utilizando muitas doses da fantasia para retratar o infinito mistério da morte. O conjunto deu muito certo e esta mescla serviu para o público ser presenteado com um produto de extremo capricho. Aliás, vale ressaltar que esta produção contou com algumas propostas parecidas com de "Incidente em Antares" (minissérie baseada na obra homônima de Érico Veríssimo, exibida em 1994), como os mortos voltando de suas tumbas, por exemplo.

Os triângulos amorosos sustentaram bem a série, proporcionando sequências que misturavam romance, suspense e terror. O conflito mais maduro envolvendo o cruel Aragão (Jackson Antunes) e a sofrida Arlinda (Letícia Sabatella), que se envolvia com o cafajeste Chico (Daniel de Oliveira) ---- morto logo no primeiro capítulo ----, fez um bom contraponto com o romance adolescente de Gabriel (Johnny Massaro) e Lena (Arianne Botelho), que contava com a tenebrosa Malvina (Marina Ruy Barbosa), uma típica noiva-cadáver, para atrapalhar o par.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cenas bem produzidas, trama sombria e proposta ousada marcam a estreia de "Amorteamo"

"Uma história de amor e morte em que a noiva abandonada se entrega à sorte de um coração quebrado. A mãe que vê seu bastardo com um homem amargurado vivendo na escuridão. E os mortos voltam à vida com sede de vingança e explicação." Substituindo a impecável "Os Experientes" na grade da Globo e tendo estes enfoques como base, estreou nesta sexta (08/05) uma nova série que mescla terror e paixão. "Amorteamo" ---- cujo título provoca uma inspirada junção de amor e morte, deixando a cargo de quem lê a sua preferência ---- é uma criação de Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno, com direção de Flávia Lacerda.


A produção é uma grande ousadia da emissora, uma vez que envereda por um caminho até então pouco explorado em tramas nacionais. A história ----- ambientada em Recife, no início do século XX ----- é focada em dois triângulos amorosos bastante macabros: o primeiro entre Aragão (Jackson Antunes), Arlinda (Letícia Sabatella) e Chico (Daniel de Oliveira), e o segundo entre Gabriel (Johnny Massaro), Malvina (Marina Ruy Barbosa) e Lena (Arianne Botelho). A paixão, a traição, a morte e a tragédia estão presentes em todas estas relações conflituadas e completamente intrincadas. 

Gabriel é fruto da traição de Arlinda com Chico, que foi assassinado por Aragão assim que infidelidade da esposa foi descoberta pelo violento marido. O rapaz, cujo lado fúnebre se evidencia, foi criado pelo padrasto, mas nunca entendeu o ódio que o 'pai' sente por ele, pois desconhece toda a tragédia familiar.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Chapa Quente" não honra o horário herdado de "A Grande Família"

Estreou, no dia 9 de abril, uma nova série de Cláudio Paiva ---- que já escreve a bem-sucedida "Tapas & Beijos" ----, cuja dura missão é ficar no horário que foi da longeva e querida "A Grande Família", produção que também contou com a colaboração do roteirista por um bom tempo. Dirigido por José Alvarenga Jr. e com previsão de 25 episódios, "Chapa Quente" é o novo seriado semanal da Globo que aposta em algo bem popular para agradar o público.


A história se passa em São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro com pouco mais de um milhão de habitantes. Segundo Cláudio, a escolha deste local foi (além dele ter nascido em Niterói) em virtude do descaso que Estado tem pela região desde sempre. O cenário principal é o "Marlene`s", salão de cabeleireiro da Marlene (Ingrid Guimarães), onde trabalham o ferino cabeleireiro Fran (Tiago Abravanel) e a manicure Josy (Renata Gaspar), que por sua vez é noiva de um traficante chamado Godzilla (Paulo Américo).

Marlene ainda é casada com o vagabundo Genésio (Leandro Hassum), um desempregado que é sustentado pela esposa e costuma passar as tardes bebendo no bar da Creuza (Ana Baird). Ele ainda tem como melhor amigo o picareta Marreta (Paulinho Serra), com quem faz alguns bicos que nunca dão certo.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Tapas & Beijos" apresenta claros sinais de esgotamento

Mais uma temporada de "Tapas & Beijos" entrou no ar. A boa audiência, como não poderia deixar de ser, foi a principal motivação da Globo para continuar investindo no seriado protagonizado por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão). Para trazer uma certa renovação na fase de 2014, algumas mudanças aconteceram: Sueli e Jorge (Fábio Assunção) agora moram juntos e o advogado picareta Tavares (Kiko Mascarenhas) virou mendigo. Já a abertura passou a ser cantada por Sidney Magal no lugar da banda Calypso. Entretanto, está cada vez mais difícil evitar o evidente desgaste do seriado.


As situações caíram na repetição e por mais que haja algum tipo de renovação envolvendo alguns personagens, a história parece ter se esgotado. Até mesmo as brigas (que sempre foram o ponto alto da série, por render momentos engraçados) ficaram cansativas e o roteiro, que havia se perdido em 2012, mas teve as origens retomadas em 2013, acabou preso em suas próprias limitações. Não é preciso assistir ao programa, por exemplo, para saber o que vai acontecer.

Mas não é culpa de Cláudio Paiva (roteirista), nem de Maurício Farias (diretor) e muito menos da equipe. O formato do "Tapas & Beijos" não permite que a história tome muitos rumos sem que automaticamente perca sua essência. É um roteiro que limita os personagens a viverem sempre os mesmos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mesmo tentando voltar às origens, Tapas & Beijos não consegue evitar o desgaste

Após uma primeira temporada excelente, "Tapas & Beijos" acabou perdendo sua identidade em seu segundo ano de exibição. Em 2012, a série se perdeu ao priorizar quase que exclusivamente o relacionamento do quarteto amoroso protagonizado por Sueli (Andrea Beltrão), Jorge (Fábio Assunção), Fátima (Fernanda Torres) e Armane (Vladimir Brichta), deixando os demais de lado e praticamente anulando o cenário principal: a loja de vestido de noiva de Djalma (Otávio Muller). A terceira temporada, que entrou no ar há poucos meses, tentou consertar o equívoco cometido no ano anterior, porém, apesar do visível esforço, a trama de Cláudio Paiva, dirigida por Maurício Farias, não tem conseguido evitar o desgaste.


O fato de Fátima e Sueli terem voltado a morar juntas demonstra a tentativa dos roteiristas de fazer a série retornar às origens. Porém, o resultado dessa medida não causou o efeito desejado simplesmente por uma razão: o drama das personagens continua exatamente o mesmo. As brigas de Fátima com Armane e de Sueli com Jorge estão repetitivas. Mesmo estando separados, os casais ainda apresentam os mesmos conflitos da época em que estavam juntos, ou seja, situações que já deram o que tinham que dar há muito tempo.

É impossível manter o fôlego de uma série que já está no ar há dois anos e que ainda vai permanecer por, no mínimo, oito meses, apresentando situações que já foram amplamente exploradas. Além de fazer exatamente isso em cima do quarteto central, "Tapas & Beijos" ainda deixou seus demais personagens

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tapas & Beijos perdeu sua identidade em 2012 e precisará reencontrá-la em 2013

A série de Cláudio Paiva agradou logo que foi exibida pela primeira vez, em 2011. Tanto que não demorou muito para que decidissem mantê-la na grade global por um longo tempo. Dirigida por Maurício Farias e protagonizada por Andrea Beltrão e Fernanda Torres, "Tapas & Beijos" ainda faz muito sucesso e já teve sua terceira temporada confirmada para o ano que vem. No entanto, pelo que foi visto em 2012, o seriado perdeu sua identidade e precisará de mudanças.


A história sempre se baseou na vida de duas solteironas que são vendedoras de uma loja de vestido de noivas. Ambas se envolviam em relacionamentos sem futuro e viviam frustradas, pois nunca conseguiam achar a alma gêmea; havendo assim um contraponto em relação ao fato de trabalharem em um local que se sustenta graças aos casamentos de terceiros. Porém, no final da primeira temporada, Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) se casaram com seus respectivos namorados. Assim, na segunda, em 2012, a série mudou o foco, e passou a retratar os conflitos da vida conjugal que ambas enfrentavam.

No início, parecia que haviam acertado em cheio ao apresentar essa novidade ao telespectador. No entanto, com o passar dos episódios, se pôde notar que as alterações não foram benéficas para a série. A entrada de Fábio Assunção (Jorge) foi ótima, mas, infelizmente, acabou ofuscando personagens que já tinham ocupado um considerável espaço na história; Seu Chalita e Jurandir. Flávio Migliaccio e Érico Brás viraram