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quinta-feira, 2 de abril de 2015

A crise e o amadorismo da Band

O ano de 2015 parecia promissor para a Band. A segunda temporada do bem-sucedido "MasterChef" devidamente encaminhada, o "CQC" reformulado, a aquisição de uma novela turca que tem feito sucesso em vários países ("Mil e uma noites"), "Agora é tarde" finalmente coma uma identidade própria; enfim, tudo parecia caminhar para bons resultados neste novo ano. Porém, o que se observa atualmente é uma crise de enorme proporções.


A emissora tem demitido vários funcionários e, por contensão de despesas, vários programas foram extintos sem explicações para o publico. A primeira atração eliminada da grade foi o "Tá na Tela", ainda em 2014. Após ter contratado a peso de ouro Luiz Bacci, a Band deu a ele um formato onde o sensacionalismo e a apelação eram os maiores ingredientes. Mas de nada adiantou o festival de baixaria, pois a audiência não correspondeu. Ou seja, não demorou muito para uma medida ser tomada: o produto foi simplesmente tirado do ar e o jornalista ficou sem função na nova casa.

A grande contratação virou uma dor de cabeça. O final desta infeliz história foi a volta de Bacci para a Record. Ele ficou apenas dez meses na Band e retornou para sua antiga emissora nesta semana, ganhando a metade do que recebia mensalmente. Sua mudança em 2014, definitivamente, não foi um bom negócio, nem para o apresentador, nem para a Bandeirantes e nem para o público.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sem grandes novidades, "Agora É Tarde" estreia com um Rafinha Bastos menos polêmico

O "Agora É Tarde" estreou na Band em junho de 2011 e desde então virou um dos mais prestigiados programas da emissora. Apresentado por Danilo Gentili, a atração conseguiu conquistar seu espaço na grade e alcançava bons números de audiência nos fins de noite. Porém, o descontentamento do apresentador acabou ocasionando em uma quebra de contrato. Após essa medida radical, Danilo e equipe foram para o SBT ----- e ganharam um novo programa de entrevistas, o "The Noite" ----, enquanto que a Bandeirantes contratou Rafinha Bastos para assumir o talk-show. E a estreia do novo apresentador foi na quarta-feira de cinzas (05/03).


Como já era de se esperar, o formato continuou exatamente o mesmo. Incluindo quadros como o "Passou na TV". A novidade mesmo foi um Rafinha Bastos mais controlado e menos sarcástico. Após inúmeras polêmicas (onde a principal delas foi a piada sobre o bebê de Wanessa Camargo, que culminou em seu afastamento da Band), o apresentador/jornalista começou o programa rindo de si mesmo e falando de todos os processos que sofreu.

A primeira entrevista foi com Luan Santana e Rafinha procurou não perguntar nada de diferente do que o cantor está acostumado a responder. Obviamente, se trata de uma estratégia para não afugentar os futuros convidados da atração, afinal, o talk-show precisa de muitos entrevistados. E da equipe antiga, apenas

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"A Liga" estreia sua quarta temporada mantendo a qualidade das anteriores

A quarta temporada de "A Liga" estreou com uma excelente audiência (média de 11 pontos e picos de 13), deixando a Band na vice-colocação e na liderança por 27 minutos. Abordando o mundo do funk e a ostentação de muitos funkeiros bem-sucedidos, o programa conseguiu atrair a atenção do público, incomodou a concorrência e começou sua nova fase de uma forma bastante positiva.


Criado pela produtora argentina Eyeworks, o programa estreou em maio de 2010 na Band e agradou ao apresentar um formato semelhante ao do "Profissão Repórter", da Globo, mas sem a rigidez do jornalismo. Sempre composto por uma equipe que busca exibir e vivenciar cada tema escolhido, a atração tinha o polêmico Rafinha Bastos como figura central. E esse 'protagonismo' acabou custando caro quando o humorista foi dispensado da emissora após a controversa briga com Wanessa Camargo, depois da piada infeliz feita no "CQC".

"A Liga" perdeu uma expressiva audiência por causa da saída do apresentador e muitos acharam que a atração jamais conseguiria recuperar os bons índices alcançados na época em que Rafinha estava presente. O período mais crítico foi durante a terceira temporada, em 2012. Foi cogitado até o cancelamento do

segunda-feira, 28 de maio de 2012

"Saturday Night Live" começa prometendo e termina decepcionando

A estreia do novo programa comandado por Rafinha Bastos na Redetv! (a versão brasileira do "Saturday Night Live", programa que vai ao ar desde 1975 na televisão norte-americana) parecia promissora. A atriz Renata Gaspar apareceu caracterizada de Xuxa e fazendo uma piada com o depoimento da apresentadora no quadro "O que vi da vida" do "Fantástico". Foram várias frases debochadas, mas destaco uma: "Tenho orgulho de ser a primeira Maria Chuteira da história", fazendo um referência ao romance que Xuxa teve com Pelé.


Logo após esse quadro, surge Rafinha Bastos no palco (este bem simplório) apresentando a nova atração e fazendo um rápido 'stand-up'. Disse que o "Pânico na Band" só começaria às onze da noite, criticou o "Zorra Total" e fez questão de lembrar que a novela das oito da Globo só começa às nove, então ninguém poderia reclamar que seu programa vai ao ar aos domingos mesmo tendo "Saturday" (sábado em inglês) no nome. Também não deixou barato o "Fantástico"e fez questão de dizer que o programa era no máximo 'legalzinho'.

O melhor momento da atração foi o pedido de desculpas do apresentador. Rafinha começou a ler uma suposta lista de nomes que ofendeu, o que lhe rendeu alguns processos, e começou

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Rafinha Bastos e o humor sem limites

O assunto da semana foi o afastamento do Rafinha Bastos da bancada do "CQC". Após fazer mais uma piadinha infeliz, e de péssimo gosto, ao comentar que 'comeria a Wanessa Camargo e seu bebê', a cúpula da Band resolveu tomar providências e punir o humorista de alguma forma. O afastamento temporário foi a única solução.

Essa não foi a primeira vez que Rafinha disse uma piada extremamente ofensiva. Quem não lembra da frase dizendo que mulher feia deveria agradecer caso fosse estuprada, pois estariam lhe fazendo um favor. Porém, nesse caso, a emissora não fez absolutamente nada.

O caso envolvendo o jornalista Boris Casoy também acaba vindo à tona. Ainda está na memória de todos o 'incrível' comentário do jornalista sobre os garis após ouvi-los desejando uma mensagem de fim de ano: "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho". Alguma medida foi tomada em relação a isso? Não.

domingo, 31 de julho de 2011

CQC se desgasta e perde sua suposta credibilidade

O "Custe o Que Custar" sempre foi muito elogiado pelos críticos por usar um humor "inteligente". Nunca soube muito bem identificar essa grande diferença em relação aos demais humorísticos,como o "Pânico na Tv", por exemplo. Mas isso não vem ao caso, já que o objetivo desse texto é falar da fórmula um tanto quanto gasta da atração comandada por Marcelo Tas e seus escudeiros Rafinha Bastos e Marco Luque,  tendo ainda Monica Iozzi, Danilo Gentili, Oscar Filho, Rafael Cortez e Felipe Andreoli como integrantes da trupe.

Quando estreou em 2008, no dia 17 de março, o programa foi uma grata surpresa e uma boa opção para a televisão aberta em plena segunda-feira. O formato é da Argentina e veio para o Brasil através da parceria da emissora com a "Eyeworks-Quatro Cabezas". A Band, aliás, tem muito que agradecer a esse acordo,uma vez que as maiores audiências da programação são justamente vindas dos produtos internacionais. O próprio "CQC", "A Liga", tendo Rafinha Bastos como apresentador principal, "Polícia 24 horas" e o "Agora é tarde", apresentado  pelo Danilo Gentili e que estreou a pouco tempo, são exemplos de compras que deram certo.

O tempo não fez muito bem ao "CQC". Os quadros são praticamente os mesmos ao longo desses anos e as poucas situações que eles resolveram variar não deram muito certo,como por exemplo,o finado "Mas que boa pergunta, Marcelo Tas', onde o apresentador respondia a questionamentos de crianças sobre política e situações do Brasil,'CQC no Congresso', 'Top Five', 'O povo quer saber', 'CQTeste', 'Proteste já' e as entrevistas com as celebridades continuam sendo a base do programa.Além dessas opções,também tínhamos 'Luque Responde', 'Palavras Cruzadas', 'Repórter Inexperiente', 'Trabalho Forçado' e mais alguns que foram extintos. Merecidamente, diga-se.

A tal credibilidade que a atração sempre tentou mostrar, caiu por terra com os cortes,ou censura,melhor dizendo, que fizeram na entrevista com o sempre polêmico Jorge Kajuru. Segundo o próprio,não exibiram praticamente nada do que ele falou durante o quadro 'Resta Um'. Isso incluia sua crítica ao Ricardo Teixeira, Luciana Gimenez e mais uma penca de gente,já que o jornalista não perdoa ninguém. A Globo tem um acordo financeiro com a CBF para exibir campeonatos como o Brasileirão e os estaduais,e os compartilha com a Band em troca de dividirem os gastos com essa compra, então é óbvio que haja receio em qualquer situação que vá contra o todo-poderoso do futebol. Sabemos que há uma espécie de 'troca de favores', mesmo que as duas empresas neguem isso. Mas então a pergunta é: por que convidaram o Kajuru para participar do quadro? Isso acabou expondo o programa. Como cobrar dos deputados transparência se eles mesmos não se utilizam dela?

Os pontos positivos continuam sendo a entrevista com os políticos em Brasília, que ficou bem melhor com a Monica Iozzi no lugar do Danilo Gentili e o 'Top Five'. É vergonhoso vermos como nossas "autoridades" não têm o mínimo de preparo para ocupar o cargo a que se propõem. E sempre é divertido observarmos as situações patéticas apresentadas por alguns programas da nossa televisão. Mas o elevado número de propagandas, os chamados 'merchans', irrita qualquer um.Para assistir ao "Top Five", por exemplo,você precisa ver cinco vezes a propaganda da Pepsi.

A audiência continua muito boa para os padrões da Band(por volta dos 5/6 pontos, ficando quase sempre em terceiro lugar) e o "CQC" persiste sendo a melhor opção para se assistir nas emissoras abertas numa segunda-feira, caso não haja interesse no filme da "Tela Quente". Mas é notório que a boa repercussão que o programa tinha foi se dissipando com o tempo.