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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

"Nada Será Como Antes" foi uma grande decepção

A série escrita por Guel Arraes, João Falcão e Jorge Furtado estreou no dia 27 de setembro esbanjando capricho e iniciando uma promissora trama sobre a história da televisão no Brasil. O nascimento da fictícia TV Guanabara e tudo o que a criação desse tão importante veículo representava na vida do público engrandeciam o enredo, mesclando fantasia e realidade através de uma deliciosa metalinguagem. Entretanto, ao longo dos episódios, a premissa da produção foi se diluindo, cedendo espaço para as idas e vindas do casal protagonista Saulo (Murilo Benício) e Verônica (Débora Falabella), além de umas sequências eróticas envolvendo Beatriz (Bruna Marquezine).


O principal diferencial da série foi jogado fora ao longo de sua exibição. Os primeiros episódios foram convidativos justamente porque focaram no surgimento da tevê e nas desconfianças que o novo veículo provocava, levando em consideração a sobrevivência do rádio. Aliás, o trabalho minucioso da equipe merece um destaque à parte, reproduzindo com perfeição os estúdios, figurinos, equipamentos e as câmeras da década de 50. A direção de José Luiz Villamarim sempre engrandece qualquer produto e não foi diferente agora, assim como a brilhante fotografia de Walter Carvalho. O elenco se destacava, principalmente Débora Falabella e Murilo Benício, em torno da elaboração do fictício folhetim "Anna Karenina", enfim. Todo esse conjunto é merecedor de reconhecimento, fazendo valer a premissa do seriado.

Porém, os dramas dos personagens se mostraram limitados desde o início. E a série decaiu justamente porque passou a focar somente nisso, esquecendo todo o contexto que a cercava. Os conflituados bastidores das telenovelas, a guerra de egos, o difícil mercado do patrocínio, a disputa por audiência, o preconceito que atores negros enfrentavam na hora de ganhar papéis, o medo do galã do folhetim ter a sua homossexualidade exposta, entre tantos outros temas inicialmente abordados no seriado, foram se apequenando para focar principalmente no relacionamento de Saulo e Verônica, deixando algumas outras cenas para o triângulo raso composto por Beatriz, Otaviano (Daniel de Oliveira) e Júlia (Letícia Colin).

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

"Nada Será Como Antes" se mostra uma caprichada série sobre a história da televisão

"Justiça" saiu do ar como uma das melhores produções do ano, deixando uma marca na teledramaturgia. Não há substituta para a trama na grade da Globo, pois não haverá mais minisséries até o final do ano. Entretanto, a emissora estreou na semana passada (27/09) "Nada Será Como Antes", nova série que passa a ocupar a faixa das terças ---- quando era exibida a trama da Fátima (Adriana Esteves) ----, logo após a novela das nove. Serão 12 episódios, tendo a direção de José Luiz Villamarim em parceria com Walter Carvalho, a mesma dupla bem-sucedida responsável pela produção recém-terminada (além das primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu").


Escrita por Guel Arraes, João Falcão e Jorge Furtado, a trama é inspirada na chegada da televisão ao Brasil, tendo todas as licenças poéticas necessárias para contar essa história. A tevê chegou ao país em 1950, trazida por Assis Chateaubriand, e a figura de ambicioso empreendedor na ficção é representada por Murilo Benício, que interpreta o sonhador Saulo --- dono da Rádio Guanabara. O personagem começa no passado, na década de 40 (era do rádio e auge das rádio-novelas), se encantando pela voz de Verônica (Débora Falabella), uma dedicada radioatriz que mora no interior. Ele a procura, propõe emprego, e não demora para os dois iniciarem um relacionamento. A química dos talentosos atores (que namoram na vida real) serviu para destacar o par logo no início, fazendo por merecer o protagonismo.

Após uma passagem de dez anos, o casal começa a enfrentar um drama típico dos folhetins: ambos querem um filho, mas ele acaba descobrindo em um exame que é estéril. Para não decepcioná-la, Saulo inventa que não a ama mais e pede a separação. A situação é um pouco controversa, pois seria bem mais plausível o apaixonado homem ter contado simplesmente a verdade.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Louco por Elas" emociona em seu último episódio e sai do ar na hora certa

Chegou ao fim a ótima série que contava a vida de um homem cercado de mulheres complicadas, controversas, mas muito amorosas. "Louco por Elas" se despediu do público na sua terceira temporada apresentando um episódio emocionante e recheado de frases inspiradas, expressando bem todo o conjunto harmonioso que essa produção apresentou desde a estreia.


O último episódio contou com as divertidas tiradas de Violeta (Glória Menezes) e com as trapalhadas de Léo (Eduardo Moscovis). Ou seja, tudo o que a série tinha de melhor. Porém, o desfecho dessa divertida história foi inusitado e muito bonito: Giovanna (Deborah Secco), Dorothy (Luana Martau) e Bárbara (Luisa Arraes) tiveram seus respectivos filhos ao mesmo tempo e a sequência dos três partos foi lindíssima. Para fechar com chave de ouro, houve uma pose da família e dos agregados para uma bela foto, que foi devidamente sucedida por um compilado de imagens das três temporadas e pela tradicional palavra "fim". Era o adeus dessa turma que tanto divertiu e emocionou o público.

"Louco por Elas" estreou com o pé direito. Mesclando humor com situações tocantes, João Falcão presenteou o telespectador com uma história atraente e cheia de inspirados diálogos, que quase sempre fugiam do humor fácil. Com o tempo, foi perceptível o merecido crescimento de Glória Menezes, que passou a ser considerada

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Apesar das inúmeras qualidades, Globo erra ao antecipar a volta de "Louco por Elas"

Os dilemas de Léo (Eduardo Moscovis) voltaram em 2013. Após exibir a excepcional microssérie "O Canto da Sereia" e o filme "Gonzaga - De pai pra filho" fragmentado em quatro capítulos, a Globo estreou a terceira temporada de "Louco por Elas" na terça-feira passada (22/01). A série escrita e dirigida por João Falcão continua a mesma e isso não é um demérito. Entretanto, a produção retornou sem dar tempo do telespectador 'respirar'.


Ao invés de apresentar um produto novo --- como fez às quintas-feiras com "Pé na Cova", novo seriado de Miguel Falabella ---, a emissora optou por trazer de volta uma série já consolidada e que fez sucesso em 2012. E foi exatamente o fato de não ter trazido uma novidade que causou estranhamento. Afinal, há anos que a programação da Globo 'pós-novela das nove' entra de férias durante o "Big Brother Brasil". E justamente nos horários vagos (às terças e às quintas, às 23h) há estreias de novos seriados ou então a volta do já tradicional "Amor & Sexo", apresentado por Fernanda Lima. Entretanto, a novidade mesmo ficou apenas restrita às quintas-feiras com o a série do Falabella.

"Louco por elas" foi uma grata surpresa da Globo que surgiu curiosamente em março de 2012. Ou seja, quase na mesma época do seu retorno à grade em 2013. A série continua ótima e o texto inspirado como de costume. As situações provocam o riso pela espontaneidade dos diálogos, que não transforma o humor em

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Louco por Elas" volta com a mesma qualidade de sempre, mas não apresenta novidades

A série escrita e dirigida por João Falcão voltou ao ar na tela da Globo nesta terça-feira, ocupando novamente a grade que havia sido preenchida por "Gabriela". Pelo que se viu no primeiro dia da segunda temporada, não há novidades: a abertura é a mesma e todas as situações e personagens que fizeram sucesso no início do ano continuam presentes.


Logo no início do episódio, Leonardo (Eduardo Moscovis) está preparando uma festa para receber a ex e as filhas --- no final da fase passada, o trio viajou. Porém, assim que vai receber suas mulheres, Léo se choca ao ver Giovana (Deborah Secco) chegando com um outro homem (Bruno Garcia). E quando descobre que a ex está casada com esse cara, o protagonista resolve se vingar e pede uma ex-namorada (Ana Furtado) em casamento. Em meio a toda essa situação, ainda vimos Violeta (Glória Menezes) fazendo sucesso com um vídeo no You Tube (onde fez um clipe cantando "O Tempo Não Para", de Cazuza, com várias amigas e ex-namorados), indo parar até no "Domingão do Faustão". Pouco antes de terminar a reestreia da série, Léo e Giovana decidem fugir juntos, mas os parceiros também resolvem fugir deles. Em suma: o casal está novamente junto (ou não).

João Falcão continua inspirado na direção e o texto manteve o humor característico, marcado pelos diálogos sarcásticos, fugindo da obviedade. Aliás, pode-se dizer que as melhores frases são proferidas por Violeta, que acaba protagonizando conversas geniais e muitas vezes sem o menor sentido, fazendo daí a graça da

quarta-feira, 14 de março de 2012

Louco por Elas tem uma estreia simpática

Estreou nessa terça-feira a nova série da Globo, que ocupou o horário do já desgastado "Amor & Sexo": "Louco por Elas". Protagonizada por Eduardo Moscovis, o seriado conta a história de Leonardo Henrique, um homem que convive com quatro mulheres e acaba se vendo obrigado a lidar com situações que muitas vezes fogem de seu controle.


Morando na casa da avó (Violeta - uma avoada, destrambelhada e ao mesmo tempo sábia personagem, interpretada por Glória Menezes), Léo cuida da filha mais nova (Theodora - Laura Barreto) e de sua enteada (Bárbara - Luisa Arraes), com quem vive às turras. A quarta mulher de sua vida é na verdade sua ex-esposa, Giovana (Deborah Secco), que vive entrando e saindo de sua casa mesmo estando separada dele. O casal se separou porque Giovana, uma autora de livros sobre relacionamentos, se cansou da falta de ambição do marido. Porém, fica claro que ela ainda o ama. Já Theodora é uma espécie de menina-adulta, que cuidará e conversará muito com sua bisavó destrambelhada.

Nesse primeiro episódio, a primeira impressão que se teve