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quarta-feira, 6 de maio de 2026

"A Nobreza do Amor" tem início bem estruturado e sem pressa, mas escassez de figurantes é um problema

 Há um contraste curioso e bastante positivo no trabalho de Duca Rachid, Elisio Lopes Jr. e Julio Fischer em "A Nobreza do Amor". Depois de uma experiência anterior marcada por atropelos narrativos em "Amor Perfeito", o trio demonstra, agora, um domínio muito mais consciente do tempo dramático e isso faz toda a diferença.


Há quase dois meses no ar, a novela das seis se revela um folhetim agradável de acompanhar justamente por aquilo que antes faltou: paciência. A construção das tramas é cuidadosa, sem a pressa que compromete o envolvimento do público. O romance entre a princesa Alika, vivida por Duda Santos, e o plebeu Tonho, de Ronald Sotto, é o melhor exemplo disso. Desde o primeiro encontro atravessado, com direito a esbarrão e troca de farpas, até o início do namoro, houve um percurso gradual, convincente e saboroso de acompanhar. Nada soa apressado, ao contrário, cada avanço do casal parece merecido.

A própria chegada da protagonista a Barro Preto, fugindo do golpe de estado liderado por Jendal (Lázaro Ramos), estabelece bem o tom da narrativa. A perda do pai, a adaptação a uma nova realidade e a construção de novas relações ---- inclusive sob a identidade de Lúcia ---- são desenvolvidas com equilíbrio.

sexta-feira, 27 de março de 2026

"A Nobreza do Amor": o que esperar da nova novela das seis?

 Uma superprodução que conecta um reino africano a uma pacata cidade do interior do Nordeste do Brasil e propõe uma união intercontinental através do amor, do desejo de justiça e do encontro com a ancestralidade. Em ‘A Nobreza do Amor’, uma fábula afro-brasileira dos anos de 1920 que chegou ao horário das seis da TV Globo no dia 16 de março, a distância de um oceano não é empecilho para um encontro de almas: Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto), uma princesa da África e um trabalhador do Brasil, protagonistas dessa história que reúne aventura, romance, humor e grandes emoções.


Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a novela se passa em dois universos fictícios, distantes geograficamente, mas com fortes entrelaçamentos que ajudam a revelar a face de um país que tem na África a fonte de uma das suas mais nobres raízes ancestrais. De um lado do oceano, Batanga, ex-colônia portuguesa, reino da costa ocidental da África, marcada por uma disputa de poder central na trama. Do outro, Barro Preto, interior do Rio Grande do Norte, cidade onde litoral e sertão se cruzam, produzindo paisagens singulares de um microcosmo de Brasil, em seus conflitos e diversidade.

 

Um golpe de estado em Batanga dá início a essa trama envolvente, que reúne grande elenco e conta com cenas de tirar o fôlego. O ambicioso Jendal, vilão interpretado por Lázaro Ramos, é o responsável por trair e derrubar o rei Cayman II (Welket Bungué), usurpando seu trono,

segunda-feira, 16 de março de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "A Nobreza do Amor", a nova novela das seis

 A Globo promoveu na primeira quarta-feira de março, dia 4, a primeira coletiva virtual de 'A Nobreza do Amor', a nova novela das seis, escrita por Duda Rachid, Elisio Lopes Jr. e Júlio Fisher e dirigida por Gustavo Fernandez. Estiveram presentes os autores, o diretor e os atores Ronald Sotto, Duda Santos, Danton Mello, Cesar Ferrario, Nicolas Prattes, Theresa Fonseca, Fabiana Karla, Cássio Gabus Mendes, Vitória Rodrigues, Quitéria Kelly, Daniel Rangel, Fábio Lago, Raíssa Xavier, Marcelo Médici, Samantha Jones, Júlia Lemos, Emanuelle Araújo, João Fontenele, Carol Badra, Ítalo Martins e Lukete. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Julio Fischer comentou sobre a essência do enredo: "É um universo fabular e temos elementos ficcionais, mas não são totalmente fantasiosos. Essa nossa ficção é muito calcada da pesquisa histórica. O protagonismo negro está desde a nossa primeira ideia, que foi contar a história de uma princesa negra. Foi uma preocupação nossa e a semente da novela foi a partir desse propósito. Vai existir um confronto para alcançar uma justiça e existe um confronto, mas visando um bem maior".

Duca Rachid complementou: "África não é uma só e trouxemos várias Áfricas. Trouxemos várias referências da literatura, assim como fizemos em 'Cordel Encantado', e podemos trazer uma riqueza de linguagem, mas calcada em pesquisa histórica. A gente tá fazendo uma novela dois em um e considero essa a mais difícil para mim.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Tudo sobre a coletiva online de "Reencarne", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu na segunda-feira retrasada, dia 20 a coletiva virtual de 'Reencarne', a nova série da plataforma de streaming, escrita por Juan Julian. Participaram os autores Juan Jullian, Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr, o diretor Bruno Safadi e os atores Taumaturgo Ferreira, Julia Dalavia, Samantha Jones, Pedro Caetano, Simone Spoladore, Welket Bungué, Isabél Zuaa, Aretha Sadick, Enrique Diaz e Taís Araújo. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Juan Jullian explicou brevemente a série: "Reencarne é uma série de terror que acompanha a jornada da Sandra, que é a reencarnação do parceiro de Túlio, que foi preso acusado de matá-lo. Ela vem em busca de vingança. A série bebe da fonte do terror folclórico. Os lugares contam a história".

Amanda Jordão complementou: "É a nossa tentativa de falar de relações amorosas e da investigação de um crime tratando da identidade. É um tema atual e vamos retratar qual a máscara você veste. A morte sempre está a espreita e quem somos nós diante da morte. Quando a morte chegar que ela te encontre viva".

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Início corrido e desperdício de personagens prejudicaram trajetória de "Amor Perfeito"

 A novela das seis da Globo teve um primeiro capítulo repleto de acontecimentos e um telespectador mais desatento deixou passar várias situações importantes que foram simplesmente jogadas sem maiores explicações. Mas o ritmo seguiu frenético por duas semanas, onde o enredo central acabou quase totalmente desmembrado com uma virada atrás da outra, todas sem qualquer impacto. O resultado a médio prazo da estratégia dos autores Duca Rachid, Júlio Fisher e Elísio Lopes Jr era previsível: a perda de fôlego da trama. E foi o que aconteceu com "Amor Perfeito", que chegou ao fim nesta sexta-feira (22/09), após meses sem história e muitos personagens desperdiçados. 


A novela simplesmente não teve mais o que apresentar ao público depois das duas primeiras semanas. A produção é inspirada no livro "Marcelino Pão e Vinho" e várias adaptações foram necessárias porque o clássico não daria um folhetim com meses no ar. Mas parece que, os mesmos autores que se preocuparam com a criação de novos conflitos, se esqueceram que não bastava criá-los, era preciso também saber desenvolvê-los. Tudo o que aconteceu com a protagonista em duas semanas destruiu a saga da mocinha e por uma explicação óbvia: não houve tempo para o telespectador conhecer e se envolver com aquilo que foi mostrado a toque de caixa. 

O pai de Marê (Camila Queiroz) foi "assassinado" logo na estreia pela vilã, que não pensou duas vezes em incriminar a enteada. Logo no segundo capítulo, a mocinha foi acusada pelo crime e pouco tempo depois acabou presa por conta de armações bastante frágeis de Gilda (Mariana Ximenes). Até o julgamento foi em tempo recorde, algo bem peculiar em se tratando de Brasil.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

"Amor Perfeito" parece uma novela 'TikTok'

 A atual novela das seis está em sua quarta semana de exibição. Praticamente um mês no ar. Mas não parece. "Amor Perfeito" aparenta estar em plena reta final a ponto do telespectador pensar qual será a produção substituta da Globo na faixa das 18h. Exagero? Infelizmente, não é o caso. A história, dirigida por André Câmara, teve um primeiro capítulo atropelado de acontecimentos e o equívoco da correria se mantém até hoje inexplicavelmente. 


É incompreensível o método que Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. têm utilizado para contar uma história que desperta a atenção por ser baseada em um livro tão querido e conhecido ---- "Marcelino Pão e Vinho", escrito pelo espanhol José María Sanchez Silva, publicado em 1950 e que foi transformado em filme em 1955. O livro em si não daria uma novela, então, claro que novos núcleos e personagens foram criados, incluindo o enredo dos mocinhos, já que na história original Marê (Camila Queiroz) está morta. 

Os autores têm corrido tanto com a narrativa que todas as catarses que provocariam viradas de impacto foram destruídas em três semanas. É vital para qualquer folhetim que os personagens cativem o público para, assim, despertarem empatia, torcida e envolvimento. E isso só ocorre com uma boa construção, o que não está acontecendo na atual produção. Como já mencionado na crítica anterior, a estreia apresentou uma quantidade de acontecimentos que preencheriam uns 20 capítulos com certa tranquilidade e com um bom dinamismo, sem implicar em um ritmo arrastado.

segunda-feira, 20 de março de 2023

"Amor Perfeito": o que esperar da nova novela das seis?

 A nova novela das seis marca uma parceria inédita de Duca Rachid. A autora tinha uma parceira inseparável: Thelma Guedes. As duas escreveram as ótimas "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" e as fracas "Joia Rara" e "Órfãos da Terra". Agora Duca inicia uma nova história ao lado de dois outros autores: Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. "Amor Perfeito" estreou nesta segunda-feira, dia 20, com direção artística de André Câmara, substituindo "Mar do Sertão". A trama tem um estilo totalmente oposto ao do folhetim anterior e promete emocionar o público. 


É através do pequeno Marcelino (Levi Asaf) e sua busca pela mãe, que o público mergulhará em "Amor Perfeito", escrita também com a colaboração de Dora Castellar, Duba Elia e Mariani Ferreira. A direção é de Alexandre Macedo, Lúcio Tavares, Joana Antonaccio e Larissa Fernandes. A produção é de Isabel Ribeiro e a direção de gênero de José Luiz Villamarim. A nova novela apresenta uma história sobre o mais sublime dos sentimentos – o amor e suas diferentes manifestações. Uma trama com personagens motivados pelos seus sonhos, que preservam um olhar otimista e amoroso para a vida, mesmo em meio às dificuldades de uma realidade que, por vezes, pode ser dura. E que pretende ser contada de maneira leve, bem-humorada, cheia de reviravoltas e, sobretudo, muita emoção.

A novela retrata um Brasil carregado nas cores de sua maior riqueza: a diversidade de raças e culturas em histórias e personagens plurais. Foi em São Paulo, com locações na Estação da Luz, Parque da Independência e Edifício Martinelli; nas cidades mineiras de Caxambu, Baependi e São Lourenço; e no Rio de Janeiro, com gravações no centro da capital, que a novela iniciou suas gravações. A trama se passa nas décadas de 1930 e 1940 em Águas de São Jacinto, uma fictícia cidade do interior de Minas Gerais, e é livremente inspirada na obra “Marcelino Pão e Vinho”, de José María Sánchez Silva, publicada pela primeira vez no começo dos anos 50.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 10, a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr, dirigida por André Câmara. Participaram os três autores e os atores: Paulo Gorgulho, Mariana Ximenes, Carol Castro, Zezé Polessa, Thiago Lacerda, Maria Gal, Isabel Fillardis, Juliana Alves, Allan Souza Lima e Mestre Ivamar. Fui um dos convidados e conto como foi o bate-papo. 

Duca Rachid esclareceu sobre a premissa de sua nova história ser repleta de clichês: "Todas as histórias são antigas, todas são velhas. Depende da maneira como você aborda. É uma história que parte da estrutura do melodrama, do conto de fadas até. Mas é um pretexto para falarmos de coisas muito atuais. O machismo está presente na nossa história em muitos núcleos. A homofobia também está presente, além da relação entre pais e filhos e como se confira na sociedade. Fala ainda de diversidade, principalmente. Nosso elenco é 50% negro. Vamos mostrar uma elite negra que sempre existiu no Brasil.", reforçou a autora.

Júlio Fisher complementou a colega: "A gente abraça o melodrama, mas tenta fazer esse melodrama com camadas. Nossos herois têm suas falhas, nossa vilã é pérfida, mas tem um motivo.", observou o autor. Elisio Lopes Jr. também acrescentou: "A gente está contando essa história sem medo de se emocionar. Algumas novelas têm medo de fazer emocionar.

quinta-feira, 9 de março de 2023

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 7, a primeira coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr., dirigida por André Câmara. Participaram os três autores, o diretor e os atores: Camila Queiroz, Diogo Almeida, Babu Santana, Bernardo Berro, Ana Cecília Costa, Lucy Ramos, Bruno Montaleone, Iza Moreira, Chico Pelúcio e Carmo Dalla Vechia. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Júlio Fisher comentou sobre o ponto de partida para a criação do enredo: "A primeira ideia da novela foi o livro "Marcelino Pão e Vinho", porém, só o livro, assim como o filme, não tem estrutura de folhetim. Então a partir desta semente criamos um folhetim. Fizemos a mãe do Marcelino e tudo o que cerca essa mãe. No livro, ele sabe que a mãe dele morreu. E nós decidimos não fazer por aí. Deixamos a mãe viva. É como se a gente encontrasse um fóssil de dinossauro e fosse reconstruindo. A irmandade e o Grande Hotel funcionam como os grandes polos. O hotel carrega o glamour da década de 40 e vai ser o foco de disputa entre a Marê (Camila Queiroz) e a Gilda (Mariana Ximenes). O hotel atrai a elite da época que vai para se aproveitar da natureza com suas águas termais. O ano de 1942, que ambienta a novela, é muito feliz porque o Brasil ainda não entrou ativamente na Segunda Guerra. A gente vai tentar transmitir a pulsação dessa época.", adiantou o autor.

 Duca Rachid complementou o colega: "A ideia inicial foi puramente afetiva porque 'Marcelino Pão e Vinho' foi o primeiro filme que vi e com a minha avó, que era analfabeta. Isso me marcou muito. Enxerguei um potencial dramatúrgico também. Eu li o livro acho que com sete ou oito anos. Todas as minhas histórias passam por escolhas afetivas. E é um projeto antigo que eu e o Júlio fizemos quando ainda estávamos escrevendo 'O Sítio do Pica-Pau Amarelo', em 2003.