Nesse domingo (16/12), com uma final muito bem produzida e uma merecida vitória de Ellen Oléria, o "The Voice Brasil" apresentou o último programa do ano, encerrando sua primeira edição. Tendo oito cantores na disputa derradeira, onde apenas quatro foram selecionados pelos respectivos técnicos para disputar a votação popular, a atração fez jus ao sucesso alcançado e os telespectadores puderam prestigiar a finalíssima do reality que virou mania nacional.

A final pode até ter sido previsível para todos os que não acompanham realities, mas os que acompanham sabem que nem sempre o melhor vence e muitas vezes triunfa quem tem fãs mais empenhados. Portanto, a consagração de Ellen Oléria deve ser comemorada. A cantora de Brasília sempre foi superior aos concorrentes. Sua maestria no palco era vista a cada apresentação, a cada programa, a cada fase. E a vitória de Ellen, com 39% dos votos, ainda merece ser aplaudida, uma vez que se trata de uma quebra de preconceitos, ainda tão presentes em nossa sociedade: venceu uma negra, gorda e lésbica. Venceu a melhor voz do programa! As concorrentes eram de peso e também mereciam. Os índices das demais não foram divulgados, mas, segundo consta na comunidade oficial do programa, Ju Moraes teve 30%; Liah 21% e Maria Christina 10%. Ainda falando das finalistas, fica claro que não é só na teledramaturgia que as mulheres estão se sobressaindo, no meio musical também. Na primeira etapa da final, apenas um homem marcava presença, e na segunda parte foram quatro mulheres as escolhidas para disputar o prêmio.
Entre tantos cantores profissionais que se apresentaram e abrilhantaram o palco do "The Voice Brasil", pode-se dizer que o reality foi um conjunto de acertos. Comprar um formato que faz sucesso em outros países nem sempre é garantia de retorno. Depende da competência de quem adquire. Vide o fracasso do Ídolos na Record, ao contrário do que acontece com