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terça-feira, 14 de abril de 2026

Tudo sobre a coletiva de relançamento de "Guerreiros do Sol" na Globo

 Para marcar a chegada de ‘Guerreiros do Sol’ à TV Globo, elenco, autores, direção e convidados se reencontraram em um evento nos Estúdios Globo, na manhã dessa segunda-feira (13). Eu estive entre os convidados da coletiva, que reuniu elenco e equipe em um clima evidente de felicidade pelo triunfo de um trabalho irretocável. 


Os autores George Moura e Sergio Goldenberg, o diretor artístico Rogério Gomes, o diretor Thomaz Cividanes, a produtora Juliana Castro dividiram o palco com Isadora Cruz, Thomás Aquino, Alinne Moraes, Larissa Bocchino, Ítalo Martins, Vitor Sampaio e Rafa Sieg e dividiram lembranças, curiosidades e bastidores de gravação com o público, uma plateia formada por jornalistas e criadores de conteúdo. A novela estreia no dia 22 de abril, e será exibida, segunda a sexta-feira, após ‘Três Graças’, reafirmando a estratégia multiplataforma da Globo e a força de sua dramaturgia.

Terceira novela original do Globoplay, ‘Guerreiros do Sol’ conquistou público e crítica desde seu lançamento no streaming — onde contou com 45 capítulos — e chega agora à TV Globo carregando um histórico de reconhecimento.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

"Guerreiros do Sol" venceu merecidamente como Melhor Telenovela no prêmio Rose D´Or Awards

 Na noite de hoje, em Londres, o Brasil brilhou mais uma vez no cenário internacional: "Guerreiros do Sol", novela Original Globoplay produzida pelos Estúdios Globo, conquistou o prêmio de Melhor Telenovela no prestigiado Rose d’Or Awards, uma das mais reconhecidas premiações do audiovisual mundial. Os autores George Moura e Sergio Goldenberg e a produtora Juliana Castro representaram a Globo na premiação.


“Nem no maior dos meus delírios, eu poderia imaginar que uma história em torno do Sertão do Nordeste, região de minha origem, poderia me levar a Europa para receber um prêmio de tamanha importância, em uma cerimônia em Londres. Receber o Rose D’or de melhor novela com ‘Guerreiros do Sol’ é uma alegria imensa e uma constatação, que as histórias do mundo do cangaço têm uma universalidade, pois tratam dos desejos e conflitos genuinamente humanos" afirmou o autor George Moura.
 
‘Guerreiros do Sol’ concorreu com as produções alemã ‘Crystal Wall’, britânica ‘EastEnders’, turca ‘Eshref Ruya’, belga Life Happens e espanhola ‘Valle Salvaje’. “Guerreiros é uma novela bem brasileira, nascida da nossa história.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Obra-prima de 2025, "Guerreiros do Sol" foi a melhor novela já feita por uma plataforma de streaming

 Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg formam uma dupla grandiosa e corajosa. São escritores que valorizam a arte da escrita e o bom melodrama, o que pode ser constatado em "Guerreiros do Sol", atual novela do Globoplay, que estava totalmente gravada desde 2023 e só estreou no dia 11 de junho deste ano na plataforma de streaming da Globo. Já foram disponibilizados os 45 capítulos e todos irretocáveis (há spoiler na crítica a seguir). 


A trama bebe da fonte da saga de Lampião e Maria Bonita, entre 1920 e 1930, mas com novos nomes dados aos protagonistas: Josué (Thomás Aquino) e Rosa (Isadora Cruz). O enredo principal é livremente inspirado no livro "Guerreiros do Sol: Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil", do historiador Frederico Pernambucano de Mello, publicado em 1985. E há uma visível liberdade poética na trama, o que proporciona novos arcos que valorizam as figuras femininas, ao mesmo tempo que não resulta em um produto anacrônico, como costuma ocorrer em tantos folhetins de época da Globo. Aliás, é um acerto colocar a Rosa com narradora de uma história tão violenta e dominada por uma guerra entre inúmeros homens.

A narrativa é ágil, mas não há atropelos de acontecimentos e tudo é muito bem construído, tanto nas relações dos personagens quanto na preparação para o aumento da temperatura a cada capítulo, o que resulta em explosões em forma de guerras sangrentas e sempre com várias vítimas.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

"Guerreiros do Sol" mostra uma Globo dos 'bons e velhos tempos'

 A terceira novela produzida pelo Globoplay teve a sua realização em 2023, mas só estreou em 11 de junho de 2025. Quando "Verdades Secretas 2" foi lançada, em 2021, houve a promessa de que a plataforma de streaming da Globo produziria uma novela por ano, o que não foi cumprido. E até hoje não foi explicado o motivo do adiamento da estreia de "Guerreiros o Sol". E nem a razão de terem a nomeado primeiramente como folhetim, depois como série e por último voltando ao conceito de novela. Mas, deixando todas essas questões de lado, o que tem sido visto até agora é um produto de alto nível. 


A trama de George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigida por Rogério Gomes, tem um enredo forte, cenas violentas e impactantes, um elenco repleto de talentos, personagens muito bem escritos, um texto irretocável e uma fotografia de encher os olhos. O que se vê no ar é uma superprodução, onde fica notório o elevado investimento do Globoplay, que na verdade é fruto do capital da emissora aberta. Isso era regra no canal desde o seu surgimento e não por acaso surgiu o termo 'Padrão Globo de Qualidade'.

 No entanto, há muito tempo que o tal padrão deixou de existir, principalmente após a pandemia da covid-19. O corte de custos afetou diretamente o nível da teledramaturgia, que passou a exibir muitas cenas restritas a estúdios e com uma repetição exaustiva de cenários e ambientações, além de muitas cenas mal dirigidas e até editadas.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Tudo sobre a coletiva online de "Guerreiros do Sol", a nova novela do Globoplay

 O Globoplay promoveu a coletiva virtual de "Guerreiros do Sol" na primeira segunda-feira de junho, dia 2, e participaram os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, o diretor Rogério Gomes e os atores Thomás Aquino, Isadora Cruz, José de Abreu, Daniel de Oliveira, Theresa Fonseca, Larissa Góes, Nathalia Dill, Carla Salle, Larissa Bocchino, Marcélia Cartaxo, Marco França, Alice Carvalho, Ítalo Santos, Vitor Sampaio, Rodrigo Garcia e Rodrigo Lelis. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.

George Moura falou de sua novela: "Estamos muito felizes porque 'Guerreiros do Sol' começa a nascer quando a gente divide com vocês esse sonho acalentado e suado em um mergulho profundo no nordeste dos anos 30 e com umas história de amor que acontece durante uma guerra que mostra o Brasil de ontem e o Brasil de hoje. Mostramos a característica do cangaço que é local e nacional. É uma narrativa clássica e narrada pela Rosa. Uma história de amor, de irmãos e de mulheres fortes.. A novela chega com um pé na tradição e com a intenção de renovar a narrativa. O que acho que tem de diferente é que há uma narrativa em que não existe maniqueísmo. Quando nos dias de hoje você olha o passado traz a carga dos dias de hoje. Tudo estará mostrado e problematizado nessa perspectiva. O cangaceiro não será herói e nem bandido". 

Sérgio Goldenberg complementou: "O cangaço é um tema muito importante na transformação do Brasil. A gente reforçou e expandiu o papel das mulheres no cangaço, o que nos fez ter um olhar crítico sobre aqueles tempos violentos de uma sociedade patriarcal. A Rosa funciona como narradora e tem um olhar límpido sobre esse ambiente.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

"Onde Está Meu Coração" é uma série forte e necessária

As gravações de "Onde Está Meu Coração" duraram quase quatro meses e chegaram ao fim em julho de 2019. Desde então, houve uma grande expectativa para a estreia da série. Porém, sempre era adiada para um momento propício. Acabou ficando para 2020, mas veio a pandemia do novo coronavírus e novamente a exibição ficou para depois, mesmo sendo um produto exclusivo para a plataforma de streaming. A produção foi disponibilizada na íntegra na Globoplay em maio de 2021 e teve seu primeiro episódio exibido no dia 3 de maio do mesmo ano, na Globo, após a reprise de "Império". Dois anos depois, entrou para a grade da emissora nesta terça, dia 31, após o "BBB 23". 


A dependência química é uma questão urgente que afeta muitas famílias no Brasil e no mundo, nos dias atuais. A droga não diferencia cor, religião e muito menos classe social. São vidas viradas do avesso e adoecidas, tanto do dependente quanto dos que se relacionam com ele. Tratamento médico especializado e afeto são essenciais na busca da cura. Este é o mote da série escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, autores que já escreveram juntos as primorosas ""O Canto da Sereia" (2013); "Amores Roubados" (2014); o remake de "O Rebu" (2014) e "Onde Nascem os Fortes" (2018).

Dirigida por Luísa Lima (em sua estreia como diretora artística), a série apresenta os conflitos que uma família enfrenta por causa da dependência de drogas da filha primogênita. Na história (ambientada em São Paulo), Amanda (Letícia Colin), uma jovem médica bem-sucedida e idealista, vinda de uma família de classe alta, que se deixa levar pelo prazer fugaz das drogas sem conseguir mais dar conta da sua vida profissional e afetiva.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Onde Está Meu Coração", nova série da Globoplay

 Na última sexta-feira (30/04), a Globo promoveu uma coletiva online da nova série da Globoplay: "Onde Está Meu Coração", escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, dirigida por Luisa Lima. Os autores e a diretora participaram do bate-papo, que também contou com a presença de Letícia Colin (que vive a protagonista Amanda), Fábio Assunção, Daniel de Oliveira e Mariana Lima. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre a produção que estreia na íntegra no serviço de streaming da Globo nesta terça-feira, dia 4 de maio, e teve seu primeiro episódio exibido nesta segunda-feira (dia 3) no canal aberto, logo após o "BBB 21". 

"A escolha da protagonista ser uma médica foi declaradamente dramatúrgica até para mostrar que ela tem conhecimento para entender o funcionamento da droga, mas ainda assim não consegue se livrar. E não é uma série sobre drogas, é uma série de relações familiares e como são afetadas com a droga.", declarou George Moura. Já Sérgio Goldenberg complementou: "A gente viu como as pessoas da classe média escondem a questão do vício. Normalmente a pessoa deixa de existir. Internam numa clínica e evitam falar do assunto." "É uma mulher que tem tudo pra ser feliz e responde a todos os padrões do êxito social, mas ainda assim não consegue", diz a diretora Luisa Lima. 

"Onde Está meu Coração" é uma resposta fisiológica se pensarmos que a protagonista é uma médica (no lado esquerdo do peito), mas pode ser também uma pergunta sobre o direito de ser feliz. "Onde Nascem os Fortes" (minissérie escrita pela dupla em 2018) e "Onde Está Meu Coração" é uma trilogia nossa.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trama densa e entrega do elenco foram as marcas de "Onde Nascem os Fortes"

A supersérie da Globo (nomenclatura adotada pela emissora ano passado para classificar produções das onze) estreou no dia 23 de abril e marcou a volta da bem-sucedida parceria dos talentosos George Moura e Sérgio Goldenberg. Os autores das aclamadas minisséries "O Canto da Sereia" (2013) e "Amores Roubados" (2014) e do primoroso remake de "O Rebu" (2014) retornaram em grande estilo na faixa que os consagraram. "Onde Nascem os Fortes", dirigida brilhantemente por José Luiz Villamarim e Walter Carvalho (outros grandes parceiros dos escritores nos três trabalhos anteriores), esbanjou qualidades do início ao fim.


A história em torno do misterioso desaparecimento de Nonato (Marco Pigossi), irmão gêmeo da protagonista Maria (Alice Wegmann), na fictícia Sertão ----- local repleto de figuras obscuras e complexas ----- foi desmembrado habilmente ao longo dos meses e os escritores presentearam o público com uma produção refinada, onde a entrega do elenco e o enredo denso foram as principais marcas. Aos poucos, foi possível observar que o sumiço do rapaz que provocou uma briga com o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) era apenas a ponta do fio de um novelo bem mais espesso e embaraçado.

Logo no primeiro capítulo ficou claro que o juiz Ramiro (Fábio Assunção) tinha relação no desaparecimento do rapaz em virtude da sua rivalidade com Pedro. No entanto, os escritores resolveram desenvolver a trama em etapas. A primeira foi voltada para a incansável saga de Maria em busca dos responsáveis pelo sumiço de Nonato, declarando guerra a Pedro e deixando a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), desesperada.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Trama de "Onde Nascem os Fortes" é ótima, mas não se sustenta em 53 capítulos

A atual produção das onze estreou no dia 23 de abril. Ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. George Moura e Sérgio Goldenberg criaram um enredo instigante, cujo capricho é observado na fotografia, tomadas de câmera, construção de personagens, direção de José Luiz Villamarim e escalação do elenco. Um conjunto primoroso, sem qualquer dúvida. Entretanto, já está bastante claro que o roteiro não se sustenta em 53 capítulos (número estipulado pela emissora antes mesmo da estreia).


A saga de Maria (Alice Wegmann, totalmente entregue) na fictícia Sertão, iniciada após o sumiço de seu irmão gêmeo (Nonato - Marco Pigossi), despertou logo o interesse de quem assistia. O desespero daquela menina em achar seu grande parceiro de vida envolveu e resultou em intensas cenas na primeira semana de história. A sua relação com Hermano (Gabriel Leone) transbordou química, enquanto a parceria com Cássia (Patrícia Pillar) expôs um genuíno amor entre mãe e filha.

Já o ódio entre a protagonista e o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) --- principal suspeito da morte do rapaz ---- é o grande elemento de tensão da trama, até porque a menina se apaixonou pelo filho do algoz, sendo correspondida.

terça-feira, 24 de abril de 2018

"Onde Nascem os Fortes" tem tudo para honrar a faixa das onze

"Amar, odiar, perdoar. Até onde vai a sua força?". A pergunta sempre presente nas chamadas de "Onde Nascem os Fortes" já deixava clara a intenção da nova trama das onze da Globo: provocar o público através de uma premissa irresistível. Afinal, o ser humano é repleto de camadas muitas vezes difíceis de decifrar, principalmente diante de adversidades. A história que começa a ser contada explora a saga da corajosa Maria (Alice Wegmann), que não mede esforços para encontrar seu irmão gêmeo, o provocador Nonato (Marco Pigossi). E o primeiro capítulo conseguiu apresentar essa intenção com louvor.


George Moura e Sérgio Goldenberg são autores que já viraram "experts" na faixa das 23h. Responsáveis pelas irretocáveis "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014) e "O Rebu" (2014), os dois sabem aproveitar toda a liberdade do horário mais tardio e a dupla ainda segue com a competente direção de José Luiz Villamarim e fotografia de Walter Carvalho, outros profissionais que também fizeram parte das produções mencionadas. Tendo como base o "currículo recente" deles, portanto, a chance da atual trama ser ótima é bastante alta.

Gravada no sertão da Paraíba, a "supersérie" tem o sertão como um dos seus alicerces. Segundo os escritores, é o protagonista do enredo que contracena sem ser filmado. E pela primeira vez a Globo exibirá uma novela (embora insista em não chamar mais assim na faixa das onze) já quase finalizada.

terça-feira, 10 de abril de 2018

"Onde Nascem os Fortes": o que esperar da próxima trama das onze?

Em 2017, a Globo decidiu parar de chamar as produções das 23h de novela, adotando o termo "supersérie". O objetivo é vender melhor no mercado internacional, pois, algumas novelas da faixa, que já são curtas (cerca de 60 capítulos), foram condensadas ainda mais para o exterior. Porém, não poderia ter escolhido o momento pior. Afinal, "Os Dias Eram Assim" foi uma decepção e se arrastou ao longo dos meses com um enredo limitado e repetitivo. Não teve nada de super e nem de série. Todavia, em 2018, isso parece ter mudado. "Onde Nascem os Fortes" tem potencial.


Os autores que escrevem a trama têm um excelente currículo e justamente com enredos destinados a faixas mais tardias. George Moura e Sérgio Goldenberg produziram a elogiada "O Canto da Sereia" em 2013 e a primorosa "Amores Roubados" em 2014, duas minisséries que prenderam a atenção do público mesclando suspense e drama. A dupla ainda escreveu o excelente remake de "O Rebu", em 2014, resultando em uma novela repleta de empolgantes enigmas e personagens sombrios. Três produções irretocáveis. Eles também repetem a parceria com o ótimo José Luiz Villamarim e o competente Walter Carvalho como diretores. Ou seja, a possibilidade de um novo acerto é bem grande.

E o enredo é dos mais interessantes. Uma história cheia de amores impossíveis, ódio e perdão, que se passa no sertão nordestino, em um território onde, às vezes, quem vence é o mais forte e não a lei. A saga de Maria (Alice Wegmann) norteia a trama.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"Amores Roubados", "O Caçador", "O Rebu" e "Dupla Identidade" enriqueceram a faixa das 23h da Globo

Com o ano de 2014 perto de seu fim, é possível constatar que a Globo conseguiu engrandecer sua faixa das 23h com produções que foram verdadeiros presentes para o público. Logo no início do ano, em janeiro, a emissora exibiu a elogiada "Amores Roubados", que deu um bom retorno na audiência. Depois, estreou a ótima série policial "O Caçador", que saiu do ar cedendo lugar para a impecável novela "O Rebu", exibida quatro dias por semana. E, agora, "Dupla Identidade" fecha este ciclo de tramas tão bem elaboradas.


"Amores Roubados" começou sendo exibida logo após a novela das nove, mas com a estreia do "Big Brother Brasil", passou a ir ao ar depois das 23h. Com isso, obviamente, os números do Ibope sofreram uma queda, mas a qualidade não. Escrita por George Moura e dirigida por José Luiz Villamarim, a história de um rapaz que se apaixonava pela filha de um homem poderoso conseguiu prender a atenção e ainda retratou muito bem um lado do nordeste pouco conhecido: o dos ricos empreendedores, através do empresário Jaime Favais (Murilo Benício).

Ambientada em Pernambuco e inspirada no livro "A Emparedada da Rua Nova", a produção contou com um elenco enxuto e de muita qualidade ----- Isis Valverde, Patrícia Pillar, Osmar Prado, Irandhir Santos, Dira Paes, entre outros.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Penúltimo e último capítulos de "O Rebu" honraram todas as qualidades da melhor novela de 2014

O remake de "O Rebu" chegou ao fim na última sexta-feira (12/09) e saiu de cena de forma primorosa. Todos os capítulos da trama de George Moura e Sérgio Goldenberg foram repletos de bons embates, uma boa dose de mistério e um nível de tensão alto. Mas o penúltimo e o último capítulos desta tão instigante obra conseguiram superar todos os outros, encerrando esta produção da melhor forma possível.


Os autores surpreenderam o telespectador ao revelar já no penúltimo capítulo a tão aguardada cena do Bruno (Daniel de Oliveira) levando uma pancada na cabeça e sendo trancado no freezer. Ao invés de esperar o último dia para expor toda a situação do crime, como costuma ocorrer na maioria dos folhetins que usam o recurso do 'Quem matou?', optaram em dividir a revelação em duas partes excepcionais e impactantes.

A primeira parte foi em cima da mensagem de texto que Bruno enviou para Kiko (Pablo Sanábio), pedindo socorro e contando que Duda tinha lhe prendido no freezer, descoberta por Rosa (Dira Paes) e Pedroso (Marcos Palmeira). Esta informação serviu de pretexto para a exibição de uma das cenas mais fortes do remake.

sábado, 13 de setembro de 2014

Com fortes cenas e grandes interpretações, "O Rebu" chega ao fim considerada uma das novelas mais caprichadas da Globo

Após 36 capítulos de muito luxo, qualidade, fortes embates, grandiosas interpretações e uma intensa investigação policial, chegou ao fim "O Rebu", uma das mais caprichadas novelas já produzidas pela Globo. O remake baseado na obra de Bráulio Pedroso impressionou logo no primeiro capítulo e manteve a boa impressão durante toda a sua exibição, prendendo o telespectador através de uma trama instigante, bem entrelaçada e repleta de tipos ambíguos.


Escrita primorosamente por Sérgio Goldenberg e George Moura, a novela teve uma direção impecável de José Luiz Villamarim e uma fotografia de encher os olhos de Walter Carvalho ---- mesma competente equipe de "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados". Todo este belo conjunto foi acrescido de uma gama de personagens cheios de nuances e de um elenco maravilhoso. Para culminar, a trilha sonora era repleta de clássicos nacionais e internacionais. Com tantas qualidades reunidas, ficou difícil não se encantar por esta produção, que engrandeceu o horário das onze.

Aos poucos, foi sendo possível perceber que a história era muito mais que um simples 'Quem matou?'. Os autores fizeram questão de construir um enredo riquíssimo, inserindo fortes dramas na vida de todos os personagens, valorizando automaticamente a interpretação dos atores que fizeram parte deste tão bem escalado time.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

"O Rebu": quem matou Bruno Ferraz?

O mistério de um assassinato sempre desperta interesse em novelas. Algumas tramas tem este recurso como foco central e outras usam o 'Quem matou?' na reta final para dar uma movimentada a mais. No caso de "O Rebu", o crime é o grande protagonista da história e também responsável pela exposição do passado nebuloso de todos os personagens. Com a trama em plena reta final, as investigações da polícia estão cada vez mais avançadas, mas o enigma em torno do criminoso é difícil de ser desvendado.


George Moura e Sérgio Goldenberg desenvolveram muito bem a história e todas as cenas da novela são necessárias para que as peças deste tão complicado quebra-cabeças sejam montadas. E como todos os personagens são ambíguos e complexos, é humanamente impossível descartar qualquer um como o assassino. Mas, obviamente, as pistas que estão sendo deixadas desde o primeiro capítulo ajudam a eliminar alguns perfis e focar mais em outros, ainda que não exista santo na história.

Na versão original, a identidade do corpo só foi desvendada após cinquenta capítulos. A partir de então, começou-se a investigação em torno do responsável pela morte. Já no remake, logo na estreia foi mostrado que Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira) tinha sido a vítima. Porém, a novela é tão bem emaranhada de subtramas, que há muitos outros mistérios em torno do crime.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"O Rebu": uma produção de qualidade inquestionável

A estreia de "O Rebu" foi empolgante. Repleta de luxo, com um grande elenco, personagens ambíguos, trilha sonora impecável, trama instigante e fotografia lindíssima, a novela causou uma ótima primeira impressão em seu primeiro capítulo. E, após algumas semanas no ar, pode-se constatar com bastante tranquilidade que o remake escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg é um produto de qualidade inquestionável.


Dirigida por José Luiz Villamarim, a novela tem apresentado uma sucessão de cenas tensas e muito bem interpretadas, onde se observa claramente a competência do diretor extraindo tudo o que pode deste tão bem escalado elenco. Passada em 24 horas ----- a noite da festa e a manhã seguinte ----- e repleta de flashbacks reveladores, a história é muito mais do que o mistério que cerca o assassinato de Bruno (Daniel de Oliveira). E todos os seus meandros vão sendo apresentados ao público aos poucos, através dos podres dos convidados.

Isso porque todos os personagens têm falhas de caráter e telhado de vidro. Não há ninguém confiável. A novela é engrandecida com vários tipos complexos e ambíguos, onde não se sabe quem tem mais ou menos motivos para temer as investigações da polícia. O único fato concreto é que não há santo na história e nem aquele típico mocinho ou mocinha de folhetim.

terça-feira, 15 de julho de 2014

"O Rebu" estreia esbanjando luxo e qualidade no horário das onze

Após muita expectativa provocada pelas instigantes e impecáveis chamadas, estreou, nesta segunda-feira (14/07), "O Rebu". Escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigido por José Luiz Villamarim e com fotografia de Walter Carvalho (a mesma equipe dos sucessos "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados"), o remake de Bráulio Pedroso apresentou um primeiro capítulo grandioso, repleto de conflitos instigantes e que prendeu a atenção do início ao fim.


Esta primorosa trama foi uma verdadeira revolução na teledramaturgia há 40 anos e pôde-se constatar que continua sendo uma inovação e tanto. Passada em 24 horas, em sequência não cronológica, com conflitos se desenrolando em três tempos (as investigações da polícia, flashbacks de eventos ocorridos durante a festa, e acontecimentos em cima do passado dos personagens), a história de suspense exige atenção máxima do telespectador, especialmente neste remake de luxo, que terá bem menos capítulos do que a obra original ---- 36 ao invés de 112. E obviamente que várias alterações foram feitas, além da escolha da vítima e do assassino.

Logo no primeiro capítulo foi possível observar que os protagonistas mudaram de gênero. Isso porque em 1974, o anfitrião da grande festa, único pano de fundo para a trama, era Conrad Mahler (Ziembiski), que tinha uma relação aparentemente amorosa --- não havia nada claro devido ao período da Ditadura Militar e aos próprios tabus da época --- com seu protegido (Cauê - Buza Ferraz). Agora, a grande anfitriã é Angela Mahler (Patrícia Pillar), que tem uma relação forte e intensa com Duda (Sophie Charlotte), sua filha adotiva, embora nada envolvendo romance homossexual.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"O Caçador": mais uma grande série brasileira que chegou ao fim

Com texto de Fernando Bonassi, Sérgio Goldenberg e Marçal Aquino, "O Caçador" ficou três meses no ar e chegou ao fim na última sexta-feira (11/07). Dirigida por José Alvarenga Jr. e Heitor Dhalia, a série, que contou a história de um policial que passou a viver clandestinamente, após sofrer uma grande injustiça e ter sua vida arruinada, começou já expondo toda a trama do protagonista, deixando os episódios seguintes focados quase que exclusivamente nas investigações que André (Cauã Reymond) fazia com seu trabalho de caçador de recompensas.


A fórmula era parecida com a usada em "Força-Tarefa", excelente série protagonizada por Murilo Benício, que tinha no comando praticamente a mesma equipe de roteiristas e o mesmo diretor (José Alvarenga Jr.). Porém, nesta produção, os dramas do protagonista eram bem mais pesados, assim como as cenas, repletas de terror psicológico e violência. E enquanto as investigações de André, para conseguir provar sua inocência, ficavam em segundo plano, as tramas policiais paralelas engrandeciam o seriado, prendendo  a atenção do público. 

Foram várias situações interessantes e bem desenvolvidas, onde André se colocava em sério risco para cumprir suas missões, em parceria com o também ex-policial Lopes (Aílton Graça), que trabalhava mais na procura de 'clientes' interessados em capturar ou achar alguém.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"O Rebu": o que esperar da próxima novela das onze?

Desde que foi anunciado o remake da instigante novela de Bráulio Pedroso, exibida em 1975, houve uma grande curiosidade a respeito da produção desta história. Afinal, a trama foge do comum e na época foi uma verdadeira revolução na teledramaturgia. Isso porque o folhetim policial se resume em apenas um dia. Justamente o dia onde ocorre um assassinato durante uma festa de luxo, com todos os personagens presentes. A partir do fato, paira a dúvida sobre quem morreu e quem matou.


O instigante enredo desta vez será apresentado em apenas 37 capítulos, ao contrário dos 112 da obra original. E segundo os autores, obviamente para manter o suspense, a vítima será outra e não haverá mistério em cima de 'quem morreu', somente de 'quem matou'. Os 'teasers' do remake, anunciando a chegada de uma grande festa, seguidos de chamadas para lá de atraentes com um elenco grandioso e personagens misteriosos, despertaram interesse e o clima de suspense da obra promete ser um dos grandes atrativos.

Vale lembrar que George Moura foi autor da impecável microssérie "O Canto da Sereia", exibida em 2013, e da excelente minissérie "Amores Roubados", exibida em janeiro deste ano, onde ambas tinham uma boa dose de suspense e um clima de tensão constante.