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sexta-feira, 20 de março de 2026

Samuel de Assis emociona em forte e necessária cena de "Três Graças"

 O capítulo exibido nesta sexta-feira (20/03) de "Três Graças" apresentou uma das cenas mais fortes da trama, ao mostrar o momento em que João Rubens (Samuel de Assis) decidiu colocar um ponto final no casamento com Kasper (Miguel Falabella). A sequência também teve um papel importante ao retratar um casal gay enfrentando conflitos profundos e complexos, como qualquer relacionamento heterossexual, reforçando a naturalidade e a seriedade dessas dinâmicas sem reduzi-las a estereótipos.


A cena em que João decidiu encerrar o casamento com Kasper foi daquelas que transcenderam o drama pessoal e se tornaram um comentário social potente e necessário. O texto já era, por si só, um dos mais contundentes da novela, mas ganhou outra dimensão na forma como Samuel de Assis o conduziu. Houve uma firmeza, uma dor que não explodiu gratuitamente, mas se impôs com lucidez, o que tornou cada palavra ainda mais cortante. Quando João expôs o egoísmo de Kasper, por ter roubado a estátua 'Três Graças' apenas por ego e sem pensar nele em nenhum momento, o conflito deixou de ser apenas conjugal: ele se transformou em um retrato das assimetrias raciais profundamente enraizadas na sociedade.

O texto teve um impacto necessário: 'Quando você é preto nesse mundo, o mundo não espera que você acerte. Ele fica parado ali de espreita, esperando pelo mínimo deslize seu pra poder te rotular, te julgar de bandido, de criminoso, de vagabundo.

sábado, 1 de agosto de 2020

"Toma Lá Dá Cá" é uma reprise bem-vinda, mas no horário errado

Sucesso entre 2007 e 2009, o "Toma Lá Dá Cá" foi visto pelo grande público como uma espécie de nova versão do "Sai de Baixo", fenômeno exibido entre 1996 e 2002 na Globo. Isso porque há uma clara similaridade nos formatos: ambos com famílias repletas de figuras pitorescas e presença de plateia nas encenações. A produção que inspirou as duas, vale lembrar, foi a clássica Família Trapo, de 1960, exibida pela então TV Record. E os telespectadores desejavam a reprise da história criada e escrita por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa há muito tempo. A Globo finalmente atendeu ao pedido.


A emissora passou a reprisá-la neste sábado, dia 1º de agosto, na chamada "Sessão Comédia", substituindo a "Sessão de Sábado" e para algumas afiliadas entrando no lugar de "O Melhor da Escolinha". É verdade que "Toma Lá Dá Cá" já vem sendo reprisado no Canal Viva desde abril de 2012, mas obviamente o alcance da televisão aberta é muito maior. E a turma do condomínio Jambalaya Ocean Drive deixou uma marca na comédia nacional através de personagens até hoje lembrados e piadas certeiras que seguem atuais.

A série vale a pena ser revista por várias razões, entre elas o elenco primoroso. Miguel Falabella, Stella Miranda, Adriana Esteves, Arlete Salles, Alessandra Maestrini, Diogo Vilela, Marisa Orth e Fernanda Souza foram os principais destaques da história e os perfis refletem com perfeição a classe média alta brasileira, muitas vezes tão controversa.

domingo, 8 de julho de 2018

Apesar dos exageros, "Show dos Famosos" virou um bom quadro do "Domingão do Faustão"

Baseado no formato original "Your Face Sounds Familiar", o "Domingão do Faustão" estreou o "Show dos Famosos" em  2017 e ficou claro que o quadro era uma boa ideia mal executada. Apesar das várias críticas a respeito das caracterizações exageradas e muitas vezes nada parecidas com os artistas homenageados, o programa insistiu na proposta e exibiu a segunda temporada em 2018, que chegou ao fim neste domingo (08/07). E pode-se constatar que, entre erros e acertos, o show funciona como entretenimento e apresentou uma sensível melhora.


Basicamente, todo o esquema da primeira temporada foi mantido. Oito participantes participaram da disputa e quatro se apresentaram em cada domingo. Porém, ao contrário do ano passado, não houve vencedor em cada rodada. Ou seja, quem se saía melhor e ocupava o primeiro lugar no dia da sua apresentação não levava troféu. A não eliminação, todavia, se manteve, implicando em uma acumulação de pontos. Silvero Pereira, Naiara Azevedo, Sandra de Sá, Paulo Ricardo, Helga Nemeczyk, Mumuzinho, Tiago Abravanel e Alessandra Maestrini foram os selecionados da segunda edição e vários deles fizeram bonito.

Alessandra foi a que mais se destacou na voz, fazendo jus ao seu reconhecido trabalho em musicais. Sua potência vocal impressionou, mas infelizmente não conseguiu ser finalista. Tiago honrou o que se esperava dele e chegou à final com méritos, embora tenha tropeçado em algumas apresentações. Mumuzinho foi outro grande competidor e a imitação da maravilhosa Alcione o transformou em favorito.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

"Brasil a Bordo" é um amontoado de bobagens nada engraçadas

Prevista para estrear em 2017, "Brasil a Bordo" acabou adiada em virtude do trágico acidente envolvendo o avião que levava o time da Chapecoense, ocorrido no final de 2016 ----- afinal, explora uma companhia aérea. Ano passado, porém, a Globo disponibilizou os doze episódios da trama na Globo Play e só agora, dia 25, a emissora estreou a produção em sua grade, logo após o "Big Brother Brasil 18".


A história é simples: a Piorá Linhas Aéreas é uma empresa prestes a falir que consegue a autorização de um juiz para continuar funcionando, desde que passe o poder a um conselho de funcionários. A dona do 'negócio' é a plastificada e fútil Berna (Arlete Salles) e seu marido, o bon vivant Otávio (Luis Gustavo), era o presidente da companhia. A família chegou a viver tempos de luxo no passado, mas agora precisa lidar com contensão de custos (vide a mansão caindo aos pedaços e com reformas inacabadas).

Quase todos os funcionários são integrantes da própria família, como os cunhados Vadeco (Miguel Falabella) e Durval (Marcos Caruso), os comandantes do único avião da empresa. Os dois são separados e moradores da mansão. Um vive buscando cinquentonas na internet e o outro dorme com uma boneca inflável.

domingo, 2 de julho de 2017

"Show dos Famosos" foi uma boa ideia mal executada

O "Domingão do Faustão" estreou um novo quadro em abril, ficando quase três meses no ar: o "Show dos Famosos". O formato é da empresa Endemol --- responsável por vários produtos de sucesso,como o "BBB" ---, cujo título original é "Your Face Sounds Familiar". O SBT chegou a exibir uma temporada dessa espécie de show de talentos em 2014, chamando de "Esse Artista Sou Eu." Na época chegou a fazer um relativo sucesso, embora não tenha tido continuidade. Como Silvio Santos não manteve os direitos, a Globo comprou o produto e transformou em quatro do Faustão, tendo como juri Cláudia Raia, Silvio de Abreu e Miguel Falabella.


O show se resume em uma disputa com oito candidatos, divididos em duas rodadas: quatro por domingo. Não há eliminação, sempre tendo um vencedor em cada domingo. Mas, todos vão acumulando pontos e na grande final somente os três melhores participam e um vencedor é eleito. Os participantes escolhem cantores nacionais ou internacionais para imitar, homenageando os artistas. Obviamente, foram selecionados para o quadro atores que cantam e cantores profissionais. Eriberto Leão, Fafá de Belém, Ícaro Silva, Samantha Schmutz, Emanuelle Araújo, Enzo Romani, Nelson Freitas e Luiza Possi foram os escolhidos para a missão.

Para ajudá-os nos números musicais, todos contaram com o suporte do preparador vocal Felipe Habib, da fonoaudióloga Maria Silvia Siqueira Campos, da preparadora de elenco Cris Moura, do coreógrafo Sylvio Lembruger e da produção musical de Simoninha e Jairzinho. Entretanto, mesmo com tantos auxiliares e profissionais envolvidos, o resultado deixou bastante a desejar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Vídeo Show" finalmente reencontra o seu DNA

Um dos programas mais longevos da Globo é o "Vídeo Show". Está no ar há 34 anos. Um período bastante respeitável. Porém, uma atração que fica tanto tempo na grade acaba sofrendo um natural desgaste. E o formato vespertino vinha sofrendo bastante nos últimos anos. A mudança mais drástica e reprovável foi quando Zeca Camargo assumiu a função de apresentador. Nada deu certo. Mas, felizmente, houve uma grande melhora com a escolha de Monica Iozzi e Otaviano Costa como apresentadores, embora o conteúdo tenha continuado equivocado e longe das origens. A saída de Monica foi um banho de água fria no ressurgimento do programa, que havia voltado a ter uma boa resposta do público. Só que aos poucos tudo foi se acertando.


Apesar do erro de Maíra Charken na bancada, fracassando na missão de substituir Monica, a direção foi fazendo um rodízio de apresentadores até efetivar Joaquim Lopes ao lado de Otaviano. Era isso, aliás, que deveria ter sido feito desde a saída dela. Os dois sempre tiveram entrosamento de sobra, formando uma boa dupla. Agora o programa vem sendo muito bem comandado por eles, que claramente se divertem na bancada e têm intimidade para brincadeiras entre as matérias, sem que as mesmas pareçam forçadas ou artificiais. Ou seja, o problema na apresentação havia sido solucionado com sucesso. Só faltava mesmo o conteúdo. Entretanto, não falta mais.

O formato trouxe de volta o DNA que o consagrou. O foco das matérias voltou a ser os bastidores das produções da emissora e da televisão, deixando de lado reportagens inúteis sobre cantores sertanejos e celebridades. O "Novelão da Semana" se firmou de vez e agora é apenas "Novelão", pois não há mais uma duração específica, dependendo do folhetim em questão.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

"Pé na Cova" mesclou humor negro e melancolia com eficiência

A série de Miguel Falabella ---- escrita em parceria com Artur Xexéo, Antônia Pellegrino, Flávio Marinho, Alessandra Poggi e Luís Carlos Góes, dirigida por Cininha de Paula ---- estreou em janeiro de 2013. A produção provocou um estranhamento inicial pela quantidade de tipos caricatos e ausência de um enredo que despertasse atenção. No entanto, essa primeira impressão durou pouco. Com o tempo, foi ficando claro que o maior atrativo era justamente aquela turma nada normal, além do texto repleto de boas tiradas e muito humor negro.


A excêntrica família do subúrbio era composta por várias figuras tragicômicas e o pano de fundo da história não poderia ter sido mais apropriado: uma funerária, a "F.U.I" (Funerária Unidos do Irajá). Ruço (Miguel Falabella) herdou o negócio do pai e passou por muitos perrengues para se sustentar. Sua ex-esposa --- que na verdade sempre foi atual ---, Darlene (Marília Pêra), era a maquiadora dos defuntos, enquanto uma das melhores amigas da família (a esquizofrênica Luz Divina - Eliana Rocha) exercia a função de carpideira.

Os três sempre foram os grandes destaques da série. Os personagens eram os melhores e mais ricos, além de mais engraçados. Ruço vivia proferindo ensinamentos que achava ser de Shakespeare e costumava rir da própria desgraça. Darlene era uma alcoólatra que não largava o copo de gim e ainda vivia com seu cigarrinho na boca.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Os 20 anos do inesquecível "Sai de Baixo"

No dia 31 de março de 1996, há exatos 20 anos, estreava um dos mais icônicos humorísticos do país: o "Sai de Baixo". A atração deixou sua marca nas noites de domingo e nunca mais uma outra produção ficcional conseguiu repetir o êxito do sitcom, que ficou no ar até março de 2002. A equipe de redação contou com vários nomes conhecidos e que muitas vezes se revezavam em pequenos grupos: Maria Carmem Barbosa, Miguel Falabella, Rosana Hermann, Euclydes Marinho, Lícia Manzo, Aloísio de Abreu e Laerte eram alguns dos principais roteiristas que criavam as tramas bastante farsescas. Já Dennis Carvalho, Jorge Fernando e José Wilker foram os diretores mais conhecidos do formato.


A ideia surgiu de Luis Gustavo, o intérprete do inesquecível Vavá. O ator apresentou para Daniel Filho o formato de um programa de televisão gravado em um teatro, com plateia. O objetivo era incorporar na atração todos os imprevistos e improvisos, comuns durante um espetáculo teatral ou na época em que produções de tevê eram feitas ao vivo. A história ficaria voltada para uma família de classe média paulista que viveria em constante crise financeira. E a estrutura do sitcom já havia sido explorada no bem-sucedido "Família Trapo", na década de 60. Ou seja, era uma espécie de 'volta às origens', mas de maneira renovada.

Daniel Filho gostou da ideia e trabalhava como produtor independente na época. Tanto que chegou a oferecer o projeto para o SBT, mas a emissora de Silvio Santos negou. O diretor, então, enviou o planejamento para a Globo que topou na hora. E a decisão, como já é de conhecimento de todo o país, foi mais do que acertada.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"Pé na Cova" representa uma última homenagem a Marília Pêra

A grande Marília Pêra se foi em dezembro de 2015. A sua morte ainda é difícil de ser encarada, afinal, era uma das mais versáteis e representativas atrizes brasileiras. O mundo das artes sentirá sempre a sua ausência, apesar do rico legado que deixou. Entretanto, o público tem conseguido matar um pouco da saudade desta respeitada profissional através de "Pé na Cova", série de Miguel Falabella, escrita juntamente com Artur Xexéo, Antonia Pellegrino, Flavio Marinho, Alessandra Poggi e Luis Carlos Góes, dirigida por Cininha de Paula.


A produção estreou em janeiro de 2013 e a última novela de Marília havia sido "Aquele Beijo", em 2011, justamente escrita pelo amigo e parceiro Miguel Falabella. Ela brilhou na pele da refinada Maruska, dando aquele show costumaz ao longo da trama. Embora o folhetim tenha sido fraco, o papel da atriz era um dos melhores e ele soube valorizá-la como merecia. E o autor, dois anos depois, deu para a colega um perfil completamente distinto de quase tudo o que ela fez na televisão nesta série de humor negro, tão bem escrita.

A Darlene é uma suburbana cafona que não tira o cigarro da boca e nem o copo de gim da mão. Sua profissão é bem peculiar: maquiadora de defuntos da funerária do ex ---- a F.U.I (Funerária Unidos do Irajá). Ignorante, ela costuma proferir inúmeras pérolas, fazendo uma ótima dupla com o ex-marido, o Ruço (Miguel Falabella).

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Após período turbulento, "Vídeo Show" tenta voltar aos bons tempos e acerta com as novas mudanças

Há tempos que o "Vídeo Show" enfrenta uma maré turbulenta. Todas as alterações feitas no programa ao longo destes anos não surtiram o efeito esperado e só pioraram o que já estava ruim. Porém, uma luz no fim do túnel pôde a ser vista na estreia de uma nova fase da atração, que começou a ser exibida nesta segunda-feira (09/04). O formato sofreu novas mudanças e desta vez parece que as medidas tomadas deixaram o conjunto bem mais atrativo.


Zeca Camargo (que definitivamente não se deu bem na atração) foi desligado e efetivaram Otaviano Costa na apresentação --- que já vinha ocupando este posto há uns meses. Mas, agora há uma bancada, igual a dos telejornais da emissora, onde ele comanda o programa ao lado de Monica Iozzi, uma das melhores surpresas desta nova fase. Ela também virou apresentadora fixa e, por tudo o que vem mostrando, ficará muito tempo no posto.

Outra mudança foi a volta do 'ao vivo', experiência testada (sem sucesso) na época que André Marques, Ana Furtado, Fiorella Matheis, Geovanna Tominaga e Luigi Baricelli apresentaram a atração. Com este formato de telejornal e tendo dois 'âncoras' que se saem bem no improviso, transmitir o conteúdo em tempo real foi um acerto e tanto.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Sexo e as Negas" não mereceu as acusações de racismo, mas foi uma série desinteressante e esquecível

Foram três meses no ar e muitas acusações. "Sexo e as Negas" chegou ao fim nesta terça-feira (16/12) e ficará marcada como a produção responsável por uma sucessão de ataques injustos ao autor Miguel Falabella. Isso porque a história escrita por ele, e dirigida por Cininha de Paula, foi acusada por vários grupos e organizações de ser racista e tratar os negros de forma pejorativa. Mas quem viu a trama pôde constatar o quanto que estas acusações foram infundadas.


A história era uma espécie de paródia do conhecido seriado americano "Sexy and the City" e contou a história de quatro mulheres negras, moradoras da Cidade Alta, em Cordovil, que batalhavam para ganhar a vida e enfrentavam vários dilemas amorosos. As protagonistas Lia, Tilde, Zulma e Soraia foram muito bem interpretadas por Lilian Valeska, Corina Sabbas, Karin Hills e Maria Bia, que além de atuar também tinham que cantar, sempre nos finais dos episódios. As quatro se saíram muito bem. 

O elenco era predominantemente negro e foi ótimo ver tantos atores que precisavam desta oportunidade valorizados pelo autor. Aliás, Miguel sempre costuma escalar muitos negros para suas novelas e séries, o que apenas reforça a injustiça das acusações feitas contra ele. Na série, houve uma preocupação em retratar vários problemas enfrentados por mulheres independentes e negras.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Sexo e as Negas" tem uma proposta interessante, mas história e personagens deixam a desejar

Após muita polêmica levantada por questões envolvendo racismo ----- várias organizações enviaram manifestos à Globo questionando o título da produção e alegando preconceito racial na abordagem da mulher negra na sociedade -----, estreou nesta terça-feira (16/09), "Sexo e as Negas", nova série de Miguel Falabella, que faz uma paródia suburbana do seriado americano "Sexy and the City".


O universo das protagonistas é a Cidade Alta, em Cordovil, local onde Lia (Lilian Valeska), Zulma (Karin Hills), Soraia (Maria Bia) e Tilde (Corina Sabbas) moram e se divertem, enquanto não encontram um amor para chamar de seu. As quatro são amigas inseparáveis, trabalhadoras e sempre batem ponto no bar de Jesuína (Cláudia Jimenez) para colocar a conversa em dia e desabafar sobre os problemas.

Lia é a mais velha, tem 38 anos, uma filha de 21 e uma neta de 8. Vive às voltas com o ex-marido contraventor (Alaor, vivido por Marcos Breda) e apesar dos problemas tenta ser feliz. Zulma é liberal, trabalha como camareira no teatro e é braço-direito de uma atriz famosa (Leonor, interpretada por Bia Nunnes).

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Bons personagens, elenco talentoso e texto sarcástico seguem sendo os pontos fortes de "Pé na Cova"

A terceira temporada de "Pé na Cova" chegou ao fim nesta terça-feira (08/07) fazendo o mesmo sucesso das duas anteriores. E devido ao bom retorno da audiência, a Globo já garantiu a quarta temporada para janeiro de 2015. O fato da história escrita por Miguel Falabella ---- tendo colaboração de Artur Xexéo, Antonia Pellegrino, Alessandra Poggi, Flávio Marinho e Luiz Carlos Góes ----- ter estreado em janeiro de 2013 e ainda estar no ar é um feito e tanto, principalmente em um período onde a emissora tem evitado produzir séries muito longas, com exceção de "A Grande Família" (em seu último ano) e "Tapas & Beijos".


Mas na terceira temporada ficou mais evidente que o que sustenta a série é o texto. Repleto de críticas subliminares, acidez, deboche, escárnio e muito trocadilhos em torno dos erros de português dos personagens, a história diverte ao mesmo tempo que faz refletir a respeito de muitas mazelas sociais e problemas sócio-culturais do país. Este é o ponto forte da produção  e o maior merecedor de elogios. Miguel Falabella é um gênio da escrita e comprova isso sempre que se propõe a escrever um seriado cômico ou uma novela (gênero que segundo ele nunca mais irá se aventurar).

E obviamente que o elenco muito bem escalado (que foi crescendo ao longo das temporadas) é outro ponto forte de "Pé na Cova". Sabrina Korgut (Adenóide), Lorena Comparato (Abigail), Luma Costa (Odete Roitman), Mart`nália (Tamanco), Falabella (Ruço), Maurício Xavier (Marcão/Marcassa), Alexandre Zacchia (Juscelino), Karin Hills (Soninja), Karina Marthin (Giussandra), Marcelo Picchi (Deputado Sebonetti),

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Caio Castro, teatro, polêmica e uma declaração infeliz

A reprise da entrevista que Caio Castro concedeu a Marília Gabriela causou um reboliço no meio artístico. O programa já tinha sido exibido ano passado, mas a declaração infeliz do ator passou despercebida. Quando a atração foi reprisada recentemente, Ingrid Guimarães mostrou indignação com a declaração do rapaz ----- ele disse não gostar de ir ao teatro e que só lê por obrigação para ficar 'antenado', caso alguém lhe faça alguma pergunta. A partir de então, a polêmica foi iniciada.


Ingrid fez questão de dizer: "Me espanta ver como alguns jovens atores se distanciam cada vez mais da essência da profissão e fazem dela um grande negócio. São eles que vão provar que nesta profissão é melhor abrir casas noturnas e restaurantes do que perder um fim de semana de sol no teatro." Miguel Falabella apoiou a indignação da atriz e não poupou palavras ao falar de Caio: "Não interessa saber quem é. Esse tipo de gente não interessa e ponto. Você só erra quando o chama de ator, querida. Não é ator, é desinibido."

E outros grandes nomes também fizeram questão de repudiar a declaração do rapaz, como Pedro Paulo Rangel: "Chocante, triste, um absurdo, mas absolutamente natural com estes tempos que nos deram pra viver. Por que o espanto? Não sei quem é a anta, e nem me interesso em saber, mas me regozijo em não tê-la

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Globo mira no saudosismo e acerta em cheio com a exibição dos especiais do "Sai de Baixo"

Para substituir a segunda temporada de "Revenge", a Globo resolveu apostar na exibição dos quatro episódios inéditos do "Sai de Baixo", gravados em junho para o especial de aniversário do Canal Viva. E levando em consideração os índices de audiência alcançados e a alegria que provocou no público saudosista, essa foi uma das decisões mais acertadas da emissora carioca nesse ano.


Após a exibição das duas temporadas de "Revenge", a Globo resolveu mirar no saudosismo através da volta do passado glorioso dos finais de domingo. Afinal, a partir de 1996, o telespectador tinha a obrigação de ver as confusões da família do Arouche antes de pensar que a segunda-feira estava chegando. Não foi por acaso que a atração virou um fenômeno, permanecendo no ar até 2002.

O humor politicamente incorreto, os improvisos, a burrice aguda de Magda (Marisa Orth), o preconceito de Caco Antibes (Miguel Falabella), a arrogância de Cassandra (Aracy Balabanian), o ar conciliador de

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Sai de Baixo Chatice" mata a saudade do público e sai de cena como um dos grandes acertos do Canal Viva

Na última terça (02/07), foi ao ar o quarto e último episódio inédito de "Sai de Baixo". O especial com quatro episódios de um dos melhores humorísticos da televisão brasileira chegou ao fim comemorando os três anos do Canal Viva e o imenso sucesso que essa iniciativa proporcionou. O público estava morrendo de saudades de Caco Antibes (Miguel Falabella), Neide Aparecida (Márcia Cabrita), Vavá (Luis Gustavo), Cassandra (Aracy Balabanian) e Magda (Marisa Orth), e demonstrou esse sentimento prestigiando a volta do programa na televisão e disputando os convites que foram distribuídos para convidados e telespectadores.


Ideia de Letícia Muhana, diretora do Viva, o retorno da turma do Arouche foi um verdadeiro presente para os fãs e saudosistas. Apesar das inúmeras dificuldades, Letícia conseguiu convencer Falabella (que também era roteirista da atração) a entrar de cabeça nessa 'loucura'. Apesar de estar envolvido em inúmeros trabalhos (incluindo a série "Pé na Cova"), Miguel ainda dispôs seu tempo para colocar no papel o roteiro sobre a volta dessa família. Roteiro esse que ele já tinha na cabeça; ou seja, apesar de nunca ter cogitado esse retorno até então, havia uma esperança na cabeça do intérprete do impagável Caco.

Após quatro programas exibidos, todos excelentes e hilários, ficou claro que a iniciativa foi mais do que acertada. O risco de trazer de volta uma atração tão bem-sucedida e manchá-la com um fracasso era iminente. Um exemplo recente foi o remake de "Guerra dos Sexos". Apesar de ter sido uma novela muito agradável, o

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ao exibir um episódio musical, "Pé na Cova" ousa no fim de sua primeira temporada

O último episódio da temporada de "Pé na Cova" foi ao ar nessa quinta-feira (20/06). Já com uma segunda temporada garantida em outubro, a série apenas se despediu temporariamente. Mas a despedida foi em grande estilo. Tendo como base os formatos musicais (como a americana "Glee", por exemplo), a produção de Miguel Falabella e Artur Xexéo ousou ao exibir para o público um capítulo repleto de música e muita dança.


O final da primeira temporada funcionou como uma espécie de reflexão sobre a série. Colocando o elenco para cantar, os roteiristas fizeram uma nova apresentação para o telespectador. Comentaram sobre o Irajá (bairro onde se passa a trama), falaram dos personagens e sobre a própria história e evolução deles. Dessa vez a comédia ficou quase toda de lado e a beleza da simplicidade das cenas, quase todas cantantes, se fez presente. Os números musicais foram todos ótimos, especialmente o momento em que foi possível ver o grandioso desempenho de Marília Pêra soltando sua linda voz. Sem dúvida foi uma grande ousadia produzir um episódio como esse, ainda mais levando em consideração a raridade desse tipo de formato em produções nacionais.

"Pé na Cova" cumpriu bem o papel de entreter e divertir. Ainda lançou críticas sociais abusando das frases politicamente incorretas e dos deboches, normalmente com personagens rindo de si mesmos. Embora não seja um humor abrangente e muitas vezes desagrade parte dos telespectadores justamente pela

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Canal Viva comemora três anos e presenteia o público com a volta do inesquecível "Sai de Baixo"

Para comemorar os três anos do Viva, o canal a cabo resolveu presentear o telespectador com quatro episódios inéditos de um programa que até hoje é lembrado: o "Sai de Baixo". Desde que começou a ser reprisado pela emissora, o humorístico, que conta a vida de uma hilária família falida do Arouche, não demorou muito para entrar na lista de atrações mais vistas do canal. Caco Antibes, Cassandra, Edileusa, Neide, Ribamar, Vavá e Magda nunca saíram da memória do público e a comprovação desse carinho pôde ser vista na estreia do primeiro episódio inédito exibido na última terça-feira (11/06).


Intitulado como "Sai de Baixo Chatice", o programa voltou se adequando aos novos tempos. Se aproveitando da nova 'PEC das domésticas', Neide Aparecida (Márcia Cabrita) enriqueceu após processar uma ex-patroa e comprou o apartamento do Arouche. Vavá (Luis Gustavo), aliás, perdeu o apartamento por não pagar o condomínio. O episódio se inicia quando os moradores do Largo do Arouche, que não se reúnem há 11 anos, recebem um convite anônimo para um jantar no apartamento onde viveram. Caco (que havia sido preso na Dinamarca), Vavá (que estava na Floresta Amazônica), Magda (que, depois de deportada, morava no aeroporto) e Cassandra (que estava morando na casa de uma tia pão-dura) aceitam o convite movidos pela curiosidade. Ao chegarem no local, se chocam quando vêem a antiga empregada como a nova proprietária do imóvel. Porém, apesar do susto, como estão todos falidos, acabam aceitando o convite da nova ricaça para morar de favor no antigo endereço. Entretanto, no final do episódio, graças ao golpe dado por Caco, Neide volta a ser pobre e o apartamento retorna para as mãos da família. Em suma: o "Sai de Baixo" está de volta.

E o retorno dessa inesquecível turma foi fantástico. O telespectador matou as saudades das piadas politicamente incorretas do Caco sobre a pobreza (agora envolvendo a famigerada classe C), das imbecilidades ditas pela Magda, dos improvisos de Miguel Falabella, do riso frouxo de Aracy Balabanian e

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eliana Rocha se destaca na pele de Luz Divina em Pé na Cova

Ela tem uma longa carreira mas é pouco conhecida do grande público. Com várias peças teatrais no currículo, Eliana Rocha é uma atriz que sempre teve um carinho especial pelo teatro e fez pouquíssimas participações na televisão. Sua última aparição na telinha foi em "Negócio da China" (2008), vivendo Luli, a mãe do mocinho interpretado por Fábio Assunção. Com o término da novela, a atriz ainda fez uma ponta em um episódio de "Toma lá dá cá", mas acabou 'sumindo' novamente. Agora, passado alguns anos, ela vem se destacando na pele da descompensada Luz Divina em "Pé na Cova".


A hilária carpideira logo se destacou no primeiro episódio da série de Miguel Falabella. A partir daquele momento já tinha ficado claro para o telespectador que ela seria um dos pontos altos da história. E realmente é. Luz Divina é a responsável pela frases mais absurdas do seriado, quase sempre voltadas para a sexualidade, e Eliana Rocha está impagável na pele da personagem.

"Pé na Cova" é uma série com vários tipos bizarros e todos eles são responsáveis por diálogos inspirados, entretanto, mesmo contracenando com tantos bons atores vivendo ótimos personagens, a atriz consegue se

quarta-feira, 20 de março de 2013

Vídeo Show: 30 anos contando a história da televisão

Hoje uma das atrações mais antigas da Rede Globo completou 30 anos no ar. Ao estrear no dia 20 de março de 1983, o "Vídeo Show" tinha como objetivo mostrar os bastidores das novelas e dos programas da emissora. Objetivo esse que se mantém até hoje. Porém, à medida que os anos foram passando, além de exibir curiosidades sobre as gravações, a atração acabou se transformando em um grande arquivo da televisão.


Para comemorar o aniversário do programa houve uma mudança no cenário. Ana Furtado e André Marques agora ficam atrás de duas bancadas, lembrando um telejornal, mas com mesas de frente uma para outra. O colorido passou a predominar e elementos de rádio e televisão passaram a decorar o ambiente. Além disso chamaram duas figuras que viraram marcas da atração: Miguel Falabella e Cissa Guimarães.

Apesar de ter contado com vários apresentadores desde que estreou, é fato que Miguel foi o que mais se destacou no posto. E a carismática Cissa foi a melhor repórter que o "Vídeo Show" já teve, fazendo uma dobradinha ótima com