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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Com mais de cento e setenta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Alinne Moraes. 

 Bárbara foi uma das personagens mais complexas de "Um Lugar ao Sol". Embora algumas atitudes parecessem de uma vilã, a patricinha vivia uma avalanche de sentimentos e tinha uma relação tóxica com Christian/Renato. Alinne esteve irretocável em cena e sua parceria com Cauã Reymond, Ana Beatriz Nogueira e Ana Baird foi incrível. 



2- Alanis Guillen.

A Juma Marruá do remake de "Pantanal" tinha que ser dela. A atriz teve um trabalho de composição fantástico e fugiu do elevado risco de cair na caricatura. A menina-onça que vivia com 'reiva' foi defendida com brilhantismo e a atriz saiu gigante da novela. Um reconhecimento que estava merecendo desde sua estreia na última temporada de "Malhação"

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Brilhante como Heloísa, Paloma Duarte rouba a cena em "Além da Ilusão"

 A novela das seis da Globo apresenta um elenco de peso. São vários nomes talentosos que compõem o time escalado pela autora Alessandra Poggi e pelo diretor Luiz Henrique Rios. Entre tantos bons destaques, há uma personagem que engrandeceu "Além da Ilusão" logo que surgiu em cena e segue até agora despertando uma boa atenção de quem assiste graças ao atrativo arco dramático e ao desempenho de sua intérprete: Paloma Duarte. 


Heloísa se mostrou um perfil interessante logo na primeira semana da novela. Isso porque Afonso (Lima Duarte em uma luxuosa participação especial) deu a neta, Clara, para adoção e nunca contou sobre o paradeiro da criança para a filha. Em seu leito de morte resolveu expor tudo o que sabia, mas faleceu pouco antes de falar. A cena foi forte e Paloma deu um show ao lado de seu avô da vida real. Helô sempre carregou essa dor, jamais perdoou o pai e até hoje nutre a esperança de encontrar a herdeira. 

Recentemente, o público ficou sabendo de outro ótimo 'plot' do roteiro: a filha de Heloísa é fruto de um abuso sofrido ainda em sua adolescência, quando Matias (Antônio Calloni), então casado com Violeta (Malu Galli), a seduziu.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Com um final desrespeitoso e deprimente, "Malhação - Toda Forma de Amar" foi uma completa decepção

Emanuel Jacobina foi um dos criadores de "Malhação" em 1995. Portanto, pela lógica, o autor deveria ser um dos maiores entendedores do longevo seriado adolescente da Globo. Porém, lamentavelmente, não é uma verdade. A última temporada merecedora de elogios do escritor foi a de 2010, que inaugurou a era de "subtítulos". Embora não tenha aparecido no crédito, a fase era chamada de "Malhação - Cidade Partida", protagonizada por Pedro (Bruno Gissoni) e Catarina (Daniela Carvalho). Já as temporadas "Seu Lugar no Mundo" (2016) e "Pro Dia Nascer Feliz" (2017) foram péssimas. A chance de voltar aos bons tempos e se redimir era com "Malhação - Toda Forma de Amar". Não deu.


A temporada, que chegou ao fim antecipadamente nesta sexta-feira por conta do encerramento das gravações em virtude da pandemia do coronavírus, tinha tudo para ser um sucesso de público e crítica. Jacobina usou a premissa da primorosa "Malhação - Viva a Diferença", escrita por Cao Hamburger, para tentar emplacar um êxito semelhante: o vínculo de amizade entre adolescentes surgido diante uma situação de grande adrenalina. Mas não era um encontro no metrô com uma das meninas entrando em trabalho de parto e, sim, um sequestro (que culminou em assassinato) presenciado por seis jovens em uma van. E todos esses adolescentes carregavam dramas aparentemente bem construídos.

Rita (Alanis Guillen), Guga (Pedro Alves), Anjinha (Caroline Dallarosa), Jaqueline (Gabz), Raíssa (Dora de Assis) e Thiago (Danilo Maia) estabeleceram um elo depois que viram Zé Carlos (Peter Brandão) ser levado diante de seus olhos. E a amizade foi crescendo à medida que as investigações sobre o assassinato do menino avançavam.

terça-feira, 31 de março de 2020

Paloma Duarte emociona na reta final de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A última semana de "Malhação - Toda Forma de Amar" não iria ao ar agora. Estava prevista para o final de maio. Mas, por conda da pandemia do coronavírus, a Globo resolveu encerrar as gravações dos Estúdios Globo semana passada. Assim, o desfecho da atual temporada foi antecipado. Emanuel Jacobina deixou tudo para o final e sua história será muito prejudicada. Que sirva de lição para seu próximo trabalho: não enrolar o público atrasando quase todos os acontecimentos relevantes. Ao menos os capítulos da reta final têm valorizado o talento de Paloma Duarte.


O último trabalho da atriz na Globo havia sido na fraca "Começar de Novo", novela de Antônio Calmon, exibida em 2004. Migrou para a Record em 2006 e lá fez cinco novelas: "Cidadão Brasileiro" (2006), "Luz do Sol" (2007), "Poder Paralelo" (2009), "Máscaras" (2012) e "Pecado Mortal" (2013). Brilhou em todas. Voltou para a emissora que a lançou --- em "Armação Limitada" (1988) --- justamente na atual "Malhação". E tinha tudo para ser um de seus melhores trabalhos.

Infelizmente, não foi o que aconteceu. Lígia era uma das principais personagens do enredo e Paloma logo se destacou no início da trama. Todo o contexto da adoção da filha biológica de Rita (Alanis Guillen) resultou em bons embates nos tribunais que ajudaram a atriz a crescer em cena junto da colega, ainda iniciante, Alanis.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Máscaras: terminou um dos maiores fracassos da Rede Record

Nesta terça-feira (2/10), foi exibido o último capítulo da problemática novela da Record.  Muito provavelmente a trama que será a última do grande Lauro César Muniz, "Máscaras", saiu de cena sendo um dos maiores fracassos da emissora, tendo derrubado a audiência do horário e obtendo uma média geral de 6 pontos no Ibope.


Assim que estreou, o telespectador pôde notar que a história contada não seria fácil de ser compreendida. Apresentando um primeiro capítulo marcado pela ousadia --- afinal, foi praticamente voltado exclusivamente para uma única personagem, que sofria de bipolaridade ---, "Máscaras" prometia muita inovação, mas não conseguiu o principal: manter o interesse do público. Contar uma história cheia de mistérios é muito atraente, mas demorar para informar a respeito do que está se passando é fatal. Além da lentidão inicial em explicar, pelo menos um pouco, os fatos da novela, foram perceptíveis os erros de direção, exageros dos atores e cenas artificiais.

Lauro César Muniz se decepcionou ao perceber que, além do ibope não ter reagido, o diretor não estava compreendendo o que ele queria passar. Resultado, com a crise instaurada e o desespero pela baixa audiência sentida, saiu Ignácio Coqueiro e entrou Edgar Miranda na direção. Para piorar,