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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Fracassada e problemática, "O Sétimo Guardião" já foi tarde

A Globo viveu um grande pesadelo no horário nobre durante os quase sete meses que "O Sétimo Guardião" esteve no ar. E a emissora já estava 'traumatizada' com as igualmente equivocadas "Babilônia" (que afundou a faixa em 2015) e "A Lei do Amor" (2017). Mas impressionou o conjunto de equívocos do folhetim de Aguinaldo Silva e os vários problemas que ocorreram nos bastidores da produção. Não é exagero afirmar que absolutamente tudo deu errado. Não por acaso há uma sensação de alívio com o final da história, exibido nesta sexta-feira (17/05), tanto para os profissionais envolvidos quanto para o público.


O autor já enfrentava uma batalha judicial antes mesmo da estreia da novela. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo (Silvio Cerceau) moveu uma ação contra ele exigindo a coautoria da trama. Pouco tempo depois, ainda conseguiu o apoio de outros colegas do curso administrado pelo escritor (o Master Class), que também exigiram reconhecimento ---- todos alegaram que criaram a sinopse junto com Aguinaldo em plena sala de aula. Em virtude da questão com a Justiça, o autor chegou a desistir de escrever "O Sétimo Guardião" e já trabalhava em outra sinopse. Mas Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia, acabou o convencendo a retomar o projeto.

Os dois, obviamente, devem ter se arrependido amargamente. Até porque o enredo que marcou a volta de Aguinaldo ao realismo fantástico ---- visto nos sucessos "Roque Santeiro"(1985), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992) e "A Indomada" (1997) ---- só poderia ser um sucesso ou um fracasso. Não tinha possibilidade do meio termo em uma trama sobre uma fonte milagrosa e um gato preto que virava homem.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Com polêmicas, brigas e traições, "O Sétimo Guardião" parece uma novela amaldiçoada

A atual novela das nove da Globo fracassou. É um fato. Com uma audiência bem abaixo do esperado e uma repercussão nula, a história de Aguinaldo Silva, dirigida por Rogério Gomes, se arrasta e parece nem ter conteúdo até maio. Vários personagens desinteressantes e atores subaproveitados. O irônico é que todos os assuntos sobre os bastidores de "O Sétimo Guardião" rendem muito mais repercussão do que qualquer trama ou conflito que a ficção oferece. E não falta polêmica.


A novela enfrentou uma sucessão de problemas antes mesmo de estrear. Alunos do curso "Master Class", criado pelo autor há alguns anos, decidiram entrar na justiça exigindo a co-autoria da obra, pois, segundo eles, o enredo foi todo criado em conjunto com Aguinaldo durante as aulas. O escritor não aceitou e a briga judicial foi oficializada. Os alunos acabaram levando a melhor e a Globo se viu obrigada a exibir o nome dos envolvidos no encerramento da trama. Todos os dias até o último capítulo.

A produção até chegou a ser cancelada antes desse imbróglio por conta de um outro processo movido por Silvio Cerceau, o primeiro aluno que se sentiu ''lesado''. Aguinaldo, inclusive, já escrevia um novo folhetim. Mas, Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora, convenceu o autor a voltar com o projeto.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Conflito dos mocinhos de "O Sétimo Guardião" é muito parecido com o de "Deus Salve o Rei"

A Globo, de uns anos para cá, resolveu adotar um esquema de "produtividade" no seu elenco. Ninguém mais pode se dar ao luxo de escolher trabalhos ou então ficar vários anos contratado sem trabalhar. Isso, evidentemente, gera uma consequência: o desgaste de imagem. Muitos atores têm emendado uma novela na outra. Portanto, os autores deveriam se preocupar ainda mais com seus roteiros para evitar que determinados intérpretes, ironicamente, acabem protagonizando enredos semelhantes.


É o caso de Marina Ruy Barbosa em "O Sétimo Guardião". A atriz acabou de viver uma mocinha em "Deus Salve o Rei", novela das sete de Daniel Adjafre, e agora ganhou outra protagonista na atual trama das nove. As meninas até têm perfis distintos (afinal, uma era plebeia e a outra tem poderes sobrenaturais), porém, o conflito em torno do romance dos mocinhos lembra muito o da produção medieval, que ainda está fresca na memória do público ---- acabou no dia 30 de julho de 2018, há apenas seis meses.

Amália conheceu Afonso (Rômulo Estrela) quando o rei estava agonizando em um matagal, após ter sido atingido por uma flecha. A mocinha cuidou do rapaz, salvou sua vida e os dois se apaixonaram. Porém, ele escondeu sua verdadeira identidade e fingiu ser um plebeu. A felicidade, claro, não durou muito e logo a feirante descobriu que namorava o herdeiro do trono de Montemor.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

"O Sétimo Guardião" faz boa estreia com toques de mistério e terror

"Existem lugares que guardam grandes histórias e histórias que guardam verdadeiros mistérios. Até quando você conseguiria guardar um segredo?" Esse é o principal questionamento de "O Sétimo Guardião", nova produção das nove. Após a problemática e decepcionante novela de João Emanuel Carneiro, a criticada "Segundo Sol", o horário nobre passa a contar com um folhetim de Aguinaldo Silva. Sai de cena uma história contada na Bahia e entra em seu lugar um enredo ambientado em Serro Azul, fictícia cidade interiorana --- cercada por montanhas que impedem sinal de celular e internet ---, onde tudo acontece.


O novo folhetim, que estreou nesta segunda-feira (12/11), marca a volta do autor ao realismo fantástico, estilo que virou uma de suas principais marcas como novelista. A cidade criada para ambientar a história é vizinha de Tubiacanca e Greenville, cenários de "Fera Ferida" e "A Indomada", respectivamente ---- duas produções de Aguinaldo. O intuito do escritor é justamente misturar as várias novelas fantasiosas que criou ao longo da carreira. É uma espécie de homenagem a si mesmo. Tanto que seu intuito era trazer vários personagens icônicos para a trama, como Nazaré. Mas, como Renata Sorrah não quis reviver a sua vilã inesquecível (decisão acertada, vale ressaltar), o autor acabou se contentando em escalar Paulo Betti e Luiza Tomé para relembrar o sucesso do casal Ypiranga e Scarlet, em "A Indomada" ---- eles aparecerão em breve.

Mas a premissa mesmo da novela é sobre sete guardiães, cuja missão consiste em proteger uma fonte de água com propriedades curativas e rejuvenescedoras. Todos precisam manter a discrição do lugar e impedir que caia nas mãos de pessoas erradas. E os protetores têm uma vida comum.

terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Insossa e com conflitos simplórios, "Sol Nascente" é uma novela sem atrativos

A atual novela das seis estreou no final de agosto (dia 29), ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. A trama começou com belíssimas imagens e pouca história. Poderia ter sido apenas uma impressão inicial, revertida ao longo dos capítulos. Entretanto, não foi. Pelo contrário. Tudo o que havia sido observado no início se confirmou com o tempo, lamentavelmente. O folhetim escrito por Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher ---- dirigido por Leo Nogueira ----, resumindo em apenas uma palavra, é entediante.


O enredo é fraquíssimo e não há atrativos que provoquem interesse em acompanhar a trama. O núcleo central é baseado no romance bobinho protagonizado por Mário (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli). A história do casal seria limitada até mesmo se fosse correspondente a um par coadjuvante, quanto mais protagonistas. Nunca houve empecilho para os dois ficarem juntos. Os dois são amigos desde a infância e só agora o rapaz se descobriu apaixonado. Ele se declarou, mas ela recuou, não querendo estragar a amizade. Passaram-se dois anos e a mocinha acabou se envolvendo com o vilão César (Rafael Cardoso), que deseja dar um golpe na família dela.

A situação já se esgotou com um mês de novela no ar. Não há elementos possíveis para se manter até março de 2017. Mário, nas primeiras semanas, se mostrou um sujeito quase obcecado e as cenas do personagem se lamuriando por amor foram constrangedoras. Nem mesmo os adolescentes da "Malhação" fariam algo parecido.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Sol Nascente": o que esperar da próxima novela das seis?

A missão da nova novela das seis será complicada: substituir o fenômeno "Êta Mundo Bom!", cuja audiência estrondosa não era obtida desde "O Profeta", remake exibido em 2006. Para culminar, a nova produção precisará manter a qualidade da faixa, que apresentou três excelentes novelas em sequência ---- além do êxito de Walcyr Carrasco, Lícia Manzo com "Sete Vidas" e Elizabeth Jhin com "Além do Tempo" presentearam o público com grandiosas tramas. Portanto, a responsabilidade de Walther Negrão (que escreve juntamente com Suzana Pires e Júlio Fisher) com "Sol Nascente" é alta.


Porém, o autor é experiente no horário, pois quase todas as suas novelas na Globo foram exibidas na faixa das 18h. Vide "Direito de Amar", "Despedida de Solteiro", "Tropicaliente", a lembrada "Fera Radical", "Era uma vez...", "Como uma onda", "Araguaia" e "Flor do Caribe" (sua última trama). O escritor já deixou evidente em folhetins anteriores que gosta de um clima praiano e repetirá a dose em "Sol Nascente", como é possível observar nas chamadas da nova produção, dirigida por Leonardo Nogueira.

Ambientada na fictícia Arraial do Sol Nascente, a história terá imagens paradisíacas como pano de fundo, lembrando muito "Flor do Caribe" e "Como uma onda". O enredo será sobre o amor improvável dos grandes amigos Alice e Mário, interpretados por Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Ofício em Cena" une informação, curiosidades e paixão pela televisão

Em abril deste ano, a GloboNews lançou um excelente programa: o "Ofício em Cena". A atração é resultado de uma parceria inédita entre o Jornalismo do canal a cabo e o Entretenimento da Globo. Comandado por Bianca Ramoneda, o formato é inspirado no projeto criado pelo saudoso José Wilker, que propunha justamente um produto que mostrasse para o público conversas sobre os bastidores da televisão.


A ideia é exibir o processo criativo e a forma de trabalho dos autores, diretores, figurinistas, atores e atrizes, que revelam suas técnicas e experiências, diante de um plateia repleta de colegas e também de estudantes de diversas áreas de comunicação interessados em aprender mais sobre o ofício. Todas as entrevistas são agradáveis e Bianca se preocupa em perguntar somente o necessário, deixando o entrevistado desenvolver seu pensamento com tranquilidade.

A primeira temporada foi primorosa e contou com nomes como: Dennis Carvalho --- que até falou na época sobre os problemas enfrentados em "Babilônia" ---, Amora Mautner, Ney Latorraca, Susana Vieira, Tony Ramos, George Moura (autor das excepcionais "O Canto da Sereia", "Amores Roubados e "O Rebu"),

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Os vencedores da 17ª edição do "Prêmio Contigo"

A décima-sétima edição do "Prêmio Contigo!" de Televisão aconteceu nesta segunda-feira (dia 8), no Copacabana Pallace (Rio de Janeiro),e  mais uma vez encerrando a leva de premiações referentes ao ano de 2014, ainda que muitas produções de 2015 tenham sido inseridas na lista de indicados. A festa contou com a presença de vários artistas e ainda homenageou os 50 anos da Rede globo e a grande Glória Pires, que se emocionou com o merecido reconhecimento à sua longeva carreira televisiva. A justiça prevaleceu na maioria das categorias, embora algumas vitórias (mesmo já esperadas) tenham decepcionado.


Apresentada pela extraordinária Fernanda Montenegro e pelo talentoso Mateus Solano, a premiação começou com um divertido momento da respeitada atriz dando um selinho em Mateus, que protagonizou em 2014 o histórico beijo de "Amor à Vida" com Thiago Fragoso. A dama do teatro e da televisão ainda brincou dizendo que eles deram o primeiro beijo gay do "Prêmio Contigo!" ----- curiosamente, o ator no ano passado esteve em uma história de sucesso e fez parte de um casal homossexual de extrema aceitação, ao contrário do que ocorre atualmente com Fernanda em "Babilônia".

A primeira categoria foi de Melhor Atriz Coadjuvante e a vencedora foi Marina Ruy Barbosa, pela Maria Isis, de "Império". Ela concorreu com Andreia Horta ("Império"), Giovanna Lancellotti ("Alto Astral"), Adriana Birolli ("Império"), Emanuelle Araújo ("Malhação") e Camila Morgado ("O Rebu"). Marina convenceu na trama e mereceu o prêmio, mas as concorrentes também mereciam, principalmente Andreia.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mutilada, "Babilônia" perde ainda mais o rumo e fica pior do que já estava

A situação está a cada dia mais crítica para "Babilônia". A novela, que estreou em março, vem enfrentando uma forte rejeição da audiência e todas as alterações feitas na história até agora só conseguiram deixar tudo ainda pior. Os autores estão completamente perdidos na condução da trama, que, em virtude do péssimo Ibope, será encurtada em mais de três semanas ---- terminará com apenas 143 capítulos, mesmo número de "Em Família". Ou seja, prevista para acabar em setembro, a produção chegará ao fim em agosto, antecipando a estreia de "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro.


O primeiro capítulo da novela foi excelente e muito promissor, porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. A evasão foi tão grande que a média de audiência do folhetim até agora é de 25,5 pontos, índice pífio, levando ainda em consideração o fracasso de "Em Família", que teve 30 de média. Vale lembrar, inclusive, que a trama perdeu várias vezes para "Alto Astral" e agora vem perdendo para "I love Paraisópolis", duas novelas das sete.

Mas, é preciso sempre ressaltar, que audiência nem sempre implica em qualidade. Há várias produções que fracassaram primorosas (vide "Lado a Lado" e "Meu Pedacinho de Chão"), assim como alguns sucessos passaram longe de serem considerados bons (como "Caminho das Índias" e "Fina Estampa"). Só que no caso de "Babilônia" os baixos índices refletem, sim, o problemático enredo de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Edição de 2014 do "Melhores do Ano" foi marcada pela ausência de muitos destaques

A última edição do "Melhores do Ano" foi em março deste ano. Em virtude das comemorações dos 50 anos que a Globo completará em 2015, a premiação do "Domingão do Faustão" de 2014 foi adiantada para dezembro. E no último domingo, dia 28, o público pôde conhecer os vitoriosos das várias categorias em um programa já previamente gravado ----- tanto que as informações já haviam sido vazadas dias antes.


As indicações deste ano foi uma das mais injustas do "Melhores do Ano". Muitos nomes foram lamentavelmente esquecidos e outros, que não mereciam tanto, foram colocados no lugar. Entretanto, muitas vitórias foram justas. Na categoria de Melhor Ator ganhou o ótimo Alexandre Nero, que está impecável na pele do comendador José Alfredo em "Império". Ele concorreu com Murilo Benício e Osmar Prado, que também brilharam em "Geração Brasil" e "Meu Pedacinho de Chão". Mas, o esquecimento de Tony Ramos (que deu um show em "O Rebu" e completou 50 anos de carreira em 2014) foi lamentável.

Na categoria de Melhor Atriz quem ganhou foi Cláudia Abreu. A atriz é sempre maravilhosa, entretanto, Pâmela Parker, de "Geração Brasil", está longe de ser uma de suas melhores personagens, pelo contrário. Mas este troféu acabou sendo uma justiça tardia, afinal, ela brilhou absoluta como Chayene, em "Geração Brasil", e acabou não ganhando prêmio algum na época por causa do fenômeno "Avenida Brasil", que destinou todas as estatuetas para Adriana Esteves (merecidamente).

sábado, 20 de dezembro de 2014

"Dupla Identidade" foi uma excelente série de Glória Perez e destacou o talento de Bruno Gagliasso

Foram três meses de muita tensão, cenas fortes, ótimas interpretações e uma história de suspense da melhor qualidade. "Dupla Identidade" presenteou o telespectador com uma trama muito bem escrita por Glória Perez e dirigida brilhantemente por Mauro Mendonça Filho. A série chegou ao fim nesta sexta-feira (19/12), encerrando a sequência de assassinatos cruéis, cometidos pelo temido serial killer que protagonizou a história.


Ao longo dos episódios, o público foi vendo toda a trajetória de Edu (Bruno Gagliasso) e como o frio psicopata seduzia as mulheres para matá-las com requintes de crueldade. Paralelamente a isso, eram exibidas as investigações da polícia ---- encabeçadas por Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani) ----, a estratégia de um senador canalha (Oto - Aderbal Freire Filho) para se manter no poder e o amor doentio que Ray (Débora Falabella) tinha pelo assassino. Todas as situações estavam diretamente entrelaçadas, fazendo com que todas as peças da série se encaixassem.

Bruno Gagliasso interpretou com maestria o maníaco Eduardo Borges, um homem inteligente, acima de qualquer suspeita, que era formado em direito, estudante de psicologia, braço direito de Oto, e ainda trabalhava como voluntário em um grupo de apoio à vida. Foi, sem dúvida alguma, o seu melhor personagem em toda carreira e a dedicação que ele teve neste trabalho foi perceptível do primeiro ao último episódio da série.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"Amores Roubados", "O Caçador", "O Rebu" e "Dupla Identidade" enriqueceram a faixa das 23h da Globo

Com o ano de 2014 perto de seu fim, é possível constatar que a Globo conseguiu engrandecer sua faixa das 23h com produções que foram verdadeiros presentes para o público. Logo no início do ano, em janeiro, a emissora exibiu a elogiada "Amores Roubados", que deu um bom retorno na audiência. Depois, estreou a ótima série policial "O Caçador", que saiu do ar cedendo lugar para a impecável novela "O Rebu", exibida quatro dias por semana. E, agora, "Dupla Identidade" fecha este ciclo de tramas tão bem elaboradas.


"Amores Roubados" começou sendo exibida logo após a novela das nove, mas com a estreia do "Big Brother Brasil", passou a ir ao ar depois das 23h. Com isso, obviamente, os números do Ibope sofreram uma queda, mas a qualidade não. Escrita por George Moura e dirigida por José Luiz Villamarim, a história de um rapaz que se apaixonava pela filha de um homem poderoso conseguiu prender a atenção e ainda retratou muito bem um lado do nordeste pouco conhecido: o dos ricos empreendedores, através do empresário Jaime Favais (Murilo Benício).

Ambientada em Pernambuco e inspirada no livro "A Emparedada da Rua Nova", a produção contou com um elenco enxuto e de muita qualidade ----- Isis Valverde, Patrícia Pillar, Osmar Prado, Irandhir Santos, Dira Paes, entre outros.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Com episódios repletos de tensão e ótimo elenco, "Dupla Identidade" segue prendendo a atenção do público

A estreia de "Dupla Identidade" agradou e a primeira impressão foi a melhor possível. Após algumas semanas de exibição e ótimos episódios no ar, pode-se constatar que a série de Glória Perez, dirigida por Mauro Mendonça Filho, é uma produção merecedora de uma sucessão de elogios. A história do serial killer tem prendido cada vez mais a atenção e os desdobramentos da trama estão repletos de adrenalina.


Os episódios estão cada vez melhores e a tensão aumenta a cada semana. Desde que Edu (Bruno Gagliasso) passou a provocar os policiais Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani), iniciando uma espécie de jogo de gato e rato, a série ganhou uma nova dinâmica. Os assassinatos cometidos pelo psicopata, agora, além de servirem para satisfazer o prazer mórbido do rapaz, são utilizados também para aguçar os investigadores que estão cada vez mais desesperados em busca do criminoso.

Ao mesmo tempo que o cerco em cima de Eduardo Borges vai se fechando, a audácia do personagem vai aumentando. Isso porque ele é tão seguro de si que se orgulha dos cadáveres que 'produz' e entra em estado de êxtase ao observar a dificuldade que a polícia tem de encontrá-lo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Débora Falabella e Bruno Gagliasso se destacam em "Dupla Identidade"

Eles tiveram um início de carreira muito semelhante. Débora Falabella e Bruno Gagliasso fizeram pequenas participações na Globo até serem aprovados no teste que fizeram para "Chiquititas", no ano de 2000, quando conseguiram um destaque no sucesso do SBT na pele de Estrela e Rodrigo. Quatorze anos depois, os dois se reencontram em "Dupla Identidade" e se destacam interpretando Ray e Edu, um casal que foge dos pares românticos tradicionais.


Edu é um serial killer acima de qualquer suspeita. Formado em direito, Eduardo Borges é estudante de psicologia, trabalha em um escritório de advocacia e conseguiu ganhar a confiança de Oto (Aderbal Freire-Filho), um poderoso político. Para culminar, ainda é voluntário em um grupo de apoio à vida. Mas por trás desta sua máscara social, o rapaz é um verdadeiro monstro que tortura mulheres antes de matá-las. Já Ray é uma carente mulher, que sofre de Transtorno de Borderline, ou seja, é carente demais, apresenta constantes mudanças de estado emocional e está com os sentimentos sempre à flor da pele.

O protagonista psicopata encontrou naquela frágil figura um álibi perfeito. Extremamente manipulável, Ray é dominada por Edu sem dificuldades, que consegue usá-la de todas as formas, inclusive satisfazendo suas fantasias sexuais macabras, como passar na boca o mesmo batom que ele passa na boca dos cadáveres de suas vítimas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com uma bem elaborada trama, "Dupla Identidade" tem ótima e promissora estreia

Após uma sucessão de chamadas atrativas e bem feitas, estreou, nesta sexta-feira (19/09), "Dupla Identidade", a nova série de Glória Perez. Dirigida por Mauro Mendonça Filho, a trama conta a história de um serial killer com sede de sangue e que é um homem acima de qualquer suspeita. Um enredo incomum no universo brasileiro, embora "As Noivas de Copacabana" (1992) tenha sido uma produção inesquecível e muito marcante.


Escalado para viver o assassino, após o próprio ator ter lutado pelo papel e ter feito testes para interpretá-lo, Bruno Gagliasso impressionou logo na estreia. Ele está impecável na pele do galanteador homem que manipula os outros com grande facilidade e demonstra uma absurda frieza quando elimina suas vítimas, sempre mulheres escolhidas de forma aleatória. Seu olhar diabólico, ao mesmo tempo parecendo um animal selvagem em busca da presa, assusta e impacta.

A ideia da autora de colocar o personagem como um homem inteligente, simpático, sedutor e solidário foi uma sacada de mestre, afinal, é um tipo acima de qualquer suspeita. Eduardo Borges é formado em direito e estudante de psicologia, que trabalha no escritório de advocacia de Assis (Gláucio Gomes) e se aproxima do senador Oto Veiga (Aderbal Freire Filho) para experimentar também o poder político.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Triângulo central de "Joia Rara" lembra trama de "Cordel Encantado" e causa sensação de déjà vu

"Joia Rara" é uma novela que prima pela qualidade. Tanto no elenco escalado, quanto no figurino e na cidade cenográfica rica em detalhes. Entretanto, amarga uma baixa audiência, que ficou ainda pior depois do horário de verão. E a história de Duca Rachid e Thelma Guedes é repleta de clichês, que costumam agradar o público do horário. Ou seja, teoricamente, apesar do ibope muito aquém do desejado, a trama não apresenta grandes defeitos. Porém, o núcleo principal começou a apresentar situações que incomodam devido à semelhança com "Cordel Encantado", obra de sucesso escrita pelas mesmas autoras.


Manfred (Carmo Dalla Vechia), filho bastardo de Ernest Hauser (José de Abreu), sempre invejou Franz (Bruno Gagliasso) e fez de tudo para prejudicar o irmão, inclusive atrapalhar sua relação com Amélia (Bianca Bin). O rapaz também não se conforma com a rejeição do pai, que o humilha constantemente e o trata como um mero empregado. A história do vilão sempre foi voltada para esse universo desde o início da novela. No entanto, recentemente, houve uma virada na trama e o antagonista foi o principal alvo da nova fase.

O filho de Gertrude (Ana Lucia Torre) começou a nutrir uma obsessão por Amélia. Após se declarar para a mulher de Franz, tentou beijá-la a força e surtou depois de ser rejeitado por ela. O personagem ---- após ser desmascarado pelo mocinho, que finalmente descobriu a falsidade do vilão ----- se transformou