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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Início de "Êta Mundo Melhor!" é um grande obituário

 A continuação de "Êta Mundo Bom!", fenômeno de Walcyr Carrasco, exibido às 18h em 2016, mal começou e já demonstra uma forte aceitação popular, através de excelentes índices de audiência, o que não é uma novidade para a carreira do autor. O fato novo mesmo é a parceria com Mauro Wilson, que conduzirá "Êta Mundo Melhor!" sozinho a partir do capítulo 30. Mas o que tem sido visto até agora não é uma nova novela e, sim, um amontoado de resoluções um tanto apressadas de vários personagens e tramas da obra anterior. 

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Há uma nítida preocupação em eliminar o mais rápido possível todas as pontas soltas para iniciar um novo enredo. O problema é que "Êta Mundo Bom!" foi um folhetim com um final redondo, ou seja, concluído com habilidade por Walcyr, que não deixou qualquer possibilidade de uma continuação, ao contrário do que aconteceu com o final de "Alma Gêmea" (2005), por exemplo, que apresentou Rafael (Du Moscovis) e Serena (Priscila Fantin) reencarnados e se conhecendo crianças. 

Portanto, a solução do autor foi promover uma legião de mortes e viagens para justificar a ausência de diversos personagens da novela de 2016 em "Êta Mundo Melhor!". Isso porque alguns atores não aceitaram ou puderam participar da nova novela, como Marco Nanini e Camila Queiroz, que não toparam reviver o professor Pancrácio e a caipira Mafalda, respectivamente, ou Rosi Campos, que não conseguiu reviver a Eponina por conta de seu trabalho em "A Caverna Encantada", atual folhetim infantil do SBT.

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Êta Mundo Melhor!", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu, no dia 9 de junho, uma segunda-feira, a primeira coletiva virtual de "Êta Mundo Melhor!", novela que representa a continuação de "Êta Mundo Bom!", sucesso de Walcyr Carrasco, exibido em 2016, e agora escrita por Walcyr e Mauro Wilson, e dirigido por Amora Mautner. Participaram os autores, a diretora e os atores Eriberto Leão, Lu Grimaldi, Monique Alfradique, Tony Tornado, Flávio Tolezani, Evelyn Castro, Larissa Manoela, Rainer Cadete, Paula Burlamaqui, Luciana Fernandes, Mariana Bridi, Heloísa Périssé, Maria Carol, Laura Fernandes, Bianca Bin e Cleiton Moraes. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.

Mauro Wilson comentou sobre seu novo trabalho: "Quero agradecer a oportunidade de trabalhar com o Walcyr e o carinho que ele me recebeu para tocar em frente sua história. Estou adorando fazer. Espero que nossa história seja ainda melhor que 'Eta Mundo Bom!'. É uma novela sobre a procura. A procura de um pai, um filho, um sonho, de querer ficar rico, enfim, todos os personagens estão atrás de alguma coisa. A novela tem muito isso. Candinho é o amigo que todos nós gostaríamos de ter. A novela tem muito carinho, é uma novela carinhosa, amigável. Temos um grupo de crianças no orfanato que vai trazer um pouco desse carinho. É um universo que mostra que vale a pena ser bom. Ficar perto do Walcyr e entender como ele faz uma novela é uma experiência maravilhosa. Só fiquei assustado quando me disse que tem que dar a mesma audiência da anterior. Mas vamos lá", brincou. 

Walcyr Carrasco falou de seu novo desafio e que só escreve os 30 primeiros capítulos: "Poder falar dos meus trabalhos é sempre um prazer sem tamanho. O que seria de um escritor sem gente pra ler e assistir? A ideia da continuação veio do Amauri Soares. Mas a novela não é exatamente uma continuação de "Eta Mundo Bom!", é uma nova novela, uma nova história.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Bianca Bin roubou a cena em "Êta Mundo Bom!"

O sucesso de "Êta Mundo Bom!" é incontestável e a novela apenas comprovou que Walcyr Carrasco é o mestre do horário das seis. Não por acaso, a reprise no "Vale a Pena Ver de Novo" vem repetindo o fenômeno de audiência de 2016. Marca mais de 20 pontos frequentemente e ultrapassa as médias das reexibições de  "Malhação" e "Novo Mundo". Há vários motivos para o êxito da trama e o elenco da produção conta com vários ótimos nomes, como Sérgio Guizé, Eliane Giardini, Marco Nanini, Flávia Alessandra, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Flávio Migliaccio, Camila Queiroz, Rosi Campos, entre tantos outros. Mas, em meio ao time de peso, tem uma atriz que foi ganhando cada vez mais destaque: Bianca Bin.


A história de Maria sempre foi uma das mais interessantes da novela e envolveu o público assim que começou a ser contada. A personagem era muito ligada ao noivo e a felicidade aumentou quando contou ao rapaz que esperava um filho dele. Sem pestanejar, o íntegro homem planejou se casar. Tudo parecia perfeito. Entretanto, a alegria do casal durou pouco, pois um grave acidente de carro vitimou a futuro marido da sonhadora menina. A partir de então sua vida virou um verdadeiro inferno.

Os ricos pais da vítima não acreditaram que o rapaz era o pai do bebê que ela esperava e quando resolveram crer na palavra da garota propuseram que Maria entregasse a criança para cuidarem. Para culminar, Severo (Tarcísio Filho) expulsou a filha de casa assim que soube que seria mãe solteira e a menina virou empregada na mansão de Anastácia (Eliane Giardini), após morar alguns dias de favor na pensão de Camélia (Ana Lucia Torre).

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Massacrada pela crítica e aclamada pelo público, "O Outro Lado do Paraíso" foi um fenômeno incontestável de audiência

Walcyr Carrasco tinha uma missão ingrata: escrever uma novela em tempo recorde, logo após o sucesso "Êta Mundo Bom!" (2016), em virtude do cancelamento da trama de estreia de Duca Rachid e Thelma Guedes no horário nobre da Globo. Mas, fazendo jus ao posto de autor que mais produz na emissora, aceitou o desafio. E criou "O Outro Lado do Paraíso", folhetim rasgado e repleto de clichês melodramáticos, que contou a saga da vingança de Clara Tavares (Bianca Bin). O enredo sofreu uma forte rejeição de parte da crítica, mas caiu no gosto do público, entrando para a galeria de fenômenos de audiência do escritor ---- maior média do horário nobre desde a inesquecível "Avenida Brasil" (2012), com os mesmos 39 pontos de média, superando nove tramas antecessoras e elevando dois pontos da também ótima "A Força do Querer".


A novela arrebatou o telespectador com uma história ágil e cheia de reviravoltas, cujo maior trunfo foi a volta por cima dos perfis íntegros, humilhando os vilões em várias viradas ao longo de 173 capítulos. O início, todavia, não foi tranquilo. A primeira fase se mostrou longa demais, cansando pela repetição de conflitos. O sofrimento da mocinha, internada em um manicômio pela sogra (Sophia - Marieta Severo) e cunhada (Livia - Grazi Massafera), e espancada pelo marido violento (Gael - Sérgio Guizé), poderia ser exposto em apenas duas semanas. Entretanto, durou mais de um mês. E a audiência ficou em torno de 33 pontos, um bom índice, mas nada de arrebatador. O famigerado grupo de discussão também considerou o enredo pesado demais, necessitando de mais humor. A solução foi uma sucessão de cortes, resultando no adiantamento da mudança de fase e na consequente fuga de Clara do hospício. 

O resultado foi imediato. A novela passou de 33 para 36 pontos e foi aumentando ainda mais esses índices a cada novo acontecimento. Passou a marcar acima de 40 quase todo dia.  O sucesso já era uma certeza, então, o autor se preocupou apenas em desenvolver seu enredo. Acertou em vários pontos, mas também errou em outros. Como costuma acontecer em várias obras, diga-se. A saga da vingança da mocinha foi o maior êxito do folhetim, prendendo o telespectador do início ao fim.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Ótima como Clara em "O Outro Lado do Paraíso", Bianca Bin fez por merecer uma protagonista no horário nobre

Protagonizar uma novela é um desafio para qualquer ator, incluindo os mais experientes. E quando não é um casal de mocinhos e, sim, uma única personagem? E no horário nobre da Globo? Com certeza, é ainda pior para o intérprete. Se fracassar, a mancha em sua carreira será inevitável. Ser o responsável pelo mote central de um enredo é uma missão complicada, exigindo um grau de entrega muitas vezes exaustivo. Mas, Bianca Bin conseguiu driblar todas as armadilhas possíveis e vive seu melhor momento na pele da vingativa Clara, em "O Outro Lado do Paraíso".


A heroína do fenômeno de Walcyr Carrasco correu um risco alto de ser rejeitada nas primeiras semanas, pois apresentava todas as características irritantes de uma mocinha. Era excessivamente ingênua, passiva e totalmente manipulável. Caiu na lábia do conquistador e violento Gael (Sérgio Guizé) com facilidade e não reagia diante das declarações arrogantes da sogra, Sophia (Marieta Severo), e da cunhada, Livia (Grazi Massafera). Para piorar, mesmo apanhando do esposo várias vezes, se negava a denunciá-lo --- como ocorre mesmo na vida real. Ou seja, um teste de paciência para o telespectador.

A questão que a humanizava, despertando empatia do público, era a tragédia envolvendo o seu pai, morto quando garimpava as suas terras em busca de esmeraldas. Esse trauma, inclusive, deixava a protagonista firme em relação ao terreno do avô, Josafá (Lima Duarte), negando qualquer chance de garimpo e enfrentando as intimidações da sogra e do marido.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Clara e Patrick esbanjam química em "O Outro Lado do Paraíso"

O atual fenômeno das nove da Globo conquistou o público com a saga de Clara (Bianca Bin), comprovando que os telespectadores dificilmente resistem a um bom enredo de vingança. Porém, toda boa novela também precisa de romance e a vida amorosa da mocinha vingativa nunca foi favorável em "O Outro Lado do Paraíso". Quase se relacionou com Renato (Rafael Cardoso) na primeira fase, mas acabou casada com Gael (Sérgio Guizé), homem violento e inconsequente. A dúvida em torno do par romântico da protagonista se fazia presente em uma parcela da audiência. Ela teria um amor, afinal? Mas a chegada de Patrick (Thiago Fragoso) cessou qualquer incerteza.


É importante ressaltar que o personagem sempre esteve na sinopse da trama. Walcyr Carrasco já tinha a sua carta na manga e a usou na hora certa, assim que Clara iniciou sua retomada, após ter escapado do hospício. O íntegro sobrinho de Beatriz (Nathália Timberg) é um clássico herói romântico e virou o braço direito da mocinha, agindo como parceiro nos planos e usando sua capacidade como advogado para colocá-a sempre um passo a frente de seus inimigos. Também foi uma peça fundamental na riqueza da protagonista, ajudando a vender todas as pinturas valiosas que a finada tia deixou para sua discípula e amiga.

A sintonia entre Thiago Fragoso e Bianca Bin se fez presente desde a primeira cena deles juntos. Não demorou para uma torcida pelo casal surgir. Porém, o autor usou esse trunfo a seu favor e adiou o quanto pôde o primeiro beijo dos personagens.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Volta triunfal de Clara promove cenas emocionantes e arrepiantes em "O Outro Lado do Paraíso"

Há menos de três meses no ar, "O Outro Lado do Paraíso" já pode ser considerada um imenso sucesso e mais um êxito para a carreira de Walcyr Carrasco. A novela da Globo chegou a marcar 40 pontos na última segunda-feira (11/12) e 42 na terça, com picos de 44. Índices impressionantes, sendo a primeira vez que um folhetim das nove supera os 40 pontos em sua oitava semana desde "Avenida Brasil". "A Força do Querer" só conseguiu esse índice na décima sétima semana e "Amor à Vida" ---- os dois grandes sucessos pós-fenômeno de João Emanuel Carneiro ---- na décima terceira. E a atual produção tem feito por merecer números tão elevados.


A trama arrebatou o público a partir da virada de fase, uma vez que o telespectador aguardava esse momento desde o início da história, após ter acompanhado os vilões se dando bem e humilhando os bonzinhos por mais de trinta capítulos. A fuga de Clara (Bianca Bin) fez a audiência saltar de 30 para 36 pontos e desde então só sobe. As razões são muitas, começando pela retomada da protagonista, que agora é milionária e ainda conta com um fiel escudeiro pronto para ajudá-la em tudo, o íntegro Patrick (Thiago Fragoso). O inferno no hospício passou e a fuga foi de tirar o fôlego. Mas, se essa sequência primou pelos vários acertos e a grandiosa direção da equipe de Mauro Mendonça Filho, a volta triunfal da verdadeira dona das cobiçadas esmeraldas conseguiu ser ainda melhor.

A mudança no visual da mocinha, comprando roupas ao som de "Weird Fishes" (Radiohead), expôs o início da vida da nova rica e esse clichê nunca se esgota. Várias novelas, séries e filmes já apresentaram cenas semelhantes e raramente o resultado é ruim. A parceria da mocinha com seu advogado também já desperta atenção, evidenciando a química entre Bianca Bin e Thiago Fragoso, prometendo um excelente casal nos próximos meses.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fuga de Clara promove aguardada e eletrizante virada em "O Outro Lado do Paraíso"

A primeira fase de "O Outro Lado do Paraíso" se alongou demais. Duas semanas eram suficientes para a apresentação de todos os conflitos principais e os mais de 30 capítulos cansaram, deixando o contexto repetitivo. Porém, Walcyr Carrasco mostrou que estava com várias cartas na manga, apresentando uma virada empolgante e repleta de ótimas cenas, destacando ainda seu ótimo elenco. A expectativa do público era alta e o autor até agora vem fazendo jus ao aguardado momento da atual novela das nove.


A esperada passagem de dez anos, exibida na segunda (27/11), foi muito bem explorada através de breves cenas, como o casamento de Renato (Rafael Cardoso) e Livia (Grazi Massafera), o treinamento de Clara (Bianca Bin) no hospício, a dedicação aos estudos de Raquel (Érika Januza), o prosseguimento das escavações para a retirada das esmeraldas, os aniversários de Thomaz (Vitor Figueiredo), enfim. E todos os momentos ao som de Hold On (Alabama Shakes), além da também ótima "That Smell" (Lynyrd Skynyrd), expondo a qualidade da trilha sonora. A prova do interesse do telespectador foi a média de 36 pontos, com picos de 40, do capítulo.

Já o capítulo de terça (28/11), exibindo a descoberta de Renato sobre a internação da mocinha em uma clínica psiquiátrica isolada em uma ilha, conseguiu ser ainda melhor. O rapaz logo inventou uma viagem para a esposa, conseguindo trabalhar por um período na tal clínica, reencontrando Clara e renovando as esperanças da neta de Josafá (Lima Duarte).

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Segunda fase evidencia semelhanças entre "O Outro Lado do Paraíso" e "Chocolate com Pimenta"

A vingança é um dos maiores clichês da ficção e até hoje faz sucesso. Nada mais empolgante do que ver uma pessoa injustiçada se voltando contra todos que a arruinaram. "O Conde de Monte Cristo", romance da literatura francesa, escrito por Alexandre Dumas, em 1844, é a maior referência do gênero. Tanto que vários filmes, peças teatrais, séries e novelas já se inspiraram na obra. "Fera Radical", em reprise no Viva, por exemplo, ou o seriado americano "Revenge", além de "Avenida Brasil", entre tantas outras produções. Atualmente, "O Outro Lado do Paraíso" é o folhetim que se baseia nesse recurso. E, curiosamente, Walcyr Carrasco, acabou se inspirando também em outra novela sua: "Chocolate com Pimenta", exibida em 2003.


O folhetim de sucesso das 18h até hoje é lembrado e a saga da doce Ana Francisca (Mariana Ximenes) arrebatou o telespectador na época. É uma das produções de maior êxito do autor, marcada pelo humor delicioso, personagens carismáticos, muita guerra de torta e enredo empolgante. Após ser ridicularizada na fictícia cidade de Ventura, recebendo um banho de tinta verde durante uma festa de formatura, a mocinha promete voltar e destruir todos que riram dela, entre eles o banqueiro, o delegado, a maior rival, o prefeito, entre outros. E ela consegue graças ao querido Ludovico (Ary Fontoura), homem muito mais velho, que se casa com a menina apenas por amizade e para deixar sua herança com uma boa pessoa, evitando que a irmã ambiciosa ficasse rica.

O juramento que Ana fez, diante de uma paisagem deslumbrante e no topo de um quase morro, marcou a virada da personagem. "Por essa terra que eu piso, por esse barro de que sou feita, nunca mais vão rir de mim. Pelo céu que desce do horizonte, pela chama que arde em meu coração, eu vou me vingar um dia. Eu vou me vingar! Olho por olho, dente por dente, disse a magoada protagonista, pegando a terra do chão e encostando em seu peito.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"O Outro Lado do Paraíso" estreia com imagens cinematográficas e trama promissora

"Tudo o que você faz um dia volta para você. Se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver". A música "Boomerang Blues", da icônica Legião Urbana, é tema da abertura de "O Outro Lado do Paraíso", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (23/10), com a missão de manter a qualidade e os elevados índices de "A Força do Querer", trama de sucesso de Glória Perez. E essa canção faz jus ao contexto desse novo enredo, escrito por Walcyr Carrasco e dirigido por Mauro Mendonça Filho, cuja premissa é justamente a popular lei do retorno.


Após vários sucessos seguidos no currículo e escrevendo para todas as faixas da Globo, Walcyr encara mais uma missão e prova é que o autor mais ativo da emissora. Está praticamente todo ano no ar e fazendo a alegria do canal através de expressivos números de audiência ---- "Amor à Vida" (2013), "Verdades Secretas" (2015) e "Êta Mundo Bom!" (2016) tiveram Ibope e repercussão excelentes, citando apenas seus trabalhos mais recentes. Depois de uma novela sobre traumas familiares, outra focada na sensualidade somada a um clima sombrio, e a última explorando o universo caipira, o escritor optou pelo clássico mote da vingança para prender o telespectador.

A partir de agora o público acompanhará a saga de Clara (Bianca Bin), mocinha inocente e íntegra, que jura ter achado um príncipe encantado até se ver no meio de um jogo de interesses, sofrendo ainda violência doméstica, temendo o próprio marido. A menina se encanta por Gael (Sérgio Guizé) logo no primeiro capítulo, sendo correspondida.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fenômeno de audiência, "Êta Mundo Bom!" trouxe otimismo e a essência de Walcyr Carrasco no horário das seis

A missão de "Êta Mundo Bom!" não era simples, afinal, tinha a 'obrigação' de manter a qualidade da faixa das seis, que vinha de duas novelas anteriores primorosas: "Sete Vidas" e "Além do Tempo". Mas, ao voltar para o horário que o consagrou, Walcyr Carrasco tinha noção da responsabilidade e conseguiu cumprir o objetivo com louvor. Ainda superou as expectativas no quesito audiência, pois a sua trama saiu de cena com uma média geral de 27 pontos (sete a mais que a anterior), atingindo índices expressivos ao longo dos meses ---- sempre acima dos 30 pontos (chegou até a 36 de média) ----, alcançando marcas não obtidas na faixa desde o remake de "O Profeta", em 2006 ---- coincidentemente, um folhetim que contou com sua supervisão.


Foi o próprio autor que pediu para voltar ao horário das seis e, após o fenômeno "Verdades Secretas", teve o pedido atendido pela Globo. Após os imensos sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", Walcyr trouxe de volta para a faixa absolutamente tudo o que deu certo nessa trinca, deixando de lado qualquer tipo de 'novidade' ou 'surpresa'. Ou seja, o objetivo dele era justamente reutilizar o que o público tinha amado: muita guerra de comida, quedas no chiqueiro, um núcleo de caipiras vivendo em uma fazenda, vilões maniqueístas e situações dramáticas sendo mescladas com humor pueril. Pois funcionou de novo, confirmando um fato incontestável: o telespectador estava com saudades de acompanhar uma história do escritor às 18h.

A novela, ambientada na década de 40, estreou no dia 18 de janeiro e teve seu último capítulo exibido no dia 26 de agosto, ou seja, ficou quase oito meses no ar. Foram 190 capítulos, sendo uma das produções das seis mais longas, levando em consideração a diminuição da duração das obras dessa faixa nos últimos anos. As Olimpíadas influenciaram o esticamento, pois a Globo já havia pedido para o autor desenvolver um folhetim maior para não estrear nada durante os jogos, cujos horários ficam tomados de competições e variações na grade.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Os melhores casais de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" está perto do seu fim. A novela das seis de Walcyr Carrasco foi o maior sucesso do horários dos últimos dez anos ---- a última trama que obteve índices semelhantes foi o remake de "O Profeta", exibido em 2006 e supervisionado pelo mesmo autor. Um feito e tanto. E além de todas as qualidades já mencionadas da obra do autor, é preciso mencionar o acerto na formação de três casais completamente diferentes, mas que se complementaram ao longo da história. A construção das relações e a criação dos perfis foram ótimas, fazendo dos três pares os melhores do folhetim.


Gerusa (Giovanna Grigio) e Osório (Arthur Aguiar) fazem jus ao amor em seu estado mais puro, representando um romance idealizado e voltado para os contos de fadas. Maria (Bianca Bin) e Celso (Rainer Cadete) representam o amor que é capaz de mudar uma pessoa, a tornando um ser humano melhor. Já Pancrácio (Marco Nanini) e Anastácia (Eliane Giardini) protagonizam o amor maduro, que para ser solidificado precisa se adequar aos costumes e rotina de ambos, que já passaram por muita coisa ao longo da vida.

São três relacionamentos muito bem construídos pelo autor, que despertaram interesse desde o início da novela. Cada um a seu modo. E em todos os casais é possível observar uma evidente química, explorada através da entrega dos atores em cena.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Na pele da destemida Maria, Bianca Bin rouba a cena em "Êta Mundo Bom!"

O sucesso de "Êta Mundo Bom!" é incontestável e a novela apenas comprovou mais uma vez que Walcyr Carrasco é o mestre do horário das seis. Há vários motivos para o êxito da trama e o elenco da produção conta com vários ótimos nomes, como Sérgio Guizé, Eliane Giardini, Marco Nanini, Flávia Alessandra, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Flávio Migliaccio, Rosane Gofman, Suely Franco, Ana Lucia Torre, Camila Queiroz, Rosi Campos, entre tantos outros. Mas, em meio ao time de peso, tem uma atriz que foi ganhando cada vez mais destaque no folhetim: a Bianca Bin.


A história de Maria sempre foi uma das mais interessantes da novela e envolveu o público assim que começou a ser contada. A personagem era muito ligada ao noivo e a felicidade aumentou quando a mesma contou ao rapaz que esperava um filho dele. Sem pestanejar, o íntegro homem planejou se casar. Tudo parecia perfeito. Entretanto, a alegria do casal durou pouco, pois um grave acidente de carro vitimou a futuro marido da sonhadora menina. A partir de então sua vida virou um verdadeiro inferno.

Os ricos pais da vítima não acreditaram que ele era o pai do bebê que ela esperava e, quando resolveram crer na palavra da garota, propuseram que Maria entregasse a criança para cuidarem. Para culminar, Severo (Tarcísio Filho) expulsou a filha de casa assim que soube que seria mãe solteira e a menina acabou virando empregada na mansão de Anastácia (Eliane Giardini), após morar alguns dias de favor na pensão de Camélia (Ana Lucia Torre).

sexta-feira, 6 de março de 2015

Com trama desgastada, "Boogie Oogie" termina sem fôlego e com saldo negativo

Foram praticamente oito meses no ar. Após uma promissora e movimentada estreia, "Boogie Oogie" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/03) com um saldo para lá de negativo. A trama de Rui Vilhena ---- autor português (nascido em Moçambique) que estreou seu primeiro folhetim no Brasil ----, dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, não teve fôlego para se sustentar por tanto tempo e foi se perdendo à medida que os capítulos passavam.


Os primeiros meses empolgaram. Apesar de alguns absurdos ---- como a vingança fajuta de Suzana (Alessandra Negrini), que só contou que havia trocado os bebês vinte anos depois ----, a novela despertou interesse pelo ritmo ágil e bons ganchos. O enredo em torno de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que tiveram suas vidas trocadas na maternidade, conduziu muito bem o início do folhetim. Os conflitos funcionavam e movimentavam a história. A grande virada aconteceu quando as duas protagonistas descobriram o crime da amante de Fernando (Marco Ricca), o que resultou em ótimas cenas.

Entretanto, depois desta revelação, o autor passou a explorar dois temas, que dominaram todos os núcleos: o segredo de Carlota (Giulia Gam) e a identidade do pai de Vitória. Inicialmente, o mistério envolvendo o passado da vilã e o drama da patricinha atraíram a atenção. Mas não por muito tempo. A novela começou a andar em círculos, ficando repetitiva e desgastada.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bianca Bin mostrou uma nítida evolução em "Boogie Oogie"

"Boogie Oogie" está chegando ao fim e a reta final da trama de Rui Vilhena se resume ao desgastado e onipresente segredo de Carlota. Todos os personagens estão em função deste cansativo assunto, o que implica em um esvaziamento do roteiro e perda de função de vários personagens. Entretanto, apesar das várias falhas, a trama teve alguns destaques, entre eles Bianca Bin, que brilhou na pele da patricinha Vitória.


A personagem começou com ares de vilã, mas depois começou a apresentar traços de humanidade e carência afetiva. Bianca soube aproveitar a oportunidade dada pelo autor, conseguindo se sobressair nas muitas cenas que contavam com sua presença. Este papel foi um dos principais da história e exigiu bastante da atriz, principalmente nos momentos dramáticos, que foram inúmeros.

Porém, infelizmente, Rui não soube conduzir os rumos da filha de Beatriz (Heloísa Périssé) e jogou fora a interessante complexidade da patricinha ao transformá-la em uma obcecada por Rafael (Marco Pigossi), além de colocá-la como detetive em busca do famigerado segredo de Carlota.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Segredo de Carlota e esgotamento das tramas paralelas deixam "Boogie Oogie" repetitiva

A atual novela das seis da Globo estreou em agosto e acabará em março. Ou seja, são oito meses no ar. Rui Vilhena começou sua trama com um ritmo ágil, exibindo uma sucessão de acontecimentos. E o autor seguiu assim por alguns meses. Porém, "Boogie Oogie" vem apresentando problemas em sua execução já há algum tempo. A repetição dos mesmos assuntos está cansativa e o roteiro parece não sair do lugar.


Inicialmente, a novela era voltada para a troca de bebês envolvendo Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin). Os desdobramentos sobre o crime cometido por Suzana (Alessandra Negrini) foram sendo abordados, prendendo a atenção, e o capítulo que exibiu a grande revelação, provocando uma reviravolta na vida dos personagens, proporcionou uma ótima virada na trama. Desde então, o enredo migrou para outro tema, que vem se perdurando até agora: o segredo de Carlota (Giulia Gam).

A principal vilã da história tem um passado nebuloso e várias pessoas querem descobri-lo, principalmente Vitória. A patricinha passa praticamente a novela inteira atrás deste mistério e só para de tocar no assunto quando tenta atrapalhar o romance de Sandra com Rafael (Marco Pigossi) ---- único casal atrativo do folhetim.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Revelação da troca de bebês destaca elenco e movimenta "Boogie Oogie"

A atual novela das seis está há dois meses no ar e seu bom ritmo tem sido uma de suas principais qualidades. Repleta de bons ganchos, a trama de Rui Vilhena consegue prender o telespectador através dos encontros e desencontros dos personagens, ainda que muitas vezes as situações soem absurdas. E nesta última semana, "Boogie Oogie" teve o principal segredo de sua história revelado: a troca de bebês.


Desde que a novela estreou, no dia 4 de agosto, não se fala de outro assunto na trama. Suzana (Alessandra Negrini) trocou Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin) na maternidade para se vingar de Fernando (Marco Ricca), seu amante, que preferiu ficar com a esposa Carlota (Giulia Gam). Através de constantes diálogos, a situação foi e é repetida inúmeras vezes e, aos poucos, praticamente todos os personagens do núcleo central foram sabendo desta confusão. E na quarta-feira (01/10), o crime chegou aos ouvidos das duas 'trocadas'.

A revelação promoveu uma reviravolta na novela e proporcionou ótimas cenas. Suzana contou para Carlota parte da verdade e a vilã não pensou duas vezes antes de jogar a notícia no ventilador para prejudicar sua até então filha e inimiga declarada, que está investigando um segredo de seu passado ---- até agora não descoberto.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Triângulo central de "Joia Rara" lembra trama de "Cordel Encantado" e causa sensação de déjà vu

"Joia Rara" é uma novela que prima pela qualidade. Tanto no elenco escalado, quanto no figurino e na cidade cenográfica rica em detalhes. Entretanto, amarga uma baixa audiência, que ficou ainda pior depois do horário de verão. E a história de Duca Rachid e Thelma Guedes é repleta de clichês, que costumam agradar o público do horário. Ou seja, teoricamente, apesar do ibope muito aquém do desejado, a trama não apresenta grandes defeitos. Porém, o núcleo principal começou a apresentar situações que incomodam devido à semelhança com "Cordel Encantado", obra de sucesso escrita pelas mesmas autoras.


Manfred (Carmo Dalla Vechia), filho bastardo de Ernest Hauser (José de Abreu), sempre invejou Franz (Bruno Gagliasso) e fez de tudo para prejudicar o irmão, inclusive atrapalhar sua relação com Amélia (Bianca Bin). O rapaz também não se conforma com a rejeição do pai, que o humilha constantemente e o trata como um mero empregado. A história do vilão sempre foi voltada para esse universo desde o início da novela. No entanto, recentemente, houve uma virada na trama e o antagonista foi o principal alvo da nova fase.

O filho de Gertrude (Ana Lucia Torre) começou a nutrir uma obsessão por Amélia. Após se declarar para a mulher de Franz, tentou beijá-la a força e surtou depois de ser rejeitado por ela. O personagem ---- após ser desmascarado pelo mocinho, que finalmente descobriu a falsidade do vilão ----- se transformou

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Confiando no talento de Drica Moraes, Silvio de Abreu acerta ao homenagear Vale Tudo em Guerra dos Sexos

Os capítulos de "Guerra dos Sexos" exibidos na segunda (16/04) e na terça (17/04) foram recheados de acontecimentos. E tudo girou em torno da derrocada de Carolina (Bianca Bin). A vilã da história viu todas as suas armações serem descobertas e foi humilhada de todas as formas. O público finalmente pôde acompanhar a desgraça da víbora. Entretanto, o grande momento foi protagonizado por Drica Moraes, que foi a responsável por dizer um inspirado texto de Silvio de Abreu, onde o autor homenageou uma das mais marcantes cenas da teledramaturgia.


A cena em questão foi o épico embate entre Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) em "Vale Tudo", sucesso de 1988, onde a mãe da vilã rasga o vestido de noiva da filha em meio a um ataque de fúria. Além dessa merecida homenagem em cima de uma trama que marcou época, o autor ainda conseguiu lembrar da sua colega Glória Perez na mesma sequência.

Nieta, depois de se desesperar ao constatar por meio de Felipe (Edson Celulari) que Carolina tinha inventado uma gravidez, chega até o ateliê onde a menina experimentava o vestido de noiva e dá um escândalo. Após dizer para a filha que já sabia de tudo, a esposa de Dino (Fernando Eiras) pergunta: "E depois? Como cê ia fazer? Cê ia me comprar uma criança feito na novela?" (nesse momento Silvio faz uma