A continuação de "Êta Mundo Bom!", fenômeno de Walcyr Carrasco, exibido às 18h em 2016, mal começou e já demonstra uma forte aceitação popular, através de excelentes índices de audiência, o que não é uma novidade para a carreira do autor. O fato novo mesmo é a parceria com Mauro Wilson, que conduzirá "Êta Mundo Melhor!" sozinho a partir do capítulo 30. Mas o que tem sido visto até agora não é uma nova novela e, sim, um amontoado de resoluções um tanto apressadas de vários personagens e tramas da obra anterior.
Há uma nítida preocupação em eliminar o mais rápido possível todas as pontas soltas para iniciar um novo enredo. O problema é que "Êta Mundo Bom!" foi um folhetim com um final redondo, ou seja, concluído com habilidade por Walcyr, que não deixou qualquer possibilidade de uma continuação, ao contrário do que aconteceu com o final de "Alma Gêmea" (2005), por exemplo, que apresentou Rafael (Du Moscovis) e Serena (Priscila Fantin) reencarnados e se conhecendo crianças.
Portanto, a solução do autor foi promover uma legião de mortes e viagens para justificar a ausência de diversos personagens da novela de 2016 em "Êta Mundo Melhor!". Isso porque alguns atores não aceitaram ou puderam participar da nova novela, como Marco Nanini e Camila Queiroz, que não toparam reviver o professor Pancrácio e a caipira Mafalda, respectivamente, ou Rosi Campos, que não conseguiu reviver a Eponina por conta de seu trabalho em "A Caverna Encantada", atual folhetim infantil do SBT.