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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Flagra de Zenilda destacou Andreia Horta e proporcionou aguardada catarse em "Três Graças"

 O capítulo de Três Graças desta terça-feira (10/02) foi um dos mais fortes da novela até aqui, começando com uma sequência de grande impacto dramático e muito aguardada pelo público. Bem estruturado e emocionalmente consistente, o enredo encontrou seu ponto alto no momento em que Zenilda (Andreia Horta) flagrou Ferette (Murilo Benício) com  Arminda (Grazi Massafera). A virada exigia precisão e entrega total de sua intérprete, o que aconteceu lindamente.


A atuação de Andreia Horta nessa sequência confirma pela enésima vez o quão talentosa é. A cena não se sustentou apenas pelo choque da revelação, mas pela construção emocional cuidadosa que a atriz apresentou, conduzindo a personagem até uma catarse convincente e dolorosa. 

Desde os primeiros segundos, chamou atenção a forma como Andreia trabalha o silêncio. Antes mesmo de qualquer fala, o olhar de Zenilda já traduzia a mistura de incredulidade e percepção gradual do que estava acontecendo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

"Três Graças" presenteia público com aguardadas catarses e ótimos embates

A novela "Três Graças, escrita por Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Ze Dassilva, vive um de seus momentos mais potentes ao apostar em capítulos que expõem feridas emocionais sem abrir mão do conflito dramático. Todos os acontecimentos recentes vêm prendendo a atenção do público com aguardadas catarses, que vieram após uma construção minuciosa dos autores através de um desenvolvimento muito bem estruturado.


A sequência em que a vilã Arminda (Grazi Massafera) abandona momentaneamente sua couraça de frieza para ir atrás do filho Raul (Paulo Mendes) nas ruas é um desses acertos. Ao mostrar a personagem vulnerável, quase perdida, a trama humaniza quem até então parecia movida apenas por impulsividade e total crueldade com seu herdeiro. É uma virada inteligente: Arminda continua sendo vilã, mas passa a ser também mãe, e essa contradição dá densidade à narrativa e prende o espectador pelo afeto e pela surpresa. A escolha de tirá-la de seus ambientes de poder e colocá-la em contato direto com a dureza da rua reforça visualmente essa fragilidade, além de permitir à atriz explorar nuances emocionais que enriquecem ainda mais a personagem.

Outro destaque é o embate entre Ferette (Murilo Benício) e a filha Lorena (Alanis Guillen), que escancara o preconceito ainda presente em muitas famílias. O homofóbico, ao questionar de forma agressiva o namoro da filha com outra mulher, funciona como espelho incômodo de uma realidade social persistente.