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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Thaís Melchior não tem culpa da solução rasa do SBT em "As Aventuras de Poliana"

A atual novela infantil do canal de Silvio Santos é um fenômeno de audiência. A trama é um sucesso absoluto desde a sua estreia, em 16 de maio, e até hoje nunca perdeu a vice-liderança no horário, marcando sempre por volta dos 15 pontos. Nem mesmo a tentativa de Record de retomar o segundo lugar com "Jesus" funcionou. E a produção merece o êxito. Íris Abravanel vem apresentando uma novelinha simpática e que agrada em cheio o público alvo. Tanto que a previsão é que acabe somente no fim de 2019. Porém, uma polêmica se deu no folhetim: a saída de uma atriz e a entrada de outra para viver uma das principais personagens.


A amargurada Luísa começou sendo interpretada pela talentosa Milena Toscano e a atriz caiu nas graças dos telespectadores em virtude da complexidade da personagem, que no início da novela parecia uma vilã sem sentimentos até se mostrar uma mulher fragilizada pelas feridas do passado. A personagem, aliás, é muito importante no livro "Pollyanna" (1913), best-seller de Eleanor Porter, clássico da literatura infanto-juvenil, cujo enredo é a base do folhetim do SBT. A poderosa mulher é tia de Poliana (Sophia Valverde) e se viu "obrigada" a cuidar da sobrinha quando os pais da menina faleceram.

O que parecia um fardo, acabou virando uma bênção para a ranzinza ricaça. Aos poucos, as duas foram se aproximando e firmando um laço afetivo até então inesperado. A convivência com a alegria constante de Poliana, que ama usar o "Jogo do Contente" para enxergar o lado bom da vida, foi amolecendo o coração da tia Luísa, embora no começo a irritasse bastante. Todavia, Milena Toscano engravidou logo no início das gravações da novela.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

"As Aventuras de Poliana" tem tudo para ser mais um sucesso infantil do SBT

"Carinha de Anjo", atual sucesso do SBT, estreou em novembro de 2016 e ainda está no ar. Virou regra na emissora de Silvio Santos estender ao máximo as produções infantis, aproveitando a ótima aceitação que todas vêm tendo com o público. Outro costume do canal (e até copiado recentemente pela Globo no "Vale a Pena Ver de Novo") é emendar a reta final de uma trama com o início da outra, aproveitando a migração de audiência. Como a história protagonizada pela fofa Lorena Queiroz está em plena reta final (já estava na hora), "As Aventuras de Poliana" entrou na grade nesta quarta-feira (16/05), iniciando uma nova saga que promete durar ainda mais que a de Dulce Maria.


Inspirada no romance "Pollyanna", um clássico da literatura infantojuvenil, de Eleanor H. Porter (1913), a nova novela é dirigida por Reinaldo Boury e escrita por Íris Abravanel, que também supervisionou "Carinha de Anjo". A missão da trama é, óbvio, manter os elevados índices da atual produção, que deixou "Apocalipse", da Record, em terceiro lugar praticamente todas as vezes. A confiança da emissora no produto é grande, pois, como já mencionado, planeja deixá-la no ar por mais de dois anos, se tornando uma das novelas mais longas do SBT (700 capítulos). Pena que isso muitas vezes desgaste o roteiro, criando uma barriga gigantesca e prejudicando a narrativa. A sorte do canal é que o público infantil dificilmente abandona uma história depois que foi conquistado por ela.

O enredo não é muito diferente das últimas tramas exibidas anteriormente. Poliana tem 11 anos e é uma menina doce e extrovertida. Ela viajava com seus pais, Lorenzo (Lázaro Menezes) e Alice (Kiara Sasso), na trupe de teatro mambembe Vagalume. Todavia, a protagonista vê seu mundo mudar quando a mãe morre e seu pai adoece.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

"O Rico e Lázaro" expôs o esgotamento das tramas bíblicas da Record

Após o fenômeno "Os Dez Mandamentos", maior sucesso da Record, exibida em 2015, deixando a Globo para trás algumas vezes, a emissora resolveu adotar de vez o esquema de obras bíblicas. O canal dos bispos sempre priorizou esse tipo de produção, mas, ainda assim, havia espaço para outro tipo de histórias. Porém, na faixa das 20h30 ficou estabelecido esse padrão. A questão é que depois nenhuma outra chegou perto do êxito ou da repercussão da mesma. E, com "O Rico e Lázaro", esse esgotamento, que era cada vez mais inevitável, chegou de vez.


A trama de Paula Richard, dirigida por Edgar Miranda, estreou em março, substituindo "A Terra Prometida", um folhetim que obteve uma audiência razoável, mas longe do desejado, pois tinha entrado no lugar da equivocada 'segunda temporada' de "Os Dez Mandamentos". Ou seja, foi a quarta produção bíblica seguida. A coprodução com a Casablanca, iniciada durante todo esse processo de padronização de folhetins da emissora, melhorou um pouco a qualidade de alguns cenários e nos efeitos especiais de cenas específicas. O problema foi a mesmice.

A história, que chega ao fim em novembro, seguiu a cronologia das passagens da Bíblia e, teoricamente, o encaminhamento observado nos folhetins anteriores. Mas, claro, com novos personagens e outros conflitos. Só que todo o conjunto permaneceu igual.

sexta-feira, 17 de março de 2017

"O Rico e Lázaro" apresenta um bom começo

"A Terra Prometida" ficou quase nove meses no ar. A trama estreou em julho de 2016 e só acabou nesta segunda-feira (13/03). Embora não tenha repetido o fenômeno de "Os Dez Mandamentos", a audiência foi satisfatória e houve uma nítida melhora na qualidade dos cenários e figurinos, embora o exagero nas interpretações e a barriga (comum em produções da emissora que sempre são esticadas) tenham continuado ---- o último capítulo, por sinal, foi tão fraco quanto o da produção anterior. Agora a missão da Record é manter os bons índices com "O Rico e Lázaro", nova novela bíblica da emissora que acabou de estrear.


Escrita por Paula Richard (que foi uma das colaboradoras de "Os Dez Mandamentos") e dirigida por Edgar Miranda, a nova trama é inspirada em uma parábola bíblica que começa 600 a.C., quando dois homens morrem no mesmo dia e um vai para o paraíso e o outro para o inferno. O enredo é uma passagem do livro sagrado dos cristãos em que Jesus fala aos seus discípulos. A primeira cena do primeiro capítulo foi justamente a imagem de uma pessoa no inferno (uma espécie de umbral), em meio a vários efeitos especiais.

Após a cena citada, um momento de batalha virou o centro das atenções, liderado por Nabucodonosor (Heitor Martinez), poderoso imperador da Antiguidade. A sequência ficou muito bem feita e se mostrou infinitamente melhor do que todas as cenas do mesmo tipo exibidas em "A Terra Prometida" e "Os Dez Mandamentos" juntas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Elenco brilhou em "Escrava Mãe"

Após oito meses no ar, "Escrava Mãe" chegou ao fim honrando a boa impressão inicial. A produção foi ao ar toda gravada e o risco era alto, afinal, não poderia ser mexida caso houvesse rejeição. Mas não houve e nem poderia. É possível constatar, inclusive, que foi uma das melhores novelas da Record. A trama escrita por Gustavo Reis e dirigida por Ivan Zettel reuniu todos os elementos clássicos folhetinescos, sem se preocupar em fugir dos clichês. E funcionou. Entre os êxitos da produção esteve o elenco bem selecionado, principalmente levando em consideração a dificuldade da escalação, uma vez que a maioria dos nomes conhecidos segue na Globo e uma parte ainda estava trabalhando nas histórias bíblicas.


Ao contrário do que se esperava, o time não ficou frágil em virtude das dificuldades. Pelo contrário, se mostrou bem mais forte que o fraco elenco de "Os Dez Mandamentos", por exemplo. Foram vários os atores que se destacaram desde a estreia, entre eles a grande Zezé Motta. Intérprete da Tia Joaquina, a atriz engrandece qualquer produção e esteve irretocável na pele da escrava mais sábia e experiente da história. Fiel conselheira da mocinha Juliana (Gabriela Moreyra), a personagem foi a responsável pela narração do primeiro capítulo, sendo a representante da luta dos negros.

Apesar da curta participação, Antônio Petrin é outro que merece menção, pois seu Coronel Custódio foi brilhantemente defendido por ele. O fazendeiro era um homem íntegro e tratava seus escravos com respeito. Seu trágico desfecho, assassinado pela própria filha, encerrou o ciclo em grande estilo. Aliás, a assassina foi a arrogante Maria Isabel, vivida pela ótima Thais Fersoza.