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quinta-feira, 13 de junho de 2024

A crise na teledramaturgia da Globo é uma realidade

 A crise da teledramaturgia nunca esteve tão evidente. Não por conta do esgotamento do gênero, como muitos insistem em afirmar, mas, sim, pela gestão acomodada e equivocada das empresas. Record e SBT nem merecem entrar no debate porque deixaram de ser competitivas há anos e se apequenaram com as novelas infantis e bíblicas, respectivamente, que não fazem mais sucesso e servem apenas para pagar contas. A Globo ao menos se diferenciava por ser a maior produtora de folhetins no Brasil e no mundo. Mas está a cada dia mais claro o quanto a líder vem se afundando em decisões que beiram o amadorismo. 


É importante ressaltar: a Globo teve o maior lucro em 8 anos e a receita líquida do primeiro trimestre atingiu R$ 3,7 bilhões, alta de 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia fechou o trimestre positivo em R$ 812 milhões. Portanto, a empresa vai muito bem, obrigado. Só que a forma como a cúpula do canal vem tratando o setor de teledramaturgia, que sempre foi um dos maiores trunfos da emissora, transparece um descaso inexplicável e que é observado pelo público que acompanha suas produções há muitos anos. 

O corte de custos é sentido na contratação dos elencos diante da não renovação de contrato de diversos nomes de peso, que acabam recusando posteriormente o chamado trabalho 'por obra'. Cadê os veteranos? Não há mais nomes acima dos 70 anos em praticamente produção nenhuma. Uma mistura de etarismo com 'pão-durismo'. E a redução das despesas também é visível na falta de qualidade de muitas cenas. Algo que era impensável na Globo.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2023, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 





"BBB 23": 

Quem achou que nada seria pior que o "BBB 22" teve que rever seus conceitos... Um fracasso de audiência, a pior de toda a história do reality, e um jogo que foi tomando um rumo repleto de preconceito e atitudes bastante controversas que não tiveram uma resposta merecida da produção. Para culminar, duas expulsões por assédio sexual, mas com os expulsos tendo seus contratos mantidos com a emissora, assim como seus privilégios dos prêmios que ganharam. Até os discursos de Tadeu Schmidt decepcionaram. O apresentador resolveu bancar o 'isentão' e elogiou todo mundo que foi eliminado, não houve crítica alguma a qualquer comportamento. Pareceu um conto de fadas. E o pior de tudo foi o público elegendo uma vencedora que pouco fez para ter honrado os quase três milhões de reais que faturou, a maior premiação da história do formato. 


"Travessia": 

A novela foi uma avalanche de problemas que dominaram o enredo do primeiro ao último capítulo. A trama derrubou os índices do bem-sucedido remake de "Pantanal" e se mostrou um grande fracasso. Mas teve motivos de sobra para tamanha rejeição do público. Não havia uma história consistente sendo contada e a ideia de abordar os avanços da tecnologia através da chamadas fake news não se sustentou nem por dois meses, o que naufragou a narrativa da protagonista, que ficou avulsa boa parte do enredo. A imensa maioria dos personagens não despertou atenção do telespectador e nem havia uma boa construção dos conflitos. Aliás, quais conflitos? Até mesmo Drica Moraes comentou, após o término da trama, que não entendeu a proposta de sua personagem. E Cássia Kiss? A atriz mal conversava com seus colegas por conta de seus pensamentos conservadores, o que deixava o clima das gravações nada agradável. Vale citar ainda a direção equivocada de Mauro Mendonça Filho, que prejudicou várias cenas, sendo criticado até pela autora no X, antigo Twitter. Chegou ao fim como o pior folhetim da carreira de Gloria Perez. 

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

O que Amauri Soares pretende fazer com a teledramaturgia da Globo?

 No final de junho, Amauri Soares assumiu o lugar de Ricardo Waddington como diretor dos Estúdios Globo. A emissora vem passando por várias reestruturações desde o início de 2023. A notícia foi dada em um comunicado por Paulo Marinho, diretor-presidente da TV Globo. Desde então, várias mudanças vem sendo observadas no setor de teledramaturgia da empresa, onde muitas delas indicam um verdadeiro retrocesso em se tratando do viés progressista do canal. 


Amauri iniciou seu trabalho na Globo em 1987, onde trilhou seu caminho profissional em diversos departamentos de jornalismo. Já atuou como chefe de redação do "Fantástico", editor-executivo do "Jornal da Globo", editor-chefe do "Jornal Nacional", diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, diretor-executivo da Globo Internacional em Nova York, liderou a diretoria de eventos da Globo e foi diretor da programação por sete anos. Ou seja, é um homem bastante poderoso na empresa e de grande confiança da família Marinho. 

Desde que assumiu o novo posto, várias notícias a respeito de suas ordens foram divulgadas na imprensa e praticamente todas, coincidentemente ou não, acabaram comprovadas pelo público que acompanha as novelas da emissora. Foi noticiado que partiu dele a ordem para vetar os beijos entre mulheres em "Vai na Fé" para 'não afugentar o público evangélico' que a história de Rosane Svartman tinha conquistado.