A 55ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (04/05) e marcou o início de um novo ciclo. Afinal, é o primeiro ano sem Silvio Santos no comando da premiação mais antiga da televisão brasileira. Vale lembrar que em 2020 e 2021 não houve a cerimônia por conta da pandemia e em 2023 em virtude da ausência do apresentador, que já tinha se aposentado de suas funções no SBT. Ano passado, diante do atraso nas indicações, ocorreu o cancelamento do prêmio.
A premiação sempre foi elogiada pelos profissionais diante presença de programas e artistas de todas as emissoras, bem diferente do que ocorre no "Melhores do Ano", no "Domingão", que acabou apelidado de 'festa da firma' por só ter indicados da Globo. Porém, o retorno do "Troféu Imprensa" acabou virando uma nova festa da firma, mas agora do SBT. É verdade que os jurados sempre puxaram a sardinha para as produções da emissora, mas Silvio Santos conseguia dar um freio no festival de bajulações. O maior comunicador do país conseguia se mostrar imparcial, algo que não aconteceu com Patricia Abravanel e Celso Portiolli, os dois novos apresentadores da cerimônia. Pelo contrário, os dois ficavam envaidecidos com o show de puxa-saquismo de grande parte do júri. Celso ainda concordava com algumas críticas feitas a profissionais da concorrência.
E também é preciso ressaltar que desde a 40ª edição que o "Troféu" Imprensa" passou a sofrer muitas críticas merecidas a respeito da escolha dos três finalistas em cada categoria. Antes eram os profissionais da produção que selecionavam, mas o público que vota no site que passou a selecionar os melhores para serem escolhidos pelos jurados depois que foi criada a categoria "Troféu Internet", o que é um absurdo porque privilegia determinados programas ou artistas que têm mais fãs dedicados.