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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Clara proporcionou grandes momentos para Regiane Alves em "Vai na Fé"

 A complexidade, quando bem desenvolvida, sempre destaca o personagem e possibilita um arco de possibilidades para o ator que o interpreta. Claro que tipos maniqueístas também proporcionam para os intérpretes grandes momentos, basta ser bem escrito e desenvolvido. Mas quando um perfil aparentemente íntegro e sofredor toma atitudes controversas, há uma natural confusão de sentimentos no público. É para torcer ou detestar? Criticar ou enaltecer? As duas coisas? As dúvidas engrandecem a narrativa e expõem a densidade do papel. É exatamente o que ocorreu com Clara, em "Vai na Fé". 


Não é exagero afirmar que a personagem é a melhor da carreira de Regiane Alves desde a Dóris, de "Mulheres Apaixonadas", exibida em 2003. A atriz há muitos anos não ganhava um papel que a valorizasse, de fato. Ao longo dos vinte anos de seu último grande sucesso na carreira, a intérprete brilhou em todas as suas aparições, vide a doce Belinha, em "Cabocla" (2004); a patricinha Alice, de "Páginas da Vida" (2006); a íntegra Joana, em "Beleza Pura" (2008); e a fútil Cris, em "A Vida da Gente" (2011). Mas a atriz estava precisando de uma mulher que tivesse uma história rica e um destaque que fizesse jus ao seu talento, assim como teve no último grande folhetim de Manoel Carlos, atualmente reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo". 

Rosane Svartman conseguiu dar um fim ao longo hiato e presenteou Regiane com um dos melhores papéis de sua novela de sucesso. Clara iniciou a história sem muito destaque e aparecendo em poucas cenas que mostravam o casamento desgastado de uma mulher rica, moradora da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

"Vai na Fé" prova que a pressão popular sempre será o maior antídoto contra o retrocesso

 Nesta quarta-feira, dia 21, foi ao ar o beijo entre Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) em "Vai na Fé". Após longos meses de inúmeros cortes que desrespeitaram a autora Rosane Svartman, as atrizes, a equipe de roteiristas e principalmente o público. Três dias depois de outro beijo que sofreu uma sucessão de cortes na novela das sete ter ido ao ar: o de Vini (Guthierry Sotero) e Yuri (Jean Paulo Campos). Então, o retrocesso na maior emissora do país chegou ao fim? 


A pergunta ficará no ar ainda por um bom tempo porque nada está muito claro. A verdade é que os dois beijos só foram ao ar após uma avalanche de críticas da imprensa e dos telespectadores. Tudo foi ficando pior com a chegada de junho, mês do orgulho LGBTQIAP+. Isso porque a Globo vem prestando merecidas homenagens nos últimos anos através de reportagens em seus telejornais, nos programas de entretenimento e com especiais exibidos na grade. Porém, em 2023, toda a campanha da emissora em levantar a importância do respeito às várias formas de amor estava (e ainda está) sendo alvo de constantes revoltas nas redes sociais. As várias censuras aos beijos em "Vai na Fé" eram a todo instante lembradas para expor a hipocrisia da empresa. Para culminar, até em "Aruanas", série exibida depois das onze da noite, houve corte do beijo entre duas mulheres. 

A situação ficou insustentável quando a Globo começou a anunciar o especial "Histórias Impossíveis - Falas de Orgulho", realizado pela mesma talentosa equipe que produziu os excelentes "Falas Femininas" e "Falas da Terra".

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Virada em "Vai na Fé" destaca talento dos atores e potência do enredo

 Há várias razões para explicar o sucesso de "Vai na Fé" e muitas delas já foram expostas aqui. A trama de Rosane Svartman, dirigida por Paulo Silvestrini, conquistou o público através de conflitos críveis e muito bem construídos, somados a personagens repletos de camadas e bem interpretados. O capítulo desta sexta-feira (09/06) marcou uma das mais aguardadas viradas da novela, o que ressaltou a potência do enredo e o talento dos atores. 


Após longos meses, Clara (Regiane Alves) descobriu o caso que Theo (Emílio Dantas) teve com Kate (Clara Moneke) graças ao flagra que deu no marido encurralando a atual namorada do filho em seu quarto, durante um breve intervalo do jantar que estavam realizando com a família. O flagrante resultou em uma sucessão de cenas de intensa carga dramática. Foram vários momentos que impactaram o público e já configuram como alguns dos mais marcantes da atual novela das sete. 

Ao contrário do que se previa, Clara não caiu na conversa de Theo e enfrentou o marido pela primeira vez. A personagem não escondeu o horror com o fato do esposo estar com a namorada do filho. O vilão mais uma vez tentou menosprezar a mulher insinuando um delírio, prontamente rebatido aos berros e com um grito final que estava engasgado em sua garganta há muitos anos.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Transbordando caretice e covardia, Globo segue censurando beijos de Clara e Helena em "Vai na Fé"

 A novela das sete da Globo é o maior sucesso da emissora atualmente. "Vai na Fé" vem reunindo uma avalanche de elogios merecidos. Rosane Svartman novamente vem acertando em cheio com uma história envolvente e bem desenvolvida. Mas a censura do canal em cima dos beijos de Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) virou quase uma novela paralela e por culpa da própria empresa. 


A relação das personagens vem sendo construída com habilidade pela autora através da amizade que surgiu entre a aluna e a sua personal trainer. Clara vive um casamento abusivo com o vilão Theo (Emílio Dantas) e descobriu na amiga uma espécie de porto seguro. É através dos diálogos das duas que as fragilidades da personagem acabam expostas com muita sensibilidade. 

A primeira censura da cúpula da emissora aconteceu no dia 10 de maio, quando a professora orientou os exercícios da aluna na casa de Clara porque a academia estava interditada. Uma tensão sexual no momento em que a personal segurou a cabeça de Clara ficou explícita e as duas se olharam (em uma clara alusão ao icônico momento do beijo protagonizado por Peter Parker e Mary Jane, no filme "Homem-Aranha", de 2002).

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Em pleno 2023, Globo censura beijo de Clara e Helena em "Vai na Fé"

 O título desta crítica é bastante desanimador. É incontestável que a única emissora do país que se preocupa, de verdade, com a diversidade é a Globo. Todas as demais ignoram o tema e parece que praticamente nada mudou nos últimos 20 anos. Já na líder é visível a mudança ao longo dos anos, tanto na questão dos elencos das novelas quanto nos programas de entretenimento e esporte. Mas de nada adianta tais práticas e tais discursos, se há corte de um beijo entre duas mulheres em uma novela das sete. 


Aconteceu nesta quarta-feira, dia 10, em "Vai na Fé", justamente o folhetim atual de maior sucesso da Globo. Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) formam um dos vários excelentes casais da história de Rosane Svartman. Na verdade, as duas ainda não são um par. A relação vem sendo construída com o maior cuidado através da amizade que surgiu entre a aluna e a sua personal trainer. Clara vive um casamento abusivo com o vilão Theo (Emílio Dantas) e descobriu na amiga uma espécie de porto seguro. É através dos diálogos das duas que as fragilidades da personagem acabam expostas com muita sensibilidade. 

Rosane é uma autora que não faz nada superficial. Há sempre uma boa construção para os pares serem formados e não por acaso emplaca vários em suas novelas, incluindo as duas bem-sucedidas temporadas de "Malhação" ---- "Intensa" e "Sonhos". Com Clara e Helena, não tem sido diferente. E o início da mudança de 'chave' no relacionamento se deu semana passada, quando as amigas saíram para jantar fora. Dois rapazes debocharam e passaram cantadas baratas na dupla.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Reprises de "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas" mostram o melhor de Regiane Alves

 As melhores reprises atuais são as duas novelas de sucesso de Manoel Carlos. "Laços de Família", no "Vale a Pena Ver de Novo", e "Mulheres Apaixonadas", no canal a cabo Viva. Ambas fazem sucesso em suas respectivas exibições e possibilitam ao público acompanhar o trabalho primoroso de grande parte do elenco. Não por acaso, o time de atores é quase o mesmo. Todo autor tem sua 'panelinha' e a do Maneco fica evidente com as reexibições. Entre os destaques, há Regiane Alves em dois papéis odiosos. 

Em "Laços de Família", a atriz interpreta a mimada Clara. Amargurada e arrogante, a personagem não sente a menor vergonha em ser desagradável com todos os familiares de seu marido, o passivo Fred (Luigi Baricelli). Está constantemente de cara amarrada e com péssimo humor. Quando seu casamento entra em crise, não pensa duas vezes antes de usar a filha como elemento de chantagem emocional e mostra de vez o ser humano deprimente que é. Não deixa de ser uma vilã secundária do enredo. 

Já em "Mulheres Apaixonadas", Regiane vive a interesseira Dóris. Outra víbora em sua carreira e com características semelhantes a Clara. Não se preocupa em destratar os familiares, principalmente seus avós Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Osvaldo Louzada).

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Massacrada pela crítica e aclamada pelo público, "O Outro Lado do Paraíso" foi um fenômeno incontestável de audiência

Walcyr Carrasco tinha uma missão ingrata: escrever uma novela em tempo recorde, logo após o sucesso "Êta Mundo Bom!" (2016), em virtude do cancelamento da trama de estreia de Duca Rachid e Thelma Guedes no horário nobre da Globo. Mas, fazendo jus ao posto de autor que mais produz na emissora, aceitou o desafio. E criou "O Outro Lado do Paraíso", folhetim rasgado e repleto de clichês melodramáticos, que contou a saga da vingança de Clara Tavares (Bianca Bin). O enredo sofreu uma forte rejeição de parte da crítica, mas caiu no gosto do público, entrando para a galeria de fenômenos de audiência do escritor ---- maior média do horário nobre desde a inesquecível "Avenida Brasil" (2012), com os mesmos 39 pontos de média, superando nove tramas antecessoras e elevando dois pontos da também ótima "A Força do Querer".


A novela arrebatou o telespectador com uma história ágil e cheia de reviravoltas, cujo maior trunfo foi a volta por cima dos perfis íntegros, humilhando os vilões em várias viradas ao longo de 173 capítulos. O início, todavia, não foi tranquilo. A primeira fase se mostrou longa demais, cansando pela repetição de conflitos. O sofrimento da mocinha, internada em um manicômio pela sogra (Sophia - Marieta Severo) e cunhada (Livia - Grazi Massafera), e espancada pelo marido violento (Gael - Sérgio Guizé), poderia ser exposto em apenas duas semanas. Entretanto, durou mais de um mês. E a audiência ficou em torno de 33 pontos, um bom índice, mas nada de arrebatador. O famigerado grupo de discussão também considerou o enredo pesado demais, necessitando de mais humor. A solução foi uma sucessão de cortes, resultando no adiantamento da mudança de fase e na consequente fuga de Clara do hospício. 

O resultado foi imediato. A novela passou de 33 para 36 pontos e foi aumentando ainda mais esses índices a cada novo acontecimento. Passou a marcar acima de 40 quase todo dia.  O sucesso já era uma certeza, então, o autor se preocupou apenas em desenvolver seu enredo. Acertou em vários pontos, mas também errou em outros. Como costuma acontecer em várias obras, diga-se. A saga da vingança da mocinha foi o maior êxito do folhetim, prendendo o telespectador do início ao fim.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Ótima como Clara em "O Outro Lado do Paraíso", Bianca Bin fez por merecer uma protagonista no horário nobre

Protagonizar uma novela é um desafio para qualquer ator, incluindo os mais experientes. E quando não é um casal de mocinhos e, sim, uma única personagem? E no horário nobre da Globo? Com certeza, é ainda pior para o intérprete. Se fracassar, a mancha em sua carreira será inevitável. Ser o responsável pelo mote central de um enredo é uma missão complicada, exigindo um grau de entrega muitas vezes exaustivo. Mas, Bianca Bin conseguiu driblar todas as armadilhas possíveis e vive seu melhor momento na pele da vingativa Clara, em "O Outro Lado do Paraíso".


A heroína do fenômeno de Walcyr Carrasco correu um risco alto de ser rejeitada nas primeiras semanas, pois apresentava todas as características irritantes de uma mocinha. Era excessivamente ingênua, passiva e totalmente manipulável. Caiu na lábia do conquistador e violento Gael (Sérgio Guizé) com facilidade e não reagia diante das declarações arrogantes da sogra, Sophia (Marieta Severo), e da cunhada, Livia (Grazi Massafera). Para piorar, mesmo apanhando do esposo várias vezes, se negava a denunciá-lo --- como ocorre mesmo na vida real. Ou seja, um teste de paciência para o telespectador.

A questão que a humanizava, despertando empatia do público, era a tragédia envolvendo o seu pai, morto quando garimpava as suas terras em busca de esmeraldas. Esse trauma, inclusive, deixava a protagonista firme em relação ao terreno do avô, Josafá (Lima Duarte), negando qualquer chance de garimpo e enfrentando as intimidações da sogra e do marido.

sábado, 10 de março de 2018

"BBB 18" aproveita o sucesso de "O Outro Lado do Paraíso" com o retorno de Gleici e empolga público

A edição desta sexta-feira (09/03) do "Big Brother Brasil 18" entrou para a história do reality com momentos que com certeza ficarão na memória dos fãs do formato. A produção do programa aproveitou com habilidade o estrondoso sucesso de "O Outro Lado do Paraíso" no retorno de Gleici e provocou uma deliciosa catarse no jogo, resultando em uma virada bastante aguardada desde a eliminação falsa da participante na terça-feira (06/03), quando disputou a preferência popular com seus dois amigos: Paula e Mahmoud.


Gleici ficou no quarto de cima da casa por três dias e viu o que os colegas conversavam na casa. Obviamente, não descobriu tudo que deveria e nem teria tempo para isso. No entanto, o momento em que a menina percebeu que não tinha sido eliminada provocou momentos hilários, principalmente quando Tiago Leifert tentou acalmá-la para os demais não ouvirem. O período em que ficou no segundo andar não chegou a render muito, mas a internet ficou em êxtase e fez vários memes (montagens de fotos usando expressões cômicas) comparando com o retorno da mocinha da novela das nove.

A produção, que não tem nada de boba, resolveu aproveitar a ideia dos internautas e fez uma chamada citando o enredo de Walcyr Carrasco: "Hoje tem um retorno digno de novela no BBB". Ainda exibiram Gleici falando "Não imaginam o prazer que é estar de volta", frase dita por Clara (Bianca Bin). Para a sorte da Globo, a participante é fã da trama e repetiu essa frase inúmeras vezes enquanto esperava seu retorno.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Clara e Patrick esbanjam química em "O Outro Lado do Paraíso"

O atual fenômeno das nove da Globo conquistou o público com a saga de Clara (Bianca Bin), comprovando que os telespectadores dificilmente resistem a um bom enredo de vingança. Porém, toda boa novela também precisa de romance e a vida amorosa da mocinha vingativa nunca foi favorável em "O Outro Lado do Paraíso". Quase se relacionou com Renato (Rafael Cardoso) na primeira fase, mas acabou casada com Gael (Sérgio Guizé), homem violento e inconsequente. A dúvida em torno do par romântico da protagonista se fazia presente em uma parcela da audiência. Ela teria um amor, afinal? Mas a chegada de Patrick (Thiago Fragoso) cessou qualquer incerteza.


É importante ressaltar que o personagem sempre esteve na sinopse da trama. Walcyr Carrasco já tinha a sua carta na manga e a usou na hora certa, assim que Clara iniciou sua retomada, após ter escapado do hospício. O íntegro sobrinho de Beatriz (Nathália Timberg) é um clássico herói romântico e virou o braço direito da mocinha, agindo como parceiro nos planos e usando sua capacidade como advogado para colocá-a sempre um passo a frente de seus inimigos. Também foi uma peça fundamental na riqueza da protagonista, ajudando a vender todas as pinturas valiosas que a finada tia deixou para sua discípula e amiga.

A sintonia entre Thiago Fragoso e Bianca Bin se fez presente desde a primeira cena deles juntos. Não demorou para uma torcida pelo casal surgir. Porém, o autor usou esse trunfo a seu favor e adiou o quanto pôde o primeiro beijo dos personagens.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Volta triunfal de Clara promove cenas emocionantes e arrepiantes em "O Outro Lado do Paraíso"

Há menos de três meses no ar, "O Outro Lado do Paraíso" já pode ser considerada um imenso sucesso e mais um êxito para a carreira de Walcyr Carrasco. A novela da Globo chegou a marcar 40 pontos na última segunda-feira (11/12) e 42 na terça, com picos de 44. Índices impressionantes, sendo a primeira vez que um folhetim das nove supera os 40 pontos em sua oitava semana desde "Avenida Brasil". "A Força do Querer" só conseguiu esse índice na décima sétima semana e "Amor à Vida" ---- os dois grandes sucessos pós-fenômeno de João Emanuel Carneiro ---- na décima terceira. E a atual produção tem feito por merecer números tão elevados.


A trama arrebatou o público a partir da virada de fase, uma vez que o telespectador aguardava esse momento desde o início da história, após ter acompanhado os vilões se dando bem e humilhando os bonzinhos por mais de trinta capítulos. A fuga de Clara (Bianca Bin) fez a audiência saltar de 30 para 36 pontos e desde então só sobe. As razões são muitas, começando pela retomada da protagonista, que agora é milionária e ainda conta com um fiel escudeiro pronto para ajudá-la em tudo, o íntegro Patrick (Thiago Fragoso). O inferno no hospício passou e a fuga foi de tirar o fôlego. Mas, se essa sequência primou pelos vários acertos e a grandiosa direção da equipe de Mauro Mendonça Filho, a volta triunfal da verdadeira dona das cobiçadas esmeraldas conseguiu ser ainda melhor.

A mudança no visual da mocinha, comprando roupas ao som de "Weird Fishes" (Radiohead), expôs o início da vida da nova rica e esse clichê nunca se esgota. Várias novelas, séries e filmes já apresentaram cenas semelhantes e raramente o resultado é ruim. A parceria da mocinha com seu advogado também já desperta atenção, evidenciando a química entre Bianca Bin e Thiago Fragoso, prometendo um excelente casal nos próximos meses.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fuga de Clara promove aguardada e eletrizante virada em "O Outro Lado do Paraíso"

A primeira fase de "O Outro Lado do Paraíso" se alongou demais. Duas semanas eram suficientes para a apresentação de todos os conflitos principais e os mais de 30 capítulos cansaram, deixando o contexto repetitivo. Porém, Walcyr Carrasco mostrou que estava com várias cartas na manga, apresentando uma virada empolgante e repleta de ótimas cenas, destacando ainda seu ótimo elenco. A expectativa do público era alta e o autor até agora vem fazendo jus ao aguardado momento da atual novela das nove.


A esperada passagem de dez anos, exibida na segunda (27/11), foi muito bem explorada através de breves cenas, como o casamento de Renato (Rafael Cardoso) e Livia (Grazi Massafera), o treinamento de Clara (Bianca Bin) no hospício, a dedicação aos estudos de Raquel (Érika Januza), o prosseguimento das escavações para a retirada das esmeraldas, os aniversários de Thomaz (Vitor Figueiredo), enfim. E todos os momentos ao som de Hold On (Alabama Shakes), além da também ótima "That Smell" (Lynyrd Skynyrd), expondo a qualidade da trilha sonora. A prova do interesse do telespectador foi a média de 36 pontos, com picos de 40, do capítulo.

Já o capítulo de terça (28/11), exibindo a descoberta de Renato sobre a internação da mocinha em uma clínica psiquiátrica isolada em uma ilha, conseguiu ser ainda melhor. O rapaz logo inventou uma viagem para a esposa, conseguindo trabalhar por um período na tal clínica, reencontrando Clara e renovando as esperanças da neta de Josafá (Lima Duarte).

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Segunda fase evidencia semelhanças entre "O Outro Lado do Paraíso" e "Chocolate com Pimenta"

A vingança é um dos maiores clichês da ficção e até hoje faz sucesso. Nada mais empolgante do que ver uma pessoa injustiçada se voltando contra todos que a arruinaram. "O Conde de Monte Cristo", romance da literatura francesa, escrito por Alexandre Dumas, em 1844, é a maior referência do gênero. Tanto que vários filmes, peças teatrais, séries e novelas já se inspiraram na obra. "Fera Radical", em reprise no Viva, por exemplo, ou o seriado americano "Revenge", além de "Avenida Brasil", entre tantas outras produções. Atualmente, "O Outro Lado do Paraíso" é o folhetim que se baseia nesse recurso. E, curiosamente, Walcyr Carrasco, acabou se inspirando também em outra novela sua: "Chocolate com Pimenta", exibida em 2003.


O folhetim de sucesso das 18h até hoje é lembrado e a saga da doce Ana Francisca (Mariana Ximenes) arrebatou o telespectador na época. É uma das produções de maior êxito do autor, marcada pelo humor delicioso, personagens carismáticos, muita guerra de torta e enredo empolgante. Após ser ridicularizada na fictícia cidade de Ventura, recebendo um banho de tinta verde durante uma festa de formatura, a mocinha promete voltar e destruir todos que riram dela, entre eles o banqueiro, o delegado, a maior rival, o prefeito, entre outros. E ela consegue graças ao querido Ludovico (Ary Fontoura), homem muito mais velho, que se casa com a menina apenas por amizade e para deixar sua herança com uma boa pessoa, evitando que a irmã ambiciosa ficasse rica.

O juramento que Ana fez, diante de uma paisagem deslumbrante e no topo de um quase morro, marcou a virada da personagem. "Por essa terra que eu piso, por esse barro de que sou feita, nunca mais vão rir de mim. Pelo céu que desce do horizonte, pela chama que arde em meu coração, eu vou me vingar um dia. Eu vou me vingar! Olho por olho, dente por dente, disse a magoada protagonista, pegando a terra do chão e encostando em seu peito.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Primeira fase de "O Outro Lado do Paraíso" não precisava ser tão longa

A nova novela das nove da Globo estreou no dia 23 de outubro. Já está claro que Walcyr Carrasco pretende contar uma trama repleta de vinganças, provando que a lei do retorno existe. Por enquanto, o público tem acompanhado o calvário das vítimas, tendo Elizabeth (Glória Pires) e Clara (Bianca Bin) como protagonistas, além de Raquel (Érika Januza) correndo por fora. E o enredo tem duas fases: uma ambientada em 2007 e a outra em 2017. Parece promissor. O único senão até agora, porém, tem sido a duração da primeira etapa dessa saga.


São cerca de trinta capítulos com a história, dirigida por Mauro Mendonça Filho, ambientada em 2007. E, pelo que tem sido apresentado, é um período excessivo. Não havia necessidade de tantos capítulos para introduzir o drama dos personagens. Duas semanas já eram suficientes para exibir a primeira fase, sem correria. Isso porque a sensação de se deparar com situações repetidas se torna inevitável. Na tentativa de preencher o tempo desse início, o autor vem reiterando conflitos e brigas, que sempre rendem ótimas cenas, mas acabam andando em círculos.

Clara e Gael (Sérgio Guizé), por exemplo, se casaram e já brigaram várias vezes, resultando quase sempre em agressões do marido. A mocinha foi espancada e parou no hospital em três momentos, assim como se abrigou na casa do avô, Josafá (Lima Duarte), nos mesmos períodos. Também recebeu o apoio de Renato (Rafael Cardoso) nessas situações.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"O Outro Lado do Paraíso" estreia com imagens cinematográficas e trama promissora

"Tudo o que você faz um dia volta para você. Se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver". A música "Boomerang Blues", da icônica Legião Urbana, é tema da abertura de "O Outro Lado do Paraíso", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (23/10), com a missão de manter a qualidade e os elevados índices de "A Força do Querer", trama de sucesso de Glória Perez. E essa canção faz jus ao contexto desse novo enredo, escrito por Walcyr Carrasco e dirigido por Mauro Mendonça Filho, cuja premissa é justamente a popular lei do retorno.


Após vários sucessos seguidos no currículo e escrevendo para todas as faixas da Globo, Walcyr encara mais uma missão e prova é que o autor mais ativo da emissora. Está praticamente todo ano no ar e fazendo a alegria do canal através de expressivos números de audiência ---- "Amor à Vida" (2013), "Verdades Secretas" (2015) e "Êta Mundo Bom!" (2016) tiveram Ibope e repercussão excelentes, citando apenas seus trabalhos mais recentes. Depois de uma novela sobre traumas familiares, outra focada na sensualidade somada a um clima sombrio, e a última explorando o universo caipira, o escritor optou pelo clássico mote da vingança para prender o telespectador.

A partir de agora o público acompanhará a saga de Clara (Bianca Bin), mocinha inocente e íntegra, que jura ter achado um príncipe encantado até se ver no meio de um jogo de interesses, sofrendo ainda violência doméstica, temendo o próprio marido. A menina se encanta por Gael (Sérgio Guizé) logo no primeiro capítulo, sendo correspondida.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Beijo de Clara e Marina na novela "Em Família" comprova que o tabu foi quebrado em "Amor à Vida"

Nesta segunda-feira (30/06), foi exibido na novela "Em Família" um selinho entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller). A fotógrafa pediu a namorada em casamento, as duas se emocionaram e trocaram um beijo que deixou muito a desejar. Pareciam duas amigas e não um casal. A cena foi fraca e sem emoção. Porém, as atrizes não tiveram culpa e se saíram muito bem no que foi proposto, pois o problema do par se deve exclusivamente ao autor, que não soube desenvolver a história adequadamente. Impossível se envolver com este romance. Clara se comporta feito uma adolescente boba e Marina se mostrar romântica depois de ter ficado evidente que ela era uma mulher prática, e até excessivamente sexual, não deu para engolir.


E em relação ao beijo, segundo Manoel Carlos, este foi o mais 'leve'. O de maior intensidade será exibido ao longo dos próximos capítulos da trama. Mas deixando a questão do casal 'Clarina' de lado, é preciso constatar que um dos maiores tabus que cercavam as novelas da Globo foi quebrado definitivamente por "Amor à Vida", através do sucesso do par Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso), que arrebatou o público. O beijo exibido no último dia da história de Walcyr Carrasco foi antológico, emocionante, e ainda serviu para acabar de uma vez (pelo menos é o que se espera) com a inútil polêmica que assombrava todo romance homossexual na ficção.

Voltando no tempo, por exemplo, pode-se afirmar com toda convicção que Clara e Marina morreriam na inesquecível explosão do Shopping em "Torre de Babel" (1998). Na época, o casal lésbico formado pelas atrizes Silvia Pfeifer e Christiane Torloni, que interpretavam Leila e Rafaela, foi rejeitado pelo público, 'obrigando' Silvio de Abreu a matá-las no atentado, junto com alguns outros perfis que não foram bem aceitos.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"Em Família": uma novela sem rumo

Assim como é aceitável que uma obra não mude sua essência e prejudique seu enredo para satisfazer o telespectador, também é perfeitamente compreensível que uma novela sofra modificações em prol da aceitação do público, e consequentemente do aumento dos índices de audiência. Várias tramas já sofreram deste problema e algumas conseguiram acertar com as mudanças, enquanto que outras só se prejudicaram ainda mais. O segundo caso, por exemplo, pode ser aplicado ao atual folhetim das nove da Globo: "Em Família" está sem rumo.


A última novela de Manoel Carlos vem sofrendo constantes modificações desde a sua estreia, incluindo a intervenção da Globo na aceleração da história, que implicou no encurtamento da segunda fase da trama. Tudo para tentar salvar o folhetim dos péssimos índices de audiência e da baixa repercussão. Entretanto, nada tem surtido efeito e as alterações acabaram deixando a história aparentemente sem direção e muitos personagens perdidos.

O foco principal de "Em Família" passou a ser o romance entre Luiza (Bruna Marquezine, ótima) e Laerte (Gabriel Braga Nunes, apático e inexpressivo), já previsto na sinopse. Entretanto, Maneco parece não saber o que Laerte é. Ele não é mocinho, nem vilão e nem um tipo dúbio, é apenas um sujeito obsessivo e egoísta. Parece psicótico.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há quatro anos, estreava "Passione": mais uma grande novela de Silvio de Abreu

No dia 17 de maio de 2010, estreava "Passione", até agora a última novela de Silvio de Abreu no horário nobre. A novela tinha como principal qualidade seu esplendoroso elenco, que apresentava grandes nomes do teatro e da televisão com personagens de destaque. A trama, dirigida por Denise Saraceni, substituiu a criticada e fracassada "Viver a Vida", de Manoel Carlos, e presenteou o publico com uma excelente história, contada ao longo de 209 capítulos.


Com o núcleo principal encabeçado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, a novela apresentou vários núcleos, onde todos eram intercalados e repleto de dramas fortes. A empresária Bete Gouveia (Fernandona) começou a história já sabendo que seu filho não havia morrido, iniciando uma saga em busca do ente querido. E a partir desta revelação, a grande vilã Clara Medeiros (Mariana Ximenes) arquitetou um plano, com a ajuda de seu parceiro e amante Fred (Reynaldo Gianecchini), para encontrar este rapaz antes da milionária e se casar com ele, com o objetivo de herdar automaticamente toda a fortuna da Família Gouveia.

E o filho de Bete Gouveia era Totó (Tony Ramos), que vivia com sua família na Itália. Todos eram característicos italianos, abusavam do sotaque e eram muito unidos. Ele tinha uma forte ligação com os quatro filhos ---- Adamo (Germano Pereira), Agostina (Leandra Leal), Agnello (Daniel de Oliveira) e Alfredo (Miguel Roncato) ---- e com a irmã, Gemma, interpretada brilhantemente por Aracy Balabanian.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Clara, Cadu e Marina de "Em Família": um triângulo amoroso bastante equivocado

Manoel Carlos vem enfrentando uma sucessão de problemas com sua última novela. Audiência baixa, repercussão nula, atraso na entrega dos capítulos e nas gravações, história que não consegue prender o telespectador, enfim, são muitos os percalços. E além de todas estas questões nada simples de serem resolvidas, o autor ainda se equivocou no desenvolvimento de um dos núcleos que mais prometiam: o triângulo amoroso abordando heterossexualidade e homossexualidade.


A história protagonizada por Clara (Giovanna Antonelli), Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Muller) despertou interesse antes mesmo da novela estrear. Tanto que a própria escalação foi motivo para comentários e expectativas. O papel da Marina foi escrito para Alinne Moraes, mas a linda e talentosa atriz engravidou e precisou recusar o convite. A ótima Andreia Horta chegou a ser cogitada como substituta, mas a personagem acabou nas mãos de Tainá, que também foi uma escolha acertada.

Os três atores estão ótimos, mas o enredo envolvendo os personagens deixa muito a desejar, assim como seu desdobramento. Primeiramente se equivocaram com Clara. A personagem começou a terceira fase infantilizada demais e parecia uma boboca. Giovanna não estava à vontade no papel e isso transparecia para o público.