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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Globo erra feio ao não renovar o contrato de Elizabeth Jhin

 A jornalista Patrícia Kogut noticiou na sexta-feira passada, dia 4, que a Globo não renovou o contrato com Elizabeth Jhin, após 30 anos de parceria. O esquema do fim de contratos longos já é uma realidade na emissora há alguns anos. Poucos têm o privilégio no momento e nem o time de autores escapou. Todavia, o canal comete um erro grave ao dispensar uma autora tão talentosa e que já encantou o público com tantas novelas lindas. 

A escritora trabalhou como colaboradora de vários autores por 13 anos, entre eles Manoel Carlos e Antônio Calmon ---- "Felicidade" (1991); "História de Amor" (1995); "Era uma vez..." (1998); "Andando nas Nuvens" (1999) e "O Beijo do Vampiro" (2002) foram alguns folhetins que contaram com seu trabalho. Foi 'lançada' como co-autora em "Começar de Novo", de 2004, ao lado de Antônio Calmon. A trama foi um fracasso (e merecido), mas a Globo apostou no talento de Jhin e a colocou como autora titular em 2007.

 O primeiro trabalho autoral de Elizabeth foi a ousada "Eterna Magia", dirigida por Carlos Manga e supervisionada por Silvio de Abreu. A produção das 18h tinha como temática a bruxaria e o mundo da magia. O público rejeitou inicialmente a história, mas com algumas adaptações feitas ao longo do percurso a audiência melhorou e o enredo entrou nos trilhos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Assim como "Espelho da Vida", "Bom Sucesso" acertou com a construção do amor dos mocinhos

Não há novela que consiga escapar dos clichês tão comuns ao gênero. Mesmo o folhetim mais ousado ou "inovador" acaba apresentando várias situações já vistas pelos telespectadores. Inevitável. E um dos contextos mais presentes nas histórias é o amor à primeira vista, quase sempre perto do final do primeiro capítulo. O problema é o alto risco do público rejeitar o par em virtude da pressa do escritor. Só mesmo quando a química dos atores é arrebatadora para evitar uma não identificação de quem assiste. O recurso era bem mais comum em produções antigas, mas ainda resiste. Por isso é tão bom quando autores fogem desse padrão. "Espelho da Vida" e "Bom Sucesso" foram ótimos exemplos.


Elizabeth Jhin construiu o amor dos mocinhos de forma corajosa na maravilhosa novela das seis da Globo encerrada no primeiro semestre de 2019. A autora apresentou a mocinha Cris Valência (Vitória Strada) em um relacionamento estável com Alain Dutra (João Vicente de Castro) e só depois foi expondo o nascimento do amor infinito de Júlia Castelo e Danilo Breton (Rafael Cardoso), em 1930, através das viagens no tempo promovidas pelo espelho da falecida. A protagonista descobriu que era a reencarnação da enigmática mulher e viajou até o passado para descobrir o verdadeiro responsável pelo assassinato de sua vida passada. Acabou revivendo o amor que sempre terminou com um final trágico em todas as encarnações.

A autora, no entanto, só inseriu o mocinho no presente na reta final de "Espelho da Vida". A expectativa do público ficou tão alta que a trama, com uma audiência inicialmente problemática, teve uma elevação e tanto nos números do Ibope.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2019, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Espelho da Vida":
A novela de Elizabeth Jhin enfrentou dificuldades de audiência na faixa das 18h da Globo. E o início da trama se mostrou bastante arrastado. Porém, o enredo da autora sempre teve potencial e ganhou ritmo quando chegou quase na metade. O mistério que envolvia o assassinato de Júlia Castelo despertava interesse e as viagens no tempo da mocinha foram uma ousadia da escritora que funcionou. As relações entre os personagens estavam muito bem entrelaçadas e todos tinham alguma ligação com o passado. As várias teorias sobre os rumos do folhetim dominaram as redes sociais e a repercussão foi imensa. A trama foi a mais assistida da Globo Play enquanto esteve no ar e a terceira produção mais buscada pelo Google em 2019. Um feito e tanto. O final, então, foi repleto de adrenalina e cenas emocionantes. A produção foi um acerto. Vale destacar Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Rafael Cardoso, Clara Galinari, entre tantos outros bons nomes que deram um show.


"Bom Sucesso":
A atual novela das sete de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida com maestria por Luiz Henrique Rios, é um fenômeno de audiência e todo o sucesso é merecido. Os autores, responsáveis pelas também ótimas "Malhação - Intensa" (2012), "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016), emplacaram outro produto de qualidade e conquistaram o público com uma história deliciosa que aborda a literatura com delicadeza, apresenta personagens bem construídos, forma casais apaixonantes e ainda explora viradas que emocionam e tiram o fôlego com boas doses de tensão. Impossível não se envolver com Paloma (Grazi Massafera), Marcos (Romulo Estrela), Alberto (Antônio Fagundes), Nana (Fabiula Nascimento), entre tantos outros bons e bem interpretados perfis. É o melhor folhetim das 19h desde "Totalmente Demais", ironicamente, também escrito por eles.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2019. E muitas sequências merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.





Margot descobre que seu filho está morto em "Espelho da Vida":
O desespero e a dor de uma mãe pôde ser sentido através da entrega de Irene Ravache. O momento em que Margot ouviu Hugo (Cadu Libonati) dizer que o filho desaparecido estava morto dilacerou o coração de quem assistiu. Que cena espetacular.




Cris confunde passado e presente em "Espelho da Vida":
Após ter sido dopada, a mocinha surtou e acabou misturando os personagens do passado de 1930 com os do presente de 2019. Vitória Strada brilhou em uma das suas cenas mais difíceis da novela de Elizabeth Jhin e a cena ainda merece elogios pela direção de Pedro Vasconcellos.



sábado, 28 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os melhores casais do ano

Ao contrário de todos os sites e blogs, que optam em apenas selecionar os destaques e os piores do ano, o De Olho Nos Detalhes também engloba outra categorias nas listas de retrospectivas. E um dos diferenciais do meu modesto espaço é listar os melhores pares românticos das tramas. Em 2019, "Espelho da Vida," "Bom Sucesso", "A Dona do Pedaço" foram algumas produções que presentearam o público com alguns ótimos pares românticos. Vamos ao casais.





Júlia e Danilo/Cris e Daniel ("Espelho da Vida"):
O amor de outras vidas raramente falha na dramaturgia. E Elizabeth Jhin apostou na química entre Vitória Strada e Rafael Cardoso nas cenas repletas de delicadeza protagonizada por eles em 1930, quando a mocinha viajava no tempo em busca da verdadeira história sobre a sua vida passada. O casal teve uma forte torcida e os mistérios em torno da trama despertaram cada vez mais interesse, incluindo o aparecimento do rapaz em 2019. A cena do mocinho salvando a mocinha do espelho, no penúltimo capítulo, então, foi de arrepiar e emocionar. Um amor infinito que deu gosto de ver.



Marcos e Paloma ("Bom Sucesso"):
Rosane Svartman e Paulo Halm tiveram a mesma inteligência de Elizabeth Jhin, mesmo com uma trama completamente diferente. A autora apresentou o amor dos protagonistas aos poucos através de idas ao passado. Nada de declarações apaixonadas no primeiro capítulo ou casamento na segunda semana. Marcos e Paloma também  tiveram um amor construído aos poucos. Ele era um galinha convicto, enquanto ela tentava retomar um relacionamento do passado. Os dois foram se encantando um pelo outro até o amor se instaurar de vez. A química entre Rômulo Estrela e Grazi Massafera é avassaladora e os atores estão ótimos na deliciosa novela das sete de sucesso.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

"Espelho da Vida" e "Órfãos da Terra" comprovam que audiência e repercussão nem sempre caminham juntas

Há diferentes tipos de sucesso. O mais observado é o de audiência. Quando uma produção atinge elevados índices no Ibope é sinal de êxito para qualquer emissora. Afinal é isso que se tanto busca. No entanto, os números nem sempre vêm acompanhados de repercussão. Ou seja, um produto bem-sucedido pode apresentar controvérsias. E uma ótima análise comparativa pode ser feita entre "Espelho da Vida" e "Órfãos da Terra", dois folhetins da faixa das 18h da Globo.


A história de Elizabeth Jhin começou lenta, mas engrenou a partir do final do segundo mês e surpreendeu o público de várias maneiras. A narrativa ousada da autora (expondo seu enredo através da concomitância entre passado e presente em uma viagem temporal) trouxe uma bem-vinda novidade para um formato tão longevo. Ainda conseguiu abordar o espiritismo de forma criativa e emocionante. As viagens protagonizadas por Cris (Vitória Strada) para investigar o mistério em torno do assassinato de sua vida passada, Júlia Castelo, proporcionaram momentos sensíveis e impactantes. 

Porém, a coragem da escritora teve um preço: o estranhamento de parte do público nos primeiros meses. A fantasia dentro de um universo aparentemente real não foi bem digerida, assim como a falta de maiores explicações. Mas mesmo assim Elizabeth não recuou e fez apenas alguns cortes em cenas desnecessárias de núcleos paralelos para o roteiro se desenvolver mais rapidamente. Funcionou. A audiência foi aumentando e comprando a trama sobre reencarnação e viagem no tempo. Todavia, a repercussão da produção sempre foi alta. Mesmo no início turbulento.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Público faz justiça com "Espelho da Vida" no "Prêmio Extra" de Televisão


A novela elogiada de Elizabeth Jhin, encerrada no dia 1 de abril, até hoje deixa saudades. Os fãs fiéis que  “Espelho da Vida” conquistou através de sua ousada história que mesclou habilmente viagem no tempo e espiritismo, então, resolveram se empenhar na votação do Prêmio Extra de televisão, promovido todo ano pelo Jornal Extra, do Rio de Janeiro. Embora, infelizmente, a premiação não tenha mais evento e muito menos entrega de troféus, em virtude da crise que a mídia impressa vive nos últimos anos, os indicados pelo menos são agraciados com matérias e fotos no jornal. O enredo tão elogiado por público e crítica da autora acabou vencendo seis, das sete categorias em que concorreu.


Essa merecida consagração fez jus ao conjunto da obra e ainda comprovou como a trama fez um imenso sucesso nas redes sociais através de torcidas fervorosas pelos casais e das mil teorias elaboradas pelos telespectadores sobre as viagens através do espelho interdimensional por Cris Valência. Não por acaso, todos os vencedores da novela ganharam com uma vantagem de votos expressiva. Vitória Strada, intérprete da mocinha Cris e de sua vida anterior, Júlia Castelo, ganhou com muita justiça o prêmio de Melhor Atriz com 68,5% dos votos. Ela concorreu com as competentes Alice Wegmann (“Onde Nascem os Fortes” ), Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Juliana Paiva (“O Tempo Não Para”) , Marieta Severo (“O Outro lado do Paraíso”) e Alinne Moraes (“Espelho da Vida”).  Em apenas seu segundo trabalho na televisão e o segundo vivendo uma heroína, a intérprete mostrou que veio para ficar e a personagem criada pela escritora parece ter sido escrita especialmente para ela --- embora a primeira opção tenha sido Isis Valverde, que precisou abandonar o projeto pela sua gravidez.

Rafael Cardoso ganhou como Melhor Ator com 67,5%, mas concorrida pelo psicopata Renato, no fenômeno "O Outro Lado do Paraíso".Ele concorreu com os ótimos Edson Celulari (“O Tempo Não Para”), Emílio Dantas (“Segundo Sol”), Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”), Johnny Massaro (“Deus Salve o Rei”) e “Julio Andrade (“Sob Pressão”).  Nesse caso específico, todavia, é preciso levar em conta a força do fandom “Junilo” que fez toda a diferença.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Ousada e emocionante, "Espelho da Vida" consagrou o estilo de Elizabeth Jhin

Elizabeth Jhin deixou a melhor das impressões com sua última novela. Após duas tramas baseadas no espiritismo e em reencarnações ---- a ótima "Escrito nas Estrelas" (2010) e a fraca "Amor Eterno Amor" (2012) ----, "Além do Tempo" (2015) arrebatou o público com uma corajosa história de época que apresentou uma passagem de tempo de cerca de 150 anos, com todos os personagens reencarnados nos dias atuais e se 'reencontrando' séculos depois, reescrevendo seus destinos. Portanto, o desafio da autora era complicado em seu próximo trabalho: como surpreender o telespectador depois de um enredo tão ousado? Mas a sensível escritora conseguiu. "Espelho da Vida", que chegou ao fim nesta segunda (01/04), foi um novelão inovador da melhor qualidade.


A trama, muito bem dirigida por Pedro Vasconcelos (que estreou com o pé direito na direção geral sem a parceria com Rogério Gomes), teve uma premissa comum em algumas séries ou filmes estrangeiros, mas não em folhetins: uma viagem no tempo. A mocinha Cris Valência (Vitória Strada) teve como missão voltar ao passado para descobrir quem matou Júlia Castelo, sua vida anterior, e inocentar Danilo Breton (Rafael Cardoso), acusado e condenado pelo assassinato da mulher que tanto amava. A trágica história de um amor infinito que nunca tinha um final feliz precisava ser alterada. Não no passado e, sim, no presente. Mas, obviamente, no início ninguém sabia ainda quem havia cometido o crime e nem se o rapaz era mesmo inocente. Essa curiosidade mexeu com a protagonista e o público.

A forma como o enredo foi sendo desencadeado primou pela preciosa amarração de conflitos e personagens. Aos poucos, tudo foi se encaixando perfeitamente. A grande habilidade da autora de apresentar cada peça do quebra-cabeça impressionou, tanto pelo impacto das cenas quanto pela estruturação do roteiro. Ficou evidente que Jhin já tinha plena consciência da história que iria contar e que não promoveu qualquer tipo de mudança na novela, mesmo diante dos baixos índices de audiência.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Momentos finais de "Espelho da Vida" emocionam e arrepiam telespectador

Outro texto sobre "Espelho da Vida"? Sim, é necessário. A dois capítulos de seu fim, a trama de Elizabeth Jhin tem impactado o público com uma avalanche de cenas de elevada carga dramática. A autora reservou realmente os melhores momentos para o final e quem esperou ansiosamente por tudo o que vem sendo apresentado não tem do que reclamar. Quem soube aguardar foi recompensado.


O antepenúltimo capítulo da novela parecia o último. Foram 40 minutos de tirar o fôlego de quem assistia. A grande mistério em torno do assassinato de Júlia Castelo (Vitória Strada) foi finalmente desvendado em uma sequência magistral, onde o elenco se entregou por completo e Pedro Vasconcelos demonstrou uma direção irretocável.

"Por ele vou viver e morrer até o fim dos dias". A frase de Júlia, lida tantas vezes em seu diário, já era um ''spoiler" a respeito da sua morte. O pesadelo de Américo (Felipe Camargo) no dia em que o picareta entrou na mansão em ruínas da falecida também já havia exposto o trágico final da bela flor colhida antes do tempo. Tensão, adrenalina e emoção nortearam a tão aguardada cena.

quarta-feira, 27 de março de 2019

"Espelho da Vida" presenteia público com grandes cenas em sua última semana

A última semana de "Espelho da Vida" vem proporcionando uma sucessão de cenas arrebatadoras e impactantes para o público. Elizabeth Jhin exibe uma reta final digna de um novelão da melhor qualidade. E o melhor: sem correria. São tantas sequências merecedoras de elogios que fica difícil citar todas (fora ainda as que estão por vir). Porém, algumas merecem uma menção especial por várias razões.


O momento mais aguardado da novela é o encontro de Daniel (Rafael Cardoso) e Cris (Vitória Strada), sem dúvida. Mas, outra cena também era muito esperada pelos telespectadores apaixonados pela obra tão bem escrita pela autora: o encontro de Margot (Irene Ravache) e seu neto. Após anos sofrendo pelo desaparecimento de seu filho, Pedro, e, posteriormente, com a descoberta de sua morte, a personagem finalmente ganhou a surpresa maravilhosa que tanto merecia. E a espera valeu muito a pena.

Encantada com o fato de Daniel ser a reencarnação de Danilo Breton, amor de Júlia Castelo, Margot fez questão de saber um pouco sobre as sensações que o rapaz sentia ao tocar nos objetos da falecida. Mas, ironicamente, acabou descobrindo que ele era filho de um homem cuja origem era desconhecida e que havia aparecido na Hungria chamando pela mãe. Já certa de que Daniel era seu neto, a viúva perguntou o nome do pai do fotógrafo, que respondeu Pedro.

terça-feira, 26 de março de 2019

Elizabeth Jhin construiu o amor infinito dos mocinhos de forma magistral em "Espelho da Vida"

A atual novela das seis está em sua última semana, infelizmente. "Espelho da Vida" demorou a engrenar, mas Elizabeth Jhin conseguiu elaborar um enredo emocionante e bem entrelaçado. A história do amor infinito de Júlia Castelo (Vitória Strada) e Danilo Breton (Rafael Cardoso) foi contada aos poucos e de forma inovadora: através de viagens no tempo da protagonista Cris, reencarnação da mulher assassinada cruelmente em 1930. E essa construção minuciosa da autora foi vital para a expectativa tão alta pelo encontro dos personagens no presente.


É a primeira vez na história da teledramaturgia que o mocinho e a mocinha só se encontrarão na reta final de uma novela (mais precisamente no penúltimo capítulo). O clichê sempre acontece na estreia ou, no máximo, no segundo capítulo de qualquer folhetim. Algumas vezes, inclusive, com um amor súbito que acaba não convencendo. Jhin teve a calma de trazer a mocinha para Rosa Branca, através de Alain (João Vicente de Castro), seu então namorado e algoz da vida passada, para inseri-la em um universo que flerta com o absurdo da viagem temporal.

O intuito era primeiramente convencer Cris sobre sua vida passada, para depois levar a protagonista até o passado para descobrir esse amor avassalador de um casal que virou manchete de jornal por razões trágicas, além de desvendar todos os mistérios que cercavam o assassinato de Júlia. Essa missão foi desenvolvida gradualmente e através dela o telespectador foi conhecendo a verdadeira história de amor que não teve um final feliz.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Elenco infantil de "Espelho da Vida" foi muito bem escolhido

A atual novela das seis da Globo está em seu último mês e foram muitas as qualidades da obra de Elizabeth Jhin. Além de todas já citadas neste blog, faltou ressaltar o acerto na escalação do elenco infantil de "Espelho da Vida". São quatro crianças encantadoras e com um futuro promissor no mundo das artes cênicas, caso queiram investir no futuro.


Clara Galinari, Maria Luiza Galhano, Otávio Martins e Haroun Abud foram escolhas precisas da autora e do diretor Pedro Vasconcelos. Priscila, Florzinha, Henrique e André foram personagens que apresentaram diferentes graus de importância no roteiro, de acordo com o desenvolvimento da tão bem entrelaçada trama das 18h. Muitas vezes crianças cumprem a função de ''adorno" de cena. Servem apenas para mostrar que determinado casal tem filhos, enfim. No atual folhetim isso não existiu.

Todos foram primordiais para o encaminhamento da história. A sapeca Florzinha entrou pouco antes da metade de "Espelho da Vida" e sua presença iluminou a casa de Margot (Irene Ravache). A menina é neta de Gerson (Cosme dos Santos) e foi morar com o avô depois que a mãe, Sheila (Dandara Albuquerque), a 'abandonou' com o avô para tentar melhorar de vida em outro lugar.

terça-feira, 19 de março de 2019

Perfeito como André, Emiliano Queiroz ganhou um ótimo papel em "Espelho da Vida"

A maioria dos autores, infelizmente, não sabe valorizar os atores mais experientes. Não por acaso vários intérpretes reclamam da falta de bons papéis para veteranos. Walcyr Carrasco e Silvio de Abreu (que não escreve mais) são exceções. Mas Elizabeth Jhin merece entrar para o time dos escritores mencionados por "Além do Tempo" (2015) e pelo trabalho que vem realizando em "Espelho da Vida". Veja o caso de Emiliano Queiroz, por exemplo.


O grande ator não ganhava um papel relevante na televisão há muitos anos. O último que merece menção foi o nono Benedetto, em "Passione", exibida em 2010, escrita por Silvio de Abreu. Agora, Emiliano vem tendo a chance de brilhar desde o início da maravilhosa novela das seis, dirigida por Pedro Vasconcelos. A autora o presenteou com um personagem-chave, responsável pelo desencadeamento de todos os conflitos do roteiro brilhantemente entrelaçado sobre um amor infinito interrompido em várias vidas.

André é o filho de Júlia Castelo (Vitória Strada) e Danilo Breton (Rafael Cardoso), casal que se amou muito em 1930 e teve um desfecho trágico. Logo no primeiro capítulo, o senhor misterioso abordou a atriz Cris Valência em 2018 e lhe deu um camafeu. Disse que ela era Júlia Castelo e desde então a vida da mocinha virou de cabeça para baixo.

terça-feira, 12 de março de 2019

A ousadia de "Espelho da Vida"

A audiência não anda nada boa para as novelas atuais de todas as emissoras. Os baixos índices acabam fazendo jus ao fraco conjunto da obra de muitas produções, mas não todas. "Malhação - Vidas Brasileiras", na Globo, é um fracasso e já perdeu várias vezes para o "Cidade Alerta", da Record, e isso nunca havia ocorrido na história do seriado adolescente. Merece, o enredo é péssimo. "O Tempo Não Para" teve um início de sucesso, mas os índices minguaram junto com a história da trama. "Verão 90 acabou de estrear; é cedo para análises." "O Sétimo Guardião" é um fiasco e a produção, infelizmente, tem contribuído muito para isso. "Jesus", na Record, nunca emplacou e, apesar de alguns bons momentos, a trama se arrasta. Já "As Aventuras de Poliana" enfrenta todos os problemas comuns aos folhetins infantis do SBT: queda de audiência em virtude do excesso de capítulos (serão quase 500). Mas "Espelho da Vida" é a única que tem feito por merecer um Ibope muito maior.


Após um início arrastado e com poucos acontecimentos relevantes, afastando o público, Elizabeth Jhin deslanchou seu enredo --- dirigido com competência por Pedro Vasconcelos --- e a novela tem se mostrado imperdível. A história sempre teve potencial. Apaixonada pela doutrina espírita, a autora já abordou o tema da reencarnação em "Escrito nas Estrelas", "Amor Eterno Amor" e "Além do Tempo". Agora não é diferente. Ou melhor, é. Isso porque Jhin não teve medo de ousar na atual produção e apostou em uma viagem interdimensional como mote central de seu folhetim. Ou seja, inseriu elementos explicitamente fantasiosos em um enredo realista e com grandes doses de espiritismo para explicar a missão/karma de cada personagem. Confuso? Para o telespectador que assiste uma vez ou outra provável. Mas para quem acompanha sempre nem um pouco.

A autora usou a mesma premissa de "Além do Tempo", mas com uma narrativa ainda mais corajosa. Na primorosa novela exibida em 2015, a história se iniciava no século XIX e todos os personagens reencarnavam 150 anos depois. Foi uma ousadia que deu muito certo. Agora, Jhin resolveu contar o passado e presente concomitantemente. Os dois enredos vêm sendo desenvolvidos com maestria e sempre apresentando paralelos que provocam um bom impacto.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Felipe Camargo vive um de seus melhores momentos em "Espelho da Vida"

A atual novela das seis da Globo tem um elenco enxuto e o fato acaba possibilitando bons momentos para quase todos os atores. A trama de "Espelho da Vida", dirigida por Pedro Vasconcelos, explora muito bem o time tão bem escalado por Elizabeth Jhin. E os mais beneficiados, claro, são os intérpretes que participam da fase de 1930 e 2019. Um deles é Felipe Camargo.


O ator vive o picareta Américo no presente e o aterrorizante Coronel Eugênio no passado. São dois perfis totalmente distintos. O primeiro é o típico 171 que vive tentando se dar bem na vida, enquanto o outro é um homem poderoso e machista que não tolera ser desobedecido. Felipe adotou posturas diferenciadas e foi preciso na composição de cada um. São personagens bem ricos dramaticamente e na fase de 1930 sua importância é fundamental.

O pai de Júlia Castelo (Vitória Strada) nunca aceitou o romance da filha com Danilo Breton (Rafael Cardoso) e armou o casamento da herdeira com o inescrupuloso Gustavo Bruno (João Vicente de Castro). Misógino, traiu a esposa com várias mulheres, entre elas Maristela (Letícia Persilles), com quem teve um filho.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ótima em "Espelho da Vida", Alinne Moraes é uma atriz que nunca decepciona

O elenco de "Espelho da Vida" foi muito bem escalado, com raras exceções. Elizabeth Jhin escolheu bem seus atores e a autora tem a sua 'panelinha', assim como todos os novelistas. Alinne Moraes entrou nesse time quando viveu Lívia, a mocinha das duas fases da primorosa "Além do Tempo" (2015). É compreensível, afinal, a atriz deu um show como protagonista e não foram poucas as cenas grandiosas da intérprete. Agora, a escritora a presenteou com duas vilãs interessantíssimas.


Isabel e Dora são personagens complexas e muito bem construídas pela autora, o que proporciona ótimos momentos para Alinne na atual novela das seis da Globo. A mulher de 2019 é calculista, fria e irônica, mas carrega um trauma da infância ainda não muito explorado no enredo: foi abandonada pela mãe em um colégio interno das Irmãs Benditas, sem maiores explicações. Nunca perdoou Grace (Patricya Travassos) por isso e a relação das duas ---- iniciada há pouco tempo, após um longo período de afastamento ---- é péssima.

Interesseira, se relacionou com Alain (João Vicente de Castro) no passado com o intuito de sair de Rosa Branca, uma cidade pacata, e melhorar de vida. Como não atingiu seu objetivo, o traiu com Felipe (Patrick Sampaio), primo do então noivo, que estava de viagem marcada para o exterior. A relação resultou em uma tragédia: o rapaz sofreu um acidente de carro no dia que iam fugir e Alain flagrou os dois juntos no local do capotamento.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

"Espelho da Vida" é a novela atual de maior repercussão

Audiência e repercussão nem sempre andam juntas. Muitas vezes uma novela pode ser um sucesso nos números do Ibope e ter uma repercussão nula ou cair na boca do povo e ter médias bem baixas. Mas, claro, também pode existir a junção perfeita, sonho de qualquer autor: êxito nos números e no burburinho. Não é uma ciência exata. "Espelho da Vida" é o maior exemplo atual de controvérsia entre esses pontos.


A história de Elizabeth Jhin enfrentou sérias dificuldades ao longo dos meses no quesito audiência. As médias sempre eram baixas demais e derrubaram os índices do sucesso de "Orgulho e Paixão", primorosa trama de Marcos Berstein. Infelizmente, um fracasso nos números. No entanto, o enredo da autora sempre despertou atenção e interesse dos telespectadores fiéis. E esse interesse foi aumentando à medida que o folhetim se desenvolvia, provocando debates acalorados nas redes sociais.

Inúmeras teorias a respeito do mistério envolvendo o assassinato de Júlia Castelo (Vitória Strada) são expostas e amplamente discutidas entre as pessoas, assim como as torcidas a respeito do destino amoroso da mocinha: "Crislain" e "Junilo" são os 'fandons' que mais se enfrentam na internet desde que a novela estreou.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

"Espelho da Vida" vem se mostrando um novelão imperdível

Novamente um texto sobre "Espelho da Vida"? Sim, é necessário. A atual novela das seis da Globo vem presenteando o telespectador com uma sucessão de acontecimentos e grandes cenas, fazendo jus a séries internacionais de maior qualidade. Elizabeth Jhin se preocupou em apresentar sua história com cautela no início (que infelizmente implicou em um ritmo arrastado demais) e agora mostra um enredo com ousadas viradas a menos de dois meses do seu final.


O embate entre Cris e Isabel, exibido nesta segunda-feira (11/02), valorizou o incontestável talento de Vitória Strada e Alinne Moraes. Todo bom folhetim tem briga de mocinha e vilã, mas a autora, ao menos por enquanto, prefere o jogo de palavras e a discussão das duas foi a mais calorosa até o momento. Isabel flagrou Cris em frente ao espelho da mansão de Júlia Castelo e fez questão de debochar da rival, que não deixou barato e a imobilizou logo após uma ironia sobre seu romance com Danilo (Rafael Cardoso). Uma cena ótima.

Mas o elemento catártico viria pouco tempo depois, assim que a vilã viu Cris sendo sugada pelo espelho para outra dimensão. O choque da personagem foi transmitido com maestria por Alinne e iniciou uma espécie de surto que tem tudo para se agravar ao longo das próximas semanas.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Com capítulo eletrizante, "Espelho da Vida" se firma como a melhor novela no ar

O assunto sobre "Espelho da Vida" não acaba. Impressionante como Elizabeth Jhiin conseguiu criar um enredo que prende a atenção através das ótimas amarras do roteiro. A baixa audiência não faz jus ao que é apresentado ao público, mas pelo menos os números vêm reagindo. O movimentado capítulo exibido nesta sexta-feira (08/02) apenas comprovou que a produção é a melhor novela no ar.


Após um impactante capítulo que explorou o talento de Vitória Strada através do surto psicótico de Cris, graças ao plano de Isabel (Alinne Moraes), a autora reservou uma sucessão de acontecimentos catárticos em cima dos personagens do enredo central. Tocante a cena em que André (Emiliano Queiroz) chega para visitar Cris na clínica e diz para a recepcionista que é médico PDH em Psiquiatria pela Universidade de Chicago. O sobrenome dele na carteira ainda fez uma referência a André Luiz, espírito (que era um médico) frequente nas obras do médium Chico Xavier.

O momento em que André confortou sua mãe de outra vida foi lindo e destacou a boa sintonia entre o grande Emiliano e Vitória. O veterano, aliás, vem sendo valorizado como merece por Jhin. O instante em que o espírito confrontou Isabel em plena clínica proporcionou um delicioso jogo de palavras entre os personagens.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Vitória Strada impressiona com sua entrega em "Espelho da Vida"

A atual novela das seis da Globo merece uma sucessão de elogios e não merece a audiência que tem. Ao menos, a trama, dirigida com precisão por Pedro Vasconcelos, vem reagindo no Ibope e chegou aos 20 pontos de média nesta segunda-feira (04/02). Tem tudo para aumentar ainda mais. Elizabeth Jhin vem presenteando o público com um enredo fascinante. E Vitória Strada vem honrando o posto de protagonista de "Espelho da Vida".


A atriz é uma grata revelação de "Tempo de Amar", folhetim das seis exibido em 2017/2018, e logo em seu primeiro trabalho na televisão convenceu na pele da mocinha Maria Vitória. Mas, em menos de um ano, foi escalada novamente para viver outra heroína. Um risco de se repetir? De desgastar a imagem? Não para ela. Vitória agarrou essa outra grande oportunidade e vem dando shows diários na atual produção ---- infinitamente melhor escrita que a outra em que esteve, vale ressaltar.

Inicialmente, achava-se que a intérprete viveria três personagens: Cris Valência no presente, Julia Castelo no passado e Cris interpretando Júlia no filme de Alain (João Vicente de Castro). Porém, não é bem assim.