Inicialmente, o vilão escrito por João Emanuel Carneiro parecia promissor. Irônico, dissimulado e extremamente ambicioso, o personagem aparentava ser um dos melhores da facção criminosa que move o roteiro. Entretanto, o perfil ---- que na sinopse era um homossexual enrustido, mas cuja sexualidade foi alterada por receio da rejeição do público ---- foi perdendo a importância. Todo o atrativo início, que consistia em sua aproximação da família de Gibson (José de Abreu), se diluiu com o tempo e a situação ficou estagnada e repetitiva. Ou seja, a frustração pelo subaproveitamento do ator, ainda mais levando em conta os dez anos que o mesmo ficou longe das novelas, começou a se fazer presente.
Mas o autor se redimiu quando houve a esperada revelação do Pai em "A Regra do Jogo". Obviamente, o José de Abreu passou a ter o triplo de destaque que tinha quando seu personagem foi exposto, no capítulo 93, como o maior vilão da história. Só que Eduardo Moscovis foi beneficiado juntamente com ele.