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sexta-feira, 12 de abril de 2024

"Elas por Elas" teve problemas visíveis, mas foi prejudicada pelo horário

 Ao contrário do que a atual cúpula da Globo pensa, remake não é garantia de sucesso. Até porque a emissora já teve muitas provas disso ao longo de seus quase 60 anos de existência. E "Elas por Elas", que chegou ao fim nesta sexta-feira (12/04), entra para a lista de adaptações que não deram certo na teledramaturgia. No entanto, a releitura da obra de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982, não merece ser classificada como uma novela ruim. Muitos pontos precisam ser analisados a respeito da rejeição do público ao enredo que contou a saga de sete amigas. 


A sinopse era simples. Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli), Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Teles) se conheceram em um curso de inglês e, inseparáveis, compartilharam as alegrias e desafios típicos da juventude. Porém, em uma viagem de fim de semana, um trágico acontecimento quebra esse laço e provoca um hiato nessa amizade. Duas décadas e meia depois, Lara encontra uma foto antiga e tem a ideia de juntar o grupo novamente em sua casa, sem desconfiar que o momento do reencontro, que deveria ser de apenas alegria, iria trazer também grandes revelações e desenterrar mágoas que tinham ficado guardadas no passado. 

A trama original era marcada pelo marasmo, onde a ausência de grandes conflitos era uma constante. Até porque era outra época. Não havia internet, celular, redes sociais, enfim, uma avalanche de distrações para o telespectador. Nem mesmo a concorrência nos demais canais de televisão provocava uma disputa. Mas já naquela época o quesito comicidade fazia a diferença nos folhetins das sete.

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

"Elas por Elas" tem início repleto de acertos

 Nesse eterno passar de estações que é a vida, em que tudo está sempre se modificando, inclusive nós mesmos, quantas vezes já olhamos para o passado e nos deparamos com algo - ou alguém - de quem sentimos falta? A amizade supera tudo? Essa basicamente é a premissa de "Elas por Elas", folhetim de sucesso escrito por Cassiano Gabus Mendes, exibido em 1982, que agora ganha uma releitura adaptada por Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Amora Mautner. 


A história reúne sete amigas após 25 anos. Com um enredo que tem como ponto central a amizade, a trama reúne drama, comédia e uma pitada de suspense. Por meio da trajetória destas sete mulheres e de suas reconciliações com o passado, o público é convidado a embarcar com elas nas dores e nas delícias da juventude. O conjunto é típico de uma novela das sete, tanto que a original foi exibida nesta faixa, mas agora o setor de teledramaturgia da Globo resolveu colocá-la às 18h, o que não deixa de ser um risco desnecessário. Mas é um produto de tantas qualidades que dificilmente terá rejeição, mesmo indo ao ar mais cedo. 

Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli), Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Teles) se conheceram em um curso de inglês e, inseparáveis, compartilharam as alegrias e desafios típicos da juventude. Porém, em uma viagem de fim de semana, um triste acontecimento quebra esse laço e provoca um hiato nessa amizade.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

"Elas por Elas": o que esperar da nova novela das seis?

 A primeira versão de "Elas por Elas", escrita por Cassiano Gabus Mendes, foi exibida em 1982 no horário das sete, na Globo, e teve 173 capítulos. A novela deixou sua marca na teledramaturgia e agora ganhou um remake, adaptado por Alessandro Marson e Thereza Falcão, mas deslocado pela emissora para a faixa das 18h, substituindo "Amor Perfeito". A missão é manter os bons índices do horário e a trama, dirigida por Amora Mautner, vem despertando atenção desde as primeiras chamadas. 


 Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli), Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Teles) se conheceram em um curso de inglês e, inseparáveis, compartilharam as alegrias e desafios típicos da juventude. Porém, em uma viagem de fim de semana, um triste acontecimento quebra esse laço e provoca um hiato nessa amizade. Duas décadas e meia depois, Lara encontra uma foto antiga e tem a ideia de juntar o grupo novamente em sua casa, sem desconfiar que o momento do reencontro, que deveria ser de apenas alegria, iria trazer também grandes revelações e desenterrar mágoas que tinham ficado guardadas no passado. E fica a pergunta: será que a amizade das sete é capaz de superar o que virá à tona? 

Já neste primeiro encontro uma grande revelação cai como uma bomba na cabeça de Taís: ela descobre que aquele que acreditava ser o homem da sua vida, que se apresentou a ela como Herbert e dizia trabalhar como coach, é na verdade Átila (Sérgio Guizé), marido de Lara.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Tudo sobre a coletiva online de "Elas por Elas", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu na primeira segunda-feira de setembro, dia 4, a coletiva online do remake de "Elas por Elas", adaptado por Thereza Falcão e Alessandro Marson, dirigido por Amora Mautner. Participaram os autores, a diretora e os atores Deborah Secco, Isabel Teixeira, Kesia, Mariana Santos, Karine Teles, Maria Clara Spinelli, Thalita Carauta, Lázaro Ramos, Rayssa Bratillieri, Valentina Herszage, Mateus Solano, Alexandre Borges, Marcos Caruso, Cássio Gabus Mendes e Filipe Bragança. Fui um dos convidados e a animação dominou o bate-papo.


Amora Mautner fez a introdução: "Essa é uma novela para atores. Estou muito feliz como se assistisse a uma peça de teatro. Demos uma sorte imensa com esse elenco. Tenho aprendido diariamente com eles. A comédia é um gênero de muito tempo e é quase impossível não gostar. Ao mesmo tempo que comédia é muito difícil, já o drama é mais fácil. E não tem trama paralela nessa novela. São sete tramas importantes. A minha filha assistiu ao primeiro capítulo comigo e disse que está mais parecido com o que ela vê no streaming do que com novela. É um 'multiplot'. E a abertura com o terma original será cantada por Preta Gil, Ivete Sangalo e Duda Beat." 

O autor Alessandro Marson analisou a obra como um todo: "A novela dá certo quando trabalha com a emoção e acho que nessa novela temos elementos muito fortes que podem pegar o público pela emoção. Falamos da relação de pessoas que se gostam. Temos uma gama de personagens que é impossível que as pessoas não se identifiquem com pelo menos um deles. Estou muito feliz com tudo o que estou vendo até agora. Estamos com um produto de muita qualidade.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Problemática do início ao fim, "Nos Tempos do Imperador" provou que não existe fórmula para o sucesso

 Alessandro Marson e Thereza Falcão estrearam como novelistas com o pé direito. "Novo Mundo", exibida em 2017, conseguiu mesclar elementos históricos com dramas folhetinescos de forma hábil e se mostrou uma novela repleta de bons conflitos, ótimos personagens e muita ação. O sucesso foi tanto que a dupla resolveu criar uma espécie de continuação com "Nos Tempos do Imperador", dirigida por Vinícius Coimbra, cujo final foi ao ar nesta sexta-feira, dia 4. Infelizmente, não tiveram o mesmo êxito. 

Os autores acharam que tinham a fórmula do sucesso, mas a verdade é que nunca descobrirão a tão cobiçada receita. Nenhum escritor vai. Ainda mais em novelas, onde a resposta do público vem de forma imediata, ao mesmo tempo que pode ser conquistada ao longo dos meses. Alessandro e Thereza se preocuparam em repetir quase tudo o que deu certo em "Novo Mundo", principalmente no núcleo central e na estruturação do enredo. Quem viu a primeira novela conseguiu identificar todas as similaridades da narrativa. 

Todavia, desta vez praticamente nada que deu certo no enredo passado realmente funcionou. O sucesso de Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva) virou um dos trunfos de "Novo Mundo" e os personagens participaram da primeira fase de "Nos Tempos do Imperador", bem velhinhos, através de uma licença poética da ficção. Afinal, pobres e sujos como eram, teriam morrido de qualquer doença muito antes da velhice, ainda mais naquela época. Mas foi um artifício válido.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Nos Tempos do Imperador", nova novela das seis

 Nesta segunda-feira (26/07), a Globo promoveu a coletiva online da nova novela das seis escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão, "Nos Tempos do Imperador", que estreia no dia 9 agosto. A trama é uma espécie de continuação de "Novo Mundo", sucesso escrito pela dupla em 2017. É o primeiro folhetim da emissora a estrear já quase todo gravado e ainda durante a pandemia do novo coronavírus. Participaram os dois autores, Selton Mello, Mariana Ximenes, Letícia Sabatella, Rogério Brito, Alexandre Nero, Michel Gomes, Dani Ornellas, Gabi Medvedovski, e o diretor Vinicius Coimbra. A jornalista Monica Sanches mediou a conversa. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi esse bate-papo. 

"É uma sequência da ideia de "Novo Mundo", a diferença é que já temos um Brasil estabelecido devido a independência promovida por Dom Pedro I. A Rede Globo solicitou essa continuação logo após o término de "Novo Mundo", mas era uma ideia que nós já tínhamos. Dom Pedro II é um dos brasileiros mais queridos de todos os tempos. Ele fez muitas coisas importantíssimas pro país que temos hoje. A gente tentou fazer uma novela que tivesse algum movimento, alguma aventura, e por isso ela vai até a Guerra do Paraguai. E também colocamos personagens negros que não estão naquela figura dos escravizados. Vamos ver personagens negros complexos, livres e fazendo a sua procura pela abolição. Para a gente ver que a abolição não é resultado de uma canetada", contou Thereza Falcão.

"Hoje entregamos nosso bloco 26 da novela. Fizemos em 26 semanas. Já está quase toda pronta. A gente está há muito tempo com essa novela. Começamos a trabalhar logo depois de "Novo Mundo". Isso em 2017, estamos em 2021. Em março de 2020 estávamos preparados para mostrar isso, mas a coletiva foi cancelada e veio a pandemia.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sucesso de público e crítica, "Novo Mundo" foi uma novela primorosa

A novela das seis que marcou a estreia de Alessandro Marson e Thereza Falcão como autores titulares, após um longo tempo trabalhando como colaboradores (como do sucesso "Avenida Brasil", por exemplo), estreou no dia 22 de março e chegaria ao fim no dia 22 de setembro, ficando exatos seis meses no ar. Mas, "Novo Mundo" acabou terminando nesta segunda, dia 25, por causa da bobagem da nova estratégia da Globo em busca de mais audiência. E nem precisava. A produção fez um imenso sucesso de público e crítica, engrandecendo a faixa das 18h, após a fraquíssima "Sol Nascente".


A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe". Os autores conseguiram juntar perfis que realmente existiram a outros meramente ficcionais com maestria, presenteando o telespectador com personagens bem construídos e conflitos convidativos, sem poupar história.

Isso porque a novela não teve barriga (período de enrolação, onde nada de relevante acontece), expondo a criatividade dos autores na elaboração de ótimas viradas ao longo do enredo. Claro que deslizaram em alguns pontos, como o já cansativo recurso do sequestro da mocinha no penúltimo capítulo ---- é um clichê, mas absolutamente todos os folhetins recentes da Globo vêm apresentando essa situação.

sábado, 8 de julho de 2017

Resgate de Anna proporciona sequências primorosas e virada espetacular em "Novo Mundo"

A atual novela das seis é um sucesso de público e crítica. A trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão está a cada dia mais convidativa e o capítulo desta sexta-feira (07/07) foi o melhor do folhetim até agora. Isso porque proporcionou uma sucessão de cenas bem produzidas, destacando o trabalho da equipe do diretor Vinícius Coimbra, e promoveu uma virada espetacular na história com o resgate épico de Anna Millman (Isabelle Drummond), planejado por Joaquim (Chay Suede) e sua gangue de amigos.


Após um longo tempo presa por Thomas (Gabriel Braga Nunes), a mocinha finalmente conseguiu se livrar do vilão graças ao seu amado e os dois fugiram de balão, bem no meio de uma feira de invenções. O capítulo pareceu um filme de aventura da melhor qualidade. Teve lutas coreografadas com precisão, empolgantes embates e cenas de ação bem dirigidas. Um grande destaque foi o duelo entre Jacira (Giullia Buscacio) e Miss Liu (Luana Tanaka), claramente inspirado no clássico filme "O Tigre e o Dragão" (2000).

A briga das duas foi de tirar o fôlego e ainda representou um encontro de civilizações. A índia e a chinesa usaram suas melhores técnicas de luta e se enfrentaram em nível de igualdade, mostrando preparo e treinamento. As atrizes se entregaram e a direção deixou tudo muito crível, sem qualquer traço de artificialidade.

quinta-feira, 23 de março de 2017

"Novo Mundo" estreia com clima de aventura e muito capricho

"Um mundo novo. Um mundo de novas paixões e novas histórias. Um mundo de novas aventuras e novas surpresas. E nesse mundo novo tudo pode acontecer." O teaser de "Novo Mundo" passou de forma simples tudo o que a nova novela das seis tem a apresentar. A trama dos estreantes Thereza Falcão e Alessandro Marson estreou nesta quarta (22/03) ---- estratégia controversa já quase fixada pela Globo em prol de uma audiência maior ----, substituindo a fraca e esquecível "Sol Nascente", que saiu do ar com a sensação de 'já foi tarde'.


A novela, dirigida por Vinícius Coimbra, é ambientada no século XIX, e começa em 1817, há 200 anos, período em que Dom Pedro (Caio Castro) se casa por procuração com Leopoldina (Letícia Colin), em virtude de um acordo político. É justamente na viagem da princesa austríaca para o Rio de Janeiro que Anna Millman (Isabelle Drummond) e Joaquim Martinho (Chay Suede) se conhecem, os mocinhos do enredo. Ou seja, a proposta do novo folhetim é ter a história do Brasil como pano de fundo, apresentando uma espécie de conto de fadas para embalar o romance dos protagonistas, que ainda terão um vilão maquiavélico como obstáculo ---- o Thomas Johnson (Gabriel Braga Nunes), responsável pela segurança Real.

A trama acabará em 1822, quando Dom Pedro e Leopoldina forem declarados imperadores do Brasil. Até lá muitos conflitos e dramas ficcionais serão abordados durante uma época que faz parte do conteúdo de qualquer aula de história, quando o Brasil fica independente de Portugal.

sexta-feira, 3 de março de 2017

"Novo Mundo": o que esperar da próxima novela das seis?

A missão da próxima novela das seis será devolver a qualidade ao horário. Afinal, após uma trinca de ouro formada por "Sete Vidas", "Além do Tempo" e "Êta Mundo Bom!", a faixa decaiu muito com "Sol Nascente", um folhetim insípido, inodoro e incolor. Mas, se as convidativas chamadas forem apenas um preâmbulo de tudo o que virá pela frente, o público será presenteado com uma produção bastante caprichada ---- cujo clipe pode ser conferido aqui.


Escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão (que estreiam a primeira novela, após vários trabalhos como colaboradores), a trama é dirigida por Vinícius Coimbra e é ambientada há quase 200 anos, época que a arquiduquesa austríaca Leopoldina (Letícia Colin) fez uma travessia do Atlântico para o Brasil com o intuito de se tornar esposa de Dom Pedro (Caio Castro), personagem fundamental no processo de independência do país. Ou seja, o contexto histórico será mesclado com elementos ficcionais, servindo como pano de fundo para o enredo.

Nessa viagem, em meio a marujos, artistas, oficiais, cientistas e aventureiros, dois jovens se apaixonam e despertam para um novo mundo. Essas duas pessoas são a professora de português Anna Millman (Isabelle Drummond) e o ator Joaquim Martinho (Chay Suede), que viverão uma bela história de amor entrelaçada à luta do Brasil pela construção de uma nação independente.