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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Fracassada e problemática, "O Sétimo Guardião" já foi tarde

A Globo viveu um grande pesadelo no horário nobre durante os quase sete meses que "O Sétimo Guardião" esteve no ar. E a emissora já estava 'traumatizada' com as igualmente equivocadas "Babilônia" (que afundou a faixa em 2015) e "A Lei do Amor" (2017). Mas impressionou o conjunto de equívocos do folhetim de Aguinaldo Silva e os vários problemas que ocorreram nos bastidores da produção. Não é exagero afirmar que absolutamente tudo deu errado. Não por acaso há uma sensação de alívio com o final da história, exibido nesta sexta-feira (17/05), tanto para os profissionais envolvidos quanto para o público.


O autor já enfrentava uma batalha judicial antes mesmo da estreia da novela. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo (Silvio Cerceau) moveu uma ação contra ele exigindo a coautoria da trama. Pouco tempo depois, ainda conseguiu o apoio de outros colegas do curso administrado pelo escritor (o Master Class), que também exigiram reconhecimento ---- todos alegaram que criaram a sinopse junto com Aguinaldo em plena sala de aula. Em virtude da questão com a Justiça, o autor chegou a desistir de escrever "O Sétimo Guardião" e já trabalhava em outra sinopse. Mas Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia, acabou o convencendo a retomar o projeto.

Os dois, obviamente, devem ter se arrependido amargamente. Até porque o enredo que marcou a volta de Aguinaldo ao realismo fantástico ---- visto nos sucessos "Roque Santeiro"(1985), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992) e "A Indomada" (1997) ---- só poderia ser um sucesso ou um fracasso. Não tinha possibilidade do meio termo em uma trama sobre uma fonte milagrosa e um gato preto que virava homem.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Letícia Spiller está ótima em "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove, dirigida por Rogério Gomes, vem enfrentando uma sucessão de problemas. "O Sétimo Guardião" não emplacou e os conflitos apresentados por Aguinaldo Silva até agora não provocaram qualquer tipo de interesse por sua história. Até os personagens são ruins. Mas entre as exceções está Marilda, vivida com competência por Letícia Spiller.


A primeira dama da fictícia Serro Azul é uma completa caricatura. Com um figurino exagerado e vários trejeitos ao andar, a perua protagoniza as melhores situações cômicas da trama --- as únicas que despertam riso, vale ressaltar. Letícia ainda resolveu adotar um sotaque interiorano para a personagem e a ideia foi aceita pela direção e pelo autor. Embora parte da crítica e do público tenha rejeitado, a atriz foi muito feliz nessa ideia. O fato dos demais perfis não terem sotaque não obriga que ela não tenha. E combinou muito bem com o papel.

Marilda é afetada e Letícia sempre se sobressai em papéis mais carregados nas tintas. É difícil não se divertir com os diálogos da mulher com a irmã, Valentina (Lilia Cabral), principalmente quando as duas traçam futuros planos para a fonte milagrosa e tudo o que aquela mina de ouro pode render. Afinal, vale lembrar que o autor foi muito sagaz ao colocá-la como uma pessoa que não envelhece graças aos seus banhos com a famigerada água.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Apagada em "Os Dias Eram Assim", Letícia Spiller não vem tendo sorte em seus últimos trabalhos na televisão

Ela surgiu na televisão em 1989 como paquita da Xuxa e ficou no programa até 1992. Depois desses quatro anos vivendo a Pituxa Pastel, a linda dançarina começou a se aventurar nas artes cênicas, até virar uma versátil atriz, cuja carreira se mostra estabilizada e bem-sucedida. A pessoa em questão é Letícia Spiller, uma profissional que conquistou seu espaço graças a muito trabalho e dedicação. A intérprete já fez 17 filmes, participou de vários seriados da Globo e "Os Dias Eram Assim" é sua 17ª novela.


Letícia viveu seu auge na pele da Babalu em "Quatro por Quatro" (1994), divertindo com a deslumbrante mulher que encantou Raí (Marcello Novaes), e emocionou quando viveu a Giovanna Berdinazzi na primeira fase de "O Rei do Gado" (1996). Também mostrou talento na fracassada "Suave Veneno" (1998), se destacando com a caricata vilã Maria Regina. Fez muito bem a mocinha Diana, de "Sabor da Paixão" (2002), e brilhou com a interesseira Viviane em "Senhora do Destino" (2004), folhetim reprisado atualmente no "Vale a Pena Ver De Novo".

Entretanto, a atriz não vem tendo sorte em seus últimos trabalhos na televisão. Desde 2007 que Letícia vem ganhando personagens desinteressantes e em novelas ruins. Em "Duas Caras" interpretou Maria Eva, perfil pouco consistente na problemática história de Aguinaldo Silva.

terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Esdrúxula e com trama sem fôlego, "I love Paraisópolis" chega ao fim como uma grande decepção

Foram praticamente seis meses no ar. Iniciada em maio e encerrada em novembro, nesta sexta-feira (06/11), "I love Paraisópolis" foi uma produção que obteve um retorno interessante da audiência, mas se mostrou um folhetim limitado e decepcionante. Escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, a novela, dirigida por Wolf Maya, chegou ao fim completamente desgastada e sem nada de atrativo para apresentar ao telespectador, após longos meses de história estagnada. A reta final, inclusive, foi arrastada, repleta de situações esdrúxulas, e só evidenciou a fragilidade do enredo.


O início foi bastante promissor e parecia que as aventuras de Mari (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck) despertariam interesse. A dupla mostrou um ótimo entrosamento e as duas primeiras semanas foram voltadas para a atrativa viagem que a dupla fez para Nova York, com direito a belas imagens e ótimas cenas. O romance da mocinha com Benjamin (Maurício Destri) se mostrou acertado e a vilania de Grego (Caio Castro) prometia movimentar o enredo, assim como a de Soraya (Letícia Spiller). Entretanto, essa impressão não ficou por muito tempo, infelizmente.

À medida que os núcleos paralelos foram sendo 'apresentados', a trama central ia se diluindo, até se perder por completo, se mostrando rasa e sem estruturação. A história ficou focada no quarteto composto por Mari, Benjamin, Grego e Margot (Maria Casadevall), andando em círculos e deixando, por exemplo, a Danda (teoricamente uma das protagonistas) de lado.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"I love Paraisópolis": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão de "Alto Astral" era elevar os índices preocupantes do horário das sete, após o retumbante fracasso de "Geração Brasil", que obteve a pior média da faixa. E, contrariando todas as expectativas, o estreante autor Daniel Ortiz conseguiu cumprir o objetivo. Agora, a próxima novela das sete precisará manter os bons índices ou aumentá-los. Esta é a responsabilidade de "I Love Paraisópolis" ---- cujo clipe você pode ver aqui.


Escrita por Alcides Nogueira (responsável pelos ótimos remakes "Ciranda de Pedra" e "O Astro, citando apenas alguns de seus trabalhos) e Mário Teixeira, a novela terá a favela de Paraisópolis ---- que fica a poucos metros do luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo ---- como cenário principal. A mocinha Mari, vivida por Bruna Marquezine, mora na comunidade e é irmã de criação de Danda (Tatá Werneck).

As duas vivem juntas porque os pais de Danda ---- Eva (Soraya Ravenle) e Jurandir (Alexandre Borges) ---- criaram Mari, depois que a mãe da menina (grande amiga de Eva)  morreu no parto. As duas têm uma relação de amizade muito forte e sonham com uma vida melhor.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Quatro por Quatro": o sucesso mais lembrado de Carlos Lombardi

No dia 24 de outubro de 2014, a estreia de "Quatro por Quatro" completou vinte anos. A novela das sete que conquistou o público ficou marcada como uma das melhores tramas do horário e é a produção mais lembrada de Carlos Lombardi. A história, repleta de tiradas sarcásticas e sexuais ----- uma das marcas registradas do autor -----, apresentou 233 capítulos (o folhetim foi esticado pela Globo devido ao êxito) e fez um imenso sucesso do início ao fim, ficando nove meses no ar.


A missão da novela não era fácil. Afinal, estava substituindo o fenômeno "A Viagem", um folhetim que entrou na lista das melhores produções da Globo e foi um sucesso absoluto de audiência. Mas a bem escrita história de Carlos Lombardi soube conquistar o telespectador justamente através da comédia, gênero que foi pouco abordado na obra anterior. Com personagens populares e uma típica trama de vingança, a produção apresentou um conjunto de acertos.

As quatro protagonistas ------ brilhantemente interpretadas por Betty Lago, Elizabeth Savalla, Letícia Spiller e Cristiana Oliveira ----- tinham como objetivo a revanche. Humilhadas pelos seus respectivos homens, as mulheres se unem utilizando o lema 'Uma por todas, todas por uma".