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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Início de "Êta Mundo Melhor!" é um grande obituário

 A continuação de "Êta Mundo Bom!", fenômeno de Walcyr Carrasco, exibido às 18h em 2016, mal começou e já demonstra uma forte aceitação popular, através de excelentes índices de audiência, o que não é uma novidade para a carreira do autor. O fato novo mesmo é a parceria com Mauro Wilson, que conduzirá "Êta Mundo Melhor!" sozinho a partir do capítulo 30. Mas o que tem sido visto até agora não é uma nova novela e, sim, um amontoado de resoluções um tanto apressadas de vários personagens e tramas da obra anterior. 

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Há uma nítida preocupação em eliminar o mais rápido possível todas as pontas soltas para iniciar um novo enredo. O problema é que "Êta Mundo Bom!" foi um folhetim com um final redondo, ou seja, concluído com habilidade por Walcyr, que não deixou qualquer possibilidade de uma continuação, ao contrário do que aconteceu com o final de "Alma Gêmea" (2005), por exemplo, que apresentou Rafael (Du Moscovis) e Serena (Priscila Fantin) reencarnados e se conhecendo crianças. 

Portanto, a solução do autor foi promover uma legião de mortes e viagens para justificar a ausência de diversos personagens da novela de 2016 em "Êta Mundo Melhor!". Isso porque alguns atores não aceitaram ou puderam participar da nova novela, como Marco Nanini e Camila Queiroz, que não toparam reviver o professor Pancrácio e a caipira Mafalda, respectivamente, ou Rosi Campos, que não conseguiu reviver a Eponina por conta de seu trabalho em "A Caverna Encantada", atual folhetim infantil do SBT.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

"Lady Night" se mantém sensacional na oitava temporada

 A oitava temporada do "Lady Night" estreou no dia 14 de outubro e chegará ao fim no dia 22 de novembro, totalizando 30 episódios. É a temporada mais longa do programa comandado por Tatá Werneck no Multishow, que teve seu ciclo iniciado em abril de 2017. E a razão para um maior número de entrevistados é óbvia: o sucesso da atração. 


O "Lady Night" virou o maior êxito do Multishow, que anda cada vez mais carente de boas novidades. São oito temporadas com entrevistas bem-humoradas, conduzidas por uma genial Tatá Werneck. O talk show virou o trunfo da programação anual do canal a cabo. A primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima temporadas tiveram 25, 20, 25, 13, 11, 15 e 15 episódios, respectivamente.  

Ano passado, o programa não foi ao ar por conta das gravações de "Terra e Paixão", novela de sucesso de Walcyr Carrasco, que contou com Tatá no elenco. A atriz brilhou na pele da ambiciosa Anely e formou uma dupla incrível com Débora Falabella. Aliás, Débora foi uma das convidadas da temporada de 2024 e o bate-papo foi delicioso.

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Mania de Você", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 20, a segunda coletiva virtual de "Mania de Você", escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo. Participaram os atores Érico Brás, Eriberto Leão, Eliane Giardini, Mariana Ximenes, Alanis Guillen, Danilo Grangheia, Mariana Santos, Vanessa Bueno, Duda Batsow, Paulo Mendes, Liza Dala, Ivy Souza, Lucas Wickhaus, David Júnior e Thalita Carauta. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo.


Eliane Giardini comentou sobre sua nova personagem e como foi sair do sucesso da Agatha, em "Terra e Paixão", para outro projeto: "Você recebe outro texto e já começa a viajar no novo personagem. Uma das coisas boas de começar um trabalho novo é o processo incrível da caracterização. Vai se montando uma nova pessoa e você vai vendo o personagem se formando. O visual já diz muito sobre a pessoa e vai definindo a atmosfera da personagem. A Berta tem uma chegada tranquila na novela. É sócia do Molina (Rodrigo Lombardi), o filho mora no exterior, tudo de boa. Mas quando o filho volta acontece uma tragédia e tudo muda. A Berta vai passar por uma transformação trágica, o que modifica a pessoa. Impacta. Nossa família é um espetáculo e nossa trama é maravilhosa. Começa em mares calmos em Angra dos Reis e depois o filho dela morre. Berta tem muita afinidade com o neto e estou amando essa personagem".

Mariana Ximenes complementou a colega: "Eu paquero a Eliane há muito tempo. É uma dádiva ter a Eliane como parceira, tanto na coxia porque a gente janta juntas, come camarão empanado com cerveja... Ela tem uma Mariana na vida dela como filha ainda por cima. E em cena é incrível. É uma atriz extraordinária.

terça-feira, 12 de março de 2024

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Encantado`s"

 O Globoplay promoveu nesta segunda-feira (11/03) a coletiva virtual da segunda temporada de "Encantado`s", que estreou nesta terça na plataforma de streaming da Globo. Participaram as autoras Renata Andrade e Thais Pontes, além dos atores Luiz Miranda, Vilma Melo, Evelyn Castro, Augusto Madeira, Ludmillah Anjos, Digão Ribeiro, Dandara Mariana, Romeu Evaristo, Luellen de Castro, João Côrtes e Eliane Giardini. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Vilma Melo falou brevemente da dupla central e da importância de um projeto coo esse: "Precisa ter o Eraldo para ter a Olímpia. Eles funcionam muito juntos. E temos surpresas na segunda temporada. Olímpia está mais cansada porque na primeira ela segurou com pulso firme o supermercado e as autoras prepararam um revés... E ter pessoas pretas em um contexto como na série, que não fala disso, é importante demais. A gente não fala sobre pretitude, sobre racismo. É só o pano de fundo. A série poderia ser com uma família branca, mas seria outra série. Somos profissionais independente da caixinha que queiram nos colocar. Cresci vendo as atrizes mais velhas pretas sempre nos mesmos lugares e agora não mais. O audiovisual tem uma importância muito grande na vida do brasileiro. A gente liga a tevê e aquelas pessoas entram nas nossas casas sem a gente convidar. Eu ainda não tinha visto uma série brasileira com esse porte, só em produções americanas, como "Todo Mundo Odeia o Cris", "Eu, a Patroa e as Crianças", enfim... E mostramos que preto também vende". 

Eliane Giardini não escondeu a empolgação a respeito de sua entrada na segunda temporada: "Dalva entra na posição que o Tony Ramos ocupava, mas ela é muito mais passional. Ela vem para se vingar dessa família. É divertidíssimo porque essa turma é uma bagunça louca. Nunca vi um elenco mais maluco. Delicioso esse povo.

sábado, 20 de janeiro de 2024

Após início turbulento, "Terra e Paixão" chega ao fim como um grande sucesso

 O começo não foi fácil. A missão de Walcyr Carrasco era reerguer a audiência do horário nobre da Globo, após o completo fiasco de "Travessia", que afundou a ótima média conquistada pelo remake de "Pantanal". Conhecido como o 'coringa' da emissora, o autor costuma fazer o impossível e sempre consegue entregar um sucesso. Pois não foi diferente com "Terra e Paixão", que estreou em maio de 2023 e chegou ao fim nesta sexta-feira, dia 19, após 221 capítulos, um número impressionante para os dias de hoje. 

A história não teve um caminho tranquilo. Como a trama era longa, Walcyr optou por um início mais lento e longe dos atropelos que muitos folhetins recentes fazem para causar a sensação de agilidade. A estratégia foi inteligente e o começo se mostrou muito bem estruturado em cima da saga de Aline (Barbara Reis), que logo no primeiro capítulo viu seu marido ser assassinado a mando de Antônio La Selva (Tony Ramos), poderoso empresário do agronegócio que fez fortuna através do desmatamento de florestas e tomando terras de pequenos produtores. 

Porém, após uma estreia repleta de adrenalina, o folhetim 'amornou' diante da falta de embates diretos entre mocinha e vilão e também por conta de um dilema amoroso envolvendo a protagonista. Logo na primeira semana, Caio (Cauã Reymond) se declarou para a protagonista e não houve construção alguma do sentimento. Foi algo súbito.

sábado, 30 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2023 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.




Melhores Atrizes: 


1- Sheron Menezzes.

Sol foi a melhor mocinha de 2023 e o sucesso de "Vai na Fé" foi mais do que merecido. A atriz viveu sua primeira protagonista em mais de 22 anos de carreira. Estava merecendo há tempos a oportunidade e soube aproveitar. A personagem teve cenas de forte intensidade dramática ao mesmo tempo que protagonizou momentos leves fazendo shows e realizando sonhos. Fora a química com Samuel de Assis, o que fez toda diferença para o casal de mocinhos ter tido tanto torcida na história de Rosane Svartman.



2- Gloria Pires. 

Nada melhor do que ver uma atriz veterana valorizada como merece e em pleno horário nobre. Gloria está brilhante na pele de Irene La Selva em "Terra e Paixão" e vem se destacando desde o início da trama de Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. A personagem é uma vilã fria e calculista, mas tem pontos fracos, como o amor que sempre sentiu por um dos filhos e a culpa que carrega pela morte de Daniel (Johnny Massaro). Não é um tipo fácil, mas nas mãos de Gloria até parece. E que parceria boa com Tony Ramos. A quarta na ficção. 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Eliane Giardini fez de Agatha um dos maiores sucessos de "Terra e Paixão"

 A participação de Eliane Giardini em "Terra e Paixão" foi a melhor coisa que aconteceu na novela de Walcyr Carrasco, que agora tem a parceria de Thelma Guedes. Escalada pelo autor em fevereiro, a intérprete precisou manter segredo sobre a sua entrada na história que marcou a maior virada do enredo. Foram 98 capítulos e cinco meses no ar com muitas cenas ótimas e cada vez mais destaque a ponto do público se apaixonar por Agatha.


A atriz nunca tinha vivido uma grande vilã até hoje em sua carreira e Walcyr a presenteou com um tipo que começou aparentemente inofensivo até se revelar um demônio encarnado. O intuito da personagem era movimentar o enredo e assim que surgiu em cena conseguiu atingir o objetivo com louvor. A apresentação daquela enigmática mulher teve o mesmo estilo narrativo da inesquecível Flora (Patrícia Pillar), de "A Favorita" (2008), que saiu da cadeia com carinha de sofrida até se mostrar uma psicopata. Mas Walcyr não demorou tanto quanto João Emanuel Carneiro e logo foi dando pistas sobre o verdadeiro caráter de Agatha La Selva. Quanto mais cenas reveladoras a respeito de sua índole, mais o público se interessava pela saga da malvada. A ideia de colocá-la como uma especialista em chás e ervas venenosas foi uma sacada de mestre. 

 A esposa de Antônio La Selva (Tony Ramos) saiu da cadeia, após mais de 20 anos presa, para se vingar do marido e a razão de seu ódio só foi revelado nesta semana em uma sequência irretocável de Eliane e Tony, quando Agatha contou ao ricaço, que mal conseguia se mexer na cama por conta do envenenamento gradativo provocado pela víbora, a respeito do que tinha acontecido com seu pai no passado: o então fazendeiro teve todas as terras roubadas pelo pai de Antônio, que ainda mandou um de seus jagunços matá-lo.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Walcyr Carrasco comprova em "Terra e Paixão" que é o autor que mais valoriza atores veteranos

 O atual momento da teledramaturgia não anda nada bom no quesito valorização de atores mais experientes. Aliás, não anda bom em vários outros quesitos, mas isso é assunto para outro texto. O fato é que intérpretes mais velhos estão desaparecendo das histórias e a juventude vem dominando os elencos. No entanto, ironicamente, na única trama inédita que vem fazendo sucesso e alcançando boa audiência esse absurdo não acontece. Em "Terra e Paixão", um trio de peso dominou a narrativa e virou o maior trunfo do enredo. 

Gloria Pires, Tony Ramos e Eliane Giardini formam uma tríade de ouro na trama de Walcyr Carrasco que agora conta com o apoio de Thelma Guedes. E o merecido destaque que os três recebem honra o que o autor sempre fez em todas as suas novelas: a valorização do elenco veterano. Não teve um folhetim sequer em que os intérpretes mais experientes não tenham recebido grandes papeis pelas mãos do escritor, que costuma encher suas obras de profissionais experientes, como Ana Lucia Torre, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Marco Nanini, Walderez de Barros, Suely Franco, Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, entre tantos que já foram frequentemente escalados por ele. 

Agora não é diferente em "Terra e Paixão". A ideia de colocar Gloria e Tony vivendo um casal de vilões funcionou logo no início e a dupla que transborda crueldade e frieza enriquece a trama, além de proporcionar sempre ótimas cenas para os atores que já fizeram muito sucesso juntos no cinema e vivendo pares românticos em outros folhetins.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

"Terra e Paixão" apresenta capítulo de tirar o fôlego com show de veteranos

 Nesta terça, dia 7, "Terra e Paixão" apresentou mais um capítulo repleto de cenas eletrizantes, após o afronte de Aline (Barbara Reis) exibido semana passada. Porém, agora foi a vez do trio veterano da trama brilhar. Tony Ramos, Gloria Pires e Eliane Giardini foram irretocáveis em uma sucessão de cenas de forte carga dramática que marcou mais uma catarse preparada muito bem por Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. 


A passagem de Claudia Raia pela novela das nove foi curta, apenas dez capítulos, afinal, precisava cuidar de seu filho, Luca, de oito meses. Mas Emengarda teve uma presença cênica e tanto, o que valorizou a atriz e enriqueceu o enredo. Tanto que a golpista foi a responsável pela nova virada da história quando descobriu o caso de Irene (Gloria Pires) com Vinícius (Paulo Rocha) e vendeu a informação para Agatha (Eliane Giardini), que não pensou duas vezes antes de destruir a rival. 

A cena em que Agatha levou Antônio até o motel em que sua esposa estava com o amante foi o gancho de sábado, que rendeu uma continuação repleta de ação e embates ao longo de quase uma hora do capítulo desta segunda, que rendeu 30 pontos de pico de audiência.

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Chegada de Eliane Giardini engrandece e movimenta "Terra e Paixão"

 A volta da mãe de Caio (Cauã Reymond) era o momento mais aguardado de "Terra e Paixão". Afinal, quem está acostumado aos sucessos de Walcyr Carrasco já sabia que a personagem não seria tão citada na história desde o início à toa. O retorno de uma pessoa dada como morta é um dos maiores clichês dramatúrgicos, mas não são todos os autores que sabem explorar bem o recurso. Só que o responsável pela atual novela das nove da Globo sempre soube e agora não é diferente. 


A grande Eliane Giardini foi escolhida para viver a Agatha e a saída da personagem da cadeia, após vinte anos presa, já rendeu uma cena brilhantemente interpretada pela atriz ao lado de Inez Viana, que emocionaram em um momento de sensibilidade com a mãe de Caio brincando com Angelina na praia e curtindo a liberdade. A sequência, exibida semana passada, marcou o início da terceira fase da trama, que agora conta com um novo foco central: uma mulher cheia de mistérios e inimigos. Vale lembrar que a primeira se deu em cima da rivalidade de Antonio (Tony Ramos) e Aline (Barbara Reis) e a segunda com a morte de Daniel (Jhonny Massaro). 

O pai de Caio sempre culpou o filho pela morte de Agatha, já que a causa de seu 'falecimento' foi uma complicação no parto. A relação deles nunca teve amor ou qualquer dose de respeito por conta do fato. A volta da personagem deixa Antonio sem chão e não somente por conta dos muitos anos de enfrentamento com Caio, uma vez que a 'ex-morta' faz questão de dizer que fugiu porque tinha medo de ser assassinada pelo então marido. O próprio vilão chegou a dizer que ameaçou a esposa algumas vezes, embora não esconda que foi o único amor de sua vida.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Valeu a pena rever o show de Eliane Giardini em "Êta Mundo Bom!"

A reprise de "Êta Mundo Bom!" está quase encerrando seu ciclo. Entre os muitos acertos da novela de Walcyr Carrasco (dirigida por Jorge Fernando), exibida pela primeira vez em 2016, vale destacar a escalação do elenco, repleto de talentos em sua grande maioria, tendo apenas umas três ou quatro exceções. Muitos atores tiveram a oportunidade de brilhar durante a trama. E uma das melhores atrizes do time foi Eliane Giardini, que ganhou um grande papel, cuja importância pôde ser acompanhada ao longo de oito meses de novela.


Anastácia é um dos perfis mais íntegros da história e mãe de Candinho (Sérgio Guizé), o protagonista do folhetim. No início, o telespectador acompanhou a saga da dona da fábrica de sabonetes Aroma em busca do filho. Isso porque seu autoritário pai tirou o bebê de seus braços assim que nasceu e mandou matá-lo. Mas uma empregada se recusou a executar o serviço e acabou colocando a criança em um rio. Tudo foi acompanhado no primeiro capítulo, aumentando o envolvimento do telespectador com aquele tocante e folhetinesco enredo.

Ao contrário do que se imaginava, o reencontro de mãe e filho não demorou muito e ocorreu antes da metade da novela. Eliane e Sérgio protagonizaram a cena mais linda da trama e emocionaram. A partir de então, a personagem entrou em uma nova fase, desta vez ao lado de Candinho e iniciando um romance com o professor Pancrácio (Marco Nanini).

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Sérgio Guizé e Eliane Giardini protagonizaram a cena mais linda de "Êta Mundo Bom"

Êta Mundo Bom!" foi um fenômeno de audiência em 2016 e a reprise tem repetido o êxito no "Vale a pena Ver de Novo". A novela de Walcyr Carrasco vem marcando mais de 20 pontos de audiência quase todos os dias, ultrapassando os índices das reprises de "Malhação - Viva a Diferença" e "Novo Mundo". Até a média da reexibição anterior, o sucesso "Avenida Brasil", o folhetim despretensioso do autor já ultrapassou. E a cena que marcou a grande virada da história foi reprisada nesta sexta-feira (18/06): o encontro de Candinho (Sérgio Guizé) e Anastácia (Eliane Giardini).


Era justamente a sequência mais aguardada do enredo: o encontro de mãe e filho. A dura saga de Candinho em busca de sua mãe, e de Anastácia procurando seu filho, começou a ser contada logo na estreia da produção. Era, inclusive, o eixo central do enredo. Tanto que, seguindo a lógica do desenvolvimento de uma trama longa, a esperada revelação só deveria acontecer lá para o meio da história. Porém, Walcyr mostrou que não estava disposto a enrolar o telespectador e fez questão de presentear o público com o tocante momento bem antes da metade da sua novela. 

A cena fez jus à expectativa e a emoção foi a grande protagonista daquele instante tão delicado. Candinho e Anastácia já haviam se encontrado algumas vezes na igreja, onde trocavam rápidas palavras. E a sintonia entre os dois sempre esteve presente. Não só entre os personagens, como entre os atores também.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Eliane Giardini é um dos ótimos nomes de "O Outro Lado do Paraíso"

A panelinha dos autores, como já foi dito aqui inúmeras vezes, é algo natural. Todo escritor tem predileção por certos nomes e evidencia sempre em seus folhetins. Eliane Giardini entrou no ''time" de Walcyr Carrasco em 2013, na primeira novela das nove dele: "Amor à Vida". Porém, não foi uma experiência muito feliz. Ordália era mãe de Bruno (Malvino Salvador), mocinho do enredo, e acabou aparecendo bem menos do que deveria. Foi uma figurante de luxo. Um desperdício de talento.


Ou seja, parecia que o autor não a chamaria tão cedo. Felizmente, um lego engano. Em 2016, Walcyr a escalou para "Êta Mundo Bom!" e conseguiu se redimir com louvor. Deu para a atriz um dos melhores e mais importantes perfis do enredo: a milionária Anastácia, mãe de Candinho (Sérgio Guizé), o protagonista do sucesso das 18h. Eliane protagonizou grandes cenas ao longo da novela e emocionou no momento mais aguardado e sensível da trama, quando a ricaça reencontrou seu filho perdido, após tanto procurá-lo.

Agora, em "O Outro Lado do Paraíso", o autor novamente presenteou a intérprete com um excelente papel. Nádia é uma vilã cômica deliciosa, provocando ódio pelos absurdos preconceituosos que profere, ao mesmo tempo divertindo com sua total falta de noção e histeria. A personagem sempre foi um dos destaques da trama das nove, dirigida por Mauro Mendonça Filho, protagonizando um núcleo que tem o racismo e o machismo como foco.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Vídeo de William Waack e falas de Nádia em "O Outro Lado do Paraíso" provam que realidade e ficção se misturam

Nesta quarta-feira (08/11), foi divulgado um vídeo com William Waack proferindo comentários de cunho racista, enquanto cobria as eleições americanas em 2016. O áudio, embora de má qualidade, deixa bem claro o teor deprimente e preconceituoso do jornalista, após se irritar com uma buzina de carro. A repercussão, como não poderia deixar de ser, foi péssima e a Globo fez questão de afastar o profissional do "Jornal da Globo" por tempo indeterminado, enviando uma nota de esclarecimento. A coincidência dessa lamentável situação é a abordagem do racismo em "O Outro Lado do Paraíso", nova novela das nove.


Walcyr Carrasco vem explorando esse tema de uma forma bastante direta e forte, o que acaba gerando um certo incômodo em parte dos telespectadores. Alguns dizem (ou diziam) que o contexto era exagerado demais e as frases absurdas ditas por Nádia (Eliane Giardini) sobre os negros soavam irreais nos tempos de hoje. Porém, não há nada de forçado ou absurdo no núcleo da trama e a fala do jornalista da Globo apenas comprova isso, deixando evidente o paralelo entre ficção e realidade. No caso, infelizmente, o contexto real se coloca bastante similar (para não dizer idêntico) ao da história teoricamente fictícia.

O comentário de Waack para o colega Paulo Sotero, em Washignton, é curto, mas revoltante: "Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é... é preto. É coisa de preto!" Após essa colocação deprimente, o jornalista ri. Apesar de ter dito isso em 2016 e o vídeo só ter vazado agora, Walcyr parece ter 'adivinhado' essa postura quando criou a Nádia.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Atuação visceral do elenco e produção de arte primorosa engrandeceram "Dois Irmãos"

Foram dez capítulos de muito capricho estético, dramas pesados, tons operísticos e completa entrega dos atores. "Dois Irmãos" chegou ao fim nesta sexta-feira (20/01) colhendo inúmeros elogios merecidos e apresentando um último capítulo emocionante. A minissérie, baseada no romance homônimo de Milton Hatoum e adaptada por Maria Camargo, teve a forte marca do diretor Luiz Fernando Carvalho e sua principal qualidade foi a atuação visceral do elenco, além da produção de arte primorosa.


A escalação acertada ficou evidente nas três fases da produção. A começar pela semelhança física dos intérpretes, deixando as passagens de tempo bastante críveis. E, claro, o talento dos atores ainda coroou o êxito do diretor, que conseguiu explorar o máximo de cada um, como costuma fazer sempre no seu método de trabalho (incluindo meses de preparação em um galpão criado exclusivamente para isso). O grau de dramaticidade foi alto (beirando o exagero) em todos os períodos da história, destacando a capacidade cênica do time escolhido para dar vida a perfis repletos de camadas.

A minissérie adotou a não linearidade, sendo fiel ao livro e provocando um certo estranhamento com as idas e vindas no tempo. Luiz Fernando iniciou a trama partindo do princípio de que todos os telespectadores leram o livro, o que foi um risco. E realmente o resultado no primeiro capítulo não foi bom. O longo flashback para contar como Halim (Bruno Anacleto) e Zana (Gabriella Mustafá) se apaixonaram foi modorrento e cheio de cenas desnecessárias, apesar da ótima química e do talento dos atores.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gabriella Mustafá, Juliana Paes e Eliane Giardini fizeram jus ao destaque de Zana em "Dois Irmãos"

"Dois Irmãos" vem se mostrando uma minissérie caprichada, repleta de cenas que exigem muito do elenco. A seleção de atores, por sinal, foi muito bem realizada. Luiz Fernando Carvalho foi preciso na escolha dos nomes e também na preocupação com a semelhança física de vários intérpretes em virtude das mudanças de fase (são três no total). E um dos maiores êxitos da produção foi o trio de atrizes interpretando a emocional Zana.


Gabriella Mustafá, Juliana Paes e Eliane Giardini honraram a importância dessa personagem do romance homônimo de Milton Hatoum. Cada uma pôde brilhar na sua fase correspondente e a precisão da caracterização deixou tudo ainda mais crível. As três realmente pareciam a mesma pessoa em épocas distintas. E ainda conseguiram passar toda a transformação emocional da mulher que sonhava em formar uma família, mas tropeçou miseravelmente na missão de ser uma boa mãe para seus três filhos.

A novata Gabriella participou somente do primeiro capítulo, o mais arrastado da minissérie, e se mostrou uma grata revelação. Apesar da sua curta participação, a atriz teve uma ótima química com Bruno Anacleto (Halim jovem) e soube transmitir o ar enigmático que cercava aquela menina sensual e de olhar sedutor.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fenômeno de audiência, "Êta Mundo Bom!" trouxe otimismo e a essência de Walcyr Carrasco no horário das seis

A missão de "Êta Mundo Bom!" não era simples, afinal, tinha a 'obrigação' de manter a qualidade da faixa das seis, que vinha de duas novelas anteriores primorosas: "Sete Vidas" e "Além do Tempo". Mas, ao voltar para o horário que o consagrou, Walcyr Carrasco tinha noção da responsabilidade e conseguiu cumprir o objetivo com louvor. Ainda superou as expectativas no quesito audiência, pois a sua trama saiu de cena com uma média geral de 27 pontos (sete a mais que a anterior), atingindo índices expressivos ao longo dos meses ---- sempre acima dos 30 pontos (chegou até a 36 de média) ----, alcançando marcas não obtidas na faixa desde o remake de "O Profeta", em 2006 ---- coincidentemente, um folhetim que contou com sua supervisão.


Foi o próprio autor que pediu para voltar ao horário das seis e, após o fenômeno "Verdades Secretas", teve o pedido atendido pela Globo. Após os imensos sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", Walcyr trouxe de volta para a faixa absolutamente tudo o que deu certo nessa trinca, deixando de lado qualquer tipo de 'novidade' ou 'surpresa'. Ou seja, o objetivo dele era justamente reutilizar o que o público tinha amado: muita guerra de comida, quedas no chiqueiro, um núcleo de caipiras vivendo em uma fazenda, vilões maniqueístas e situações dramáticas sendo mescladas com humor pueril. Pois funcionou de novo, confirmando um fato incontestável: o telespectador estava com saudades de acompanhar uma história do escritor às 18h.

A novela, ambientada na década de 40, estreou no dia 18 de janeiro e teve seu último capítulo exibido no dia 26 de agosto, ou seja, ficou quase oito meses no ar. Foram 190 capítulos, sendo uma das produções das seis mais longas, levando em consideração a diminuição da duração das obras dessa faixa nos últimos anos. As Olimpíadas influenciaram o esticamento, pois a Globo já havia pedido para o autor desenvolver um folhetim maior para não estrear nada durante os jogos, cujos horários ficam tomados de competições e variações na grade.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eliane Giardini ganhou um grande papel em "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" está quase encerrando seu ciclo e deixará saudades. Entre os muitos acertos da novela de Walcyr Carrasco (dirigida por Jorge Fernando), vale destacar a escalação do elenco, repleto de talentos em sua grande maioria, tendo apenas umas três ou quatro exceções. Muitos atores tiveram a oportunidade de brilhar durante a trama. E uma das melhores atrizes do time foi Eliane Giardini, que ganhou um grande papel, cuja importância pôde ser acompanhada ao longo de oito meses de novela.


Anastácia é um dos perfis mais íntegros da história e mãe de Candinho (Sérgio Guizé), o protagonista do folhetim. No início, o telespectador acompanhou a saga da dona da fábrica de sabonetes Aroma em busca do filho. Isso porque seu autoritário pai tirou o bebê de seus braços assim que nasceu e mandou matá-lo. Mas, uma empregada se recusou a executar o serviço e acabou colocando a criança em um rio. Tudo foi acompanhado no primeiro capítulo, aumentando o envolvimento do telespectador com aquele tocante e folhetinesco enredo.

Ao contrário do que se imaginava, o reencontro de mãe e filho não demorou muito e ocorreu antes da metade da novela. Eliane e Sérgio protagonizaram a cena mais linda da trama e emocionaram a todos. A partir de então, a personagem entrou em uma nova fase, desta vez ao lado de Candinho e iniciando um romance com o professor Pancrácio (Marco Nanini).

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Os melhores casais de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" está perto do seu fim. A novela das seis de Walcyr Carrasco foi o maior sucesso do horários dos últimos dez anos ---- a última trama que obteve índices semelhantes foi o remake de "O Profeta", exibido em 2006 e supervisionado pelo mesmo autor. Um feito e tanto. E além de todas as qualidades já mencionadas da obra do autor, é preciso mencionar o acerto na formação de três casais completamente diferentes, mas que se complementaram ao longo da história. A construção das relações e a criação dos perfis foram ótimas, fazendo dos três pares os melhores do folhetim.


Gerusa (Giovanna Grigio) e Osório (Arthur Aguiar) fazem jus ao amor em seu estado mais puro, representando um romance idealizado e voltado para os contos de fadas. Maria (Bianca Bin) e Celso (Rainer Cadete) representam o amor que é capaz de mudar uma pessoa, a tornando um ser humano melhor. Já Pancrácio (Marco Nanini) e Anastácia (Eliane Giardini) protagonizam o amor maduro, que para ser solidificado precisa se adequar aos costumes e rotina de ambos, que já passaram por muita coisa ao longo da vida.

São três relacionamentos muito bem construídos pelo autor, que despertaram interesse desde o início da novela. Cada um a seu modo. E em todos os casais é possível observar uma evidente química, explorada através da entrega dos atores em cena.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"Êta Mundo Bom!" tem todos os ótimos ingredientes de uma novela das seis de Walcyr Carrasco

A atual novela das seis estreou em janeiro e emplacou logo na estreia. O público estava sentindo saudades de ver Walcyr Carrasco no horário das seis, após três tramas de imenso sucesso ("O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea"). E "Êta Mundo Bom!" agradou imediatamente. A partir de então, os números do Ibope foram só aumentando até a produção se transformar em um fenômeno de audiência, repetindo o feito dos outros três êxitos do autor na faixa. E não é difícil perceber as razões para o sucesso do folhetim.


A trama reúne absolutamente tudo o que Walcyr já apresentou no horário das seis, cujos resultados foram os melhores possíveis: um núcleo de caipiras, muita guerra de comida, várias quedas no chiqueiro, animais que se destacam, dramas que se misturam com comédia pastelão e vilões que são simplesmente maus, sem maiores dubiedades. Há anos que a faixa não apresentava esse conjunto. Aliás, curiosamente, desde "Alma Gêmea", do mesmo autor. O folhetim ainda marca o retorno da parceria bem-sucedida do escritor com o diretor Jorge Fernando, que dirigiu quatro novelas suas.

Porém, apesar de reunir todos os ótimos ingredientes o que o escritor já apresentou na faixa ---- e o objetivo do Walcyr ter voltado ao horário das seis foi realmente esse ----, a novela tem suas particularidades, pois se baseia na obra de Voltaire ("Cândido ou o otimismo") e tem um protagonista muito cativante: o Candinho, vivido pelo ótimo Sérgio Guizé, cujo papel parece ter sido criado especialmente para ele.