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terça-feira, 5 de outubro de 2021

"Dom" é uma ótima série da Amazon Prime Video

 A primeira série original brasileira da Amazon Prime Video foi uma grata surpresa. O serviço de streaming produziu com muita qualidade a história, baseada em fatos reais, de Pedro Dantas, jovem de classe média que se torna um dos bandidos mais perigosos do Rio de Janeiro e ganha o apelido de Pedro Dom. Como é um tipo bonito fisicamente, utiliza a imagem a seu favor e vira um chefe de quadrilha que aterroriza a classe alta da cidade nos anos 2000. Criada por Breno Silveira, a trama tem Gabriel Leone interpretando o protagonista e apresenta oito episódios muito bem desdobrados. 

"Dom" tem um formato inicialmente confuso, mas que logo se estabelece de forma mais clara para o telespectador. Há três narrativas quase simultâneas: a da infância de Pedro Dantas, a transformação do jovem rebelde em bandido e o passado do pai de Dom, Victor Dantas, vivido por Flávio Tolezani. Ironicamente, a história mais interessante é a do pai do protagonista. A principal razão é o tom 'novelesco' dado para o homem que era mergulhador e se viu no meio de uma guerra entre policiais e traficantes.

A filha de Victor, irmã de Dom, Érika Grandinetti, deu uma declaração sobre a dor que vem sentindo diante da história contada pela série. Isso porque, segundo ela, o pai retratado da obra nunca existiu. A família está até processando a Amazon Prime Vídeo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Os Dias Eram Assim" tem estreia despretensiosa e promissora

"O que a história separou só o amor pode unir de novo". A nova novela das onze, agora chamada de "supersérie", representa bem a frase dita no teaser da produção: um amor entre dois jovens sendo atingido o tempo todo por um doloroso contexto histórico. "Os Dias Eram Assim" estreou nesta segunda-feira (17/04) com um capítulo despretensioso e que retratou muito bem (em apenas 40 minutos) tudo o que o enredo irá abordar ao longo dos próximos meses. Um romance clássico norteia o roteiro, cujo foco é a Ditadura Militar e todos os processos enfrentados pelo Brasil nas décadas de 70, 80 e 90. Ficção e a realidade que muitos viveram sendo mesclados.


Prevista inicialmente para ser um folhetim das seis, a produção foi transferida para o horário das onze e acabou beneficiada, pois a faixa permite uma exploração bem maior em torno das torturas, crimes e momentos mais fortes envolvendo o regime militar. Angela Chaves e Alessandra Poggi estreiam a primeira novela delas como autoras principais, após anos trabalhando como colaboradoras. A Globo vem investindo cada vez mais em escritores novos e a atitude é mais do que válida. A exibição do primeiro capítulo (disponível uma semana antes pelo aplicativo Globo Play) mostrou um enredo bem estruturado e dramas bastante convidativos.

A trama começou exibindo imagens reais de manifestações a favor da constituição, dos militares revistando pessoas nas ruas e capas de jornal a respeito do "AI-5" (o Ato Institucional mais duro do governo militar), do anúncio dos Gorilas de um golpe contra Jango, entre outras matérias. E toda essa compilação era embalada pela marcante música "Deus Lhe Pague", cantada pela saudosa Elis Regina.

domingo, 18 de dezembro de 2016

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2016

A vigésima primeira edição do "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 18 de dezembro. Repetindo o que ocorre em todos os anos, a premiação comandada por Faustão foi uma grande confraternização do elenco da Globo e o evento contou com algumas indicações justas, alguns esquecimentos graves e vencedores que fizeram jus ao troféu na maioria das categorias. A edição de 2016, por sinal, contou com uma nova categoria (Melhor Personagem) com o claro intuito de corrigir injustiças frequentes envolvendo atores veteranos, muitas vezes esquecidos vergonhosamente.


Foi o programa mais longo do ano, começando às 17h30 e terminando às 21h25. Quase quatro horas de premiação. Foi uma bonita festa. A categoria de Melhor Ator ou Atriz Mirim contou com JP Rufino (que convenceu como Pirulito em "Êta Mundo Bom!", se consagrando vencedor), Mel Maia (que fez a primeira fase de "Liberdade, Liberdade") e Gabriel Palhares (que deu um show como Caju em "Liberdade, Liberdade"). Gabriel era o mais merecedor e Mel, embora seja um poço de talento, não merecia a indicação pois participou apenas de um capítulo. Xande Valois (Claudinho de "Êta Mundo Bom!"), Tobias Carrieres (Jesus de "Justiça") e Giovanna Rispoli (Jojô de "Totalmente Demais") mereciam a vaga dela.

Em Atriz Revelação houve um merecimento triplo. As três indicadas tiveram ótimos desempenhos em sua respectivas produções. Amanda de Godoi surpreendeu como Nanda na fraca "Malhação - seu lugar no mundo", Giullia Buscacio emocionou com a sua Olívia em "Velho Chico" e Lucy Alves deu um verdadeiro show na pele da complexa Luzia em "Velho Chico", ganhando importância de veterana.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Marcada por duas mortes e alguns problemas visíveis, "Velho Chico" foi uma bela e controversa novela

Uma avalanche de imprevistos. Assim pode ser classificada "Velho Chico", novela que marcou o retorno de Benedito Ruy Barbosa ao horário nobre da Globo, após 14 anos escrevendo remakes às 18h. A novela ---- supervisionada pelo autor e escrita pelo neto Bruno Luperi, dirigida por Luiz Fernando Carvalho ---- chegou ao fim nesta sexta (30/09), depois de ter ficado praticamente sete meses no ar. Foram altos e baixos ao longo de sua exibição, tendo ainda duas tragédias durante o percurso: o falecimento do grandioso Umberto Magnani (vítima de um Acidente Vascular Encefálico) e a morte chocante do protagonista Domingos Montagner, afogado no Rio São Francisco, mesclando duramente ficção e realidade.


Primeiramente, o folhetim não estava previsto para o horário das nove e sim para o das seis. Mas, em virtude do imenso fracasso de "Babilônia" e do medo da emissora em apostar na realidade nua e crua ---- após "A Regra do Jogo" ter enfrentado dificuldades iniciais em ser aceita pelo telespectador ----, a obra idealizada por Benedito foi remanejada. O sucesso da reprise de "O Rei do Gado" (um dos maiores acertos do autor) no "Vale a Pena Ver de Novo" também foi primordial para essa mudança brusca comandada por Silvio de Abreu, responsável pela organização de toda a dramaturgia do canal. Com isso, a estreia de "A Lei do Amor" foi adiada e uma trama rural começou a ser exibida com o intuito de reconquistar a audiência.

A história reuniu absolutamente tudo o que Benedito já contou várias vezes em seus folhetins anteriores: o amor proibido dos herdeiros de famílias rivais, um padre apaziguador, um bar onde todos se reúnem, o coronelismo típico das cidades interioranas e o debate sobre terras.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Velho Chico" apresenta sensível melhora e elenco se destaca

A atual novela das nove entrou em crise quando mudou de fase. Ao contrário da linda primeira fase, a segunda apresentou sérios problemas de continuidade em relação a alguns atores escolhidos, confusão sobre a época da história em virtude dos figurinos e um ritmo modorrento que afastou de vez o telespectador. A história de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi seguiu equivocada e sem atrativos por longos meses; entretanto, o folhetim teve uma sensível melhora e começou a fluir, finalmente. O capítulo em que Tereza conta para Santo que Miguel é seu filho, por exemplo, rendeu primorosas cenas e grandiosas interpretações.


A aguardada sequência foi interpretada magistralmente por Domingos Montagner e Camila Pitanga, totalmente entregues aos sentimentos dos personagens. A indignação e o choque de Santo puderam ser observados com nitidez, assim como a tristeza e o arrependimento de Tereza. O ator logo depois ainda protagonizou uma cena ótima com Giullia Buscacio, quando Santo fez questão de afastar Olívia de Miguel em um ato desesperado, deixando os filhos chocados e sem entender a furiosa reação. Gabriel Leone foi outro nome que merece aplausos. Ele, aliás, brilhou no momento em que Tereza conta para seu filho sobre o seu verdadeiro pai. A dor do menino pôde ser sentida.

E enquanto todos esses acontecimentos dramáticos eram exibidos, Lucy Alves e Marcelo Serrado se destacaram nos instantes em que Luzia e Carlos Eduardo elaboravam planos para afastar Tereza e Miguel, especulando sobre a revelação a respeito da paternidade de Miguel. A frieza com que os dois agiram despertou atenção, evidenciando a competência dos intérpretes ---- Marcelo, inclusive, conseguiu acertar o tom de seu vilão, que agora começa a crescer no enredo.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Encontro de Miguel e Santo proporciona ótimas cenas em "Velho Chico"

A atual novela das nove segue com audiência indesejável e vários problemas aparentes, como ritmo arrastado e tramas tediosas. Porém, o folhetim de Benedito Ruy Barbosa consegue apresentar alguns bons momentos esporádicos, como foi o caso do capítulo desta segunda-feira (20/06). O esperado encontro de Miguel (Gabriel Leone) e Santo (Domingos Montagner) fez valer a espera, mesmo tendo sido uma 'apresentação' entre quase sogro e quase genro, ao invés de pai e filho, uma vez que ambos ainda desconhecem o laço sanguíneo que os une.


O rapaz tem flertado com Olívia (Giullia Buscacio), filha de Santo e Luzia (Lucy Alves), e a relação cada vez mais próxima deles fez com que o ousado garoto fosse até a casa do inimigo número um de seu avô Afrânio (Antônio Fagundes). O intuito de iniciar uma tentativa de apaziguar as relações se fez presente em todos os momentos e ele ainda fez questão de apresentar seu projeto de ajudar todos que fazem parte da cooperativa da região, comandada por Santo. Esse encontro proporcionou uma sucessão de ótimas cenas.

Primeiramente, Irandhir Santos, Domingos Montagner e Giullia Buscacio se destacaram quando a menina foi avisar que Miguel chegou. A indignação e a fúria de Bento foram mostrados por um sempre brilhante Irandhir, enquanto a surpresa de Santo foi exposta pelo talentoso Domingos.