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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Tudo sobre a coletiva online de "A Força do Querer"

 A Globo promoveu semana passada uma coletiva online sobre a volta de "A Força do Querer", melhor novela de Glória Perez e um grande sucesso de 2017. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o que foi falado no delicioso bate-papo com os atores. A trama substitui "Fina Estampa" (2011) no horário nobre da emissora e tem tudo para manter o êxito de audiência da faixa, embora seja uma reprise bem mais recente. A coletiva foi dividida em duas partes. 

A primeira parte das entrevistas foi realizada na terça-feira passada (15/09) ---- com a presença de Juliana Paes, Elizângela, Mariana Xavier e Dandara Mariana ---- e a segunda na quinta-feira (17/09) ---- com Paolla Oliveira, Emílio Dantas, Maria Fernanda Cândido, Dan Stulbach, Carol Duarte e Silvero Pereira. Todos comentaram da alegria desse trabalho com a história tão bem desenvolvida por Glória. E não negaram que o imenso sucesso ajudou a deixar o clima nos bastidores ainda melhor. Até porque foi um folhetim que funcionou desde o início e vários conflitos e personagens marcaram, vide Bibi Perigosa (Juliana Paes), policial Jeiza (Paolla Oliveira), sereia Ritinha (Isis Valverde), Ivana/Ivan (Carol Duarte), entre tantos outros. 

Perguntei aos atores uma cena mais difícil que protagonizaram na trama e uma mais leve ou divertida. A querida Elizângela, intérprete de Aurora, mãe de Bibi Perigosa, nem pensou duas vezes: "A da prisão. Aquele momento em que eu tive que bater na Juliana foi difícil. Apesar dos ensaios, não sabia como fazer na hora e foi algo bem dramático", disse a veterana que viveu um de seus maiores momentos na televisão. Juliana concordou com a amiga e ainda confessou que detesta cena de briga.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Surra na vilã em "A Força do Querer" prova que um bom clichê nunca se desgasta

Nesta segunda-feira (24/07), foi ao ar uma das cenas mais esperadas de "A Força do Querer": a surra que Joyce (Maria Fernanda Cândido) dá em Irene (Débora Falabella), após todos os desdobramentos envolvendo a traição de Eugênio (Dan Stulbach). O curioso é a situação não pertencer ao núcleo principal e, sim, ser oriunda de uma trama paralela da novela de Glória Perez. Toda a expectativa em torno desse momento, que deliciou o telespectador, como era de se imaginar, apenas prova que um bom clichê, quando bem trabalhado, nunca se desgasta.


A sequência fez valer a espera e a direção de Rogério Gomes mais uma vez expôs a competência do diretor e sua equipe. Irene foi atrás de Joyce no banheiro de um restaurante (outro elemento que virou um clássico desse tipo de embate) e provocou a inimiga, deixando a perua espumando de ódio. Tanto que refinada esposa de Eugênio, cuja elegância é uma de suas principais características, literalmente desceu do salto. Desceu e jogou na cara da vilã, que acabou atingida na boca. Mas ainda era apenas o começo, pois a cena teve um 'bônus': a presença de Ritinha (Isis Valverde).

A sereia ---- juntamente com a melhor amiga Marilda (Dandara Mariana) ---- não pensou duas vezes e defendeu a sogra, se atracando com Irene. A sequência ficou excelente, destacando Maria Fernanda Cândido, Débora Falabella e Isis Valverde, que mergulharam totalmente naquele clima de tensão e rivalidade.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ótimos em "A Força do Querer", Dan Stulbach e Maria Fernanda Cândido voltaram às novelas em grande estilo

Ele estava longe das novelas há seis anos e ela não participava de um folhetim inteiro há 13 anos (as fracas "Fina Estampa" e "Como Uma Onda" foram as últimas de cada um, respectivamente). Agora, Dan Stulbach e Maria Fernanda Cândido estão de volta na ótima "A Força do Querer", escrita por Glória Perez e dirigida por Rogério Gomes, em pleno horário nobre da Globo, e fazendo uma dobradinha merecedora de muitos elogios.


A autora os presenteou com perfis densos e bem construídos. Eugênio e Joyce são casados, mas enfrentam problemas nessa relação e também com os dois filhos. Ele é um sujeito íntegro e doce, enquanto ela é uma mulher autoritária e fútil. As diferenças sempre estiveram presentes, mas o relacionamento conseguia uma harmonia. De uns anos para cá, todavia, essas questões começaram a afastá-los. Tanto que o marido vem mergulhando mais no trabalho e a esposa vem se dedicando cada vez mais a controlar a vida de Ruy (Fiuk) e Ivana (Carol Duarte).

O relacionamento sofreu um abalo maior com a chegada de Irene (Débora Falabella), oportunista que tenta dar um golpe em Eugênio. O contexto, por sinal, lembra muito o triângulo protagonizado por Alexandre Borges (Raul Cadore), Débora Bloch (Silvia) e Letícia Sabatella (Yvone) em "Caminho das Índias", da mesma autora. Porém, a trama atual vem sendo bem melhor desenvolvida, além dos perfis serem bem mais atrativos.

terça-feira, 4 de abril de 2017

"A Força do Querer" tem uma estreia morna

"Querer... querer não é sonhar. Querer é se jogar. Querer é trabalhar, superar, realizar. Querer não é desejo, desejo sem suor. Querer é movimento, insistência, persistência, o meu melhor." O teaser de "A Força do Querer" apresentou essa mensagem para o público, iniciando uma espécie de descrição a respeito da motivação dos personagens da nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (03/04), substituindo a problemática e desfigurada "A Lei do Amor". A responsabilidade de Glória Perez, agora, é recuperar a audiência do horário nobre ---- afinal, ironicamente, sua 'tarefa' com "Salve Jorge" (2013) era manter o imenso sucesso de "Avenida Brasil", falhando na missão.


Pela primeira vez, após várias novelas, a autora não abordará cultura de outros países e focará exclusivamente no Brasil. Tanto que a história começou na fictícia vila do Parazinho, no Pará, tendo a sensual Ritinha (Isis Valverde) como figural central. Ela é uma das três protagonistas do enredo, dividindo o posto com Bibi Perigosa (Juliana Paes) e Jeiza (Paolla Oliveira). Glória adotará um esquema de rodízio de protagonismos, mesclando as três futuramente, tendo a policial vivida por Paolla como elo de ligação, pois a mesma se envolverá com o ex de Ritinha (Zeca - Marco Pigossi) e tentará prender Bibi ---- que vira a Baronesa do Pó após se envolver com um traficante (Rubinho - Emílio Dantas).

O curioso é que na estreia só uma protagonista apareceu de fato e ainda assim bem pouco. O desgaste da relação de Bibi com Caio (Rodrigo Lombardi) foi exposto, para logo depois vir o término e a junção definitiva dela com Rubinho. Já a sensual Ritinha só apareceu nos minutos finais, nadando no rio em meios aos peixes. Nada de Jeiza.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"Dois Irmãos" estreia caprichada e com a forte marca de Luiz Fernando Carvalho

A Globo estrear uma minissérie caprichada no início do ano já virou um costume nos últimos anos. "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014), "Felizes para sempre?" (2015) e "Ligações Perigosas" (2016) são a prova disso. Agora, em 2017, a emissora resolveu lançar uma produção adiada por dois anos. "Dois Irmãos" foi gravada no final de 2014/início de 2015 e sua estreia era prevista para o ano seguinte, mas acabou adiada duas vezes. Porém, a espera finalmente acabou. A obra estreou nesta segunda-feira (09/01), logo após "A Lei do Amor", com um capítulo longo (quase uma hora e vinte de duração).


Livremente inspirada no romance homônimo de Milton Hatoum, a trama é escrita por Maria Camargo e dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Por sinal, a direção de Luiz já pôde ser notada logo nas primeiras sequências, valorizando as expressões faciais e corporais dos atores, a luz ambiente e os cenários caprichados. O toque de poesia é constante, o que virou uma marca nas produções comandadas por ele ao longo dos anos. Há também uma teatralização em vários momentos, evidenciando mais uma característica do trabalho do diretor, que costuma explorar o máximo do seu elenco.

A história é ambientada em Manaus, entre 1920 e 1980, e conta a trajetória de uma família de libaneses através de Nael (Theo Kasper/Ryan Soares/Irandhir Santos), filho da índia Domingas (Sandra Paramim/Zahy Guajajara/Silvia Nobre), que narra a trama. O foco principal é a relação conflituosa dos gêmeos Omar e Yaqub (Enrico Rocha/Matheus Abreu/Cauã Reymond), que crescem vivendo uma rivalidade cada dia pior.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ótimas atuações, texto preciso e trama instigante foram as principais qualidades de "Felizes para sempre?"

As chamadas prometiam uma produção de grande qualidade e os dez capítulos exibidos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro cumpriram a promessa com louvor. Escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, "Felizes para sempre?" chegou ao fim nesta sexta-feira com um excelente e dramático capítulo, fechando o curto ciclo da microssérie, que mesclou política e relacionamentos com competência, em grande estilo.


A obra foi baseada em "Quem ama não mata" (1982), escrita pelo mesmo autor, mas apenas a essência da trama se manteve: os conflitos familiares e um crime passional. A nova história tinha a prostituta Danny Bond (Paolla Oliveira) como responsável pelas principais reviravoltas e todos os conflitos foram alterados. Já a inserção de Brasília como ambiente foi uma grande sacada para abordar as falcatruas de Cláudio (talentoso Enrique Diaz, escolha acertada de protagonista), poderoso dono de empreiteira que se envolvia em esquemas de corrupção.

E alguns personagens foram batizados com os nomes dos atores que participaram da produção da década de 80, em uma bela homenagem feita pelo autor. Os primeiros capítulos foram praticamente voltados para o casal principal, que teve seus problemas agravados depois da entrada da garota de programa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Com grande elenco e texto perspicaz, "Felizes para sempre?" estreia mesclando relacionamentos, sexo e poder

E se a paixão morre? E se a convivência é interrompida? E quando o prazer é poder? E se na família corre veneno? E se a cumplicidade é corrompida? E se o casamento vira uma mentira? Todos estes questionamentos estão presentes em "Felizes para sempre?", produção escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, que estreou nesta segunda-feira (26/01), na Globo. Sexo, corrupção, poder e traição são alguns dos pontos centrais desta microssérie, cuja estreia agradou e muito.


Baseada em "Quem ama não mata" (de 20 capítulos), escrita em 1982 pelo mesmo autor, a trama ---- ambientada em Brasília ---- conta a história de cinco casais interligados, com problemas distintos que abalam suas respectivas vidas, que se envolvem em um crime passional. O enredo é voltado para as rupturas das relações familiares, sexuais e afetivas; onde a dinâmica destes relacionamentos se coloca como estrutura central da série.

Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz interpretam Marília e Cláudio, um casal em crise que resolve chamar uma garota de programa para apimentar a relação. Ela (vivida por Paolla Oliveira) é apelidada de Danny Bond, mas na realidade se chama Denise e tem um relacionamento homossexual com Daniela (Martha Nowill), que não desconfia da vida dupla da namorada ---- estas personagens, inclusive, não existiam da produção de 1982.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Entrada de Alessandra Negrini movimenta Lado a Lado

Infelizmente a atual novela das seis da Rede Globo não está tendo uma boa audiência. Mas quem perde mais não é a emissora, que continua líder isolada, e sim o público, que se nega a prestigiar uma obra tão bem cuidada e escrita. Na última semana, os telespectadores de "Lado a Lado" puderam acompanhar uma virada na história, antes mesmo do início de sua segunda fase. A talentosa e linda Maria Fernanda Cândido --- vivendo a moderna Madame Jeannete Dorleac --- mexeu positivamente na história, mas foi a entrada de Catarina, vilã interpretada por Alessandra Negrini, que movimentou a trama de fato.


Mesmo quando ainda não havia entrado na história, a personagem já tinha criado a primeira crise do casamento de Laura e Edgar, o par mais querido da trama. A mocinha escondeu do marido a carta enviada pela vilã --- onde revelava que o rapaz tinha uma filha e que a criança estava enferma ---, o que acabou gerando uma forte discussão entre o casal. A viagem de Edgar, que foi conhecer a menina, só ajudou a piorar a relação. Laura enviava cartas, mas não obtinha respostas, ficando cada vez mais aflita. A protagonista ainda descobriu que estava grávida sem ter a presença do companheiro ao seu lado. Para culminar, acabou perdendo o filho após uma forte discussão com Constância.

Todos esses dramas vividos pelos personagens centrais movimentaram a trama e empolgaram os telespectadores. Quando finalmente Catarina apareceu, acompanhando Edgar de volta ao Brasil, a vida de Laura piorou muito, mas a história ficou ainda melhor. A comprovação desse fato é a quantidade de cenas ótimas que começaram a surgir, justamente devido

domingo, 29 de janeiro de 2012

O Brado Retumbante: um trabalho impecável que deixará saudades

"Eu conto com o seu voto!". Foi com esse tradicional pedido que todos os políticos sempre fazem, que "O Brado Retumbante" chegou ao fim na última sexta-feira. A minissérie de Euclydes Marinho cumpriu o que prometeu, através de suas ótimas chamadas durante os intervalos exibidos pela Globo. Vimos um produto com uma qualidade inquestionável, um grande elenco, uma história atraente, mesmo para quem não é chegado em política, e um texto muito bem escrito.

A saga de Paulo Ventura (Domingos Montagner - um ator seguro e talentoso) contra a podridão do nosso sistema político empolgou o público. Sua vida pessoal também gerou interesse e serviu para quebrar com a figura do herói, uma vez que o ético personagem traía sua esposa constantemente, tinha problemas com a bebida, e era preconceituoso com o filho transexual.

A história reforçou