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sexta-feira, 14 de julho de 2023

"Força de um Desejo": um novelão injustiçado

 Exibida originalmente de 10 de maio de 1999 a 28 de janeiro de 2000, com 226 capítulos, "Força de um Desejo" foi uma novela das seis marcada pelo capricho e grande elenco. No entanto, não é um folhetim muito lembrado pelo grande público e nunca tem seus personagens citados em homenagens televisivas sobre a história da teledramaturgia. A reprise de 2005, no "Vale a Pena Ver de Novo" já tinha provado que o 'esquecimento' é injusto e a reexibição no Canal Viva, iniciada em outubro de 2022 e encerrada nesta quinta-feira (13/07), comprovou o fato. 


Escrita por Gilberto Braga, Alcides Nogueira e Sérgio Marques (dirigida por Marcos Paulo e Mauro Mendonça Filho), a novela foi a terceira mais longa da Globo nos anos 90 ----- ficou atrás de "Barriga de Aluguel" (243) e "Quatro por Quatro" (233). Planejada para 179 capítulos, a história acabou esticada a pedido da emissora, o que resultou em reclamações de Gilberto e sua equipe na época. Porém, o esticamento não se deu em virtude do sucesso e, sim, por conta de planejamentos na grade do canal. A produção teve 26 pontos de média geral, índice considerado baixo na época. É até compreensível o certo afastamento do público porque a história tem uma energia pesada e algumas vezes parece as extintas minisséries que eram exibidas após as 23h. Não é um enredo leve e tem pouco humor. 

Todavia, o conjunto da obra transborda qualidades. Os autores conseguiram criar personagens densos e um enredo que não caía no marasmo, mesmo em uma época onde a agilidade dos folhetins praticamente inexistia. Era comum toda novela ter longos meses de ritmo arrastado.

terça-feira, 28 de março de 2023

Tudo sobre a coletiva online da segunda parte de "Todas as Flores"

 A Globo promoveu na quarta-feira passada (22/03) a coletiva online da segunda parte de "Todas as Flores", novela de João Emanuel Carneiro, cuja primeira parte, exibida ano passado, está toda disponível exclusivamente no Globoplay. Participaram o autor e os atores Fábio Assunção, Regina Casé, Mariana Nunes, Letícia Colin, Humberto Carrão, Camila Alves, Nicolas Prattes e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conte sobre o bate-papo. 

João Emanuel Carneiro falou brevemente sobre o seu processo de trabalho na produção e se haverá um 'quem matou?' na reta final: "A novela já estava toda gravada, então não mudei nada por conta do sucesso da trama. Eu mudei bastante quando a história saiu da tevê aberta e foi para a fechada. Aí mexi em muita coisa. Não terá um 'quem matou?' nessa segunda parte. Usei um recurso na última semana que não vou falar qual é!", encerrou o autor deixando a curiosidade no ar. 

Mariana Nunes se divertiu quando falou sobre Judite: "Tenho o dom de esquecer as coisas que eu gravei, então para mim vai ser muito revelador ver essa segunda parte. E sou muito noveleira. Estou junto com as pessoas esperando ansiosamente a continuação e ver o rumo dos personagens. Todo mundo fica me falando que tem o dedo da Zoé nisso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Todas as Flores", a nova novela do Globoplay

 A Globo promoveu na primeira segunda-feira de outubro, dia 3, a segunda coletiva online de "Todas as Flores", novela de João Emanuel Carneiro, exclusiva do Globoplay. Participaram os atores do núcleo da empresa Rhodes: Fábio Assunção, Humberto Carrão, Yara Charry, Camila Alves, Thalita Carauta e Nicolas Prattes. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Fábio Assunção analisou o comportamento de seu vilão: "O Humberto teve uma infância e adolescência na rua, na Gamboa. Através do convívio com Zoé (Regina Casé) acaba aprendendo a sobreviver a essa situação de abandono. E vai ascendendo financeiramente com golpes de uma maneira não muito correta. Apesar da paixão que tem pela vida, é contraditório, dúbio, vulnerável e tem fraqueza de caráter. Tem um casamento com a Guelmar, vivida pela Ana Beatriz Nogueira. Casa para ter uma melhor condição de vida. Ele tem um amor pelo filho, vivido pelo Humberto Carrão, mas tem o desejo de alcançar o poder dentro de uma empresa que é a Rhodes. Não é um personagem fácil de explicar. Ele vive em um mundo elitizado que não se identifica, mas é muito ressentido. Não é um cara de bem com a vida. É bastante bifurcado. Estou apaixonado pelo Carrão. A gente divide muitas afinidades em relação ao Brasil e ao trabalho. É uma sorte estar nesse trabalho com ele. A nossa afetividade é atropelada pela trama porque temos muitas cenas e nenhum são de papos sinceros entre pai e filho. É uma paternidade atravessada", observou o ator.

Humberto Carrão comentou sobre a trajetória de seu perfil: "Meu personagem é o Rafael. Sou filho dos personagens do Fábio Assunção e Ana Beatriz Nogueira. Gravo quase tudo na Rhodes, empresa criada pelo bisavô do meu personagem. É a razão da vida do trabalho da família. Há um peso em cima do Rafael pela mãe para herdar aquilo tudo, mas nunca foi o objetivo dele.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Desalma", série exclusiva da Globoplay

 A Globo promoveu na quarta-feira passada (dia 20) uma coletiva online sobre a segunda temporada de "Desalma", série exclusiva da Globoplay, cuja primeira temporada foi disponibilizada em 2019. Participaram a autora Ana Paula Maia, o diretor Carlos Manga Jr. e os atores Cássia Kiss e Fábio Assunção. Fui um dos convidados e aqui conto sobre o que rolou no bate-papo. 

Ana Paula Maia falou um pouco sobre o gênero da série tão pouco exposto na teledramaturgia nacional: "Poucos quiseram seguir por esse caminho do terror e eu sempre gostei. Mas as oportunidades estão aí e basta ter uma história que se adeque. Eu vejo "Desalma" como uma história de muitas camadas e subtextos. É uma roupagem muito agradável para se acompanhar com essa linguagem sobrenatural ao fundo. Talvez a minha geração comece a trazer mais o terror para a televisão e o cinema. E minha história na primeira temporada definiu todos os parâmetros da obra. Bruxaria, os elementos da mitologia eslava. A transitoriedade da vida, a aceitação da morte. A primeira termina no ápice. E não tem o mistério de quem matou quem. A gente sabe. Mas o que interessa é o que isso gera. Agora na segunda tem mais ação, mais terror e mais suspense. É mais potente. Porque a gente já está na estrada. Já ganhamos velocidade. O obra amadurece e vamos para outro estágio. Que é o que eu espero de uma série", contou a autora. 

Carlos Manga Jr. endossou a fala da autora: "As resoluções abrem para outras possibilidades. A primeira apresenta um lugar, as pessoas. A atmosfera. Que é um subgênero onde estamos acostumados a assistir ao que vem de fora. E a segunda temporada é realmente mais potente, a resolução é outra. A Ana já disse tudo. Eu não sou um diretor naturalista, mas Ana cria universos e não é maniqueísta.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Sucesso da reprise de "Totalmente Demais" reacende guerra entre "Arlizas e Jolizas"

O triângulo amoroso é um clássico da teledramaturgia. Toda novela que se preze tem pelo menos um. Porém, durante um longo período, esse conflito romântico era quase sempre composto pelo casal de mocinhos (ou de bonzinhos) e um vilão ou vilã. Entretanto, já há algum tempo que os autores vêm compondo o trio com perfis repletos de defeitos e qualidades, ou seja, humanos. E isso provoca uma clara divisão no público, afinal, todos os envolvidos têm pontos positivos e negativos, deixando de lado o maniqueísmo da vilania, o que costuma ajudar bastante a destinar a torcida toda para apenas um par. Foi exatamente essa situação que aconteceu em "Totalmente Demais", fenômeno das sete que vem sendo reprisado atualmente na Globo e reacendeu a guerra dos fãs.


Jonatas (Felipe Simas), Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Arthur (Fábio Assunção) formaram um triângulo na trama das sete e Rosane Svartman e Paulo Halm conduziram os relacionamentos em fases, mas sempre deixando claro os reais sentimentos de cada um através de sutilezas nas cenas (como troca de olhares) e no texto. O romance "Joliza" ---- junção de nomes muito comum na internet que significa 'shippar' o casal (torcer pelo par) ---- sempre teve como fonte de inspiração o clássico filme "Luzes da Cidade", estrelado por Charlie Chaplin em 1931, cujo enredo era o amor que nascia entre um vagabundo e uma florista cega. Já "Arliza" é oriundo da peça "Pigmalião", de 1913, produzida por George Bernard Shaw (já inspirada no mito do "Pigmalião"), onde um culto professor transforma uma humilde florista em uma mulher refinada e se encanta com sua criação.

As duas relações foram bem conduzidas em "Totalmente Demais" e ajudaram a inserir inúmeros bons conflitos na trama. Os mocinhos do enredo sempre foram Jonatas e Eliza, tanto que os primeiros meses de novela foram todos voltados para a linda relação dos dois, que crescia pouco a pouco. Arredia e agressiva por conta dos abusos sofridos com o padrasto, a menina chegou ao Rio de Janeiro sozinha, foi roubada por duas picaretas e se viu abandonada nas ruas.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Com mais de cento e vinte cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.



Melhores Atrizes:



1- Fernanda Montenegro.
A vidente Mercedes foi uma das principais personagens de "O Outro Lado do Paraíso" e valeu muito acompanhar a valorização de uma das maiores atrizes brasileiras no fenômeno de Walcyr Carrasco. Fernanda protagonizou várias cenas emocionantes na trama e ainda formou um lindo casal com o também grande Lima Duarte.


2- Marieta Severo.
Sophia foi uma vilã que fez jus ao seu posto em "O Outro Lado do Paraíso". Após a bem-sucedida parceria com Walcyr em "Verdades Secretas", a atriz repetiu o sucesso ao lado do autor e deu show na pele da ambiciosa mulher que matava seus inimigos a tesouradas. Uma de suas melhores cenas, vale lembrar, foi o AVC sofrido pela víbora em pleno julgamento. O trabalho corporal da veterana impressionou.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

"APCA" premia ótimas produções e faz jus ao talento de Marjorie Estiano e Fábio Assunção

O Troféu APCA de 2018 cometeu várias injustiças, isso é fato. A Associação Paulista de Críticos de Artes ignorou a elogiada "Orgulho e Paixão", a melhor novela do ano, e não selecionou ninguém do elenco para o prêmio de Melhor Ator ou Melhor Atriz ---- Gabriela Duarte tinha que estar. Também ignorou a produção na categoria de Melhor Dramaturgia. Lamentável. No entanto, a premiação honrou o trabalho de grandes intérpretes e premiou ótimas produções.


Marjorie Estiano foi a vencedora da categoria de Melhor Atriz e sua entrega visceral em "Sob Pressão" merece todo o reconhecimento. A complexa Carolina é uma personagem fascinante e vem sendo defendida com uma dedicação impressionante. A médica da melhor série da Globo protagoniza uma sucessão de cenas intensas e pesadas. Troféu merecido para Marjorie, que concorreu com as igualmente talentosas Alice Wegmann ("Onde Nascem os Fortes"), Letícia Colin, Adriana Esteves (ambas por "Segundo Sol") e Patrícia Pillar ("Onde Nascem os Fortes").

Fábio Assunção venceu como Melhor Ator e a escolha foi muito justa. Seu trabalho em "Onde Nascem os Fortes" foi espetacular. O intérprete viveu um de seus melhores momentos na carreira na pele do implacável e monstruoso Ramiro, todo poderoso do Sertão. Dava até medo do olhar diabólico do vilão que matava qualquer um que atrapalhasse seu caminho.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trama densa e entrega do elenco foram as marcas de "Onde Nascem os Fortes"

A supersérie da Globo (nomenclatura adotada pela emissora ano passado para classificar produções das onze) estreou no dia 23 de abril e marcou a volta da bem-sucedida parceria dos talentosos George Moura e Sérgio Goldenberg. Os autores das aclamadas minisséries "O Canto da Sereia" (2013) e "Amores Roubados" (2014) e do primoroso remake de "O Rebu" (2014) retornaram em grande estilo na faixa que os consagraram. "Onde Nascem os Fortes", dirigida brilhantemente por José Luiz Villamarim e Walter Carvalho (outros grandes parceiros dos escritores nos três trabalhos anteriores), esbanjou qualidades do início ao fim.


A história em torno do misterioso desaparecimento de Nonato (Marco Pigossi), irmão gêmeo da protagonista Maria (Alice Wegmann), na fictícia Sertão ----- local repleto de figuras obscuras e complexas ----- foi desmembrado habilmente ao longo dos meses e os escritores presentearam o público com uma produção refinada, onde a entrega do elenco e o enredo denso foram as principais marcas. Aos poucos, foi possível observar que o sumiço do rapaz que provocou uma briga com o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) era apenas a ponta do fio de um novelo bem mais espesso e embaraçado.

Logo no primeiro capítulo ficou claro que o juiz Ramiro (Fábio Assunção) tinha relação no desaparecimento do rapaz em virtude da sua rivalidade com Pedro. No entanto, os escritores resolveram desenvolver a trama em etapas. A primeira foi voltada para a incansável saga de Maria em busca dos responsáveis pelo sumiço de Nonato, declarando guerra a Pedro e deixando a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), desesperada.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Jesuíta Barbosa e Fábio Assunção brilham em "Onde Nascem os Fortes"

A atual produção das onze prima pela total entrega de seu elenco, dirigido brilhantemente por José Luiz Villamarim. Como há poucos atores escalados, todos conseguem se destacar em algum momento do enredo, ainda que uns mais que outros. "Onde Nascem os Fortes" tem uma história pesada, perceptível até na fotografia de Walter Carvalho, explorando sempre imagens mais empoeiradas, refletindo o estado de espírito sombrio daquelas pessoas. E dois atores têm ganhado mais importância à medida que o enredo avança: Jesuíta Barbosa e Fábio Assunção.


Ramirinho e Ramiro apareciam menos no início da trama, mais focada na rixa entre Maria (Alice Wegmann) e Pedro Gouveia (Alexandre Nero). Porém, os perfis eram promissores e já despertavam atenção. O reprimido menino que se transforma na misteriosa Shakira do Sertão à noite, protagonizando shows repletos de sensualidade, e o poderoso juiz que se interessou imediatamente por Cássia (Patrícia Pillar) e rivaliza com seu primo Pedro, foram muito bem construídos pelos autores George Moura e Sérgio Goldenberg.

A relação de pai e filho nunca foi boa. O rapaz não concordava em ser um empresário e era obrigado a aceitar as imposições de Ramiro, cujo plano sempre foi torná-lo um concorrente de Pedro Gouveia no mercado de Bentonita. Na última semana, Ramirinho finalmente teve coragem de se mostrar ao juiz. Isso porque acabou desmascarado pelo pai dias antes, que descobriu as suas constantes faltas no curso onde estava matriculado.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Reprise de "Por Amor" no Viva prova que a sociedade evoluiu em 20 anos

O machismo é um mal que nunca será extinto, ainda mais em uma sociedade marcada por tantos anos pela patriarcalidade como a brasileira. Entretanto, é inegável que houve (e vem havendo) uma evolução. Hoje em dia, situações comuns no passado não são mais vistas com normalidade e há veículos de sobra para expor indignação. Em alguns casos, há um certo exagero em se tratando da ficção, por exemplo. Se exige demais para um produção ficcional. Mas, é preciso ressaltar que também são feitas críticas pertinentes. Tanto que muita coisa mudou. E a reprise de "Por Amor" no Viva é a maior prova de como o machismo era visto como algo natural e aceitável.


O clássico de Manoel Carlos, um de seus maiores e mais aclamados sucessos de 1997 ---- cuja estreia completou 20 anos em outubro ----, vem sendo reexibido pela segunda vez no canal a cabo, repetindo o êxito nos números de audiência. É um folhetim maravilhoso que o público não cansa de ver. O dramalhão criado pelo talentoso escritor prima pelo visível conjunto de qualidades. Contudo, atualmente, tem sido possível observar todo o contexto absurdo que cercou Marcelo (Fábio Assunção), o filho queridinho da inesquecível vilã Branca Letícia de Barros Motta (Susana Vieira).

O personagem é considerado o 'galã' da história, sendo disputado constantemente por duas mulheres: Maria Eduarda (Gabriela Duarte) e Laura (Vivianne Pasmanter). Porém, todas as suas atitudes são dignas de um vilão de folhetim e na época não houve qualquer estranhamento. Arrogante, mimado e agressivo, o rapaz nunca respeitou ninguém e jamais aceitou ter suas vontades contrariadas.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

"A Fórmula" apresenta um triângulo inusitado e uma premissa criativa

Escrita por Marcelo Saback e Mauro Wilson, dirigida por Flávia Lacerda e Patrícia Pedrosa, "A Fórmula" estreou nessa quinta-feira (06/07), substituindo "Vade Retro". A nova série da Globo ocupa uma faixa não muito benéfica, pois acabou prejudicada pela súbita mudança de horário com "Os Dias Eram Assim", ocasionada para aumentar a audiência da produção das 23h, implicando na diminuição dos índices da recém-terminada trama de Alexandre Machado e Fernanda Young. Ou seja, dificilmente conseguirá números muito satisfatórios.


Mas deixando a questão de Ibope de lado, a nova trama tem uma premissa muito criativa: a história de idas e vindas de um casal de cientistas, que acabam se separando por um longo período e depois se veem mergulhados em uma situação onde o tempo é o maior obstáculo. O diferencial de todo esse contexto é justamente a fórmula do título, pois a criação de uma substância rejuvenescedora que deixa qualquer um mais jovem 30 anos (embora só funcione por algumas horas) resulta em um triângulo amoroso totalmente inusitado.

Angélica (Luisa Arraes/Drica Moraes) e Ricardo (Klebber Toledo/Fábio Assunção) eram apaixonados na época da faculdade e planejavam uma vida juntos. Entretanto, uma prova para a prestigiada Universidade de Havard acaba separando os dois de uma forma traumática. Isso porque Angélica passou e Ricardo não.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bom ator, Fábio Assunção merece respeito e precisa aceitar ajuda

O ator Fábio Assunção foi preso em flagrante no último sábado (24/06), na cidade de Arcoverde (sertão de Pernambuco), sob acusação de dano qualificado ao patrimônio público, desacato a autoridade, desobediência e resistência a prisão. Ele pagou fiança e foi liberado. As imagens divulgadas na internet mostraram o intérprete com o nariz sangrando, bêbado e completamente alterado, esbanjando agressividade.


A 'espetacularização' das imagens do estado degradante do ator mostra que a sociedade está realmente doente. O deboche de várias pessoas, inclusive das que estavam ao redor do ator no local, comprova que muitas vezes o sucesso desperta ódio e inveja a ponto de torcer para o naufrágio de quem conseguiu chegar a um patamar de prestígio. Triste isso. Mas, é fato que não foi a primeira vez que o profissional se envolveu em polêmicas. Sua carreira está marcada por várias situações em torno da dependência química.

Em 2008, o ator foi escalado para viver o malandro Dodi, em "A Favorita" (de João Emanuel Carneiro), mas desistiu do papel e a suspeita na época era justamente o vício em drogas. No mesmo ano, em "Negócio da China", novela das seis de Miguel Falabella, ele ganhou o mocinho Heitor.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Fenômeno de audiência e cativante do início ao fim, "Totalmente Demais" fez jus ao seu título

Foram 175 capítulos. Sete meses de muito romance, conflitos, humor e tensão inseridos em um conto de fadas moderno. "Totalmente Demais" chegou ao fim nesta segunda-feira (30/05), se consagrando como um dos maiores fenômenos da faixa das sete e o único grande sucesso do horário depois do término de "Cheias de Charme", em 2012 ---- média geral de 27 pontos, quatro a mais que a antecessora. O folhetim de Rosane Svartman e Paulo Halm deu tão certo que a Globo decidiu esticar a produção em duas semanas ---- o objetivo, na verdade, era esticar em um mês ---- e ainda adiou seu final em dois dias, transferindo o último capítulo para a segunda com o intuito de escapar da emenda do feriado. Ou seja, um feito quase inédito ("Estúpido Cupido", em 1977, também teve seu desfecho indo ao ar em uma segunda, excepcionalmente, assim como "Duas Caras", em 2008, apresentou seu último capítulo em um sábado, sem exibir a tradicional reexibição).


E a reprise do último capítulo acabou migrando para a faixa do "Vale a Pena Ver de Novo", na terça-feira. Essa sim uma situação nunca antes vista. Mas a novela de sucesso não inovou somente no encerramento ---- no caso, uma ousadia da Globo. A produção também ousou na estreia, ao preparar para o telespectador um "capítulo zero", exibido primeiramente na internet. Foram apenas seis minutos de trama, portanto foi apenas um teaser. Porém, a novidade se deu pela exibição das cenas do quarteto protagonista (Jonatas trabalhando nas ruas, Carolina e Arthur jantando juntos e Eliza vislumbrando uma fuga), que justamente antecediam o começo do primeiro capítulo. A novidade funcionou, despertando ainda mais o interesse pela história.

Tanto que o enredo conquistou o público logo no início. Rosane Svartman e Paulo Halm já haviam experimentado o sucesso com duas temporadas bem-sucedidas de "Malhação" ---- a "Intensa", escrita em parceria com Glória Barreto em 2012, e a "Sonhos", exibida entre 2014 e 2015 ---- e conseguiram emplacar o terceiro êxito seguido na carreira. Eles apostaram no clássico e acertaram em cheio.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

"Joliza", "Arliza" e o triângulo de "Totalmente Demais" que despertou torcidas passionais

O triângulo amoroso é um clássico da teledramaturgia. Toda boa novela que se preze tem pelo menos um. Porém, durante um longo período, esse conflito romântico era quase sempre composto pelo casal de mocinhos (ou de bonzinhos) e um vilão ou vilã. Entretanto, já há algum tempo que os autores vêm compondo o trio com perfis repletos de defeitos e qualidades, ou seja, humanos ----- vide Manu, Rodrigo e Ana em "A Vida da Gente"; Amora, Bento e Malu em "Sangue Bom"; e Júlia, Pedro e Felipe em "Sete Vidas", citando exemplos mais recentes. E isso provoca uma clara divisão no público, afinal, todos os envolvidos têm pontos positivos e negativos, deixando de lado o maniqueísmo da vilania, o que costuma ajudar bastante a destinar a torcida toda para apenas um par. Foi exatamente essa situação que aconteceu em "Totalmente Demais", fenômeno das sete que se aproxima do seu desfecho.


Jonatas (Felipe Simas), Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Arthur (Fábio Assunção) formaram um triângulo na trama das sete e Rosane Svartman e Paulo Halm conduziram os relacionamentos em fases, mas sempre deixando claro os reais sentimentos de cada um através de sutilezas nas cenas (como troca de olhares) e no texto. O romance "Joliza" ---- junção de nomes muito comum na internet que significa 'shippar' o casal (torcer pelo par) ---- sempre teve como fonte de inspiração o clássico filme "Luzes da Cidade", estrelado por Charlie Chaplin em 1931, cujo enredo era o amor que nascia entre um vagabundo e uma florista cega. Já "Arliza" é oriundo da peça "Pigmalião", de 1913, produzida por George Bernard Shaw (já inspirada no mito do "Pigmalião"), onde um culto professor transforma uma humilde florista em uma mulher refinada e se encanta com sua criação.

As duas relações foram bem conduzidas em "Totalmente Demais" e ajudaram a inserir inúmeros bons conflitos na trama. Os mocinhos do enredo sempre foram Jonatas e Eliza, tanto que os primeiros meses de novela foram todos voltados para a linda relação dos dois, que crescia pouco a pouco. Arredia e agressiva por conta dos abusos sofridos com o padrasto, a menina chegou ao Rio de Janeiro sozinha, foi roubada por duas picaretas e se viu abandonada nas ruas.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Jonatas e Eliza, Carolina e Arthur, Germano e Lili: três pares distintos, três ótimos casais de "Totalmente Demais"

Rosane Svartman e Paulo Halm são escritores que sabem criar casais. Na temporada de 2012 de "Malhação" ("Intensa"), eles criaram (juntamente com Glória Barreto) o casal Bruno (Rodrigo Simas) e Fatinha (Juliana Paiva), até hoje lembrado pela imensa química. Ju (Agatha Moreira) e Gil (Daniel Blanco) formaram outro par atrativo na época. Dois anos depois, quando desenvolveram a "Malhação Sonhos", eles novamente acertaram em cheio: Pedro (Rafael Vitti) e Karina (Isabella Santoni), Duca (Arthur Aguiar) e Bianca (Bruna Hamu), e Cobra (Felipe Simas) e Jade (Anaju Dorigon) foram alguns dos muitos romances acertados da trama. Pois agora, em "Totalmente Demais", a dupla mais uma vez se mostrou inspirada.


A novela das sete é um imenso sucesso de audiência, fazendo jus ao reconhecimento do público. Toda a história é bem trabalhada e elaborada, onde há vários personagens complexos e com boas nuances. O enredo nunca cai no esgotamento, havendo sempre um rodízio de núcleos. Mas, uma das principais qualidades da produção é a grande quantidade de bons casais, fazendo o telespectador torcer por aqueles romances cheios de obstáculos a serem vencidos. Os três principais pares da novela são defendidos com maestria pelos atores e as histórias cativam, não apenas pela química dos intérpretes, como também pelos dramas vividos por aqueles perfis tão humanos.

Jonatas (Felipe Simas) e Eliza (Marina Ruy Barbosa), por exemplo, representam o casal de mocinhos clássico. A menina arredia contou com a ajuda do 'empresário das ruas' que lhe ensinou a vender flores para sobreviver, enquanto a apoiava em busca do seu sonho de seguir a carreira de modelo (para ganhar dinheiro e trazer sua família para perto dela).

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

"Totalmente Demais" reúne todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete

A nova novela das sete da Globo estreou no dia 9 de novembro, ou seja, completa um mês no ar nesta quarta-feira. E do que tem sido visto até agora, é possível constatar que "Totalmente Demais" reúne todos os ingredientes de um delicioso folhetim e está correspondendo plenamente ao que é esperado para a faixa das 19h. Rosane Svartman e Paulo Halm, após duas temporadas bem-sucedidas de "Malhação" e alguns filmes em seus currículos (ela como diretora e ele como roteirista), criaram uma cativante história, cujos desdobramentos vêm se mostrando muito promissores.


A saga de Eliza (Marina Ruy Barbosa) tem sido muito prazerosa de se acompanhar, assim como todos os meandros que a mocinha tem provocado desde que chegou ao Rio de Janeiro, onde conheceu o solícito Jonatas (Felipe Simas), um vendedor de balas de dia e flanelinha à noite, que se intitula 'empresário das ruas'. E o início da carreira de modelo da menina ('descoberta' por Arthur - Fábio Assunção) tem proporcionado ainda mais acontecimentos atrativos, destacando cada vez mais todo o universo encabeçado pela diretora da revista "Totalmente Demais" ---- Carolina (Juliana Paes).

A novela reúne todos os elementos clássicos de uma boa comédia romântica e os autores têm conduzido o enredo com competência, aproveitando bem todos os ótimos conflitos que eles criaram e com um ritmo bem ágil.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Conto de fadas moderno, "Totalmente Demais" tem estreia agradável e promissora

Uma clássica comédia romântica que traz histórias de superação e transformação através de encontros, temperados com toques de poesia. Um enredo que mostra que todos podem, caso persistam, ser o que querem ---- o slogan dos teasers era "O novo 'você pode' das sete". Um conto de fadas moderno, onde a mocinha é uma típica Gata Borralheira, mas sem a passividade do conhecido perfil. Essas são as melhores formas de definir a premissa de "Totalmente Demais", nova novela das sete, que estreou nesta segunda-feira (09/11), substituindo a decepcionante "I love Paraisópolis".


Escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, a novela (supervisionada por Charles Peixoto) é a primeira dos autores, que têm uma longa carreira no cinema e escreveram duas temporadas muito bem-sucedidas do seriado "Malhação": a "Intensa" (2012) --- Paulo estava no time de colaboradores e Rosane escreveu em parceria com Glória Barreto --- e a "Sonhos" --- um sucesso da dupla, terminado em agosto deste ano e que foi um dos acertos da Globo em 2015. E quem esteve com eles nas ótimas produções mencionadas foi o diretor Luiz Henrique Rios, que dirige "Totalmente Demais". Ou seja, a entrosada equipe praticamente foi mantida.

A base do enredo é o mundo do glamour e o pano de fundo é composto basicamente por uma respeitada revista feminina --- cujo título é o mesmo da novela ---, dirigida pela poderosa Carolina, interpretada por Juliana Paes. A personagem é dúbia e não mede esforços para atingir seus objetivos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"Totalmente Demais": o que esperar da próxima novela das sete?

A próxima novela das sete herdará uma audiência interessante de "I love Paraisópolis", ainda que os índices da atual trama tenham diminuído na reta final. E a nova produção é escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, autores que vêm de duas temporadas de sucesso de "Malhação": a 'Intensa' e a 'Sonhos'. Ou seja, a chance da Globo continuar obtendo uma boa audiência na faixa das sete é alta. Entretanto, deixando a questão dos números de lado --- até porque isso nem sempre reflete em qualidade ---, a expectativa para a estreia de "Totalmente Demais" (cujo clipe pode ser assistido aqui) é bem alta.


A trama (dirigida por Luiz Henrique Rios) será uma comédia romântica, folhetim padrão da faixa das sete, e terá uma revista feminina como pano de fundo ----- cujo título é o mesmo da novela. O mundo do glamour servirá de base para a exibição de histórias de amor, redenção e sabotagens. A diretora dessa revista será Carolina, interpretada por Juliana Paes. A personagem é ambiciosa, arrogante e extremamente elegante; e esta situação tem um quê do filme "O Diabo Veste Prada". Será a primeira vez que a atriz viverá um tipo assim, com 'ares de vilã'.

O enredo em torno da mocinha é inspirado no clássico "My Fair Lady", filme (já baseado na peça teatral "Pigmaleão", de George Bernard Shaw) sobre uma mendiga que vendia flores pelas ruas de Londres e acaba conhecendo um professor de fonética que a transforma em uma dama da sociedade em seis meses --- após fazer uma aposta com um amigo. Até o nome da personagem é o mesmo: Eliza.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encerrando um ciclo vitorioso, "Tapas e Beijos" sai de cena na hora certa

Foram quase cinco anos no ar, levando em consideração os 'períodos de férias da grade', quando não foi exibido. "Tapas & Beijos" estreou em abril de 2011 e chegou ao fim nesta terça-feira (15/09/2015), fechando um vitorioso ciclo. O roteirista Cláudio Paiva, o diretor Maurício Farias e equipe conseguiram produzir um seriado de comédia que emplacou logo no início e conseguiu manter os bons índices ao longo de toda sua trajetória. Entretanto, já estava na hora encerrar a produção.


A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Altas Horas" homenageia os anos 90 e proporciona uma gostosa nostalgia ao telespectador

O "Altas Horas" deste sábado (04/08) foi temático. O programa comandado por Serginho Groisman foi dedicado aos anos 90, lembrando de tudo o que marcou aquela época, nem tão distante e nem tão próxima. Para isso, Maitê Proença, Tande, Bianca Rinaldi e Fábio Assunção foram convidados para uma compacta retrospectiva a respeito de suas carreiras e vários cantores que fizeram sucesso na época também marcaram presença.


Foi um ótimo programa. Maitê relembrou do tempo que era considerada a musa do momento, Tande da conquista história das olimpíadas de Barcelona em 1992, Bianca do fenômeno das paquitas da Xuxa e Fábio do início de sua carreira, marcada pelo sucesso da novela "Vamp". O clima de nostalgia, obviamente, esteve presente do início ao fim da atração, que ainda contou com a presença de vários músicos.

Sidney Magal cantou o clássico 'Me chama que eu vou', tema de abertura de "Rainha da Sucata", e Gabriel - o pensador falou de suas músicas que eram febre. Já Buchecha (que fazia dupla com o falecido Claudinho) relembrou os bons tempos com seu funk que continua agradando.