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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Reprise de "A Favorita" reforçou a potência da trama central e os vários problemas dos núcleos secundários

 A reprise de "A Favorita" no "Vale a Pena Ver de Novo" está em plena reta final. A decisão da Globo de reprisá-la surpreendeu muita gente, afinal, a novela de João Emanuel Carneiro tem cenas fortes. Infelizmente, a suspeita do público foi confirmada. A reprise foi mutilada. Mas houve uma preocupação em cortar muito mais os núcleos paralelos do que o central. Até as cenas icônicas pesadas foram exibidas na íntegra, como o assassinato de Salvatore e de Gonçalo, mas várias cenas com frases irônicas da grande vilã foram eliminadas. Uma pena. E, apesar das edições grosseiras, a reexibição confirmou o que todos já sabiam: a potente trama central fez a história entrar para a galeria de grandes produções da teledramaturgia, enquanto quase todos os núcleos paralelos merecem o esquecimento. 

  A novela foi emblemática porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser chamava atenção: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo julgar quem acreditava ou não em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de estereótipos clássicos em folhetins.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Nova aquisição da Globoplay, "A Favorita" vale a pena ver de novo

A Globoplay está cada vez mais empenhada em ampliar seu catálogo para atrair mais assinantes. Como a gravação de novas séries está interrompida por conta da pandemia do coronavírus, o serviço de streaming da Globo insere a partir de hoje, dia 25, uma lista de novelas que fizeram sucesso e são até hoje lembradas. Entre as escolhidas estão "Dancin`Days" (1978), "Baila Comigo" (1981), "Tieta" (1989), "Guerra dos Sexos" (1983), "Roque Santeiro" (1985), "Vale Tudo" (1988), "Vamp" (1991), "A Próxima Vítima" (1995), "Explode Coração" (1995), "Torre de Babel" (1998) e "Laços de Família" (2000). Há vários outros títulos escolhidos ainda sem previsão de estreia. O investimento contabiliza cerca de 50 produções em processo de resgate, sendo 21  liberados para publicação. Aliás, todos os folhetins já reexibidos pelo Canal Viva serão inseridos. E a primeira produção que inaugura esse projeto, hoje (dia 25), é "A Favorita" (2008).


É a primeira oportunidade do telespectador assistir ao folhetim em HD, já que em 2008 a maioria das televisões no Brasil não tinha resolução em alta definição. A novela marcou a teledramaturgia porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser chamava atenção: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo julgar quem acreditava ou não em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de esteriótipos clássicos em folhetins.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trama densa e entrega do elenco foram as marcas de "Onde Nascem os Fortes"

A supersérie da Globo (nomenclatura adotada pela emissora ano passado para classificar produções das onze) estreou no dia 23 de abril e marcou a volta da bem-sucedida parceria dos talentosos George Moura e Sérgio Goldenberg. Os autores das aclamadas minisséries "O Canto da Sereia" (2013) e "Amores Roubados" (2014) e do primoroso remake de "O Rebu" (2014) retornaram em grande estilo na faixa que os consagraram. "Onde Nascem os Fortes", dirigida brilhantemente por José Luiz Villamarim e Walter Carvalho (outros grandes parceiros dos escritores nos três trabalhos anteriores), esbanjou qualidades do início ao fim.


A história em torno do misterioso desaparecimento de Nonato (Marco Pigossi), irmão gêmeo da protagonista Maria (Alice Wegmann), na fictícia Sertão ----- local repleto de figuras obscuras e complexas ----- foi desmembrado habilmente ao longo dos meses e os escritores presentearam o público com uma produção refinada, onde a entrega do elenco e o enredo denso foram as principais marcas. Aos poucos, foi possível observar que o sumiço do rapaz que provocou uma briga com o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) era apenas a ponta do fio de um novelo bem mais espesso e embaraçado.

Logo no primeiro capítulo ficou claro que o juiz Ramiro (Fábio Assunção) tinha relação no desaparecimento do rapaz em virtude da sua rivalidade com Pedro. No entanto, os escritores resolveram desenvolver a trama em etapas. A primeira foi voltada para a incansável saga de Maria em busca dos responsáveis pelo sumiço de Nonato, declarando guerra a Pedro e deixando a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), desesperada.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

"A Favorita": a novela mais ousada de João Emanuel Carneiro

João Emanuel Carneiro ainda não tem muitas produções como autor titular na televisão. São cinco novelas e uma série. Levando em consideração os autores mais experientes, é uma lista pequena. Entretanto, sua carreira já é repleta de sucessos. Pode-se constatar, inclusive, que "A Regra do Jogo", seu folhetim mais recente, é a sua pior produção até agora (mesmo tendo sido uma novela regular), comparando com seus bons trabalhos anteriores. E, entre todas as suas histórias já produzidas, não há dúvidas de que a mais ousada e bem escrita foi "A Favorita", exibida em 2008, que completou nove anos no último dia 2.


A novela marcou a teledramaturgia porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser era: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo, portanto, julgar quem acreditava ou não acreditava em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de esteriótipos clássicos em folhetins.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Produção caprichada, grandiosas interpretações e enredo instigante foram as marcas de "Ligações Perigosas"

A Globo, já há muito tempo, vem inaugurando a sua grade, na área da teledramaturgia, da melhor forma possível a cada ano. "O Brado Retumbante", em 2012, "O Canto da Sereia", em 2013, "Amores Roubados", em 2014, e "Felizes para sempre?", em 2015, comprovam isso mais recentemente. As três minisséries foram grandiosas e mereceram os elogios que receberam na respectiva época. Agora, mais uma produção entrou para esse seleto 'time'. "Ligações Perigosas" foi outro produto repleto de qualidades e chegou ao fim nesta última sexta feira (15/01), completando dez capítulos primorosos.


Escrita por Manuela Dias, e dirigida com maestria por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni, a minissérie foi uma adaptação do clássico francês "Les Liaisons Dangereuses", escrito por Chordelos de Laclos, em 1782. O roteiro já teve inúmeras adaptações teatrais e originou 11 versões para o cinema. Portanto, o que não falta é obra para comparar com a versão televisiva feita pela Globo. E o enredo, apesar de ter sido criado no século XVIII, se mostra atemporal, despertando ainda o mesmo interesse e provocando as mesmas perturbações causadas pelos dramas, nada leves, protagonizados pelos personagens. O texto, inclusive, é fascinante.

A frieza e a sedução são as grandes protagonistas da história, que foi brilhantemente adaptada na produção recém-terminada. Manuela Dias soube aproveitar muito bem o tempo maior para contar a trama, uma vez que nos filmes e nas peças tudo precisa ser exposto em menos de três horas.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Patrícia Pillar, Selton Mello, Alice Wegmann e Marjorie Estiano se destacam em "Ligações Perigosas"

O capricho da produção de "Ligações Perigosas" pôde ser visto logo no primeiro capítulo e a adaptação da instigante história do escritor francês Chordelos de Laclos, do século XVIII, foi um grande acerto. A autora Manuela Dias tem conduzido muito bem a minissérie, brilhantemente dirigida por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni. Mas, além de todos os pontos positivos mencionados, é preciso citar a acertada escalação do elenco. E, de todos os ótimos nomes no time, quatro vêm se destacando desde a estreia: Patrícia Pillar, Selton Mello, Alice Wegmann e Marjorie Estiano.


O trio central não poderia ter intérpretes melhores, uma vez que Augusto, Isabel e Mariana couberam perfeitamente para Selton, Patrícia e Marjorie. Na adaptação mais famosa do roteiro, no cinema, os perfis foram destinados a John Malkovich, Glenn Close e Michelle Pfeifer. Ou seja, a responsabilidade na escalação para a minissérie era grande. Mas a equipe acertou em cheio. O mesmo vale para a escolha de Alice para viver a inicialmente pura Cecília. São personagens riquíssimos e os quatro vêm protagonizando grandes cenas, sendo muito exigidos desde o primeiro capítulo.

A sedução e o poder de manipulação de Isabel e Augusto expõem o quanto são calculistas, assim como a pureza e a doçura de Mariana e Cecília evidenciam a inocência das duas. São dois predadores que vão para cima das duas vulneráveis presas, sem qualquer compaixão. Todos os desdobramentos são perturbadores e repletos de tensão psicológica, que sempre norteiam os momentos dos personagens.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"Ligações Perigosas" estreia com imagens cinematográficas, trama provocativa e grande elenco

"De todas as ligações entre um homem e uma mulher, a mais perigosa é o amor." Foi com a frase citada que o convidativo teaser de "Ligações Perigosas" começou a ser veiculado em dezembro de 2015. A minissérie estreou nesta segunda-feira (04/01), um mês depois das primeiras chamadas, e o primeiro capítulo caprichado já mostrou o nível de qualidade desta produção ---- escrita por Manuela Dias e dirigida por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni ----, marcando o início da nova safra de teledramaturgia da Globo em 2016.


A trama é inspirada no livro do escritor francês Chordelos de Laclos ---- "Les Liaisons Dangereuses" (1782) ---- , encenado em inúmeras peças teatrais e adaptado 11 vezes para o cinema, cujo filme de maior sucesso foi o exibido em 1988, protagonizado por Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeifer. Agora, na primeira adaptação da história para a televisão, os atores centrais são Patrícia Pillar, Selton Mello (longe da TV desde 2011) e Marjorie Estiano, que interpretam Isabel, Augusto e Mariana, respectivamente. Os jogos de sedução dominam todo o enredo, recheado de sensualidade e suspense. A amoralidade se mistura com boas doses de crueldade e também um pouco de ingenuidade, que move quase sempre as vítimas.

Isabel e Augusto são completamente amorais e vivem uma relação perversa, onde o prazer em seduzir terceiros, arruinando as vidas alheias, serve de combustível para o relacionamento doentio. Sedutores, os dois procuram manipular de todas as formas a sociedade em que habitam.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"O Rei do Gado": um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa

Um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa começou a ser reexibido no "Vale a Pena Ver de Novo" no dia 12 de janeiro. A Globo decidiu reprisar "O Rei do Gado" para comemorar os seus 50 anos e, embora tenha uma vasta lista de marcantes produções que merecem ser vistas novamente, acertou na escolha deste clássico da teledramaturgia. A trama já havia sido reprisada pela emissora em 1999 e a novela foi transmitida pelo Canal Viva em 2011.


A tradicional história do ódio entre duas famílias, cujo conflito é aumentado com o amor nascido entre seus herdeiros, foi abordada pelo autor e conquistou o público. A rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazi era o eixo central da primeira fase da trama (passada em 1943), que durou sete capítulos e foi impecável. Antônio Fagundes e Tarcísio Meira protagonizaram ótimos embates e os fazendeiros que se odiavam foram brilhantemente interpretados por eles.

Antônio Mezenga e Giuseppe Berdinazi eram homens poderosos, determinados e extremamente passionais. Defendiam seus interesses com unhas e dentes e a principal razão da grande rivalidade entre eles era a faixa de terra que ficava na divisa das duas fazendas ----- cada um era dono de um cafezal. Mas os eternos rivais não contavam que seus filhos se apaixonassem.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os melhores atores e as melhores atrizes do ano

O ano de 2014 foi repleto de grandes atuações e foram muitos os atores e as atrizes que se destacaram positivamente. Em 2013, coloquei todos estes grandes profissionais das artes cênicas na lista dos destaques do ano. Porém, para não misturar muitas categorias e deixar a postagem longa demais, optei em dividir, deixando um texto para citar os atores/atrizes e outro somente para as produções. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais nomes.





Melhor Atriz (1): Patrícia Pillar.
A atriz impressionou com sua atuação na minissérie "Amores Roubados", onde interpretou a problemática Isabel Favais, e brilhou protagonizando o remake de "O Rebu". A sofisticada empresária Angela Mahler foi lindamente vivida pela atriz e a complexa personagem proporcionou para Patrícia cenas fortes e intensas. Ela se destacou do início ao fim, fez uma ótima parceria com Sophie Charlotte e ainda foi a protagonista da cena mais surpreendente do último capítulo: a sequência onde Angela é assassinada enquanto está sozinha e deprimida em sua mansão. 




Melhor Atriz (2): Sophie Charlotte.
Depois de ter se destacado em 2013, na pele da dúbia Amora Campana, em "Sangue Bom", a atriz ganhou mais uma ótima personagem em "O Rebu". A controversa Duda ganhou uma intérprete à sua altura e Sophie brilhou logo na estreia, quando a menina canta Sua Estupidez, enquanto chora a dor da perda do seu 'amado'. Ela ainda foi muito exigida na reta final, uma vez que foi a sua personagem que bateu na cabeça de Bruno e o trancou no freezer. Esta foi uma das cenas mais fortes do remake e a atriz se entregou por completo. E para fechar o ano com chave de ouro, cantou a mesma música no especial de fim de ano do Roberto Carlos, emocionando o público.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Penúltimo e último capítulos de "O Rebu" honraram todas as qualidades da melhor novela de 2014

O remake de "O Rebu" chegou ao fim na última sexta-feira (12/09) e saiu de cena de forma primorosa. Todos os capítulos da trama de George Moura e Sérgio Goldenberg foram repletos de bons embates, uma boa dose de mistério e um nível de tensão alto. Mas o penúltimo e o último capítulos desta tão instigante obra conseguiram superar todos os outros, encerrando esta produção da melhor forma possível.


Os autores surpreenderam o telespectador ao revelar já no penúltimo capítulo a tão aguardada cena do Bruno (Daniel de Oliveira) levando uma pancada na cabeça e sendo trancado no freezer. Ao invés de esperar o último dia para expor toda a situação do crime, como costuma ocorrer na maioria dos folhetins que usam o recurso do 'Quem matou?', optaram em dividir a revelação em duas partes excepcionais e impactantes.

A primeira parte foi em cima da mensagem de texto que Bruno enviou para Kiko (Pablo Sanábio), pedindo socorro e contando que Duda tinha lhe prendido no freezer, descoberta por Rosa (Dira Paes) e Pedroso (Marcos Palmeira). Esta informação serviu de pretexto para a exibição de uma das cenas mais fortes do remake.

sábado, 13 de setembro de 2014

Com fortes cenas e grandes interpretações, "O Rebu" chega ao fim considerada uma das novelas mais caprichadas da Globo

Após 36 capítulos de muito luxo, qualidade, fortes embates, grandiosas interpretações e uma intensa investigação policial, chegou ao fim "O Rebu", uma das mais caprichadas novelas já produzidas pela Globo. O remake baseado na obra de Bráulio Pedroso impressionou logo no primeiro capítulo e manteve a boa impressão durante toda a sua exibição, prendendo o telespectador através de uma trama instigante, bem entrelaçada e repleta de tipos ambíguos.


Escrita primorosamente por Sérgio Goldenberg e George Moura, a novela teve uma direção impecável de José Luiz Villamarim e uma fotografia de encher os olhos de Walter Carvalho ---- mesma competente equipe de "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados". Todo este belo conjunto foi acrescido de uma gama de personagens cheios de nuances e de um elenco maravilhoso. Para culminar, a trilha sonora era repleta de clássicos nacionais e internacionais. Com tantas qualidades reunidas, ficou difícil não se encantar por esta produção, que engrandeceu o horário das onze.

Aos poucos, foi sendo possível perceber que a história era muito mais que um simples 'Quem matou?'. Os autores fizeram questão de construir um enredo riquíssimo, inserindo fortes dramas na vida de todos os personagens, valorizando automaticamente a interpretação dos atores que fizeram parte deste tão bem escalado time.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte: uma ótima parceria de "O Rebu"

Entre os muitos pontos positivos de "O Rebu", está a possibilidade de todos os atores do primoroso elenco se destacarem através de fortes cenas e ótimos embates. Mas entre os acertos dos autores George Moura e Sérgio Goldenberg, está a mudança de sexo dos protagonistas no remake. O intuito foi adequar o folhetim ao espaço que a mulher conquistou na sociedade. Isso proporcionou uma nova exploração da trama, dando uma releitura especial. E a escalação de Patrícia Pillar e Sophie Charlotte implicou em uma parceria de muito êxito.


Na versão original, escrita por Bráulio Pedroso, o personagem central, e dono da mansão onde ocorreu o famoso rebu, era Conrad Mahler, interpretado pelo saudoso Ziembinski, que vivia um romance com Cauê, vivido por Buza Ferraz, também já falecido. Na época, a censura obrigou deixar claro na trama que era uma relação de pai com o filho adotivo, embora ficasse claro que havia uma relação homossexual.

No remake, dirigido por José Luiz Villamarim, os autores transformaram o ricaço em uma empresária elegante e milionária, que tem um relacionamento conturbado com sua filha 'de coração'. Os dois homens viraram duas mulheres lindas e classudas.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Elenco impecável engrandece "O Rebu"

As qualidades de "O Rebu" são inúmeras e quem acompanha a novela pode constatar isso em todos os capítulos. A trilha sonora é escolhida a dedo, os personagens transbordam ambiguidade, a direção é precisa, a fotografia escurecida é adequada, enfim, o que não falta é ponto positivo. Mas entre tantos acertos, é necessário fazer uma sucessão de elogios ao elenco que foi escalado para este remake.


Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, e o diretor José Luiz Villamarim, conseguiram selecionar um time de ouro para esta tão primorosa obra. Os atores, incluindo os mais jovens e os mais experientes, são grandes profissionais e todos estão em estado de graça no remake. Além de ser fisgado pela história bem amarrada e que se passa em 24 horas, o telespectador se encontra hipnotizado pelas atuações desta respeitada seleção de apaixonados pelas artes dramáticas.

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte honram a posição de protagonistas e estão fazendo uma ótima dupla. Os trabalhos mais recentes de Patrícia consistem em três grandiosas atuações: a inesquecível e demoníaca Flora, de "A Favorita"; a arrogante Constância, de "Lado a Lado"; e a problemática Isabel Favais, em "Amores Roubados".

terça-feira, 15 de julho de 2014

"O Rebu" estreia esbanjando luxo e qualidade no horário das onze

Após muita expectativa provocada pelas instigantes e impecáveis chamadas, estreou, nesta segunda-feira (14/07), "O Rebu". Escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigido por José Luiz Villamarim e com fotografia de Walter Carvalho (a mesma equipe dos sucessos "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados"), o remake de Bráulio Pedroso apresentou um primeiro capítulo grandioso, repleto de conflitos instigantes e que prendeu a atenção do início ao fim.


Esta primorosa trama foi uma verdadeira revolução na teledramaturgia há 40 anos e pôde-se constatar que continua sendo uma inovação e tanto. Passada em 24 horas, em sequência não cronológica, com conflitos se desenrolando em três tempos (as investigações da polícia, flashbacks de eventos ocorridos durante a festa, e acontecimentos em cima do passado dos personagens), a história de suspense exige atenção máxima do telespectador, especialmente neste remake de luxo, que terá bem menos capítulos do que a obra original ---- 36 ao invés de 112. E obviamente que várias alterações foram feitas, além da escolha da vítima e do assassino.

Logo no primeiro capítulo foi possível observar que os protagonistas mudaram de gênero. Isso porque em 1974, o anfitrião da grande festa, único pano de fundo para a trama, era Conrad Mahler (Ziembiski), que tinha uma relação aparentemente amorosa --- não havia nada claro devido ao período da Ditadura Militar e aos próprios tabus da época --- com seu protegido (Cauê - Buza Ferraz). Agora, a grande anfitriã é Angela Mahler (Patrícia Pillar), que tem uma relação forte e intensa com Duda (Sophie Charlotte), sua filha adotiva, embora nada envolvendo romance homossexual.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"Amores Roubados": uma minissérie que prendeu o telespectador

Uma das melhores produções da Rede Globo chegou ao fim na última sexta-feira (17/01). "Amores Roubados" ----- adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", de Carneiro Vilela" ---- terminou honrando todas as qualidades apresentadas ao longo de seus dez capítulos e deixando o público com saudades dessa minissérie tão bem realizada.


O último capítulo primou pela tensão extrema e pelas grandes atuações do elenco, que desde o início foi um dos muitos pontos altos dessa produção. Entre as muitas cenas fortes e bem interpretadas (incluindo o momento que Isabel é internada após apontar uma arma para Jaime e o choro de Carolina ao lembrar de Leandro), sem dúvida a mais impressionante foi protagonizada por Isis Valverde e Murilo Benício.

E foi justamente a sequência que surpreendeu o telespectador com um desfecho totalmente inesperado. Antônia confronta o pai e conta que está grávida de Leandro, o homem que ele assassinou. Jaime fica atordoado, acaba se desequilibrando e cai de um precipício. A filha se desespera, desce até o local onde

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Elenco engrandece "Amores Roubados"

A minissérie da Globo conseguiu mostrar todas as suas qualidades logo no primeiro capítulo. E entre os muitos pontos positivos de "Amores Roubados" ---- vide a fotografia, a história repleta de sensualidade e a direção ----, o elenco é o que a trama tem de melhor. Com exceção de Cauã Reymond (que deixa a desejar na pele do sedutor Leandro), todos os atores têm feito bonito e apresentado um grande trabalho.


Murilo Benício era o ator que corria mais riscos. Afinal, novamente interpretaria um homem traído após o fenômeno "Avenida Brasil", quando viveu o carismático Tufão. Entretanto, Murilo conseguiu imprimir um tom completamente distinto no dono da Vinícola Vieira Braga. Intolerante, agressivo, ciumento, controlador e machista, Jaime Favais é muito bem representado por esse profissional que tem crescido a cada trabalho.

Vale destacar o tenso momento, onde o empresário descobre que sua esposa está tendo um caso com Leandro. O olhar de fúria de Murilo impressionou e o ator não precisou nem abrir a boca para mostrar o ódio

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Com uma história repleta de sensualidade e tensão, "Amores Roubados" estreia esbanjando qualidade

Após várias chamadas empolgantes, estreou, nessa segunda-feira (06/01), "Amores Roubados", nova minissérie da Globo. Adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", do pernambucano Carneiro Vilela, a produção tem texto de George Moura, fotografia de Walter Carvalho, direção-geral de José Luiz Villamarim e supervisão de Maria Adelaide Amaral. De acordo com o que foi visto no primoroso primeiro capítulo, a série prenderá o telespectador diante da televisão nos próximos dias.


Cauã Reymond vive o sedutor e prepotente Leandro, filho de uma ex-prostituta (Carolina - Cássia Kiss) que retorna ao sertão nordestino para ganhar a vida como sommelier na Vinícola Viera Braga ---- cujo dono é o autoritário Jaime Favais (Murilo Benício) ----- e se envolve com três mulheres: Celeste (Dira Paes), Isabel (Patrícia Pillar) --- ambas comprometidas com homens influentes ---- e Antônia (Isis Valverde), fotógrafa que preza a liberdade e filha de Isabel com Jaime. O rapaz tem uma atração pelo perigo e gosta de correr riscos.

O primeiro capítulo começou já exibindo a (provável) cena final, quando Leandro é perseguido e leva um tiro. A situação lembrou a série americana "Revenge", que sempre apresenta no início de cada temporada algo que irá acontecer meses depois. Aliás, vale lembrar que Glória Perez também se inspirou

sábado, 12 de outubro de 2013

"Som Brasil": um programa de qualidade em um ingrato horário

O "Som Brasil" é um programa muito antigo. Criado por Rolando Boldrin, começou a ir ao ar pela Globo na década de 80 e já passou por várias fases. Ficou dois períodos fora do ar (de 1983 a 1989 e de 1998 a 2007) e voltou em 2007 sofrendo inúmeras modificações, até mesmo para modernizar e atualizar uma atração que já apresentava os sinais do tempo. Porém, apesar de já ter sido colocado em vários horários desde a sua volta, o formato tem sido exibido em um ingrato horário nos últimos anos: depois do "Programa do Jô", ou seja, sempre depois das duas da manhã.


O programa é mensal e vai ao ar na última sexta-feira de cada mês. A talentosa Patrícia Pillar foi a primeira apresentadora e chegou a ceder seu lugar para outras atrizes quando precisou se ausentar por questões profissionais ----- vide Letícia Sabatella, Camila Pitanga e Mariana Rios ----, mas voltou ao posto e tem apresentado as edições de 2013. E há sempre diferentes temas musicais abordados em cada mês: como homenagens aos grandes compositores do país ou então shows específicos em cima de movimentos, épocas e gêneros da Música Popular Brasileira.

Não há dúvida alguma a respeito da imensa qualidade do "Som Brasil", ainda que algumas edições tenham deixado a desejar, o que acaba sendo natural, afinal, é quase impossível um programa se manter impecável do início ao fim; alguns deslizes são normais. No saldo geral, é possível constatar o elevado nível musical,

sábado, 9 de março de 2013

Com um último capítulo impecável, Lado a Lado fecha seu ciclo e comprova que audiência não reflete qualidade

Uma das mais belas novelas das seis teve seu ciclo encerrado nessa sexta-feira (08/03). Após meses presenteando o telespectador com uma excelente história e grandiosas atuações, "Lado a Lado" se despediu da telinha deixando uma marca de qualidade e capricho na teledramaturgia, apesar de não ter alcançado a audiência desejada.. A trama de João Ximenes Braga e Cláudia Lage saiu de cena deixando um gostinho de 'quero mais' e já entrou na lista de produções mais caprichadas da televisão.


O último capítulo foi impecável. Patrícia Pillar dominou quase todas as cenas. Foi maravilhoso ver o desempenho admirável dessa grande atriz em todos os momentos da derrocada de Constância. A Baronesa estapeou Catarina (Alessandra Negrini), apanhou de Isabel (Camila Pitanga), foi humilhada pelo marido, desprezada pela filha, desmascarada por Margarida (Bia Seidl) e terminou seus dias sendo despachada por Assunção (Werner Schunemann) para uma chácara. Com um visual digno de pena, a vilã pagou todos os pecados que cometeu ao longo da história.

Marjorie Estiano mais uma vez mostrou o seu já conhecido talento nas sequências em que Laura recusa ajudar sua mãe e quando recebe o prêmio de melhor jornalista na frente de toda a sociedade. Outro momento lindo foi quando Laura e Edgar revogam o divórcio. Aliás, esse casal, além de ter sido um dos mais bonitos da

quarta-feira, 6 de março de 2013

Marjorie Estiano impressiona e elenco brilha no melhor capítulo de Lado a Lado

Faltando apenas dois dias para o fim, "Lado a Lado" presenteou o telespectador com um grandioso capítulo nessa quarta-feira (06/03). Absolutamente todas as cenas tiveram sua importância e o elenco em peso pôde brilhar e esbanjar talento. Revelações, enfrentamentos, descobertas, o retorno de uma grande amizade, enfim, foi um antepenúltimo capítulo bastante movimentado.


Marjorie Estiano mais uma vez se destacou e impressionou pelo realismo de sua interpretação. Foi chocante ver o estado deplorável de Laura na solitária do sanatório em que foi internada pela própria mãe. Mesmo imóvel em cena, a atriz passou toda a angústia e o sofrimento da protagonista apenas pela intensidade do olhar. Como se não bastasse tudo o que Marjorie já fez na novela, ela ainda consegue surpreender o público positivamente. Não é por acaso que é considerada a melhor profissional da sua geração. Os autores foram muito felizes ao guardar esses momentos finais para a atriz brilhar.

Enquanto a mocinha emocionava, o mocinho vomitava toda sua fúria em cima da sogra. Thiago Fragoso  se destacou na cena em que Edgar descobre que Constância foi a responsável pela internação de Laura. Apesar de ter sido uma sequência relativamente curta, o ator pôde comprovar seu talento. Já Patrícia Pillar dispensa maiores