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terça-feira, 31 de março de 2026

Tudo sobre a coletiva online de "Juntas e Separadas", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu no dia 11 de março a coletiva online de 'Juntas e Separadas', nova série da plataforma de streaming. Participaram a autora Thalita Rebouças, a diretora Mini Kerti e o elenco, que contou com Sheron Menezzes, Debora Lamm, Natália Lage, Luciana Paes, Matheus Costa, Claudia di Moura, Louise Cardoso, Bruno Garcia, Tomtom, Bruno Mazzeo, Thelmo Fernandes, Fábio Ventura e Mateus Solano. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Thalita Rebouças comentou como criou a trama: "A ideia da série surgiu quando me separei do primeiro marido e tive uma roda de apoio muito grande das minhas amizades. Não podia estar mais realizada. O elenco todo é incrível. É um abraço em todas as mulheres. Não tem diferença na hora de escrever. A diferença é que na série falo palavrão ao contrário dos meus livros e films, mas nunca pensei 'agora vou escrever para criança e agora para adulto'". Mini Kerti acrescentou: "Aos poucos fomos construindo esse elenco estelar maravilhoso". 

Sheron Menezes falou sobre a sua experiência em relação ao enredo de sua personagem: "Minhas amigas são minha base e são amigas de muitos anos. Ter amigas pra mim é indispensável.

domingo, 2 de abril de 2023

"The Masked Singer Brasil" segue como a melhor opção na programação dominical

 A terceira temporada do "The Masked Singer Brasil" estreou no dia 22 de janeiro e seguiu nas tardes de domingo como uma ótima opção para quem não gosta de futebol. O formato sul-coreano ("King of Mask Singer") foi muito bem adaptado pela Globo em 2021 e se mostrou uma grata surpresa, após muitas desconfianças provocadas nas primeiras chamadas. Acabou se fixando na grade, repetindo o sucesso em 2022 e agora em 2023. 


Sob o comando de Ivete Sangalo e com Priscila Alcantara nos bastidores, a competição agora ultrapassa o palco e chega à bancada do júri. Com a nova dinâmica da 'Aposta Secreta', o jurado que mais acertar quem está por trás da máscara leva o título de campeão da temporada junto com o mascarado vencedor. Durante a primeira apresentação do competidor, os jurados dão os seus palpites. A cada vez que o artista for desmascarado, os palpites são abertos e quem acertou marca um ponto. Na grande final, o jurado que estiver no topo do ranking leva o troféu 'Xagaragundenga'. A novidade provavelmente foi criada porque muitas vezes o público comentava nas redes sociais que os jurados erravam de propósito alguns nomes que eram bastante óbvios. 

Além disso, os episódios temáticos que fizeram sucesso na segunda temporada voltaram: Carnaval, novelas, cinema, entre outros. E mais uma novidade foi inserida na terceira temporada: os mascarados passaram a conviver em uma espécie de 'Masked Verso', com direito a efeitos visuais e histórias para crianças.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Com mais de cento e setenta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Alinne Moraes. 

 Bárbara foi uma das personagens mais complexas de "Um Lugar ao Sol". Embora algumas atitudes parecessem de uma vilã, a patricinha vivia uma avalanche de sentimentos e tinha uma relação tóxica com Christian/Renato. Alinne esteve irretocável em cena e sua parceria com Cauã Reymond, Ana Beatriz Nogueira e Ana Baird foi incrível. 



2- Alanis Guillen.

A Juma Marruá do remake de "Pantanal" tinha que ser dela. A atriz teve um trabalho de composição fantástico e fugiu do elevado risco de cair na caricatura. A menina-onça que vivia com 'reiva' foi defendida com brilhantismo e a atriz saiu gigante da novela. Um reconhecimento que estava merecendo desde sua estreia na última temporada de "Malhação"

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Com história criativa e protagonistas carismáticos, "Quanto Mais Vida, Melhor!" se mostrou uma deliciosa novela das sete

 A estreia de Mauro Wilson como autor de novelas corria sérios riscos em virtude da pandemia do novo coronavírus. Por causa dos protocolos sanitários, a trama foi ao ar já quase toda gravada. O mesmo aconteceu com "Nos Tempos do Imperador" e "Um Lugar ao Sol", duas produções que foram incontestavelmente prejudicadas. Porém, "Quanto Mais Vida, Melhor!" conseguiu driblar bem as dificuldades e a história, que chegou ao fim nesta sexta-feira (27/05), somou todos os bons ingredientes de um folhetim das sete com uma premissa que fugiu do mais do mesmo. 

A ideia de quatro protagonistas tendo um encontro com a Morte e recebendo a notícia de que um deles morreria em um ano foi genial para uma novela. Ainda mais levando em consideração que todos trocariam de corpos perto da metade da história. Vale lembrar que Mauro escreveu a série "Os Amadores" (2006/2007), protagonizada por um quarteto masculino que tinha a mesma essência. O autor chegou a dizer que pegou a inspiração dali. Só que o seriado teve dois episódios, um em cada ano. O desafio que desenvolver algo do tipo em mais de 150 capítulos era muito maior. E o risco de cair no ridículo era alto. Afinal, tudo beirava o absurdo até para a ficção. Mas tudo foi tão bem desenvolvido que foi fácil comprar a trama e embarcar na fantasia. 

Até porque a escalação do quarteto principal foi certeira. Mateus Solano, Valentina Herszage, Giovanna Antonelli e Vladimir Brichta tiveram sintonia logo na primeira cena e ganharam perfis cativantes que foram conquistando o telespectador aos poucos, à medida que a história avançava e os dramas de cada um eram apresentados. Guilherme, Flávia, Paula e Neném reuniam qualidades e defeitos que os tornavam críveis e de fácil identificação.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Flávia e Guilherme formam o melhor casal de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A atual novela das sete vem se encaminhando para seus últimos momentos e foram vários acertos de "Quanto Mais Vida, Melhor!". Mauro Wilson fugiu da mesmice com uma proposta inovadora da troca de corpos na teledramaturgia, além da ótima premissa dos quatro protagonistas receberem o aviso da suposta morte de um deles em um ano. Mas embora tenha situações que marcam pela ousadia, a novela tem clichês típicos de uma boa história, incluindo o romance. E o casal que mais se destaca é o formado por Flávia e Guilherme. 

Valentina Herszage e Mateus Solano viveram Bebeth e Eric, filha e pai em "Pega Pega", trama das sete exibida em 2017. Não seria um problema caso a novela não tivesse sido reprisada justamente antes da trama de Mauro Wilson estrear e retomar a saga de produções inéditas na faixa, após reprises por conta da pandemia do novo coronavírus. O risco do público rejeitar era real. Mas isso nunca aconteceu. A força da história, a boa construção dos personagens e o talento dos atores foram fundamentais para evitar o estranhamento. 

Os intérpretes em nada parecem seus personagens do folhetim de Cláudia Souto. Aliás, são perfis infinitamente mais atrativos. Flávia é uma dançarina de pole dance que veste uma armadura de mulher bem resolvida para camuflar todas as inseguranças e traumas de sua vida. A personagem acredita ter sido abandonada pela mãe biológica e nunca se deu bem com a madrasta, Odete (Luciana Paes), ainda que tenha tido o carinho do pai, Juca (Fábio Herford). Sempre viveu com dificuldades e precisando de pequenos golpes para sobreviver.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Quarteto central honra o protagonismo de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A novela das sete escrita por Mauro Wilson e dirigida por Allan Fiterman é constantemente elogiada neste espaço. É difícil não parar de elogiar "Quanto Mais Vida, Melhor!". A trama vem se desenvolvendo tão bem e com tantos acertos que os poucos erros da obra acabam irrelevantes. É um folhetim que reúne todas as características que a faixa precisa. E um dos principais êxitos da produção foi a escalação dos quatro protagonistas. 


Vladimir Brichta, Valentina Herszage, Mateus Solano e Giovanna Antonelli estão geniais. Ter uma história protagonizada por quatro personagens exige o entrosamento dos atores. Não tem como. E a sintonia aconteceu logo no início da produção. Vale lembrar que a novela foi quase toda gravada em plena pandemia do novo coronavírus, antes mesmo de ir para o ar, e com muitas cenas fora de ordem, incluindo momentos com corpos trocados. A peculiar situação não deve ter sido nada fácil para os intérpretes. 

Porém, os quatro fazem parecer simples. Há uma química boa de ver em cena. Tanto que a novela cresce muito quando os personagens se juntam. Normalmente, Flávia e Guilherme contracenam mais, assim como Neném e Paula. Quando o quarteto se encontra é porque alguma coisa está prestes a dar errado, o que rende alguma virada na trama.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Mateus Solano se destaca em "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A atual novela das sete ganhou um novo fôlego com a troca de corpos dos protagonistas. Mauro Wilson teve uma sacada genial ao usar um clichê recorrente do cinema em um folhetim, algo inédito na teledramaturgia nacional. E os quatro atores estão impecáveis interpretando os personagens dos colegas em "Quanto Mais Vida, Melhor!". No entanto, um deles tinha um desafio ainda maior que os colegas e conseguiu vencê-lo sem maiores dificuldade: Mateus Solano. 

Afinal, o arrogante e rígido cardiologista, Guilherme, trocou de corpo com a debochada e sensual Flávia, vivida pela ótima Valentina Herszage. Como o ator interpretaria uma mulher sem cair na armadilha de imitar o Félix, de "Amor à Vida", que era um perfil caricato? Todos sabem que o vilão que se regenerou na novela de sucesso de Walcyr Carrasco, exibida em 2013, com direito a um beijo em Niko (Thiago Fragoso) no último capítulo, foi o melhor e mais emblemático papel do ator na carreira. Ninguém esquece. 

Portanto, o risco de involuntariamente repetir algumas expressões corporais do seu personagem de maior sucesso era elevado, o que diminuiria o impacto da troca de corpos proposta pelo autor. Mas Mateus driblou todas as armadilhas e mostrou o ótimo ator que é logo na primeira cena que surgiu como Flávia. Não há nada do Félix na dançarina de pole dance que agora está no corpo do 'doutor das galáxias'.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

"Quanto Mais Vida, Melhor!" ganha fôlego com a impagável troca de corpos dos protagonistas

 A ousada nova fase da novela das sete da Globo teve início com o gancho do capítulo de sábado, dia 26. Após o primeiro encontro com a Morte (A Maia), os protagonistas receberam o aviso de que todos teriam uma segunda chance na vida, mas um deles morreria em um ano. Nenhum pareceu ligar muito para o ultimato. Não demorou para cada um, ao invés de amadurecer e evoluir, enfiar os pés pelas mãos e piorar tudo o que já estava ruim. Agora, para se vingar e dar uma lição no quarteto, a 'toda poderosa' os trocou de corpos. 

Mauro Wilson sempre deixou claro que a história que ele queria contar é a que começa a ir ao ar a partir de agora. Tudo o que já foi apresentado de Flávia (Valentina Herszage), Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli) e Guilherme (Mateus Solano) era, nas palavras do autor, uma preparação para a nova fase. Vale ressaltar que o recurso da inversão de papéis é algo corriqueiro no cinema, vide "Se Eu Fosse Você 1 e 2" (2006 e 2009), com Tony Ramos e Gloria Pires, e "Sexta-Feira Muito Louca", de 2003, citando apenas alguns. Mas é a primeira vez que ocorre em uma novela. 

E, com o perdão do trocadilho, "Quanto Mais Vida, Melhor!" ficou ainda melhor com a deliciosa novidade. Todo o processo para a mudança na vida de cada um dos protagonistas foi feita de forma habilidosa e caprichada.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Tudo sobre a coletiva online da nova fase de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 9, uma coletiva online sobre a maior virada de "Quanto Mais Vida, Melhor!": os quatro protagonistas trocarão de corpos. A aguardada cena está prevista para o final de fevereiro. Participaram Giovanna Antonelli, Vladimir Brichta, Valentina Herszage, Mateus Solano, o autor Mauro Wilson e o diretor Allan Fiterman. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo a respeito da nova fase da deliciosa novela das sete. 


Valentina Herszage comentou sobre a mudança de corpos dos personagens: "Eu estava animada pro momento. A gente vinha se divertindo muito com os personagens e essa troca de corpos nos desafiou ainda mais. O ator gosta de uma brincadeira, né. E foi um desafio porque cada personagem tem um universo muito específico. Uma mistura de medo e divertimento". Mateus Solano complementou: "Perfeito, Valentina. A novela vai para outro lugar agora que é fazer divertir. O mais importante é como esses personagens vão se virar. Como o Guilherme vai operar sendo a Flávia?" 

"Por mais que a gente tivesse preparado desde o início porque já sabíamos que ia acontecer, a cabeça fica virada. Eu não trocaria de corpo com ninguém. E as pessoas se divertem muito com a Paula e suas loucuras de amor. Acham que ela corre muito atrás do Neném e eu também acho. A gente interpretar um personagem criado pelo outro é de virar a cabeça. Foi demais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

"Quanto Mais Vida, Melhor!" estreia com ótima apresentação dos protagonistas, boas referências e toque lúdico

 O que você faria se ganhasse uma segunda chance? Consertaria o erros do passado? Ou viveria como se não houvesse amanhã? A premissa de "Quanto Mais Vida, Melhor!", novela do estreante Mauro Wilson e dirigida por Allan Fiterman, tem um toque lúdico e ousado para um folhetim. A estreia, nesta segunda-feira (22/11), mostrou que a aposta do autor foi um acerto em um capítulo que apresentou os quatro protagonistas de forma competente e ainda expôs uma sincronicidade entre dramaturgia e trilha sonora pouco vista. 

O autor conseguiu apresentar os quatro protagonistas de forma dinâmica, onde ficou perceptível a característica mais marcante de cada um. O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? A estreia mostrou: a oportunidade de recomeçar. É em uma encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage). Os quatro passam por uma sucessão de aborrecimentos antes de se encontrarem em um aeroporto. 

O cirurgião Guilherme tem uma briga feia com a esposa Rosa (Bárbara Colen) e o filho Antônio (Matheus Abreu); a empresária Paula se vê cada vez mais encurralada pela rival, a ambiciosa Carmem (Júlia Lemmertz); o jogador Neném encara um momento difícil em sua carreira e precisa ajudar sua família financeiramente; já a dançarina Flávia escapa da prisão após uma tentativa frustrada de furto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

"Quanto Mais Vida, Melhor!": o que esperar da nova novela das sete?"

 A próxima novela das sete será totalmente inédita. A trama marca a estreia de Mauro Wilson como autor solo e teria o título de "A Morte Pode Esperar". Porém, como veio a pandemia do novo coronavírus, a direção da Globo achou o nome equivocado para o terrível momento que o mundo vive. Então mudaram para "Quanto Mais Vida, Melhor!". A história estrearia após a segunda parte de "Salve-se Quem Puder", mas optaram pela segurança de adiantar as gravações. Ou seja, assim como "Um Lugar ao Sol", nova das nove, entrará no ar quase finalizada. 

Dirigido por Allan Fiterman, o folhetim tem uma premissa criativa e ousada. O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? Independentemente da classe social, da faixa etária, do gênero e da crença, ninguém passa batido pela ideia de que pode ter apenas mais um ano de vida. O abalo, em maior ou menor grau, coloca os quatro no mesmo barco e impõe a eles os mesmos sentimentos: o medo de se afastar de quem se ama e de partir sem ter vivido ou reencontrado seu grande amor. 

É em uma encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage), em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Após um acidente aéreo, os quatro personagens veem a Morte (A Maia) de perto, e ela, em pessoa, lhes faz uma ressalva: um deles vai fazer sua passagem de forma definitiva em um ano.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Esquecível e boba, "Pega Pega" não honrou sua ótima audiência

A estreia de Claudia Souto como autora solo, após anos trabalhando como colaboradora de vários escritores ---- entre eles Walcyr Carrasco ----, fez a alegria da Globo no horário das sete. "Pega Pega" teve uma audiência acima de qualquer expectativa e terminou com uma média geral de 29 pontos, maior índice desde o fenômeno "Cheias de Charme" (2012). Um feito e tanto. Ou seja, o objetivo da emissora foi cumprido: lançar um novo roteirista, recebendo um bom retorno em faturamento. Porém, o enredo não honrou essa média elevada e a repercussão da trama foi baixa, não acompanhando os impressionantes números.


A história já começou equivocada com o amor súbito e pouco convincente de Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz). Os mocinhos se apaixonaram perdidamente no primeiro capítulo e ainda na estreia se declararam perdidamente loucos de amor, com direito a transa e passeio de helicóptero romântico. Impossível ter comprado o romance dessa forma tão rasa. O resultado dessa construção apressada foi o fracasso do par, que não teve química alguma e não demorou para perder importância no folhetim ao longo dos meses. Para culminar, os perfis também eram desinteressantes e insossos. 

Luiza, por exemplo, não teve um drama particular sequer. Seu único conflito foi a falência do avô, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), depois que o Carioca Palace foi roubado durante a venda. Ainda assim nem era um problema dela e, sim, do avô. Suas brigas bestas com Eric também não acrescentaram em nada, dando a clara impressão de preenchimento de tempo dos capítulos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Está na hora da nova geração da "Escolinha do Professor Raimundo" chegar ao fim

O remake da "Escolinha do Professor Raimundo" foi uma ideia genial de Bruno Mazzeo, estreando com o pé direito no Viva e na Globo em 2015. O sucesso, tanto no canal a cabo quanto no aberto, foi imediato. O público matou as saudades de tanto perfis marcantes através de composições quase perfeitas de novos atores escolhidos a dedo, homenageando os veteranos que fizeram parte desse humorístico consagrado por tantos anos. A segunda temporada, exibida em 2016, se mostrou tão acertada quanto a primeira, funcionando novamente. Porém, a terceira, já desperta dúvidas em torno do desgaste do programa.


Com direção de Cininha de Paula e redação final de Péricles Barros e Marcelo Saback, a terceira temporada estreou no Viva em setembro e na Globo no final de novembro. O elenco segue o mesmo, mas com duas ausências: Fernanda Souza não conseguiu conciliar sua agenda para viver pela terceira vez a adolescente Tati (perfil original de Heloísa Périssé) e Otaviano Costa precisou sair por causa do seu trabalho na rádio Globo. Ela não foi substituída, mas o Ptolomeu (nerd interpretado originalmente por Nizo Netto) acabou ficando com Bruno Garcia. A outra novidade foi a entrada de Marco Luque vivendo o Nerso da Capitinga, personagem clássico de Pedro Bismarck.

Essas três situações já despertam atenção. Afinal, os atores da 'nova escolinha' são sempre muito requisitado em novelas, ou seja, acabam tendo a imagem superexposta. E a saída de dois deles prova que está ficando complicado conciliar trabalhos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

"Tempo de Amar" e "Pega Pega" têm uma semelhança: os mocinhos insuportáveis

Criar mocinhas atrativas tem sido um dos maiores desafios para os autores. Afinal, os vilões sempre tiveram mais elementos para arrebatar o público, até porque movem o enredo. E elaborar bons mocinhos consegue ser ainda mais complicado por várias razões. No entanto, muitos escritores têm conseguido vencer essas dificuldades. Mas, atualmente, Alcides Nogueira, em "Tempo de Amar", e Cláudia Souto, em "Pega Pega", demonstram que fracassaram na missão.


O autor da atual novela das seis criou um tipo apático, sonso e totalmente idiota. Inácio (Bruno Cabrerizo) e Maria Vitória (Vitória Strada) se apaixonaram subitamente no primeiro capítulo da trama e logo decidiram se casar. Porém, uma sucessão de desgraças separou o par. Ele foi tentar um emprego melhor no Rio de Janeiro, mas, pouco depois de sair de Portugal, acabou assaltado e golpeado na cabeça, ficando cego. Foi encontrado por Lucinda (Andreia Horta), vilã que passou a manipulá-lo de todas as formas.

O rapaz acreditou piamente em tudo o que a nova 'amiga' lhe disse sobre Maria Vitória, garantindo que ela havia se casado e colocado o filho deles para ser criado pelo seu novo marido. Apesar disso, ainda tentou descobrir algo mais procurando seu grande parceiro, o vendedor Geraldo (Jackson Antunes), sem sucesso. Com o tempo, Inácio acabou voltando a enxergar e não demorou para pedir Lucinda em casamento.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Com trama fraca e conflitos bobos, "Pega Pega" ainda não disse a que veio

A atual novela das sete da Globo estreou no dia 6 de junho, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a emissora só tem motivos para comemorar. Isso porque a audiência está nas alturas, obtendo índices surpreendentes até para os mais otimistas, já marcando mais que a anterior, a ótima e elogiada "Rock Story". O telespectador parece que foi mesmo conquistado por "Pega Pega". Porém, a trama da estreante Claudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, não tem feito jus aos números expressivos.


A história até então não disse a que veio. Aliás, a estreia da produção já tinha se mostrado pouco convidativa e com dramas bastante rasos. O mote central é o roubo milionário do Hotel Carioca Palace, principal cenário da novela, praticado pelos funcionários do lugar --- todos ladrões de primeira viagem. Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) toparam o plano mirabolante do primeiro e acabaram levando os 40 milhões de dólares oriundos da venda do hotel. Apesar do contexto nada crível, a licença poética é aceitável.

No entanto, essa foi a única situação atrativa do enredo até agora. E desde então nada mais tem despertado interesse, nem mesmo o quarteto de ladrões. Afinal, eles roubaram, mas e daí? Todos ficam apenas circulando entre os núcleos sem protagonizar nenhum conflito realmente bom.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Foram muitas grandes cenas ao longo de 2016. Portanto, isso implica em ótimas atuações, sendo mais do que necessário listar as melhores atrizes e atores do ano que está perto do seu fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, minisséries e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes:



1- Patrícia Pillar.
Um nome que engrandece qualquer produção. E não foi diferente em "Ligações Perigosas", primeira grande produção da Globo em 2016. A atriz se destacou na pele da ardilosa Isabel, figura que representava a manipulação e a sedução na minissérie de Manuela Dias. Sua parceria com Selton Mello foi maravilhosa e as cenas da personagem exigiam um toque de sarcasmo que Patrícia soube imprimir com maestria.





2- Selma Egrei.
O grande nome feminino de "Velho Chico". A atriz, veterana no teatro, mas com poucas participações na televisão, ganhou seu melhor papel na carreira na novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi. A amargurada Encarnação participou das suas fases da trama e chegou aos 100 anos, graças ao trabalho primoroso da equipe de caracterização. Selma brilhou em todos os momentos e mostrou o seu imenso talento ao longo dos meses. Foi um prazer vê-la em cena. Ela, por sinal, já ganhou dois prêmios merecidos: "Prêmio Extra" e "APCA".


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O decepcionante final de Rubião em "Liberdade Liberdade"

A novela das onze chegou ao fim na última quinta-feira (04/08), apresentando um último capítulo com ótimas cenas, mas que também deixou bastante a desejar em alguns aspectos. Vários personagens, por exemplo, não tiveram seus desfechos explicados e o telespectador ficou sem saber o que houve com Virgínia (Lília Cabral), Mimi (Yanna Lavigne), Anita (Joana Solnado), Caju (Gabriel Palhares), Brites (Rita Clemente) --- a mãe de Xavier ---, entre tantos mais. Porém, o grande equívoco do final "Liberdade, Liberdade" foi justamente a conclusão da trama de Rubião (Mateus Solano), o grande vilão da história.


Desde a estreia da novela, o público foi instigado a acompanhar a saga de vingança de Joaquina (Andreia Horta), que logo no primeiro capítulo perdeu a mãe e o pai, ambos assassinados por Rubião. No caso de Tiradentes (Thiago Lacerda), uma morte indireta, provocada por traição. Ela voltou a Vila Rica anos depois, adulta e senhora de si, justamente com esse objetivo: descobrir quem traiu seu pai e vingá-lo. Ao longo do enredo, a heroína ficava voltada para a defesa dos menos favorecidos e a revolução iniciada pelo inconfidente que tanto amava e respeitava.

Para culminar, o vilão ainda assassinou covardemente Raposo (Dalton Vigh), o pai adotivo de Joaquina, dilacerando de vez a sua família. O choque foi imediato quando a protagonista descobriu que havia se casado com o homem responsável pela morte do fidalgo que a criou como se fosse filha.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Liberdade Liberdade" foi uma boa novela, mas poderia ter sido muito melhor

Apresentando uma estreia caprichada e um desenvolvimento morno, "Liberdade, Liberdade" ficou praticamente quatro meses no ar (67 capítulos) e fechou seu ciclo com uma reta final empolgante, presenteando o telespectador com cenas muito bem realizadas. O último capítulo, exibido excepcionalmente nesta quinta-feira (04) ---- por causa do início das Olimpíadas (a Globo fará uma transmissão intensiva do evento) ----, encerrou o folhetim com dignidade, após momentos finais de tirar o fôlego, principalmente em virtude do início da revolução comandada pela protagonista e o enforcamento de seu irmão.


A novela das onze viveu uma novela própria antes de entrar em produção. Márcia Prates estrearia como autora, mas Silvio de Abreu e sua equipe observaram vários erros históricos no texto da escritora, fazendo muitas modificações. Glória Perez e Alcides Nogueira chegaram a trabalhar como supervisores, mas abandonaram a função. Outros problemas foram detectados, até a responsável pela história ser desligada do projeto, sendo utilizado apenas o seu 'argumento' para o enredo. Mário Teixeira foi chamado às pressas para assumir o controle de um trem que parecia desgovernado e a partir de então finalizaram a escalação do elenco, iniciando de vez a elaboração do folhetim.

Portanto, em virtude de todas as questões mencionadas, a expectativa em torno da novela ---- baseada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ---- não era animadora. Afinal, tudo se encaminhava para um produto retalhado e equivocado. A estreia serviu para diminuir essa 'preocupação', pois a trama promissora, o contexto histórico atrativo, o figurino caprichado e o grande elenco agradaram bastante. Entretanto, as constantes mudanças nos bastidores acabaram refletindo na condução do enredo.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Interpretando brilhantemente o sombrio Rubião, Mateus Solano se destaca em "Liberdade Liberdade"

O maior vilão de "Liberdade, Liberdade" é o assustador Rubião. Sombrio, extremamente cruel e com uma frieza apavorante, o personagem representa tudo o que há de pior em um ser humano. E a escolha de Mateus Solano para interpretá-lo foi certeira. Após o estrondoso sucesso na pele de Félix, em "Amor à Vida" (2013) --- que virou o seu melhor papel da carreira ---, o intérprete tirou um período sabático (com apoio da Globo) para descansar a imagem e voltou aos folhetins três anos depois da melhor forma possível.


Afinal, o seu atual papel representa o completo oposto do seu trabalho anterior. O que o Félix tinha de afetado, expansivo e debochado, Rubião tem de introspectivo, intimidador e sério. A única semelhança é a arrogância, pois de resto não sobra nenhum traço em comum. E nada mais desafiador para um ator do que dar vida a um segundo vilão seguido, mas cujas características em nada se assemelham ao outro perfil ---- até porque o homossexual carismático da trama de sucesso das nove tinha um forte lado humano e se redimiu da metade para o final da novela, o que jamais acontecerá com o canalha das 23h.

O intendente de Vila Rica matou Antônia (Letícia Sabatella), a mãe da protagonista Joaquina (Andreia Horta), logo no primeiro capítulo, e entregou Tiradentes (Thiago Lacerda) para a Coroa portuguesa, o levando para a forca --- na época em que era aliado do inconfidente. Sua lista de crueldades só aumentou desde a estreia da novela, deixando bem evidente todas as razões que o fizeram se transformar em um dos homens mais poderosos da cidade.

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Liberdade, Liberdade" estreia com capricho, dados históricos e trama forte

"Liberdade. Liberdade que todos desejam, mas que pelo tão poucos lutam. Amor à liberdade que nos faz cruzar limites e pagar todos os preços por ela. Uns têm a liberdade no sonho, outros têm a liberdade no sangue." Baseada nessa premissa, divulgada no primeiro teaser da nova produção, estreou, nesta segunda (11/ 04), "Liberdade, Liberdade", nova novela das onze, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra, mesmo diretor da primorosa minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro deste ano.


O folhetim foi ideia da autora Márcia Prates --- antes era colaboradora de várias produções e estrearia seu primeiro trabalho solo ---, que começou a desenvolver seu projeto com aprovação da emissora, até o surgimento de vários problemas em torno do texto e das situações históricas. Houve até a entrada de Euclydes Marinho como supervisor, que logo foi desligado, 'cedendo' lugar para Glória Perez, que também não durou muito na função. Após esse conjunto de contratempos, uma atitude mais drástica foi tomada: a responsável pelo enredo, então, acabou retirada do projeto, que passou para as mãos de Mário Teixeira. Ou seja, a elaboração desse folhetim foi bastante complicada.

Mas, após a exibição do caprichado primeiro capítulo, ficou evidente que os problemas ficaram apenas por trás das câmeras e já estão no passado. Baseada no livro "Joaquina, Filha do Tiradentes", da autora Maria José de Queiroz (lançado em 1987), a novela retrata inicialmente um Brasil do século XVIII e a saga de uma personagem bem desconhecida dos historiadores, mas que foi herdeira do mártir da Inconfidência Mineira, uma das figuras mais conhecidas e representativas do país.