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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

"Que História É Essa Porchat?" merecia a TV aberta desde sua estreia no GNT

A saída de Fábio Porchat da Record foi muito bem planejada pelo apresentador. O "Programa do Porchat" durou apenas dois anos, entre 2016 e 2018, e Fábio se sentiu limitado pela emissora. Também não conseguia bons convidados pelas proibições impostas pela Globo. Em 2019, conseguiu criar um então promissor projeto na GNT assim que se desligou do canal dos bispos. Não pediu demissão sem um plano B. O canal a cabo da líder também já era um passaporte para a sua migração no futuro, que veio a acontecer agora com a estreia do "Que História É Essa, Porchat?" na TV aberta. 


A primeira temporada estreou em agosto do ano passado e foi um sucesso. Não só de crítica, mas de repercussão e interesse dos artistas pelo programa. O êxito se deu pela simplicidade do formato. Não é mais um talk-show ou outra atração típica de entrevistas. Porchat optou pela intimidade filmada. Mas não invadindo a privacidade dos convidados e, sim, os chamando para ouvir histórias curiosas que tinham para contar. A escolha é da pessoa. Basta lembrar de algum acontecimento marcante que já viveu e ainda não expôs na televisão ou pouca gente sabe. Parece bobagem, mas funcionou.

São sempre três convidados por programa contando fatos curiosos. E o palco é organizado em um quase quadrado com Fábio e seus entrevistados, um de frente para o outro. A plateia fica em volta e também participa porque o apresentador sempre consegue deliciosas declarações de anônimos, como a menina que foi parar em uma festa promovida por Luciano Huck.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Com formatos parecidos, "Programa do Porchat" se mostra melhor que "Adnight"

Após o fim das Olimpíadas, várias estreias foram ao ar na semana passada. A principal foi a primorosa minissérie "Justiça", na Globo. Entretanto, deixando o ramo da teledramaturgia de lado, os canais apostaram no conhecido 'late-night talk show', gênero amplamente conhecido e que faz sucesso em vários países, incluindo o Brasil. A líder apresentou ao público o "Adnight", formato comandado por Marcelo Adnet, exibido na quinta-feira (25/08). Já a Record estreou o "Programa do Porchat" um dia antes, na quarta-feira (24/08), depois de uma extensa divulgação ao longo da programação da emissora. Como as estreias foram na mesma semana, e os formatos são parecidíssimos, foi impossível não comparar.


O pioneiro em comandar uma atração do tipo foi Jô Soares, que está em sua última temporada com o "Programa do Jô" na Globo, lamentavelmente. A produção é importada da televisão americana, que já apresentou várias 'versões', entre elas a apresentada pela ótima Oprah Winfrey. Danilo Gentili foi o primeiro humorista a se lançar no gênero depois do icônico Jô, conseguindo uma boa repercussão com o "Agora É Tarde", na Band, entre 2011 e 2013. E a prova de que o êxito do produto era justamente o conjunto de acertos composto pelo apresentador foi o aumento da audiência assim que ele e sua trupe se 'mudaram' para o SBT, alterando o nome para "The Noite", em 2014. Desde então, é um dos maiores sucessos das madrugadas do canal de Silvio Santos.

Porchat e Adnet quiseram dividir o bolo, não se importando com o possível excesso de produtos semelhantes. Até porque além dos citados, existem outros, como o "Luciana By Night", na Rede TV!, por exemplo. Essa situação, inclusive, lembra o que ocorreu depois do imenso sucesso do "MasterChef" na Band: houve uma verdadeira proliferação de realities culinários em todas as emissoras e nenhum conseguiu chegar perto do êxito da atração liderada por Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Tudo Pela Audiência": um divertido deboche aos formatos apelativos da televisão brasileira

Apostando mais uma vez no humor, após o grande lançamento do sitcom "Vai que Cola" em 2013, o Multishow estreou um novo programa na terça-feira da semana passada (15/07): o "Tudo Pela Audiência". Comandado por Tatá Werneck e Fábio Porchat, a atração tem uma proposta muito criativa: expor todas as apelações que costumam permear os canais abertos, satirizando vários programas de auditório que usam todos os subterfúgios possíveis com o intuito de elevar os índices do Ibope.


A ideia é ótima e o título do programa é extremamente apropriado. Afinal, o que se vê na atração é realmente um conjunto de situações apelativas com a intenção de elevar a audiência. Mas este conjunto nada mais é do que uma soma de vários programas de auditório conhecidos do grande público e que lutam diariamente (ou semanalmente) por uns pontos a mais no Ibope. O intuito é debochar das fórmulas já desgastadas mas que, por incrível que pareça, ainda funcionam.

São vários quadros apresentados ao longo do programa, que tem uma hora de duração e é exibido de segunda a sábado, às 22h30. Entre eles, há o 'Pra quem você tira o pastel?" ----- quadro que faz uma sátira ao 'Pra quem você tira o Chapéu', do 'Programa Raul Gil', do SBT -----, onde o convidado escolhe um pastel (dentro de cada um há o nome de alguém ou alguma coisa, no mesmo esquema do quadro original), que está grudado no corpo de uma mulher com um biquíni minúsculo.