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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano viraram uma tradição e esse blog tem o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2018, chegou a hora de das listas de piores, melhores casais, atores e cenas. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Em comparação com 2017, tivemos até menos produções citadas. Todavia, isso se deve ao fato do ano ter sido marcado pela Copa do Mundo e Eleições, o que implicou em menos produtos levados ao ar em virtude das respectivas coberturas. Mas, ainda assim, vamos aos selecionados.




"Malhação - Vidas Brasileiras":
Patrícia Moretzohn resolveu adaptar o formato da série canadense "30 Vies", mudando o protagonismo do enredo a cada 15 dias, mas não funcionou. O esquema adotado pela autora deixou todos os dramas superficiais e aniquilou qualquer possibilidade do público se envolver com os enredos, ainda mais exibindo conflitos que eram solucionados magicamente em menos de dez dias. O elenco escalado também deixa a desejar e vale lamentar uma atriz talentosa como Camila Morgado em um perfil central tão desinteressante quanto a professora Gabriela. A péssima audiência reflete o que vem sendo apresentado para os telespectadores. Várias vezes já perdeu a liderança para o sensacionalista "Cidade Alerta", da Record, fato que nunca havia ocorrido antes.



"Segundo Sol":
Após a equivocada "A Regra do Jogo", João Emanuel Carneiro tinha a missão de reverter a má impressão da sua novela exibida em 2015 e trazer de volta a empolgação do público, vista em seus folhetins anteriores, como "Da Cor do Pecado", "A Favorita" e "Avenida Brasil". Porém, o autor conseguiu o efeito contrário: escreveu sua pior trama. A ideia era contar a vida de um cantor de axé decadente, Beto Falcão, mas o enredo se voltou para o drama repetitivo de Luzia, uma das mocinhas mais imbecis e passivas dos últimos anos. A história andou em círculos e apenas a primeira fase despertou atenção. A segunda se mostrou um erro do início ao fim e a audiência foi apenas morna (33 pontos de média, seis a menos que "O Outro Lado do Paraíso" e igual a de "Império", de 2014). Nem mesmo a reta final empolgou. Destaque apenas para o bom desempenho do elenco, entre eles Adriana Esteves, Kelzy Ecard, Claudia Di Moura, Giovanna Lancellotti, Letícia Colin, Chay Suede, Deborah Secco, Vladimir Brichta, entre outros.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

"Brasil a Bordo" é um amontoado de bobagens nada engraçadas

Prevista para estrear em 2017, "Brasil a Bordo" acabou adiada em virtude do trágico acidente envolvendo o avião que levava o time da Chapecoense, ocorrido no final de 2016 ----- afinal, explora uma companhia aérea. Ano passado, porém, a Globo disponibilizou os doze episódios da trama na Globo Play e só agora, dia 25, a emissora estreou a produção em sua grade, logo após o "Big Brother Brasil 18".


A história é simples: a Piorá Linhas Aéreas é uma empresa prestes a falir que consegue a autorização de um juiz para continuar funcionando, desde que passe o poder a um conselho de funcionários. A dona do 'negócio' é a plastificada e fútil Berna (Arlete Salles) e seu marido, o bon vivant Otávio (Luis Gustavo), era o presidente da companhia. A família chegou a viver tempos de luxo no passado, mas agora precisa lidar com contensão de custos (vide a mansão caindo aos pedaços e com reformas inacabadas).

Quase todos os funcionários são integrantes da própria família, como os cunhados Vadeco (Miguel Falabella) e Durval (Marcos Caruso), os comandantes do único avião da empresa. Os dois são separados e moradores da mansão. Um vive buscando cinquentonas na internet e o outro dorme com uma boneca inflável.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que a televisão reserva para o telespectador em 2018?

Embora todo mundo espere e torça, o ano de 2018 não será muito diferente de 2017 em relação ao momento que o país vive. Portanto, a televisão terá que manter cautela e não abusar muito dos gastos excessivos. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar produtos de qualidade no ano que passou. E, por tudo o que vem sendo anunciado e noticiado, a Globo seguirá como a maior investidora, por razões óbvias, e as demais economizarão bastante nos próximos doze meses. Ou seja, é provável que a líder domine ainda mais em 2018, principalmente por estar ousando em produções exclusivas da Globo Play. Vejamos o que o público pode esperar.






"Deus Salve o Rei":
A novela de Daniel Adjafre (estreando como autor solo), dirigida por Fabrício Mamberti, terá um clima medieval e as chamadas impressionam. A produção caprichada se evidencia em cada cena e a proposta é bem ousada para a faixa das sete, após tantas novelas leves e contemporâneas. Protagonizada por Marina Ruy Barbosa, Rômulo Estrela e Bruna Marquezine, a trama parece promissora e tem clima de superprodução. Estreia dia 9 de janeiro.



"Treze Dias Longe do Sol":
A minissérie de dez capítulos, escrita por Luciano Moura e Elena Soarez, já está toda disponibilizada na Globo Play e a trama é excelente. Tendo como inspiração a queda de construções aparentemente bem-sucedidas, como o Edifício Palace II, por exemplo, o enredo se desenvolve em três ângulos angustiantes e explora o melhor e o pior do ser humano. O que fazer quando tudo o que você tem desmorona? Selton Mello, Carolina Dieckmann, Débora Bloch e Fabrício Boliveira estão perfeitos, assim como quase todo o elenco escalado.