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quarta-feira, 22 de abril de 2015

"Rainha da Sucata": o primeiro sucesso de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo

Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994 e no Canal Viva em 2013, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há quatro anos, estreava "Passione": mais uma grande novela de Silvio de Abreu

No dia 17 de maio de 2010, estreava "Passione", até agora a última novela de Silvio de Abreu no horário nobre. A novela tinha como principal qualidade seu esplendoroso elenco, que apresentava grandes nomes do teatro e da televisão com personagens de destaque. A trama, dirigida por Denise Saraceni, substituiu a criticada e fracassada "Viver a Vida", de Manoel Carlos, e presenteou o publico com uma excelente história, contada ao longo de 209 capítulos.


Com o núcleo principal encabeçado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, a novela apresentou vários núcleos, onde todos eram intercalados e repleto de dramas fortes. A empresária Bete Gouveia (Fernandona) começou a história já sabendo que seu filho não havia morrido, iniciando uma saga em busca do ente querido. E a partir desta revelação, a grande vilã Clara Medeiros (Mariana Ximenes) arquitetou um plano, com a ajuda de seu parceiro e amante Fred (Reynaldo Gianecchini), para encontrar este rapaz antes da milionária e se casar com ele, com o objetivo de herdar automaticamente toda a fortuna da Família Gouveia.

E o filho de Bete Gouveia era Totó (Tony Ramos), que vivia com sua família na Itália. Todos eram característicos italianos, abusavam do sotaque e eram muito unidos. Ele tinha uma forte ligação com os quatro filhos ---- Adamo (Germano Pereira), Agostina (Leandra Leal), Agnello (Daniel de Oliveira) e Alfredo (Miguel Roncato) ---- e com a irmã, Gemma, interpretada brilhantemente por Aracy Balabanian.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O país perdeu uma de suas maiores atrizes: Cleyde Yáconis se foi

Essa semana não foi nada feliz para o mundo das artes dramáticas. O Brasil perdeu uma de suas maiores atrizes. Internada desde outubro de 2012 no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Cleyde Yáconis faleceu na última segunda-feira (15/04). A atriz, que nasceu em Pirassununga no dia 14 de novembro de 1923, era muito simpática e tinha uma vida simples. Apesar de ser venerada por muitos colegas e sempre ganhar vários prêmios em virtude de suas grandiosas atuações, nunca se deslumbrou. Costumava ficar em seu sítio cuidando das plantas nos períodos de descanso. Estava com 89 anos e seu último papel na televisão foi a divertida Brígida, de "Passione" (2010), ótima trama de Silvio de Abreu.


Cleyde Yáconis cursou enfermagem e queria ser médica, mas, em 1950, foi incentivada por sua irmã, Cacilda Becker, a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia. Já em 1958, ao lado da irmã, Ziembinski, Fredi Kleeman e Walmor Chagas, fundou o Teatro Cacilda Becker, estreando "O Santo e a Porca", de Ariano Suassuna. Definitivamente, para a sorte dos fãs, a medicina já tinha ficado totalmente de lado na vida dessa grande mulher.

Com mais de 30 peças no currículo, a atriz era uma apaixonada por teatro e também participou de vários filmes, no entanto, ficou conhecida do grande público graças aos seus trabalhos na televisão, onde ingressou em 1966. Atuou em várias novelas das extintas TV Tupi e TV Excelsior, incluindo clássicos como "Éramos Seis" (1967),