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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

"Turma da Mônica - Origens" dá um quentinho no coração

 A estreia de "Turma da Mônica - Origens" aconteceu no dia 24 de outubro no Globoplay. A divulgação do projeto só aconteceu, de fato, poucos dias antes de ser disponibilizada no serviço de streaming da Globo. As gravações e a ideia da nova história foram quase secretas. Tanto que o anúncio com a foto dos personagens clássicos de Maurício de Souza sendo interpretados na idade madura emocionou o grande público. E a emoção está presente em todos os oito episódios da deliciosa série. 


A ideia de contar como os cinco protagonistas se conheceram conseguiu o que parecia impossível: apresentar uma história inédita e criativa dos personagens mais amados da literatura infantil nacional. Até porque nada pior para uma franquia de sucesso do que ficar refém de remakes ou então descambar para enredos que frustrem o público, como foi o caso do fracassado filme "Turma da Mônica - Reflexos do Medo", que trocou todo o elenco original dos aclamados longas "Turma da Mônica - Laços" e "Turma da Mônica - Lições". Vale lembrar também do êxito de "Turma da Mônica - A Série", exibido no Globoplay em 2022. 

No entanto, a nova série corria o risco de desagradar os telespectadores, uma vez que o elenco infantil original foi alterado. Só que houve uma preocupação com os fãs na escalação do novo time. As escolhas foram muito parecidas com os atores que interpretaram os personagens nos dois filmes de sucesso e na série anterior. Algo que realmente impressionou.

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Tudo sobre a coletiva online de "Turma da Mônica - Origens", nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu nesta segunda-feira, dia 21, a coletiva virtual de "Turma da Mônica - Origens", nova série da plataforma de streaming, baseada na saga de sucesso de Maurício de Souza. Participaram a diretora geral Isabel Valiante, a roteirista chefe Marina Maria Iório e os atores Daniel Dantas, Malu Valle, Dhu Moraes, Paulo Betti, Louise Cardoso, Rocco Pitanga, Felipe Rica, Fafá Renó, Fe Ross, entre outros. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo.


Isabel Valiante comentou: "São crianças de 70 anos. É a mesma turma. O Cascão toma banho agora, mas é um craque de bola, o Cebolinha ainda quer ser o dono da rua. Os atores mais velhos estão parecidos com aquelas crianças e foi muito bonito de ver. Foram muitos testes e o desafio foi chegar em crianças que fossem parecidas com os atores da temporada anterior. A gente quis respeitar isso. E as crianças vêm com arquétipos dos personagens. A gente está contando como tudo aconteceu, como tudo surgiu. E é emocionante em muitos momentos, como a primeira vez que cada coisa aconteceu. A primeira vez que a Mônica rodou o coelho, enfim". 

Marina Maria acrescentou: "O mais difícil é tirar o tom infantilizado da história porque não são mais crianças. Mas dona Mônica não vai deixar de ser Mônica e o seu Cebolinha vai continuar implicando com ela. Foi preciso muita reescrita para trazer a leveza para a série até acertarmos o tom. Não é fácil carregar um grupo de amigos a vida inteira e procuramos mostrar esse processo. Porque todo mundo já conhece os personagens e as histórias.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da reprise de "A Vida da Gente"

 A Globo promoveu nesta sexta-feira (19/02) uma coletiva online sobre a reprise de "A Vida da Gente", novela primorosa de Lícia Manzo, exibida em 2011, e a terceira mais vendida da Globo, que reestreia dia 1º de março. O diretor Jayme Monjardim não conseguiu participar, mas fez questão de deixar um recado carinhoso a todos. Estiveram na entrevista Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos, Alice Wegmann, Paulo Betti, Gisele Fróes e a autora. Foi um bate-papo delicioso e com muitas boas lembranças. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi neste texto. 

"Sempre fui uma menina de observar o ambiente e observar o subjetivo. Vendo hoje em dia as pessoas com dificuldade de ficar em casa e pensar no coletivo tem muito disso. A novela, mais do que o fato do coma da Ana (Fernanda Vasconcellos), mostra a repercussão do fato em volta das pessoas. As pessoas sempre procuram entender seus sentimentos sobre o que está acontecendo. E a novela faz esse convite a reflexão. E a cena que mais me marcou foi a da discussão das irmãs. Tinha oito páginas e lembro que não foi ensaiada. Acho que ali há um casamento muito bonito que mais busco e mais prezo, que o texto bota ressonância nos atores. Mas às vezes a gente investe tanto na palavra e a imagem é soberana", disse Lícia Manzo.

Ainda sobre as cenas que mais marcaram, Fernanda Vasconcellos concordou com a autora. "É também minha cena preferida. E lembro até hoje da minha mão suando e não sei se terei outra oportunidade de viver um texto desse. Com as irmãs às vezes se escutando, às vezes querendo se machucar. Depois de ter trabalhado em algo tão marcante é inevitável você não se frustrar com seus trabalhos posteriores. Parece que fica faltando algo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

"Império": uma novela onde os núcleos paralelos não funcionaram

A trama central de "Império" sempre foi o ponto alto da novela. Porém, há alguns meses, a estagnação, com o perdão do trocadilho, 'imperava' na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do comendador ao 'mundo dos vivos', o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, em plena reta final (esta é a última semana), pode-se constatar que os núcleos paralelos não funcionaram.


Desde que a trama entrou em sua segunda fase, a família do protagonista se mostrou como o grande trunfo do autor. Os conflitos envolvendo o dono do império, Maria Marta (Lília Cabral), Maria Clara (Andreia Horta), João Lucas (Daniel Rocha), Du (Josie Pessoa), Zé Pedro (Caio Blat), Cristina (Leandra Leal) e Cora (Drica Moraes/Marjorie Estiano) são atrativos e promovem uma boa movimentação na história. Mas os enredos paralelos são desinteressantes e muitos se perderam ao longo da história.

Inicialmente, o núcleo envolvendo a bissexualidade de Cláudio Bolgari (José Mayer), a incrível benevolência de Beatriz (Suzy Rêgo) e a homofobia de Enrico (Joaquim Lopes), era responsável por boas cenas e dramas convincentes. No entanto, o romance do ricaço com Leo (Klebber Toledo) não caiu nas graças do público e, aos poucos, toda a trama daquela família foi se diluindo depois que o filho homofóbico abandonou Maria Clara no altar e viajou.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os piores do ano

Mais um ano vai chegando ao fim e as tradicionais retrospectivas são praticamente uma obrigação. Assim como tem ocorrido todos os anos, este blog fará uma lista com os piores e melhores de 2014. Primeiramente, os piores produtos televisivos serão listados. Curiosamente, alguns dos selecionados em 2013 continuam na lista deste ano, o que apenas comprova que os problemas vistos anteriormente não foram resolvidos. Porém, algumas 'novidades' surgiram para incrementar esta triste seleção. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais produções.




"Em Família": A última novela de Manoel Carlos foi uma grande decepção e um fracasso de audiência (pior ibope do horário nobre). Excesso de personagens sem função, atores que foram escalados e nem entraram, ritmo arrastado, ausência de bons conflitos, trama cansativa, clima tenso nos bastidores, enfim, não faltaram problemas na história. O folhetim ainda enfrentou duras críticas em virtude da discrepância na idade dos personagens, como por exemplo, Natália do Vale ser mãe de Júlia Lemmertz sem nem ao menos passar por um processo de envelhecimento. A novela ainda pecou pela falta de bons pares românticos e pela ausência de um bom vilão, uma vez que a ferina Shirley (Vivianne Pasmanter) ficou apenas na promessa. Infelizmente, Maneco (um novelista que já escreveu inúmeros sucessos) se despediu da pior forma possível.



"Geração Brasil": Após o sucesso de "Cheias de Charme", a expectativa era alta para a nova novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Mas após um começo promissor, a trama dos autores foi se perdendo gradativamente, até virar um completo equívoco. A história envolvendo tecnologia tinha uma boa premissa, porém, com o tempo, foi ficando nítido que não havia um fio condutor e nem conflitos atrativos. Os personagens ficaram sem rumo, vários casais foram mal desenvolvidos, atores foram subaproveitados e a novela que parecia ótima na verdade se revelou uma produção fraquíssima. A rejeição do público foi tão alta que a média geral conseguiu ficar um ponto abaixo de "Além do Horizonte", até então considerada o menor índice do horário. Um folhetim para ser esquecido.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Paulo Betti e Alexandra Richter se repetem em "Malhação"

Infelizmente alguns atores acabam sendo 'vítimas' da repetição de papéis. Isso ocorre porque há autores que têm medo de sair do certo e partir para o 'duvidoso'. Afinal, se um determinado ator já deu certo interpretando um tipo 'X', por que não pode novamente repetir o êxito? O problema é que isso acaba prejudicando o profissional, que fica estigmatizado e algumas vezes tem seu talento questionado. E o caso do 'mais do mesmo' está podendo ser visto na fraca atual temporada de "Malhação".


Embora talentosos, Paulo Betti e Alexandra Richter ganharam papéis praticamente iguais ao últimos tipos vividos por eles. Paulo integrou recentemente o elenco de "Lado a Lado", interpretando um diretor teatral, que foi muito bem defendido por ele. Porém, seu personagem anterior ainda permanece vivo na memória do público; o Jonas, de "A Vida da Gente". O rico empresário que era casado com uma periguete muito mais nova, tinha desvios de caráter, um puxa-saco do lado e pouco se importava com os filhos, foi um dos personagens brilhantemente escritos pela autora Lícia Manzo. O ator se destacou na trama e ainda proporcionou bons momentos cômicos.

Ao observar Caetano, da história de Ana Maria e Patrícia Moretzsohn, o telespectador não consegue notar nenhuma diferença em comparação ao Jonas. O personagem também não é um poço de ética, é casado com Bernardete (Fernanda Souza), uma periguete burra, tem uma excelente condição financeira, não se

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

História boba e personagens desinteressantes prejudicam atual temporada de "Malhação"

Após uma inspirada temporada, recheada de bons personagens, que retratou com propriedade e verossimilhança o universo adolescente ---- voltando às origens da novelinha, substituindo uma fase repleta de problemas exibida em 2011, cujo enredo foi inicialmente baseado no misticismo ----, "Malhação" parece ter perdido sua essência novamente. Apresentando uma história voltada para a 'família', a vigésima-primeira temporada, que completou um mês no ar, não tem sido nada animadora.


As autoras ---- Ana Maria Moretsohn e Patrícia Moretsohn ---- miraram nos dramas familiares justamente para conquistar um público mais abrangente e não só os adolescentes. Porém, esse tipo de artifício nunca foi necessário, afinal, já foi comprovado que o perfil do telespectador da "Malhação" engloba não só jovens, mas muitos adultos também. Basta a trama ser atraente. Mas, infelizmente, o enredo tem se mostrado boboca e cansativo.

O que tem sido apresentado até agora nada mais é do que uma história quase infantil, com poucos conflitos e situações totalmente desinteressantes. A vilã atrapalhada vivida pela Alexandra Richter (Maura), por exemplo, tem como principal missão 'atrapalhar' a vida dos vizinhos (a família protagonista, cujo casal é formado por Ronaldo - Tuca Andrada e Vera - Isabela Garcia), que se mudaram para o casarão do lado de sua residência. Ela até mandou seu filho (Sidney - Vitor Thiré) colocar