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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

"Tributo" faz linda homenagem a Fernanda Montenegro

 Uma das artistas mais celebradas do país, Fernanda Montenegro acumula várias paixões ao longo da vida: pela arte, família e por seu eterno companheiro, o também ator Fernando Torres, falecido em 2008. Todos esses temas são revisitados no episódio de ‘Tributo’ que ficou disponível no Globoplay nesta quarta-feira, 16 de outubro – dia em que a atriz faz aniversário –, e hoje, dia 17, foi exibido na TV Globo, após "Mania de Você". 

Após a adoção de um nome artístico – que ela mesma criou, ainda no início da carreira – a homenageada revela o segredo para equilibrar a convivência entre a celebridade e a pessoa física. “Sou, ao mesmo tempo, Arlette Pinheiro Monteiro Torres e Fernanda Montenegro. Uma é a chamada de uma arte, de uma profissão. A outra, sou eu de porta fechada, sólida, dentro de casa. Será que isso é sadio? Não sei! Mas é desafiador. E já que estou com essa idade, tenho sobrevivido”.
 
Embora tenha sido uma das pioneiras da televisão, Fernanda não esconde a sua identificação com o palco. Ou, como definiu a filha, Fernanda Torres, uma “devoção pelo teatro”. “Ela é um ser totalmente do presente. E trabalha mais do que nós todos: é chamada para filme, novela, peça, debate e comerciais. É requisitadíssima. E dá conta. Ao mesmo tempo, há atrás dela uma corrente de pessoas e de experiências.

domingo, 18 de dezembro de 2022

"100 anos de Rádio no Brasil" é um documentário que merece ser prestigiado

 Nesta sexta-feira, dia 17, a Globo promoveu um evento no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, sobre o documentário da GloboNews, coprodução com o Globoplay e a rádio Globo, sobre os cem anos de rádio no Brasil. Fui um dos convidados e a produção merece ser prestigiada. 


Há 100 anos, desde as comemorações do centenário da Independência do Brasil, o rádio faz parte das nossas vidas informando, divertindo e emocionando. Com direção do jornalista e cineasta Kleyton Cintra, o  longa “100 anos de Rádio no Brasil” mostra a trajetória desse importante meio de comunicação no país e traz depoimentos de artistas como Fernanda Montenegro, Dóris Monteiro, Gilberto Gil e Maria Bethânia, que contam como ele foi fundamental para impulsionar as suas carreiras.   

Fernanda Montenegro lembra a época das radionovelas e as suas primeiras experiências como atriz. Já Gil ressalta o efeito multiplicador do rádio. Bethânia e Doris falam das músicas que escutavam e como isso as incentivou a seguirem a carreira de cantoras.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

"Amor e Sorte" tem deliciosa estreia com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres

A pandemia do novo coronavírus implicou na interrupção das gravações de todas as produções de teledramaturgia da Globo. Agora, aos poucos, as duas novelas interrompidas ("Salve-se Quem Puder" e "Amor de Mãe") retomaram os trabalhos. A emissora conseguiu boas soluções inéditas para engrandecer um pouco seu catálogo na Globoplay (durante os 6 meses de recesso) com produtos gravados na casa dos envolvidos, vide "Sinta-se em Casa", Cada Um no Seu Quadrado" e "Diário de um Confinado". Já "Amor e Sorte" foi produzida para a TV aberta e a nova série estreou nesta terça-feira (08/09).


É o primeiro produto inédito da Globo em meio ao período da pandemia. Não deixa de ser um respiro de novidade para o telespectador; afinal, a grade do setor de teledramaturgia da emissora vem utilizando reprises desde março e assim seguirá até o início de 2021 (com razão). A série é uma criação de Jorge Furtado e tem quatro episódios protagonizados por uma dupla de personagens que muda toda semana. E a ideia para garantir a segurança de todos foi a escolha do elenco: só atores que moram juntos, ou como família ou como casal. Tudo gravado na residência dos intérpretes que estão em quarentena, onde eles mesmos dividiram a função de câmera, iluminação, direção e atuação.

Fernanda Torres e Fernanda Montenegro protagonizam o primeiro episódio chamado "Gilda e Lúcia" ----- os próximos são protagonizados por Lázaro Ramos e Taís Araújo ("Linha de Raciocínio"); Luisa Arraes e Caio Blat ("A Beleza Salvará o Mundo") e Emílio Dantas e Fabíula Nascimento ("Territórios").

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Os 90 anos de Fernanda Montenegro

No dia 16 de outubro de 1929 nasceu Arlette Pinheiro da Silva, a mulher que seria conhecida nacional e internacionalmente como Fernanda Montenegro, uma das maiores atrizes brasileiras e a versatilidade em pessoa ---- afinal, também é locutora, radialista e até apresentadora. Como a veterana completou 90 anos nesta quarta-feira, a Globo iniciou uma leva de homenagens já na semana passada, através de um "Globo Repórter" especial sobre sua trajetória.


O jornalístico, obviamente, não conseguiu expor nem um terço da vida da intérprete ---- são mais de 70 anos de carreira em teatro, televisão e cinema ----, mas ainda assim prestou uma merecida reverência. Edney Silvestre acompanhou o trabalho da atriz na primeira fase de "A Dona do Pedaço", onde viveu a sanguinária Dulce, matriarca dos Ramirez, e conversou com o diretor Luciano Sabino sobre o profissionalismo de Fernanda. E palavras nem eram necessárias. Ficou perceptível nas imagens da atriz durante a forte cena em que Dulce matava três inimigos e incendiava a fazenda da família rival. Nem dublê foi necessário. Ela ficou diante do fogo sem problemas.

Os autores Silvio de Abreu e Walcyr Carrasco teceram vários elogios, assim como os colegas Edson Celulari e Renata Sorrah. O depoimento de Fernanda Torres sobre a força da mãe e a saga de uma mulher que sempre lutou pelo teatro brasileiro também foram alguns dos destaques.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Com uma participação marcante, Fernanda Montenegro roubou a cena na primeira fase de "A Dona do Pedaço"

Uma participação em poucos capítulos de uma novela ou série pode ser de grande importância ou simplesmente descartável para um ator. Tudo depende da valorização do autor, obviamente. E Walcyr Carrasco fez questão que a presença da maravilhosa Fernanda Montenegro na primeira fase de "A Dona do Pedaço", nova trama das nove da Globo, fosse muito marcante.


Dulce surgiu logo na primeira cena da novela e transpareceu ser uma senhora doce, adorável. O momento em que a avó ensinou a netinha a fazer bolos pareceu um comercial de margarina. "O segredo é o amor", disse a delicada senhora para a criança na hora de desvendar o 'mistério' daquele bolo tão gostoso. Todavia, foi apenas uma primeira impressão. Pouco tempo depois ficou claro que a matriarca dos Ramírez era um demônio de saias.

A avó de Maria da Paz (Juliana Paes) sempre foi a maior incentivadora da guerra entre os Ramírez e os Matheus, além de participar ativamente dos ''pedidos" ---- mortes encomendadas ---- de vários donos de terras da região que pagavam um bom dinheiro pelos assassinatos dos inimigos. Autoritária e intimidadora, Dulce ainda ensinou os descendentes com o manuseio de armas.

domingo, 9 de dezembro de 2018

"Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" não existiram para o "Melhores do Ano"

A vigésima terceira edição do "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo (09/12) e nesta premiação sempre há muitas injustiças. Principalmente porque são apenas três indicados por cada categoria, limitando bastante a seleção. Ainda ocorre um claro favorecimento em torno das novelas das nove. Porém, o evento de 2018 já pode ser considerado um dos mais injustos do "Domingão do Faustão".


A premiação simplesmente ignorou a existência de "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para", duas novelas elogiadas por público e crítica. No caso da trama das 18h, a produção foi um sucesso e obteve ótimos índices de audiência, mesmo recebendo em baixa da fracassada temporada de "Malhação". Marcos Berstein estreou com o pé direito em seu primeiro trabalho como autor solo e a história baseada em vários livros de Jane Austen foi a melhor novela de 2018, sem qualquer exagero. Personagens bem construídos, casais apaixonantes, elenco entregue e trilha inspirada.

Mas nenhum ator foi indicado para o "Melhores do Ano". E o maior absurdo, sem dúvida, foi a não indicação de Gabriela Duarte como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz deu um banho de interpretação na pele da complexa Julieta e protagonizou inúmeras cenas dramáticas. Sua entrega saltou aos olhos. Não por acaso virou um dos muitos trunfos do folhetim das seis.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Coletiva da reprise de "Belíssima" no "Vale a Pena Ver de Novo" reúne time de estrelas

Nesta quarta-feira (16/05), a Globo promoveu uma coletiva de imprensa para o lançamento da reprise de "Belíssima", imenso sucesso de Silvio de Abreu na faixa nobre em 2006, no "Vale A Pena Ver de Novo". A reunião de parte do elenco foi realizada nos Estúdios Globo. É a primeira vez que a emissora promove um evento assim para uma reexibição e o motivo é o fracasso da reprise de "Celebridade", grande êxito de Gilberto Braga em 2003. O intuito, agora, obviamente, é divulgar bastante a nova escolhida para o horário, evitando um novo mau desempenho na audiência.


E foi um evento de peso. Silvio de Abreu, autor da trama e atual responsável pelo setor de teledramaturgia da Globo, esteve presente, assim como Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Irene Ravache, Paolla Oliveira, Vera Holtz, Cauã Reymond, Reynaldo Gianecchini, Marina Ruy Barbosa, Alexandre Borges e Camila Pitanga. Até mesmo Denise Saraceni, diretora da novela, fez questão de participar desse reencontro. Reencontro bastante animado, vale ressaltar. Todos estavam claramente felizes e enfatizaram a todo momento o quanto foi prazeroso esse trabalho.

Um trecho de 20 minutos do primeiro capítulo foi reexibido para os convidados e provavelmente será o mesmo conteúdo da estreia da reprise, no dia quatro de junho. Apesar de breve (o original teve mais de 50 minutos), valeu muito a pena matar as saudades da arrogância de Bia Falcão, brilhantemente defendida por Fernanda Montenegro.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Massacrada pela crítica e aclamada pelo público, "O Outro Lado do Paraíso" foi um fenômeno incontestável de audiência

Walcyr Carrasco tinha uma missão ingrata: escrever uma novela em tempo recorde, logo após o sucesso "Êta Mundo Bom!" (2016), em virtude do cancelamento da trama de estreia de Duca Rachid e Thelma Guedes no horário nobre da Globo. Mas, fazendo jus ao posto de autor que mais produz na emissora, aceitou o desafio. E criou "O Outro Lado do Paraíso", folhetim rasgado e repleto de clichês melodramáticos, que contou a saga da vingança de Clara Tavares (Bianca Bin). O enredo sofreu uma forte rejeição de parte da crítica, mas caiu no gosto do público, entrando para a galeria de fenômenos de audiência do escritor ---- maior média do horário nobre desde a inesquecível "Avenida Brasil" (2012), com os mesmos 39 pontos de média, superando nove tramas antecessoras e elevando dois pontos da também ótima "A Força do Querer".


A novela arrebatou o telespectador com uma história ágil e cheia de reviravoltas, cujo maior trunfo foi a volta por cima dos perfis íntegros, humilhando os vilões em várias viradas ao longo de 173 capítulos. O início, todavia, não foi tranquilo. A primeira fase se mostrou longa demais, cansando pela repetição de conflitos. O sofrimento da mocinha, internada em um manicômio pela sogra (Sophia - Marieta Severo) e cunhada (Livia - Grazi Massafera), e espancada pelo marido violento (Gael - Sérgio Guizé), poderia ser exposto em apenas duas semanas. Entretanto, durou mais de um mês. E a audiência ficou em torno de 33 pontos, um bom índice, mas nada de arrebatador. O famigerado grupo de discussão também considerou o enredo pesado demais, necessitando de mais humor. A solução foi uma sucessão de cortes, resultando no adiantamento da mudança de fase e na consequente fuga de Clara do hospício. 

O resultado foi imediato. A novela passou de 33 para 36 pontos e foi aumentando ainda mais esses índices a cada novo acontecimento. Passou a marcar acima de 40 quase todo dia.  O sucesso já era uma certeza, então, o autor se preocupou apenas em desenvolver seu enredo. Acertou em vários pontos, mas também errou em outros. Como costuma acontecer em várias obras, diga-se. A saga da vingança da mocinha foi o maior êxito do folhetim, prendendo o telespectador do início ao fim.

terça-feira, 3 de abril de 2018

A valorização dos atores veteranos e o lindo casamento de Josafá e Mercedes em "O Outro Lado do Paraíso"

Não é todo autor que dá o devido valor aos atores que fazem parte da teledramaturgia e da história da televisão brasileira. Muitos acabam ganhando coadjuvantes sem muita função e raramente têm um bom destaque. "Deus Salve o Rei", atual trama das sete da Globo, por exemplo, reflete essa desvalorização. São poucos intérpretes mais experientes e os poucos que tinham morreram ou sumiram da história, como Rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho) e Rei Augusto (Marco Nanini). Já o "O Outro Lado do Paraíso" expõe justamente o contrário: a experiência é constantemente valorizada.


Walcyr Carrasco é um escritor que sempre procurou dar destaque aos veteranos em seus folhetins e o atual é mais um exemplo. É até impressionante a quantidade de medalhões da teledramaturgia escalados para essa produção e com perfis de importância. Nesta segunda-feira (02/04), por sinal, foi ao ar o casamento de Mercedes e Josafá. O casal de 'velhinhos turrões' sempre foi um dos pontos altos da trama, destacando o brilhantismo de Fernanda Montenegro e Lima Duarte, figuras tão raras em novelas.

E o casório não tinha como não emocionar o público. Após muitas brigas (resultando em cenas divertidas), os dois finalmente resolveram fazer uma cerimônia, partindo da vidente o pedido de casamento, logo depois que a mesma descobriu pela filha, Diva (Bel Kutner), que estava viúva há um bom tempo.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Volta triunfal de Clara promove cenas emocionantes e arrepiantes em "O Outro Lado do Paraíso"

Há menos de três meses no ar, "O Outro Lado do Paraíso" já pode ser considerada um imenso sucesso e mais um êxito para a carreira de Walcyr Carrasco. A novela da Globo chegou a marcar 40 pontos na última segunda-feira (11/12) e 42 na terça, com picos de 44. Índices impressionantes, sendo a primeira vez que um folhetim das nove supera os 40 pontos em sua oitava semana desde "Avenida Brasil". "A Força do Querer" só conseguiu esse índice na décima sétima semana e "Amor à Vida" ---- os dois grandes sucessos pós-fenômeno de João Emanuel Carneiro ---- na décima terceira. E a atual produção tem feito por merecer números tão elevados.


A trama arrebatou o público a partir da virada de fase, uma vez que o telespectador aguardava esse momento desde o início da história, após ter acompanhado os vilões se dando bem e humilhando os bonzinhos por mais de trinta capítulos. A fuga de Clara (Bianca Bin) fez a audiência saltar de 30 para 36 pontos e desde então só sobe. As razões são muitas, começando pela retomada da protagonista, que agora é milionária e ainda conta com um fiel escudeiro pronto para ajudá-la em tudo, o íntegro Patrick (Thiago Fragoso). O inferno no hospício passou e a fuga foi de tirar o fôlego. Mas, se essa sequência primou pelos vários acertos e a grandiosa direção da equipe de Mauro Mendonça Filho, a volta triunfal da verdadeira dona das cobiçadas esmeraldas conseguiu ser ainda melhor.

A mudança no visual da mocinha, comprando roupas ao som de "Weird Fishes" (Radiohead), expôs o início da vida da nova rica e esse clichê nunca se esgota. Várias novelas, séries e filmes já apresentaram cenas semelhantes e raramente o resultado é ruim. A parceria da mocinha com seu advogado também já desperta atenção, evidenciando a química entre Bianca Bin e Thiago Fragoso, prometendo um excelente casal nos próximos meses.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"O Outro Lado do Paraíso" presenteia público com Fernanda Montenegro e Laura Cardoso juntas em cena

A nova novela das nove da Globo está no ar há pouco tempo. Porém, já havia ficado claro desde as chamadas que o elenco da trama de Walcyr Carrasco era estelar. O autor escalou vários nomes de peso e impressiona a quantidade de veteranos em papéis de destaque. Isso acaba proporcionando momentos grandiosos para o público, como o encontro de duas damas da teledramaturgia, por exemplo. Foi exatamente o que aconteceu há duas semanas, através do reencontro de Mercedes e Caetana, interpretadas pelas fantásticas Fernanda Montenegro e Laura Cardoso.


A vidente e a cafetina tiveram uma espécie de acerto de contas, após uma armação do passado. A dona do bordel do interior de Tocantins tramou para separar Mercedes de Josafá (Lima Duarte), atingindo o seu objetivo com louvor. Porém, ela acabou não ficando com o seu amor, pois o homem de sua vida sempre foi apaixonado pela rival. Acabou apenas destruindo a relação, modificando o destino dos três. Nada disso foi mostrado, apenas falado. E nem precisava de flashback. A força interpretativa das duas bastou para deixar qualquer um hipnotizado com a longa cena. 

A sequência durou quase dez minutos, uma eternidade na teledramaturgia hoje em dia. Caetana se desculpou pela armação e Mercedes agradeceu pelo ato, pois a separação a fez passar por várias provações, até conseguir 'escutar vozes' que a orientam. A atitude da vidente surpreendeu a cafetina e as duas até se abraçaram.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Canal Viva acerta com a reprise de "Cambalacho", uma das marcantes novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 10 de março e 3 de outubro de 1986, "Cambalacho" foi uma das novelas das sete mais marcantes da Globo. Sucesso de Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a trama marcou época, mesclou a comédia rasgada e o drama com maestria e ainda apresentou uma legião de personagens cativantes. Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1991, o folhetim começou a ser reexibido pelo Canal Viva em agosto de 2015.


A história é protagonizada por dois trambiqueiros natos: Leonarda Furtado, a Naná (Fernanda Montenegro), e Jerônimo Machado, o Gegê (saudoso Gianfrancesco Guarnieri). Os dois sobrevivem dos cambalachos (expressão que se popularizou na época) que fazem e ela ainda custeia os estudos da filha (Daniela - Cristina Pereira) no exterior. Naná, inclusive, recolhe crianças das ruas para aliviar sua culpa pelos trambiques. Já o seu comparsa é mais 'prático' e bem menos sentimental.

Apesar dos golpes que praticam, os protagonistas são pessoas bacanas e de bom coração. Fernanda e Gianfrancesco formaram uma dupla maravilhosa na trama e esbanjaram sintonia. Os perfis eram uma espécie de mocinhos às avessas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rejeitada e marcada pelos equívocos, "Babilônia" chega ao fim responsável pelo próprio fracasso

Para o alívio da Globo, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28/08), uma das novelas mais problemáticas que já passaram pelo horário nobre: "Babilônia". Escrita pelo experiente Gilberto Braga, em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama (com apenas 143 capítulos) foi o maior fracasso da história do horário e sai de cena com uma amarga média geral de 25 pontos, índice compatível com um folhetim das sete. Encurtada em praticamente dois meses (seu término era previsto para o fim de outubro), a produção --- que chegou a empatar e a ter, algumas vezes, menos audiência que "Malhação", "Alto Astral" e "I love Paraisópolis" --- teve inúmeros equívocos e ficou pouco menos de seis meses no ar.


A história tinha como protagonistas três mulheres, onde duas delas eram as vilãs e uma a mocinha. Beatriz (Glória Pires), Inês (Adriana Esteves) e Regina (Camila Pitanga) seriam os pilares de sustentação do enredo, que despertou boas expectativas, após a exibição das chamadas iniciais e do atrativo primeiro capítulo. Parecia um folhetim promissor, ao menos em torno da trama central. Porém, ironicamente, foi um núcleo paralelo o causador da primeira polêmica: a novela sofreu uma forte rejeição do público logo na estreia em virtude de um beijo lésbico, protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, intérpretes de Teresa e Estela.

Claro que o fato de terem exibido o beijo logo na estreia, sem o telespectador conhecer a história das personagens, foi o fato agravante dessa 'rejeição'. Infelizmente não deveria ser assim, mas parte da audiência é muito conservadora. Entretanto, este nunca foi um problema da novela. Pelo contrário, a relação de Estela e Teresa sempre foi muito bonita e telespectador reclamando sempre terá, faz parte. Houve um foco tão grande em cima dessa circunstância que ocorreu um certo 'esquecimento' em torno do conjunto da obra, esse sim equivocado.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O fracasso de "Babilônia" e as declarações de Gilberto Braga

Todos já sabem que "Babilônia" é o maior fracasso do horário nobre da Globo e que os baixos índices de audiência são uma verdadeira dor de cabeça para a emissora, que comemora 50 anos em 2015. Assim como é de conhecimento geral que todas as mudanças feitas na novela até agora não surtiram efeito algum e ainda pioraram o que já não estava bom. Porém, todo este conjunto problemático ficou mais evidente depois da entrevista que Gilberto Braga deu a "O Globo", na Revista da TV, no último domingo de maio (31) ----- cujo link você pode acessar aqui.


O autor ---- que escreve a novela junto com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga ---- não havia se pronunciado a respeito da produção desde a sua estreia. Após um longo período calado, ele finalmente quebrou o silêncio em uma longa e ótima conversa. Gilberto sempre foi um escritor polêmico com suas declarações, tanto em relação aos colegas autores, quanto em torno dos atores e de suas próprias novelas. Ele não é de meias palavras e fala mesmo ---- característica parecida (para não dizer igual) a de Aguinaldo Silva, diga-se. Tanto que esta sua recente entrevista não chega a ser surpreendente para quem já leu as várias outras matérias que contaram com sua ilustre participação ao longo destes anos.

Gilberto Braga admitiu a preocupação com a situação 'catastrófica' (segundo o próprio) e disse que pediu para antecipar o grupo de discussão sobre a trama. Foi, inclusive, a partir das informações obtidas neste famigerado grupo (todo folhetim passa por esta 'análise' feita pela própria emissora através de diferentes perfis de telespectadores) que as mudanças no enredo começaram, mexendo, inclusive, nos poucos acertos da história.

sexta-feira, 20 de março de 2015

A desnecessária polêmica do beijo gay e a importância do casal Estela e Teresa em "Babilônia"

A estreia de "Babilônia" foi promissora e o grande trunfo da novela foi exposto logo nas primeiras cenas: a rivalidade entre as duas vilãs, Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Glória Pires). As sequências despertaram interesse assim que começaram a ser exibidas e não chegou a ser uma surpresa, levando em consideração o talento das atrizes. Porém, um outro momento também marcou o início da nova novela das nove: o bonito beijo do casal Estela e Teresa.


O par está junto há 35 anos e a cumplicidade ficou evidente desde a primeira cena. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga conseguiram criar um casal lindo e ainda escalaram duas das melhores atrizes brasileiras para interpretá-lo: Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro. Qualquer produção fica engrandecida quando tem duas intérpretes tão respeitadas em seu elenco. E colocá-las juntas em cena foi um acerto.

Amigas de longa data, elas transmitem com ainda mais facilidade o amor das personagens. A cena do primeiro beijo, exibida no capítulo de estreia, foi repleta de sensibilidade e as duas emocionaram. Estela e Teresa se declararam e comemoraram o tempo que estão juntas. Foi, inclusive, o primeiro casal mostrado na história. Mas, infelizmente, a sequência provocou 'polêmica' e críticas dos preconceituosos.

terça-feira, 17 de março de 2015

Com bom ritmo, "Babilônia" faz ótima estreia e aposta no duelo de vilãs para prender o público

Aguinaldo Silva saiu de cena e cedeu lugar para três colegas. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga são os autores de "Babilônia", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (16/03) com missão de aumentar os índices de "Império", que podem ser considerados satisfatórios depois do fracasso de "Em Família" (aumentou a média em 3 pontos). Dirigida por Dennis Carvalho, a trama apresentou um atrativo e movimentado primeiro capítulo, despertando interesse pelo enredo que aborda os diferentes tipos de ambição.


A história tem três mulheres como protagonistas. Glória Pires vive a poderosa e devoradora de homens Beatriz e Adriana Esteves interpreta a recalcada e infeliz Inês. As duas eram amigas de infância, mas a relação acaba com o tempo e as duas viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Já Camila Pitanga é Regina, o vértice deste triângulo feminino ----- afinal, o assassinato do pai dela é o ponto que entrelaça o trio. Ao contrário das outras duas, que transbordam ganância e veneno, a mulher batalha para sustentar a família e não passa por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Ou seja, há uma mocinha e duas vilãs no núcleo central.

Através destas três mulheres, a ambição será mostrada das mais diversas formas e, de uma certa maneira, servirá de pano de fundo para basicamente todos os conflitos da nova novela. O primeiro capítulo priorizou o nascimento da rivalidade entre Beatriz e Inês, com a história começando a ser contada no ano de 2005.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Belíssima": uma das melhores novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 7 de novembro de 2005 e 7 de julho de 2006, "Belíssima" foi mais um grande sucesso de Silvio de Abreu. A novela, dirigida por Denise Saraceni, contou com todos os elementos tão apreciados pelo autor: comédia, personagens populares, vilões perversos e uma boa dose de suspense. A produção substituiu a problemática "América", de Glória Perez, e foi substituída pela irregular "Páginas da Vida", de Manoel Carlos.


A história tinha como foco central a 'Belíssima', uma empresa referência na comercialização de roupas íntimas, que era presidida por Júlia Assumpção (maravilhosa Glória Pires), a mocinha da trama, que sofria nas mãos da sua avó: a cruel Bia Falcão (grandiosa Fernanda Montenegro). A mãe da protagonista (Stella Assumpção, uma famosa e linda modelo de 1960) morreu em um acidente de avião, deixando ela e seu irmão Pedro (Henri Castelli) órfãos. Os dois, então, acabaram sob os cuidados de Bia.

Pedro se envolve com Vitória (Cláudia Abreu), uma ex-menina de rua, e tem uma filha com ela (Sabina - Marina Ruy Barbosa), que é muito amada pela poderosa empresária. Mas Bia Falcão não admite este relacionamento e inferniza a vida da nora. Pedro e Vitória, aliás, vão morar na Grécia, juntamente com Sabina, e lá conhecem o simpático Nikos Petrákis (Tony Ramos impecável), com quem estabelecem uma forte amizade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Merecida homenagem a Fernanda Montenegro foi o ponto alto do "Prêmio Extra" de 2014

A edição de 2014 do "Prêmio Extra" aconteceu nesta terça-feira (11/11), no Vivo Rio, local que já virou o ambiente oficial da premiação. O evento foi apresentado por Tiago Leifert e Fernanda Paes Leme e ocorreu sem maiores problemas, bem diferente do que aconteceu no ano passado --- cheio de problemas técnicos ----, quando Marieta Severo e Marco Nanini apresentaram. Tudo foi transmitido pelo site do jornal e o ponto alto da noite foi a justa homenagem a Fernanda Montenegro.


A maior atriz deste país foi homenageada através de belos depoimentos (quase declarações de amor e admiração) lidos por Edney Silvestre, Fernando Eiras, Nathalia Timberg e Artele Salles (recuperada de um câncer). Todos leram alguns trechos de frases da própria atriz e ainda a reverenciaram. Fernandona agradeceu a todos, falou do seu amor pelas artes cênicas e ainda pediu que Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho (também presentes no evento) subissem no palco e ficassem ao seu lado. Foi um momento emocionante.

Os homenageados de 2012 foram Glória Menezes e Tarcísio Meira, enquanto que Tony Ramos foi o agraciado em 2013. Em 2014, foi a vez da Fernanda Montenegro ser aplaudida pelos colegas de profissão e pelo público presente. A atriz ---- que brilhou neste ano na deliciosa série "Doce de Mãe" -----, inclusive, estará em "Rio Babilônia", nova novela das nove, e fará par com a extraordinária Nathalia Timberg, sua grande amiga.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há quatro anos, estreava "Passione": mais uma grande novela de Silvio de Abreu

No dia 17 de maio de 2010, estreava "Passione", até agora a última novela de Silvio de Abreu no horário nobre. A novela tinha como principal qualidade seu esplendoroso elenco, que apresentava grandes nomes do teatro e da televisão com personagens de destaque. A trama, dirigida por Denise Saraceni, substituiu a criticada e fracassada "Viver a Vida", de Manoel Carlos, e presenteou o publico com uma excelente história, contada ao longo de 209 capítulos.


Com o núcleo principal encabeçado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, a novela apresentou vários núcleos, onde todos eram intercalados e repleto de dramas fortes. A empresária Bete Gouveia (Fernandona) começou a história já sabendo que seu filho não havia morrido, iniciando uma saga em busca do ente querido. E a partir desta revelação, a grande vilã Clara Medeiros (Mariana Ximenes) arquitetou um plano, com a ajuda de seu parceiro e amante Fred (Reynaldo Gianecchini), para encontrar este rapaz antes da milionária e se casar com ele, com o objetivo de herdar automaticamente toda a fortuna da Família Gouveia.

E o filho de Bete Gouveia era Totó (Tony Ramos), que vivia com sua família na Itália. Todos eram característicos italianos, abusavam do sotaque e eram muito unidos. Ele tinha uma forte ligação com os quatro filhos ---- Adamo (Germano Pereira), Agostina (Leandra Leal), Agnello (Daniel de Oliveira) e Alfredo (Miguel Roncato) ---- e com a irmã, Gemma, interpretada brilhantemente por Aracy Balabanian.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Doce de Mãe": chegou ao fim uma das melhores séries da Globo

A melhor série que estava no ar na Globo (e uma das melhores já feitas na emissora) chegou ao fim. Produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre e escrita e dirigida por Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, "Doce de Mãe" teve seu último episódio apresentado nesta quinta-feira (08/05) e já está fazendo falta. A história de Dona Picucha (Fernanda Montenegro) e sua família foi contada de uma forma encantadora, onde o humor, a melancolia e o drama se misturavam com maestria. Semanalmente, o telespectador foi presenteado com um produto de imensa qualidade e que não apresentava um defeito sequer.


A produção ganhou um seriado depois dos inúmeros elogios ao tele-filme exibido em 2012, que ganhou --- através do prêmio de Melhor Atriz para Fernandona --- até um Emmy Internacional, o Oscar da televisão. A estreia da série só ocorreu em 2013, mas a espera valeu a pena. Todas as qualidades vistas no longa foram mantidas e a história ainda apresentou ótimas novidades no elenco fixo, além de participações especialíssimas que engrandeceram alguns episódios.

A trama também não exibiu nenhuma grande mudança e nem precisava. O interessante era justamente a simplicidade da história da carismática Dona Picucha e da forma como ela encarava a vida e a família. Cada conflito, cada drama familiar, cada situação engraçada, cada ironia, cada reflexão, cada emoção, cada discussão,