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terça-feira, 1 de março de 2016

Núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes prejudicam narrativa de "A Regra do Jogo"

"A Regra do Jogo" mostrou, desde a estreia, que tem uma trama central muito interessante. João Emanuel Carneiro conseguiu criar um enredo atrativo, embora com muitos furos, em torno de uma perigosa facção criminosa, criada por um poderoso empresário (Gibson - José de Abreu) que planeja acabar com a corrupção e a criminalidade através da violência. Quando a novela foca nisso, prende atenção com facilidade. Entretanto, a narrativa é muito prejudicada pelo núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes.


Todo folhetim precisa ter subtramas para a história central poder se sustentar por vários meses no ar. Principalmente as produções do horário nobre, que costumam ter capítulos maiores que as exibidas na faixa das seis, das sete e das onze. Caso contrário, não há criatividade que consiga elaborar constantes conflitos para o núcleo principal se manter atraente por praticamente sete meses. Portanto, nada mais normal do que a criação dos enredos paralelos ---- isso desde a criação da telenovela.

E é fundamental que o autor desenvolva situações secundárias tão envolventes quanto a central. Porém, não é o caso de "A Regra do Jogo". O que o enredo que engloba a facção tem de atrativo, os que movem a família de Feliciano (Marcos Caruso) e o Morro da Macaca têm de desinteressantes. Curiosamente, todos são voltados para a comicidade, com exceção da trama pesada que cerca a vida de Domingas (Maeve Jinkings).

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Paulo Betti e Alexandra Richter se repetem em "Malhação"

Infelizmente alguns atores acabam sendo 'vítimas' da repetição de papéis. Isso ocorre porque há autores que têm medo de sair do certo e partir para o 'duvidoso'. Afinal, se um determinado ator já deu certo interpretando um tipo 'X', por que não pode novamente repetir o êxito? O problema é que isso acaba prejudicando o profissional, que fica estigmatizado e algumas vezes tem seu talento questionado. E o caso do 'mais do mesmo' está podendo ser visto na fraca atual temporada de "Malhação".


Embora talentosos, Paulo Betti e Alexandra Richter ganharam papéis praticamente iguais ao últimos tipos vividos por eles. Paulo integrou recentemente o elenco de "Lado a Lado", interpretando um diretor teatral, que foi muito bem defendido por ele. Porém, seu personagem anterior ainda permanece vivo na memória do público; o Jonas, de "A Vida da Gente". O rico empresário que era casado com uma periguete muito mais nova, tinha desvios de caráter, um puxa-saco do lado e pouco se importava com os filhos, foi um dos personagens brilhantemente escritos pela autora Lícia Manzo. O ator se destacou na trama e ainda proporcionou bons momentos cômicos.

Ao observar Caetano, da história de Ana Maria e Patrícia Moretzsohn, o telespectador não consegue notar nenhuma diferença em comparação ao Jonas. O personagem também não é um poço de ética, é casado com Bernardete (Fernanda Souza), uma periguete burra, tem uma excelente condição financeira, não se

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

História boba e personagens desinteressantes prejudicam atual temporada de "Malhação"

Após uma inspirada temporada, recheada de bons personagens, que retratou com propriedade e verossimilhança o universo adolescente ---- voltando às origens da novelinha, substituindo uma fase repleta de problemas exibida em 2011, cujo enredo foi inicialmente baseado no misticismo ----, "Malhação" parece ter perdido sua essência novamente. Apresentando uma história voltada para a 'família', a vigésima-primeira temporada, que completou um mês no ar, não tem sido nada animadora.


As autoras ---- Ana Maria Moretsohn e Patrícia Moretsohn ---- miraram nos dramas familiares justamente para conquistar um público mais abrangente e não só os adolescentes. Porém, esse tipo de artifício nunca foi necessário, afinal, já foi comprovado que o perfil do telespectador da "Malhação" engloba não só jovens, mas muitos adultos também. Basta a trama ser atraente. Mas, infelizmente, o enredo tem se mostrado boboca e cansativo.

O que tem sido apresentado até agora nada mais é do que uma história quase infantil, com poucos conflitos e situações totalmente desinteressantes. A vilã atrapalhada vivida pela Alexandra Richter (Maura), por exemplo, tem como principal missão 'atrapalhar' a vida dos vizinhos (a família protagonista, cujo casal é formado por Ronaldo - Tuca Andrada e Vera - Isabela Garcia), que se mudaram para o casarão do lado de sua residência. Ela até mandou seu filho (Sidney - Vitor Thiré) colocar